quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ELEMENTAR, MEU CARO CORREIA DA FONSECA, MAS...






Segundo o jornal Público de ontem, “O secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, afirmou ontem que a construção da 2ª fase do projecto Metro Mondego, que vai ligar os Hospitais da Universidade de Coimbra à Baixa da cidade, depende do resultado dos estudos de procura de passageiros que deverão estar concluídos dentro de um mês.”
Continuando a citar o Público, “Na apresentação do troço de metro ligeiro entre a zona da beira-rio e a Câmara de Coimbra, Correia da Fonseca mostrou-se confiante de que estes estudos e as análises custo-benefício vão demonstrar a viabilidade da linha. Mas ressalvou que “os projectos têm que se justificar a eles próprios: comboios para andarem vazios, não. É um desperdício de recursos”, declarou. Caso os estudos demonstrem que a linha é viável, o governante diz que o projecto avançará “com toda a rapidez”.
Correia da Fonseca alertou ainda para a necessidade de os municípios envolvidos no projecto Metro Mondego –Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo- criarem uma autoridade regional que articule todos os serviços de transporte da região.
A preocupação é partilhada pelo presidente da Metro Mondego, Álvaro Maia Seco, que ontem lamentou a falta de colaboração da câmara e dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) na articulação do metro com a actual rede de autocarros. “Em três anos, ainda não conseguimos ter reuniões verdadeiramente produtivas para definir uma nova rede de transportes para a cidade”, lamentou. Dizendo que, por vezes, tem “dúvidas” de que Coimbra “queira mesmo ter o metro”, avisou: as câmaras têm que ter uma atitude mais proactiva: se olharem para este projecto como uma oportunidade para transformar o território e para reformular todos os serviços de transportes, o Metro Mondego vai ser um caso modelar de sucesso. Se não, pode ser um elefante branco”. In Jornal Público de ontem, 19 de Janeiro.

5 comentários:

Anónimo disse...

Ai o meu rico dinheiro. Lá se foram mais uns trocos, para o lixo. O velho ditado diz :"Em casa onde não haja pão, todos ralham e ninguém tem razão", aqui aparentemente passa-se o inverso

Daniel disse...

Para quem não sabe, informo que actualmente o ramal da Lousa tem um prejuízo de exploração de mais de 4 milhões de euros por ano.
O metro vai permitir reduzir estes custos de exploração.

Podem ver aqui a entrevista a Álvaro Maia Seco (Pres. da Sociedade Metro Mondego): http://www.youtube.com/watch?v=h8MiWmem_ZY

Anónimo disse...

Caro Sr Daniel. Aparentemente lida com todos os números que envolvem o metro mondego, bem como os do extinto ramal da Lousã. Seria possível então e a título de informação, dar-nos a informação do custo a que ficam a carreiras que substituíram a automotora e quando dinheiro é poupado por ano. O dito metro não ficará muito mais dispendioso do que as vulgares carreiras de autocarros?

Jorge Neves disse...

Parece-me que esta ao serviço de alguem, já basta de intoxicar o povo com falsas verdades

Daniel disse...

Sr. Anónimo, não tenho nada a ver com o Metro Mondego. Sou apenas um cidadão atento que se mantém informado.
A informação que aqui coloquei está presente no video da entrevista ao presidente da MM, e foi proferida por ele.