quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA

(IMAGEM DA WEB)








 Hoje, ao bater da meia-dúzia de badaladas na torre sineira da igreja de Santa Cruz, já o Sol se estava a pôr em cima de todos, o “Aspirante” estava com uma piela que nem se tinha, e um bando de caloiros à solta faziam mais barulho que os gaiteiros de Liceia, deu-se início ao Julgamento Sumário do Dia.
Costuma ser às 14 horas, mas o Senhor Doutor Juiz, Meritíssimo Almerindo Abrolhos, convocou todos, incluindo a imprensa escrita e falada –refiro, nomeadamente todos os jornais, a rádio e a televisão, esta a cargo do Luís Perdigão, com a “Tvcoimbra Eusei”- e com voz grave, daquelas vozes de bagaço, únicas de “big father”, exclamou: “por causa do concerto dos U2, devido às modificações no trânsito, e sobretudo às alterações hormonais que tudo isto possa causar nos cidadãos, excepcionalmente, esta semana, o julgamento será realizado às 18 horas –fez um grande sorriso para o Perdigão, que não perdeu a oportunidade para fazer um figurão e um grande plano para a câmara de filmar.
Como das outras vezes, igualmente, este acto jurisprudencial de cidadania activa dos cidadãos nos processos decisórios de grande importância para a cidade será supervisionado pelo pai da Nação, el-rei Dom Afonso Henriques, que aferirá da justeza da sentença.
Perante o povo, e um grupo de caloiros que faziam um escarcéu danado, presente nesta Praça 8 de Maio, o Meritíssimo (sempre com maiúsculas, que o respeitinho é muito lindo) proclamou: “está aberta a audiência!”.

Como é hábito em anteriores pleitos, pelo meirinho deste tribunal, oficial de justiça Senhor Mendes, vai ser lida em voz alta a composição dos altos dignitários residentes e que, em nome do povo –neste caso excepcionalmente em nome de um cidadão, embora em representação da classe- irão fazer justiça.
Vamos tomar atenção, (shiu!), que o “Fura Mundos” fala baixo e, para piorar, ontem andou nos copos até às tantas e não se percebe uma sílaba do que ele diz…(shiu!):

Está a falar ao ouvido do Meritíssimo. Vou aproximar-me, para ver se entendo alguma coisa do que ele diz.
-Meritíssimo, tenho aqui uma nota de protesto do pai da Nação, el-rei Dom Afonso, a insurgir-se contra as comemorações do próximo 5 de Outubro. Escreve ele, que isto é uma bandalheira, que é profundamente discriminatória; que está tudo mal, a começar na Constituição, ao defender a República como único sistema político. E mais, diz o filho da mãe que mal conheceu o pai, que se todos os portugueses pagam um euro para as comemorações, embora seja frontalmente contra, qual a razão de ninguém lhe ter passado cartuxo no peditório?
O Senhor Doutor autoriza que eu leia a nota reivindicativa antes de começar o julgamento?
-Quê? Ó “Fura Mundos”, você ensandeceu de vez? Nem pensar! Isto aqui é um julgamento, não é um comício monárquico! Vamos lá a pôr ordem na casa…como quem diz, na rua.
-Muito bem, excelência. Queira desculpar! Vou então ler em voz alta a composição do tribunal.

Juiz Meritíssimo: Doutor Almerindo Abrolhos (aqui);

Acusação em nome do interesse público (do artista “Zé Pintelho”, em representação de todo o universo artístico da cidade, incluindo o “Zé dos Alicates”): Senhor Procurador Doutor Adelino Paixão (aqui);

Advogado de defesa: Doutor Carlos “popó” (aqui);

Processo 04/2010

Réu: Empresa Municipal de Turismo/ Câmara Municipal de Coimbra

Como já nos vem habituando o Senhor Procurador Doutor Adelino Paixão gosta de teatralizar. Começa por cofiar a barba, passa a mão no avantajando ventre, puxa o colete para baixo, igualzinho às mulheres quando puxam as orelhas a uma saia curtita, ajeita a toga, abre os braços como o Cristo-Rei, e aí está ele pronto a argumentar. Vamos ouvir:
“Senhor Doutor, Meritíssimo Juiz, estamos reunidos nesta praça, melhor dizendo neste fórum popular, porque o cidadão “Zé Pintelho”, um conhecido artista plástico, em representação de todos os colegas, considera ter sido ofendida a sua honra e dignidade ao ser disponibilizada, pela Empresa Municipal de Turismo versus Câmara Municipal de Coimbra, a verba de 200 mil euros, fora as alcavalas, oferecida pelo concerto dos U2 e promovida pela “Ritmos e Blues”.
Meritíssimo, tenha lá santa paciência, mas isto não pode ser! Se estivéssemos no tempo do vereador da cultura Mário Nunes, eu sei lá o que é que já tinha acontecido. Já haveria para aí um abaixo-assinado a correr na Internet, uma manifestação popular, sei lá que mais! Bastava só o nome “Ritmos” para ligarem logo o antigo vereador aos ranchos. Foi preciso um ilustre cidadão, “Zé Pintelho”, levantar o pincel e insurgir-se contra esta pouca-vergonha.
Afirma o senhor Pintelho que, por falta de massa, já há muito que não molha o pincel. Ora, no seu entender –e no meu também, naturalmente, a autarquia não pode dançar ao ritmo de  blues e esquecer as mais elementares necessidades dos artistas da Baixa. Isto é um escândalo Senhor Doutor. Uns são filhos de Deus, outros filhos da puta…ai desculpe, meritíssimo –viu-se que o Doutor Adelino Paixão ficou mesmo meio encabado.
Até porque, sublinho a minha revolta, queira levar em conta que o vocalista da banda é Bono. Ora, Bono…remete-nos para “pro bono”, que em latim significa “para bem do povo”. Por conseguinte, Meritíssimo, se vêm ganhar quatro milhões de euros…ora…é só mesmo fazer as contas. Esta banda é uma fraude!
Perante estes deslizes todos, está de ver que estamos em presença de al…cu…furado. Por outras palavras, há um furo que se detecta no cu…rial.
É meu entender que V. Ex.ª deve condenar a empresa Municipal de Turismo, na pessoa do presidente Alcoforado, assim como todo o executivo e oposição que, em reunião, aprovaram a medida e nem piaram.
Em nome do povo, em nome do senhor “Zé Pintelho”, representante de toda a classe artística da cidade, peço a condenação, “ex aequo”, das duas entidades, por desperdício de fundos, fuga de capitais para a Irlanda e falta de assistência aos artistas mais carenciados da cidade, que nem um cêntimo da edilidade podem contar para molhar o pincel.

Testemunhas de defesa: Luís Alcoforado, fadista de renome, professor universitário, presidente da Empresa Municipal de Turismo (não compareceu porque não teve mesmo hipótese nenhuma de estar presente); Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra (não compareceu porque estava muito ocupado a passar os dossiers para o seu vice Barbosa de Melo. Além disso, à mesma hora, a sua netinha, ganhou uma birra do caraças e agarrou-se às calças do avô, de tal forma, que, mesmo com a intervenção de todos os moradores da Rua das Fangas, não foi mesmo possível ausentar-se); Maria José Azevedo, vereadora da Cultura (não compareceu por impossibilidade técnica. Esteve todo o dia a planear vários eventos à mesma hora e no mesmo dia para a Baixa); Luís Providência, vereador do Desporto (não compareceu, alegou que estava a elaborar um rigoroso inquérito às Águas de Coimbra, sobretudo na relação amores infiéis versus Águas de Portugal).

Depois de rebatidos todos os quesitos, entre chatices futuras e tricas passadas, quer da defesa quer da acusação, e após um curto período para ponderação na igreja de Santa Cruz, em que o senhor Doutor Juiz aproveitou para espreitar as pernas da Laurinda, uma devota de todos os santos e que mora na Rua do “Já Chateia ser Virgem”, é convicção profundíssima, imensíssima do Meritíssimo e Reverendíssimo Juiz Almerindo Abrolhos que o Turismo e a autarquia, para além de serem concubinas em ritmos e blues, agiram irresponsavelmente sem levarem em conta os interesses da cidade, na equidade, na justa distribuição por todos os artistas.
O senhor Doutor levou em conta, como atenuante, o facto de Luís Santarino, apesar de ser do partido da oposição ter desvalorizado no “Facebook” este apoio da coligação por Coimbra.
Assim, nas prerrogativas deste estado de justiça de solas rotas, o Meritíssimo condena a empresa mãe e a empresa filha da mãe a aturar os barulhos que os artistas irão desencadear para o futuro. Mais: que cada um dos presidentes, da autarquia e do Turismo de Coimbra, sejam obrigados a arranjar tempo para qualquer artista que solicite ser recebido individualmente.

Está encerrada a sessão –segue-se a tradicional pancada do malho.

O VÍDEO DO DIA...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)

(IMAGEM DE LEONARDO BRAGA PINHEIRO)







João Braga deixou um novo comentário na sua mensagem "OLHAR O SOL E RECEBER LUZ": 




"Se hoje de manhã ao acordar,
lhe pareceu não ter grande vontade,
sentiu a fronte rugosa, um transpirar,
algo cinzento, carência de emotividade," ... tenha paciência, que as noticias que efectivamente ouviu no seu rádio despertador, não eram as mais animadoras. Aumento do IVA para 23%, a desgraça do resto da economia e aumento da pobreza. É verdade, é verdade, acorde porque não estava a sonhar, nem a viver um terrível pesadelo. O que acabou de ouvir é a pura, fria, nua e crua realidade ... 

ENLACES COR DE ROSA

(IMAGEM DA WEB)

 Segundo o Jornal de Notícias já se realizaram 131 casamentos homossexuais...aqui...

ORDENADOS NA RTP: ALGUMA COISA VAI MAL NO REINO DA IMBECILIDADE

(IMAGEM DA WEB)



ESCANDALOSO!!! RTP - EMPRESA PÚBLICA PAGA SALÁRIOS OFENSIVOS

     

AJUDEM A DIVULGAR:  

     SALÁRIOS COMO ESTES É QUE O GOVERNO DEVE CORTAR TANTO NO SUBSÍDIO DE
     FÉRIAS E DE NATAL, COMO BAIXÁ-LOS EM 50% E NÃO APENAS EM 5% !!!
     RAPIDAMENTE O PAÍS SAIRIA DA RECESSÃO E AÍ SIM, SERIA O "CAMPEÃO DO
     CRESCIMENTO" COMO AFIRMOU SÓCRATES HÁ UNS TEMPOS ATRÁS NUM JORNAL
     DIÁRIO.

     E ainda se pensa que os Professores e os funcionários públicos é que ganham bem...

     Tratando-se a RTP de uma empresa pública, sustentada pelos nossos
     impostos, interessante era comparar tais salários com os praticados na
     SIC e TVI, empresas privadas.

     Judite de Sousa (14.720 €), José Alberto de Carvalho (15.999 €) e José
     Rodrigues dos Santos (14.644 €), o dobro do que recebe o
     primeiro-ministro José Sócrates e muito mais que o Presidente da
     República.
     José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as
     ajudas de custos a quantia de 15.999 €/mês, como director de
     informação.
     A directora-adjunta Judite de Sousa, 14.720 €.
     José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 €/mês.
     O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 € brutos,
     remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
     de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.
     De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
     salário ilíquido de 10.381 € e o primeiro-ministro José Sócrates
     recebe 7.786 €

     Outros escândalos:-

     Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros-
     Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594 €-
     Pivôt João Adelino Faria: 9.736 €
     Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500€-
     Director de Compras, Pedro Reis: 5.200€-
     Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000€-
     Paulo Dentinho, jornalista: 5.330€-
     Rosa Veloso, jornalista: 3.984€-
     Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984€-
     Rui Lagartinho, repórter: 2.530€-
     Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900€-
     Isabel Damásio, jornalista: 2.450€-
     Patrícia Galo, jornalista: 2.846€-
     Maria João Gama, RTP Memória: 2.350€-
     Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800€-
     Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393€-
     Helder Conduto, jornalista: 4.000€-
     Ana Ribeiro, jornalista: 2.950€-
     Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300€-
     Jacinto Godinho, jornalista: 4.100€-
     Patrícia Lucas, jornalista: 2.100€-
     Anabela Saint-Maurice: 2.800€-
     Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162€-
     João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550€-
     António Simas, director de meios: 6.200€-
     Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800€-
     António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 € (sem ajudas)-
     Margarida Metelo, jornalista: 3.200 €

     ISTO É UM ESCÂNDALO!!!

     Tanto mal dizem estes jornalistas, dos Funcionários Públicos... queria
     dizer Trabalhadores em Funções Públicas

(RECEBIDO POR E-MAIL)

OLHAR O SOL E RECEBER LUZ




(CLIQUE EM CIMA DO VÍDEO)



Se hoje de manhã ao acordar,
lhe pareceu não ter grande vontade,
sentiu a fronte rugosa, um transpirar
algo cinzento, carência de emotividade,
saiba que terá mesmo de se acalmar,
controle o fragor dessa ânsia, ansiedade,
pense em cores, no que o/a faz alegrar,
num campo verde, fogo, fertilidade,
passarinho em Agosto de terno luar,
coloque de lado toda a animosidade,
esqueça os impostos, tente relaxar,
seja positivo, ligue a sensibilidade,
está vivo, tem saúde, tem um sonhar,
olhe à volta, olhe a colectividade,
espalhe alegria, deixe de chorar,
seja um elemento de interactividade,
veja no Sol a luz sempre a mudar,
espreite a Natureza, essa capacidade,
do ambiente na Terra, no abençoar,
qualquer ser é vida, uma continuidade,
não há tristeza, solidão, nem desanimar,
há esperança, muita força, adaptabilidade
à circunstância, ao tempo, ao desabrochar,
tudo é água a correr nesta biodiversidade,
então, copiemos, é preciso mesmo acordar,
como leão, partir para a luta com dignidade,
sem deixar cair os braços, e abandonar
tudo, o que foi tudo, nesta combatividade,
olhe para cima, receba a luz, vamos acreditar,
que estas nuvens negras de contabilidade,
serão a prazo, com coragem, iremos passar,
ergamos as mãos conjuntas em astralidade,
em céu azul de esperança irá se transformar,
não nos deixaremos vencer pela fatalidade,
em coro, todos, todos juntos, vamos gritar:
SOMOS PESSOAS, SOMOS HUMANIDADE!






UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PROVIDÊNCIA, PROVIDÊNCIA, ONDE ESTÁ O TEU PENAR?": 

Espantoso e oportuno este acutilante texto. É incrível que alguém pago e eleito pelo povo tenha opinião acerca de um ordenado de um trabalhador de outra instituição. Mas quando toca a tomar decisões fundamentais não só para essa instituição, mas para toda a cidade, já que esta decisão compromete a população por 50 (sim, cinquenta) anos), acovarda-se e nem sequer aparece na reunião. Saberá este senhor o significado da palavra e da função 'vereador'? 


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Jorge Neves deixou um novo comentário na sua mensagem "PROVIDÊNCIA, PROVIDÊNCIA, ONDE ESTÁ O TEU PENAR?": 


Como o CDS-PP já prepara um novo queijo limiano, Providência apesar de fazer parte da coligação que venceu a autarquia, deve ter recebido orientações superiores ( partidárias) para deixar a batata quente na mão de Encarnação. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

BRUXELAS NÃO VAI PROCESSAR A FRANÇA....

(FOTO DO JN)

Segundo o jornal PÚBLICO, Bruxelas...

VOLTA CÁ, A MIM, BEIRAS QUE ESTÁS PERDOADA...








Segundo o Diário as Beiras de hoje, em nota da administração, o grupo Lena, actual detentor do jornal, acaba de dividir a cama, "fifti-fifti", com a Fabricela. Não há nada melhor para solidificar relações do que ficarem pregadas, o que quer dizer, que o enlace promete. Até porque, para o dono da fábrica de pregos Fabricela, António Teixeira, nem é coisa nova, conhece muito bem a "beirã", viu-a crescer desde pequenina. Ainda andava ela trôpega, de passo vacilante, em semana a semana, pelas casas coimbrãs. Isto muito antes de Aníbal ser o grande chefe militar cá da parvónia e o António (Guterres) ser o santantoninho do terceiro-mundo.
Se isto, aparentemente, já será uma boa notícia, melhor ainda é saber que a "rapariga" vai voltar à Baixa. Quem o diz é o meu colega do lado, o "Sexo e a Cidade".
O que é quero dizer com este arrazoado todo? Nada e tudo. Nada porque nada. Tudo, porque, vão ver, agora queixo-me de que as Beiras não "curtem" a Baixa -nem sei bem porquê, vendo bem, apesar da idade, ainda é boa como ó milho e, se bem acariciada, até rompe meias-solas-, qualquer dia, de tantos beijinhos e abraços a esta velha jarreta, é só "love", até há-de chatear...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)

(FOTO DO JORNAL DE NOTÍCIAS)



Ana Soares deixou um novo comentário na sua mensagem "PORQUE A QUESTÃO DOS CIGANOS ESTÁ NA ORDEM DO DIA....": 


Não posso deixar de comentar apenas que nunca vivi de subsídios nem de qualquer outra ajuda do Estado. Se tenho a minha casa trabalhei muito para a conseguir, enchi muito carro de entulho e acartei muito balde de cimento. Se tenho televisão por cabo, Internet, e outros confortos na minha casa sou eu que os pago, não os desvio do poste mais próximo. É claro que também não ando de Mercedes, tenho o mesmo carro há mais de uma década. Por tudo isto, não entendo porque há certos extractos da nossa sociedade que tudo exigem ao Estado e nada fazem para o recompensar.É por estas e por outras que país se encontra no estado em que está.
Ana Soares 



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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)": 

 
Pessoalmente não tenho nada contra os ciganos, aqueles porém que trabalham, nomeadamente no comércio. O que já não tolero e me faz revoltar profundamente é aqueles, e são muitos os de etnia cigana, que vivendo à custa de subsídios vários nada fazem na vida. É que vivo numa urbanização conhecida, de resto por alguma qualidade e vive na mesma, em fracção arrendada, paga pela segurança social uma família de etnia cigana em que todos os membros nada fazem. O pai então é mesmo gritante; anda de manhã à noite a vaguear pelas ruas da urbanização metendo conversa com toda a gente e nada produz, zero, não obstante a força física que o corpo opulento evidencia.
Mas isso é um erro geral deste nosso estado social; dar sem critério e rigor a troco de nada. Sou de opinião que qualquer subsidio social só devia ser dado em troca de qualquer prestação social a gerir pelas juntas de freguesia. Por exemplo os incêndios, toda a gente sabe que passou a época critica do Verão e durante mais um ano ninguém vai voltar a falar do assunto. Mas também toda a gente sabe que só com a limpeza das florestas o problema se resolve, como é provado pelo agravar da situação nos últimos anos pelo abandono do mundo rural. Ainda me lembro do meu pai, devotado agricultor, que nos baldios que circundavam a sua exploração agrícola limpava, numa extensão de muitas centenas de metros, todo o mato para dai fazer fertilizante para as culturas. Como ele milhares de outros agricultores no interior. Obviamente que não havia qualquer possibilidade de incêndio, além de que as nossas florestas tinham um aspecto mais apresentável.
Porque não instituir o seguinte sistema; os beneficiários de subsídios sociais deveriam ser obrigados a apresentar-se nas juntas de freguesia para, sob gestão das mesmas, prestarem trabalhados comunitários, entre outros, a limpezas das florestas, das ruas, dos jardins.
Seriam as juntas de freguesia que disponibilizariam os instrumentos de trabalho e a refeição do almoço.
Para o efeito as juntas de freguesia aufeririam as receitas correspondentes aos pagamentos que os proprietários das florestas limpas teriam de pagar, a liquidar em função da área e a executar judicialmente através de um meio processual agilizado em caso de recusa de pagamento.
Como vê ideias não faltam.
Já agora aproveito o tempo de antena, peço porém desculpa pela ocupação de espaço, para expor outra ideia ao abrigo de um dever de cidadania que me parece dever ser apanágio de todos; hoje, tal como ontem e todos os dias fui à caixa do correio e retirei da mesma dezenas de folhetos publicitários de hipermercados e outro tipo de estabelecimentos comerciais. Folhetos esses, muitos deles de óptima qualidade, às vezes melhor que muitos livros e jornais, porém que ninguém vê ou lê.
Já reparou a contribuição negativa que este procedimento dá para a poluição; papel necessário, tinta, combustível gasto pelas pessoas que os produzem e distribuem, etc. Tudo custos ambientais em vão, pois a maior parte das vezes, pelo menos falo por mim, apenas os tiro da caixa do correio e coloco no papelão.
Porque não obrigar os anunciantes a fazer os seus anúncios pela televisão. Criava-se um canal próprio só para o efeito.
Como vê mais uma ideia que me parece brilhante e com pequenas, mas boas ideias se muda ou pelo menos tenta mudar este nosso mundo.
Um abraço e obrigado pelo seu trabalho.
Continuo a não me identificar pois pela minha frontalidade já fui aqui, lamentavelmente, mais que uma vez mal interpretado e incompreendido.

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NOTA DO EDITOR:

Obrigado por, mais uma vez, poder contar com os seus acutilantes comentários. Quanto ao ser mal interpretado e incompreendido não foi por mim. Como sabe, estou aberto a todas as opiniões. No entanto, saliento, que ainda bem que há pessoas que discordam do nosso pensamento. É aí, como rampa de lançamento, que nos faz avançar para outros prismas.

Se quer uma opinião, não deveria ligar às discordâncias, e não levar isso para a fulanização. Mal de mim de levasse a sério o que -felizmente, raramente- me chamam.
Abraço, e continue a escrever...porque escreve bem, é claro, e respeitoso na forma. O resto...deixe comigo.

ESTOU CÁ COM UMA VONTADE! E SE EU DESSE OUTRA... ...MÚSICA?

PORQUE A QUESTÃO DOS CIGANOS ESTÁ NA ORDEM DO DIA...


 Segundo este texto e foto do Jornal de Notícias, de um total de 30 famílias ciganas a viverem ilegalmente em acampamentos, 11 estão na iminência de serem despejadas.
Gostaria de ver aqui alguns comentários. O que lhe parece?
Só para atiçar, lembro na foto, do lado direito, a antena de televisão por satélite. Lembro também que declaram desviar (para não dizer furtar, porque é feio) electricidade de um poste público.
Vamos lá a comentar...

PROVIDÊNCIA, PROVIDÊNCIA, ONDE ESTÁ O TEU PENAR?





 Nem sempre acreditei na divina providência. Enquanto a navegar em mar de águas alterosas, como todos os humanos que na hora de aflição rezam a todos os santos, já lhe fiz promessas. Umas vezes teriam sido satisfeitas outras vezes não. A velejar neste oceano de ambiguidade, fiquei sempre na dúvida se deveria acreditar ou não na sua omnipotência. Com o tempo, porque o tempo é fantástico e tornamo-nos mais assertivos e sabedores, optei pelo agnosticismo, que é assim uma espécie de estar à espera que Jesus Cristo regresse à Terra para acreditar nos seus poderes transcendentais.
Acontece que em 10 de Agosto o Diário de Coimbra (DC) que contava que uma providência, em jeito de aviso cautelar, intentada por Luís Providência, vereador eleito pela maioria, numa reunião do executivo, tinha desafiado a empresa municipal Águas de Coimbra (AC) a cortar em determinadas despesas, concretamente nos gastos com o pessoal e nomeadamente nas avenças de alguns prestadores de serviços. Como sou um bocado bacoco, como disse em cima, e estou à espera que Cristo desça à Terra, reuni todos os meus heterónimos e, bem alto, gritei em texto: “OBRIGADO SENHOR…JESUS CRISTO ESTÁ AQUI!”.
Tornei-me menos seco e menos crítico em relação à fé. E fiquei à espera de novos desenvolvimentos, isto é, novas revelações feitas pelo…Providência. Acabou-se o Agosto, veio Setembro, foi-se o calor, veio o frio, esvaiu-se o Verão, veio o Outono, foi-se o verde da folha, veio a aragem, começou a cair a parra seca no chão, e do Providência, nem um pio, nem uma providência que me providenciasse nesta aflição. Cá continuei na minha dúvida de que as águas metiam água, mas lá num recanto qualquer haveria um colchão de água onde, pelo menos, dois corpos, à custa da água, suavam rios de água, num prazer hedonista sem limites. Nunca mais soube nada dos amores clandestinos, a fazer lembrar Pedro e Inês lá na Quinta das Lágrimas, que por acaso, só mesmo por acaso, até é um pouco ao lado, do parzinho aflorado pelo Providência, que na sua divina providência, se indignou.
Vim a saber ontem, outra vez pelo DC, de que, numa nova reunião do executivo municipal com o tema das Águas de Coimbra, o Providência, que a minha providência dogmática já estava quase convertida, afinal, ausentou-se sem dizer água vai. Aludindo o jornal que a sua presença teria sido fundamental na decisão e que não estando, como não esteve, obrigou ao voto de qualidade do presidente Encarnação.
O que mais me chateia, nisto tudo, é eu já ter sido um crente fervoroso, depois passei a católico não praticante e depois a agnóstico. Quando vi um milagre destes, em que o Providência se insurgia contra os seus pares, despi o capote de “balouçar entre a impossibilidade de conhecer certos fenómenos relativos à origem da vida”, e enfiei logo, sem pensar, esta samarra de convertido nesta fé que cegava qualquer ignorante como eu.
Agora, perante o escorreganço do meu santo providência, como é que fico? Sei lá! Olhe…outra vez agnóstico!

O VÍDEO DO DIA...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "CARLOS "POPÓ" À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE COIMBRA, ...": 

Concordo plenamente. É urgente e absolutamente necessário um presidente de câmara que queira e consiga gerir a cidade como ela precisa e não que use a instituição para benefício próprio e da família.
Parece-vos séria esta coisa da venda das Águas de Coimbra? Parece-vos sério que isso seja feito para equilibrar contas e que comprometa por cinquenta anos a população toda? Parece-vos sério que tudo isso aconteça nas costas de quem gere as águas?
No Brasil o palhaço é candidato. Por cá tratam-nos como palhaços. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SERÁ QUE IRÁ PARECER MAL? ESTOU COM UMA VONTADE FERRADA, E SE EU DESSE OUTRA... ...MÚSICA?

JUSTIÇA: BARREIRAS INVISÍVEIS

(IMAGEM DA WEB)








É preciso ter em conta que muitos dos problemas no seio da aplicação da justiça não têm a ver apenas com as leis, mas sim com o comportamento dos agentes judiciais, porque das suas atitudes depende, muitas vezes, a resolução dos problemas.” –in Diário de Coimbra, de 26 de Setembro, último. Palavras de Rui Alarcão, numa conferência sobre “Justiça e Cidadania, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Há cerca de uma semana desloquei-me a um departamento do Ministério Público em Coimbra, para apresentar queixa de um caso de violência doméstica –como todos sabemos é considerado “crime público”, o que quer dizer que qualquer cidadão, independentemente de ser ou não interveniente, desde que tenha conhecimento, pode apresentar libelo.
Antes de prosseguir, convém clarificar a razão de o legislador ter recorrido a este instrumento legislativo. Acontece que não sendo crime público a vítima, em qualquer altura do processo de inquérito, e mesmo à boca do julgamento, pode desistir da acção. Ora até ser crime de âmbito público, o que se verificava é que as padecentes, algumas vezes, logo no dia subsequente à participação policial iam retirar a queixa, o que, na prática, se traduzia numa continuação da sevícia por parte do opressor. Naturalmente, e após a interrupção da acção judicial, com muitas mortes à mistura.
Por outro lado, ao preconizar e chamar a si a violência doméstica como crime público, o legislador não fez mais do que alargar a prevenção para futuros acontecimentos. É como se o “construtor de leis”, metaforicamente, se dirigisse ao público em geral e dissesse: “a partir de agora, vocês, vadios, desempregados, trabalhadores, empresários, funcionários públicos, todos são co-responsáveis na prevenção pública de um qualquer caso que tenham conhecimento e não o denunciem”.
Há ainda uma outra questão subjacente que poderemos especular: passaram a haver muitas participações infundadas. E, a ser assim, qualquer um, porque não gosta do vizinho, vai queixar-se dele. É assim? Em princípio não será, mas, no conseguinte, pode acontecer. No entanto, alguém injustamente acusado pode sempre recorrer a um instrumento de ressarcimento: a denúncia caluniosa.
Então, depois desta enorme e comprida ressalva, vamos ao meu problema. Porque tive conhecimento de um caso de violência doméstica, em que, contrariamente ao comum, nunca foi, pelo menos até agora, usada a agressão física. Conto esta história aqui.
Desde há 15 anos para cá, desde que ficou desempregado, o homem começou a embriagar-se diariamente por sistema. Já se sabe que o álcool é inimigo de qualquer relação saudável, quanto mais –como é o caso- de se tratar de um enlace sem amor e com quarenta anos de casamento. Acontece que esta ocorrência é acompanhada com um facto que se pode transformar a qualquer momento em explosivo e com uma morte ou duas à mistura. Ou seja, para clarificar melhor: o homem é caçador –embora não cace há anos-, tem uma caçadeira em casa, licença de uso e porte de arma. Para piorar: nos últimos tempos, devido à degradação relacional entre cônjuges, o homem começou a ameaçar a consorte de morte e acrescentando que em seguida se suicidava. Como já há vários anos que dormem em quartos separados, durante a noite, para além de trancar e fechar a porta à chave, a mulher, temendo pela sua própria vida, repousa em constante sobressalto.
Dizia eu então, a começar o texto, que há cerca de uma semana desloquei-me a um departamento do Ministério Público. Ao abrigo da violência doméstica –porque, embora seja formal, existe mesmo-, tentei denunciar este caso. Sobretudo para que, através de um exame psicológico –uma vez que o detentor da arma é alcoólico-, e depois de exame médico e comprovada disfunção, lhe fosse feita a cassação da licença e apreensão da arma.
O que disse o agente, oficial de justiça? Começou logo por levantar problemas à minha participação. Disse mesmo, perante a minha insistência, taxativamente que, “muito bem, se eu queria formalizar a participação que poderia fazê-la, mas que isto não ia dar em nada. Havia queixas na polícia da zona? Se não havia, não havendo historial O que ia acontecer seria o arquivamento puro e simples”.
Perante a minha insistência de que o caso, estando sob alçada pública, eu poderia participar e com isso, se calhar, prevenir uma futura morte, exclamou o agente: “isso é estatística…na prática, nada disso acontece!”
 Continuei a argumentar que o que estava a relatar se passava na aldeia e, embora estivesse em crer que muita gente saberia, havia muita vergonha associada. Isto é, chamar a polícia é sempre um acto extremo. Então, no meu modesto entendimento, muitas vezes, a violência vai queimando em lume brando, até um dia em que há mortes e tudo bate no peito, em exclamação de surpresa: “não pode ser! Eram tão boas pessoas!”. Enfatizou o agente: “cão que ladra não morde! O melhor era apresentar queixa no posto da Lousã e conjuntamente com a vítima, para que esta não viesse a dar o dito por não dito”.
Perante o apriorismo e o cepticismo do funcionário acabei por não apresentar participação pública em Coimbra e remeti o caso para uma outra solução.
Ora, dando razão a Rui de Alarcão, os funcionários da justiça, que deveriam estar abertos e prontos a ouvir, não impondo barreiras à prevenção de violência com as suas sentenças antecipadas “a priori”, talvez sem se aperceberem, estão a contribuir para mais mortes que poderiam ter sido evitadas.
E não escrevo isto de ânimo leve. Já há três anos contei aqui a minha odisseia para apresentar uma queixa também de violência doméstica.
Com este texto, embora valha o que vale e chegará onde chegar, é preciso tomar conta que, como disse também Rui de Alarcão, “os problemas e a crise da justiça não se resolvem, apenas nem principalmente, com as leis”.

O VÍDEO DO DIA...

UNS "GANDA" MALUCOS PASSEIAM-SE PELA BAIXA...



 Certamente, nos últimos dias, você cruzou-se com estes dois "ganda" malucos que andam para aí vestidos de forma bizarra. Um, o estica, é o Cláudio. O outro, o bucha, tenho de lhe ir perguntar o nome outra vez porque me esqueci.
Trata-se de um workshop -uma reunião de várias pessoas para discutir sobre determinado tema- de teatro de rua, promovido pelo C.I.T.A.C., Teatro Universitário -que, por acaso, tem inscrições abertas para novos malucos como estes, AQUI- e com ensaios e apresentação nas ruas da Baixa.

BAIXA: COM O TEIXEIRA NÃO HÁ BRINCADEIRA


 A firma Teixeira Couto, Lª, de Paredes, contratada pela Câmara Municipal de Coimbra, já começou a correr os cabos e instalar colunas para a iluminação do Natal. Apesar de estarmos a cerca de três meses da comemoração do nascimento do Menino, esta firma da zona do Porto não brinca em serviço.
Os funcionários, Rui (ao centro, na primeira foto de cima), o Alexandre (no lado esquerdo) e o Leal (do lado direito), já conhecem estas ruas estreitas de trás para a frente e frente para trás. Já por cá andaram no ano passado e também a iluminação das últimas festas da Rainha Santa foi conduzida sob o seu esforço conjunto...

CARLOS "POPÓ" À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE COIMBRA, JÁ!





 Se o Brasil apresenta um palhaço para candidato federal, nós por cá somos muito mais modestos e não vamos em cantigas de rir por rir. Para as próximas eleições autárquicas, precisamos de um candidato à autarquia de Coimbra, com vontade de fazer obra feita, desligado de ambições materiais e sempre pronto a ajudar a colectividade, e, naturalmente, com ar carregado de sério –assim a seguir o paradigma do português fadista e predestinado à tristeza. E esse candidato existe? Claro que sim!

CARLOS “POPÓ”, CANDIDATO À AUTARQUIA DE COIMBRA, JÁ!

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)



O SEXO E A CIDADE deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA": 



Brilhante!


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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA": 

 
GRANDE JULGAMENTO.
SERÁ TEMPO DOS ASSOCIADOS DA ACIC SE UNIREM, PARA EVITAR ESTE ATENTADO A ESTA NOBRE INSTITUIÇÃO.
UMA VERGONHA. TÊM FALTA DE DINHEIRO, PORQUE ARRANJARAM TACHOS PARA ALGUNS AMIGOS, NÃO PENSANDO NOS PREJUÍZOS.
PORQUE NÃO SE PEDIR UMA AUDITORIA ÁS CONTAS DA ASSOCIAÇÃO?
PORQUE SE DEMITIU O ARMÉNIO (presidente do sector comercial)?
SERIA BOM QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL DA NOSSA CIDADE TRATASSE ESTE CASO, PORQUE EXISTE UM SILÊNCIO DUVIDOSO.
O PRESIDENTE DA ACIC, AO RECANDIDATAR-SE, PODERÁ ESTAR COMPROMETIDO COM ESTAS SITUAÇÕES.
NÃO DEIXAR ALUGAR A SEDE CENTENÁRIA DA ASSOCIAÇÃO.
PEDIR RESPONSABILIDADES A QUEM DE DIREITO. UMA SIMPLES VERGONHA!!!!
O QUE TERÁ A DIZER O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL? 



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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA": 


Ganda julgamento!
O País está como todos sabemos. Os males pegam se começam por cima e acaba nesta “escumalha” que só vê o seu umbigo. 
Falta a prática de serem responsabilizados pela ruinosas gerências. (já não se vendia património -cabiam lá todos). 
Estamos todos no "vai com Deus". Andamos adormecidos, parece que não se passa nada. Tudo se aceita… bons pagadores.



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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA": 

 
A gestão calamitosa do Pina deu para passar pagar "a posteriori" 10 mil euros mensais a 4 funcionários,
(Que culpa terão os associados se apenas quatro funcionários, alegadamente, levam mensalmente para casa quase 10 mil euros?) e um outro(a) a ganhar mais do que qualquer um destes últimos (Porque razão, depois do reinado de Paulo Canha, presidente eleito a seguir a Pina, mais uma vez, ficou outro funcionário no quadro a ganhar mais do que qualquer um dos outros quatro?).

Não esquecendo o facto de nos últimos dois mandatos (canha e PM - 6/7 anos), gastaram-se milhares em limpezas (indemnizações ao Viana, Miguel Veloso, Pires e outros) sendo que o Denominador comum é o Paulo Mendes (tesoureiro do Pina, do Canha e depois presidente, quando esta situação se veio a verificar)




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)




www.anildo-motta.com deixou um novo comentário na sua mensagem "O ANILDO MOTA...TEM UMA MOTA. NÃO, NÃO ERA ISSO QU...": 
 
Obrigadão pela publicidade caro Luís. E parabéns pelo seu blogue, está crescendo em publico a cada dia que passa.
Abraços. 
www.Anildo-motta.com (CLIQUE AQUI EM CIMA)



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NOTA DO EDITOR:


Obrigadão, igualmente, Anildo. Quanto à publicidade cá no jornaleco não tem nada que me agradecer. Ora essa! Os amigos são para as ocasiões. Nessas coisas, eu seja ceguinho, sou completamente desprovido de interesses egoístas. A Lua, embora a fazer umas caretas esquisitas, quando aparece é para todos...é ou não é? Pois é!
Continuando, Anildo, realmente esta coisa do blogue está a crescer que é uma coisa doida. Tenho alturas que até comparo o seu crescimento com a ferramenta do meu Silvano -é a minha pileca, não deve conhecer. Dizia eu então, Anildo que isto é desmesuradamente imponente. Está a ter um crescimento inimaginável. Tantas vezes, que faço uma relação directa com as minhas dívidas...sempre a crescerem! 
Ainda bem que o amigo fala disto, olhe que tive uma oferta de compra por parte da Microsoft de 200 milhões de dólares. E mantinha-me como director com um ordenado mensal igual ao seleccionador nacional, à volta de 60 mil euros, mas eu estou dividido, Anildo. Aqueles gajos, os americanos onde metem a colherada só fazem esterco -veja o caso do Iraque, Afeganistão, etc. Se ainda ao menos fosse para o Brasil, ainda vá que não vá. para lhe ser franco até fazia um descontito de pronto de pagamento.
Não é estar-me a aproveitar do favor que lhe fiz da publicidade -longe de mim, Anildo!-, mas, por acaso, sendo o amigo brasileiro, não terá contactos lá com o Lula da Silva?
Não sei se me entende, mas não atino com o raio dos americanos...se calhar não vou vender. Sou assim...quer quer?

BAIXA: O JULGAMENTO POPULAR SUMÁRIO DO DIA



 Hoje, impreterivelmente –que o senhor doutor juiz não alinha em quartos de hora académicos-, ao bater da segunda badalada na torre da igreja de Santa Cruz, deu-se início ao Julgamento Sumário do Dia.
Como sempre, este acto jurisprudencial de “cidadania activa dos cidadãos nos processos decisórios” –como dizia ontem Rui Alarcão na conferência sobre Justiça e Cidadania-, será supervisionado pelo pai da Nação, el-rei Dom Afonso Henriques, que -um dia bateu na mãe mas isso para aqui não conta nada-, aferirá a justeza da sentença e, perante o povo presente nesta Praça 8 de Maio, proclamou a tradicional frase: "está aberta audiência!"

Como habitualmente em anteriores pleitos, pelo meirinho deste tribunal, oficial de justiça senhor Mendes e mais conhecido por “Fura Mundos”, vai ser lida em voz alta a composição dos altos dignitários residentes e que, em nome do povo –neste caso, excepcionalmente, em nome dos comerciantes- irão fazer justiça.
Vamos tomar atenção ao senhor Mendes, que ele fala baixo:

Juiz Meritíssimo: Doutor Almerindo Abrolhos (aqui);

Acusação em nome do interesse público (dos comerciantes): Senhor Procurador Doutor Adelino Paixão (aqui);

Advogado de defesa: Doutor Carlos “popó” (aqui);

Processo 3/2010

RÉU: ACIC, Associação Comercial e Industrial de Coimbra;

Em grande pose teatral, a fazer lembrar os tempos de tribuno de António José de Almeida –não sei se se recordam, se calhar não!-, o Senhor Procurador Doutor Adelino Paixão começou por lavrar um panegírico à antiga União de Grémios de Lojistas de Coimbra –baptizada em 3 de Maio de 1974 de Associação Comercial e Industrial de Coimbra. Evocou os tempos áureos desta colectividade de interesse público no após 25 de Abril, sobretudo o reinado do senhor José da Costa, aquando do nascimento da CIC, Feira Comercial e Industrial, na extinta, desaparecida em combate, Praça Heróis do Ultramar.
Agora, mudando de atitude, isto é, enfiando a máscara de promotor do interesse dos comerciantes, com um esgar de antipatia, o Senhor Procurador começou por dizer que era ignóbil a notícia de hoje do Diário de Coimbra, em que se proclamava que esta quase agremiação bicentenária se prepara para levantar ferro da Avenida Sá da Bandeira em direcção à Relvinha e arrendar o prédio.
Dirigindo-se directamente ao juíz Almerindo Abrolhos, sublinhou mesmo com ênfase: “Meritíssimo, em nome dos comerciantes desta praça da Baixa, isto é um ultraje. Então anda a APBC, anda o Arménio Pratas (agora demissionário) a tentar que o tribunal da Sofia por lá se mantenha, anda o João Silva a querer manter o quartel dos Bombeiros no Centro Histórico, andam mais uns quantos a puxar serviços públicos para a Baixa e o comandante-em-chefe, senhor de todas as vendas ao balcão e viagens empresariais a Angola, dá à sola para os lados dos ciganos do Ingote? Senhor Doutor, isto é uma afronta aos velhos comerciantes que perderam tudo, desde o trespasse até à alma e passando pela vergonha. Por aqui já se vê porque é que a ACIC nunca tomou uma posição musculada perante a autarquia para resolver aquele constrangimento da venda ambulante no “Bota-abaixo”. A direcção desta associação está declaradamente e inalienável ao lado desta etnia como o Bloco de Esquerda. Não querem saber mais nada, senão defendê-los. Está mal, meritíssimo. É preciso harmonizar os interesses. Se a ACIC está nas lonas também todos os comerciantes estão na mesma. Isto não se faz, senhor Doutor!
É um mau exemplo para todos. Que culpa terão os associados se apenas quatro funcionários, alegadamente, levam mensalmente para casa quase 10 mil euros? Que culpa poderá ser acarretada aos comerciantes se, Pina Prata, por negócios mal conduzidos, deixou a ACIC em estado calamitoso e pelas avenidas da amargura? E mais: tendo já esta velha casa um advogado competente, com conhecimentos em todo o país, mas que, por guerrinhas de interesses, nunca foi aproveitado devidamente, porque razão, após a saída de Prata, e contra o que tinha sido prometido à direcção, foi contratado um novo advogado, e a ganhar mais do que o causídico “velho leão”?
Mais ainda: porque razão, depois do reinado de Paulo Canha, presidente eleito a seguir a Pina, mais uma vez, ficou outro funcionário no quadro e a ganhar mais do que qualquer um dos outros quatro?
Salvo melhor opinião, douto justo homem de leis, a ACIC deve ser condenada. Se não se optar pela prevenção imediata, e sabendo nós que os projectos europeus acabam em 2013, tudo indica que o futuro do edifício histórico onde Castro Matoso se dirigiu à assembleia geral –instrumento utilizado à revelia deste órgão nesta decisão de arrendamento- irá ser alienado”.
Em nome do povo, em nome dos comerciantes falidos e com o espírito hipotecado ao diabo, peço a condenação desta insigne casa de mesteres, que deveria dar o exemplo e não dá.

Testemunhas de defesa: Horácio Pina Prata, ex-presidente, (não compareceu); Paulo Canha, ex-presidente, (não compareceu); Paulo Mendes, actual presidente, (em virtude de estar a ponderar uma nova candidatura, não compareceu); Arménio Pratas, presidente do sector comercial, (que não se sabe se está demissionário ou não, não compareceu); Castro Matoso, ex-presidente deste antigo União de Grémio de Lojistas de Coimbra (não compareceu); Etelvino Metegraxa, comerciante na Baixa, que não gosta de ficar mal com ninguém e quando mete veneno é sempre em surdina, perante este vasto auditório, com grande veemência, defendeu a sua associação que até parecia coisa má.

Depois de rebatidos todos os quesitos, entre prós e contras, quer da defesa, quer da acusação, e após um período para ponderação no Café Santa Cruz e em que bebeu um café e apanhou um abraço de Carlos Encarnação, presidente da autarquia, é convicção profundíssima e imensíssima do Meritíssimo juiz Doutor Almerindo Abrolhos que a ACIC deve ser condenada.
Assim, nas prerrogativas deste Estado de justiça mal amanhado, e tendo em conta todas as atenuantes, que os agora comerciantes, aqui acusadores, pelo deixa-correr, de nunca se importarem com a sua associação, mais: muitos deles, como camaleões, sempre a tentarem esconder o sol com a peneira, deixaram arrastar isto a este estado de alegadamente falência técnica. Mais ainda: outros comerciantes com grandes responsabilidades, na última década, esconderam um gato mas deixaram um rabo de fora.
Assim, em conformidade, condeno a ré ACIC a desenrascar-se conjuntamente com os comerciantes dorminhocos e outros que acordados fizeram que estavam a dormir. Evitam de vir pedir-me um cêntimo, porque para esse peditório já dei, e confesso, não deveria dizer isto, mas estou ressabiado: vão-se lixar!

Está encerrada a sessão –segue-se a tradicional pancada do malho.