segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A VERDADE DO DIA, CONTADA POR ALGUÉM QUE NÃO MERECE O MÍNIMO DE CREDIBILIDADE



(ADEUS... ÓH... "BAIS-TE" EMBORA?)

Segundo o meu agente infiltrado no gabinete da vereadora da cultura, da Câmara Municipal de Coimbra, este ano não vai haver Presépio na Praça 8 de Maio.
Segundo as declarações em segredo, secretíssimas, do meu agente de face oculta, este ano não vão haver furtos na Praça 8 de Maio, em Dezembro. A nova mulher forte da cultura, Maria José Azevedo, que tem um pé na rua Pedro Monteiro e outro na Universidade –uma aposta do Carlitos Reencarnação, para ver se acaba com os protestos da esquerda contra a cultura da autarquia. É que os maiores protestantes estão mesmo dentro do Paço das Escolas. É mestre ou não é o meu presidente? Graças a mim, que o aconselhei a convidar a nova vereadora. Sempre quero ver se vai haver pio, ou um novo manifesto contra a cultura em Coimbra. Sempre quero ver…
Voltando à vaca fria, como quem diz aos animais do presépio, dizia eu, ou seja o meu agente, que, nos últimos dias, a vereadora da cultura anda muito sorumbática. A metade do tempo que está no gabinete, passa-o a dar largas passadas entre um canto e o outro, a cogitar com os seus botões, e sempre com a mão a apoiar o queixo (assim do tipo do Rodin, o pensador, estão a ver?). Confidenciou-me o meu informador que a doutora –assim é que é, vamos lá acabar com as confianças- Maria Azevedo com uma cajadada matava dois cães. O primeiro cão a morrer, salvo seja, era aquela imagem desgraçadinha de uma família portuguesa a assistir ao nascimento do filho num estábulo. “É deprimente aquela imagem. Fogo! Não tem nada a ver connosco! Quero uma imagem mais dinâmica e alegre. Pode até ser um casal de homossexuais e uma criança, porque não?”, interroga a vereadora. “Estas imagens do Cabral Antunes é que nunca mais…são francamente redutivas…e é uma forma de piscar o olho à esquerda”.
O segundo cão a morrer, como quem diz, está de ver, é que se acabava com os assaltos na praça e junto à Câmara. É uma vergonha que não pode continuar. Envergonha a própria PSP. É que há uma coisa: quem nos diz que um dia destes não assaltam a própria esquadra? E não é a primeira vez. Está bem que vão entrar em acção as câmaras de videovigilância…mas nunca confiando.
Está de ver que são argumentos fortíssimos para acabar com o Presépio em frente à Petisca, mas a vereadora tem um grande problema, e não sabe como dar-lhe solução. Querem que eu conte? Querem? Não sei se deva, acho que está em segredo de cultura…mas está bem, eu conto!
O que a vereadora Maria José teme são as consequências. Não estou a ser claro. Eu sei! Mas vamos com calma, que isto não é fácil. É assim: os assaltos ao Presépio, acompanhados de vandalismo, junto à Câmara, são uma tradição que já vem de longe…certo? Pois! Ora está de ver que se a vereadora acaba com o forrobodó da malta dos chutos, é lógico, lá vem o João Silva com mais um manifesto…porque se acabou com uma tradição de muitos anos. Estão a ver coisa? Pois!

UMA PESTANADA ENTRE O ESPREITA E O ESCONDE





Não tenho nada contra João Silva, juro pela minha avozinha. Aliás, devo dizer –para amaciar e antes de debitar veneno- que até gosto de ler o que ele escreve, ora no Diário de Coimbra, ora no Campeão das Províncias. E mais: pela pancada que ele dá nos camaradas de partido locais, até chego a admirar o ex-deputado PS da Assembleia Municipal de Coimbra, no tempo do outro senhor, como quem, diz Manuel Machado.
Tem é um problema. Aliás, vários, mas vou debruçar-me apenas num: deveria vir aqui ao blogue e comentar o que escrevo acerca dos seus apontamentos. Não é por nada, mas assim evitava de continuar a malhar em ferro frio e cair no descrédito do pessoal que trabalha e ganha aqui a vida na Baixa. Eu bem sei que, quase de certeza, também cá dá uma “pestanada”, mas a táctica é a costumeira: “no coments”. Que é para não dar importância à imitação de articulista. É que se rebater os argumentos, em contraditório, num qualquer blogue esconso, mal cheiroso, e mal-encarado como este, logo é entrar no mesmo nível. Isto é, político ou ex-político de grande craveira só responde à mesma classe profissional. Ora, no caso em apreço, quem escreve é um comerciante –para mais quase falido, que três assaltos ajudaram a abrir o terreno-, já estão a ver, se o meu conhecido João Silva entrasse aqui a rebater argumentos, era como se descesse cinco degraus na hierarquia profissional. E pior: ainda poderia ser confundido com um mercantilista tradicional, daqueles que não sabem dizer nada e escrevem muito pior, como é o caso cá do rapaz. Só que podia dar uma “abébia” de dúvida cá ao “je”. Nunca se sabe o dia de amanhã. Palavra de honra que estou a fazer tudo para melhorar a minha vida –porque isto de comerciar já foi chão que deu uvas. Não é por falta de esforço; quase todos os dias faço por me colar ao José Sócrates, primeiro-ministro, e até ao meu amigo presidente Cavaco Silva. O problema é que eu não quero um lugar qualquer: ou deputado ou assessor. E não faço a coisa por menos. Não venham cá oferecer-me um lugarzito numa câmara municipal, numa junta de freguesia, nada disso. Não me chateiem com cunhitas que não estão à minha altura. Quero um cunhal com classe.
Isto para dizer ao meu conhecido João Silva que, não é para me gabar, mas, na ambição, sou um poder em potência. Portanto, se permite a sugestão, o melhor é começar a dar mais importância cá ao blogue do rapazote –desculpe a lembrança, não fique irritado, mas não era esse “Rapazote” que me referia. Esse está a fazer tijolo há muitas décadas.
Como a conversa é como as cerejas, tanto paleio nem sei para quê. Mas, posso garantir que comecei a escrever com uma intenção…e já lá vou!
Então é assim: o conhecido –que um dia ainda pode vir a ser meu amigo, sabe-se lá os destinos de Deus- hoje no Diário de Coimbra, com o título “O espreita e o esconde”, lá vem a dar porrada no “Prefeito” como escreve. Até aí tudo bem. Desanque-o à vontade que ele tem bom corpo para apanhar umas cacetadas”. Agora o problema é o amigo que ainda um dia há-de ser, vir no jornal insurgir-se contras as câmara de videovigilância. Bem sei que nem é a primeira vez –e isso é que me preocupa…essa fixação. Diz o senhor que na Baixa não há assaltos permanentes nem vandalismo? Por onde tem andado alma de Deus? Pronto! Já vi que afinal não lê mesmo este blogue que só apresenta desgraças. Se lesse, por aqui se conta tudo, desde arrombamentos, vandalismos, um grito do “aspirante”, o louco, que parece louco e é mesmo, talvez mudasse de opinião.
Olhe lá, perca uns minutitos e venha fazer uma visitita cá ao blogue. Ou então, se permite, deixe-me armar em conselheiro financeiro: creio que o amigo que ainda iremos ser se Deus quiser está aposentado. Porque não abre uma lojita aqui no centro histórico? Quanto ao ramo de negócio, não se preocupe, depois discutimos isso e eu, na minha imensa sabedoria –modéstia à parte- aconselho qual. Quanto à segurança, tendo em conta os seus argumentos, estamos conversados e não há problema -por acaso, lembrei-me agora, não o tenho visto por aqui a passear à noite. Algo me diz que o senhor dava um bom vendedor –melhor do que eu não é preciso muito, como deve calcular. Gostava de o ver por cá estabelecido. Palavra que gostava. Faça isso! Tem o meu telefone, não tem? Qualquer coisinha é só ligar. Um grande abraço do seu esperançado amigo que pensa que ainda um dia há-de ser se Deus quiser.

VISITARAM A PEIXARIA PINGUIM



(SE ESTA CÂMARA DE VIDEOVIGILÂNCIA, A DOIS PASSOS DA PEIXARIA, ESTIVESSE JÁ A FUNCIONAR, EM PRÍNCÍPIO, A INTRUSÃO TERIA SIDO DENUNCIADA)

Esta noite, de domingo para segunda-feira, assaltaram a peixaria Pinguim, na Rua das Padeiras. Rebentaram com uma porta em alumínio e, partindo o vidro, entraram dentro do estabelecimento.
Segundo o Miguel, o proprietário, levaram 3 fardos de bacalhau, cerca de 20 quilos de camarão e todos os trocos da caixa-registadora. Para além disso, levaram também o “envelope dos calotes”. “Dentro do subscrito estavam todos os talões de pequenos débitos. Há coisas estranhas, para que queriam eles a relação das dívidas? Se calhar, pelo volume dos talões de dívida, pensaram que era dinheiro”, enfatiza o senhor Miguel.
“Há coisas do arco-da-velha, veja bem, é a segunda vez que sou assaltado. Pela primeira vez, há 9 anos, estava de lua-de-mel em Cabo Verde, tive de vir rapidamente a voar para tomar conta do sinistro. Agora, tinha dedicado este fim-de-semana à minha mulher e fomos passá-lo ao Caramulo. Hoje seria um dia de descanso só para ela. Logo de manhã tivemos de arrumar a trouxa e vir embora porque tínhamos a loja toda escaqueirada. Já viu isto? Só pode ser gente que me quer obrigar a trabalhar…”, conclui o meu amigo Miguel num sorriso esforçado.



sábado, 28 de novembro de 2009

E NA BAIXA DEU-SE À LUZ...





Como não fui convidado –o presidente da Turismo de Coimbra não dá à luz comigo-, em notória retaliação, também não apresento as fotos do momento em que se deu à luz nas ruas da Baixa, pelos digníssimos representantes do espírito natalício. Toma lá que já almoçaste!
Assim, para vossemecês, que fazem o favor de ler os disparates que escrevo –sim, porque político ou director geral não vem aqui-, em primeira mão, completamente em estreia mundial, numas imagens desgraçaditas –eu não tenho culpa, já escrevi aqui que preciso de uma boa máquina fotográfica e, até agora, ninguém se dignou oferecer-me uma. Mostro-vos então as fotos das iluminações natalícias.
Quanto aos enfeites, acho que não há nada a dizer. Estão mais pobres do que os outros anos? Estão sim senhor. Mas cá o pessoal compreende…e até aplaude (isto é para cair nas boa graças do presidente da Câmara). Estamos em crise e é assim mesmo: cada um deve apresentar apenas o que pode…não o que deve.

FORAM AO DALLAS, GOSTARAM E VOLTARAM...




O que vou escrever não é uma boa notícia, mas com elas este blogue também tem de conviver. Na noite de quinta para sexta-feira, e mais uma vez, o Edifício Dallas, na Avenida Fernão de Magalhães foi assaltado. Já o tinha sido em 29 de Junho do ano passado. Desta vez, para além da repetição no Dallas, também o edifício do lado, onde funciona o SINORQUIFA, Sindicato da Química, Farmacêutica, Petróleo e Giz, também levou com a gatunagem. Não sei ao certo o que roubaram. Segundo um testemunho de um arrendatário do prédio, parece que no Sindicato, depois de arrombarem a porta, levaram coisas miúdas. Nada de monta, felizmente.
Tal como já tinha escrito nessa altura, o problema destes grandes edifícios é que estão todos alocados a comércio. Ou seja, a vilanagem está completamente à vontade.

UM EDIL ELEITO AGRADECIDO...





  Faz parte da minha maneira de ser e estar, neste Mundo cruel, agradecer e retribuir da mesma forma. Agradeço o convite que o Executivo da Junta Freguesia São Bartolomeu me endereçou para estar presente no magusto, mas foi com muita pena minha, que não consegui estar presente devido a questões familiares.
Aproveito a oportunidade para tornar público, que quem confiou o voto em mim e na minha equipa, que pode contar comigo para lhe dar voz na Assembleia de Freguesia e que já manifestei em particular ao Sr. Presidente Carlos Clemente, que pode contar comigo para trabalhar durante estes quatro anos em prol da freguesia e principalmente nas questões sociais.




Jorge Neves
Independente no Bloco de Esquerda
Assembleia freguesia São Bartolomeu

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)






Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "OS TEMPOS QUE VIVEMOS":



Ora bem:


1- O texto só será longo para quem não goste de ler ou destituído da mais elementar capacidade de perceber o alerta social e cultural que alguns de nós fazemos...


2- Não vou dizer que está muito bem escrito, porque quando assim se escreve… essa é a última coisa que nos apetece ouvir.


3- Pelo que atrás te disse, devo acrescentar que a observação feita ao estado a que chegámos está de uma lucidez que até dói... e dói porque é real e verdadeira para quem acompanhou desde a década de 80 ao esbanjar dos dinheiros recebidos, à emergência de uma nova elite de novos ricos e ao empobrecimento não aparente ( visível) dos estratos sociais que referiste...É com imensa tristeza que vejo o nosso País em apuros e sem se vislumbrar uma solução a médio prazo, porque a curto serão só remendos, ilusórios… que terminarão com as megalómanas obras que por certo irão ser feitas ( algumas) que assim calarão as grandes empresas de Construção Civil e todas as que lhes estão naturalmente associadas...do comércio tradicional... não sei como farão... a indústria... finou-se e as pescas...nem comento. A agricultura talvez, talvez volte a ter alguma importância... E assim vamos nós ... a caminho do NADA!

COIMBRA: O CASO DA CADEIRA VAZIA





  À laia de introdução, começaria por definir cadeira. Transcrevendo o dicionário de língua portuguesa Porto Editora, “Assento ou banco com costas e, por vezes, com braços; trono”. Depois define os vários tipos: “cadeira eléctrica, cadeirão, cadeirinha”. Há mais, mas para o objectivo que pretendo atingir já chega.
  Nas eleições para o parlamento, para as autarquias e para as freguesias, sabemos todos, as listas concorrentes –incluindo os independentes para as duas últimas- apresentam os seus candidatos. O que se tem verificado, já há muitos anos, é que os concorrentes tentam apresentar, como cabeças de lista, os nomes mais sonantes da praça. Se ganharem o cadeirão do trono, óptimo, tomam posse e assumem o compromisso que tomaram com os eleitores. Se não atingirem o pódio, isto é, se tiverem que se sentar numa simples cadeira, isso nem pensar. A cadeira, para estes eméritos cidadãos, transforma-se numa cadeira eléctrica e sentar lá os seus ilustres rabos –porque é diferente dos outros, é mais majestoso, imponente e de bufas controladas-, nem pensar.
  Ou seja, a coberto da lei, os partidos e alguns independentes, andam todos a enganar os votantes. É assim uma espécie de publicidade enganosa. Um embrulho muito bonito, com papel às bolinhas e um laçarote a condizer. Se a política fosse uma actividade comercial –por acaso é, mas fica cá entre nós, ninguém precisa de saber-, evidentemente, que a ASAE entraria de serviço. “Não há dúvida que estamos perante uma fraude que redunda em enriquecimento ilícito para o proponente”, diria um dos inspectores com ar grave e circunspecto.
  Como é uma actividade ideológica que se propõe mudar a nossa vida económica e social, que não tem fins lucrativos para o mentor –aldrabão, sou eu, mas ninguém precisa de saber-, pode perfeitamente enganar os tolos…com bolos…sintéticos de renome.
  É também certo, e convém não esquecer, que a lei permite que em caso de renúncia do eleito, o mandato passará para o seguinte da lista, assim consecutivamente. É conveniente também esclarecer que, num cargo público em defesa dos cidadãos, é preferível ter alguém menos conhecido, mas que assuma o seu papel de actor político de corpo e alma, do que um mostrengo qualquer, cabeça de cartaz, que apenas está ali para ocupar a cadeira.
  Estou a conseguir ser claro no meu raciocínio? Estou? Obrigado. Então vou continuar. Ora bem, nós consideramos todas as atenuantes da lei. Mas se o princípio da liberdade individual dos candidatos que subjaz está certo, já o espírito, o fundamento da credibilidade que deve acompanhar todos os proponentes a cargos públicos, está errado. É uma intrujice, uma aldrabice que não pode nem deve continuar. É o estarmos a pagar uma camisola de marca “Lacoste” e, depois de um processo de pesar os poderes, verificamos que a t-shirt que nos entregaram tem realmente o crocodilo…mas é dos ciganos. É fraude. Claro que é fraude! E isto não pode continuar. Então das duas uma: mudam a lei, ou então, para quem o solicitar, para os eleitores que se julguem no direito, os partidos ou candidatos independentes serão obrigados a devolver o voto. Isto até parece brincadeira. Mas não é mesmo. Um direito/obrigação cívico, que ainda por cima é  Constitucional, tem de ter um valor material à entrada da urna (aquando da eleição) e manter o mesmo valor à saída. Isto é, na praxis que lhe deu origem. O que se passa actualmente é que o voto tem um valor material no acto da eleição e depois, desta se realizar, passa a formal.
  Comecei a escrever este post por causa de uma candidatura independente à Câmara Municipal de Coimbra, no caso de Horácio Pina Prata. Acontece que este não somou votos suficiente para ser eleito, mas o seu cabeça de lista à Assembleia Municipal, Rodrigo Santiago, um reconhecido causídico penalista de Coimbra, foi. Até à data, ainda não tomou posse. Até quando é que este regabofe vai continuar?
  Não se pense que estou para aqui a debitar ideias porque quero meu voto devolvido. Nada disso. Eu não votei no candidato Pina Prata. Por acaso, só mesmo por acaso, até já adivinhava este final quando há um ano atrás escrevi este post (clique em cima do link).

O EXEMPLO QUE TARDA EM VIR DE CIMA


(FOTO DO JORNAL DE NOTÍCIAS)


Ontem à tarde, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, houve um aparatoso acidente automóvel. Um carro ultrapassou um sinal vermelho a alta velocidade. Até aqui nada de novo, pensará o leitor para si mesmo. Afinal, acidentes há-os todos os dias. De todas as formas e feitios e ninguém está livre. É verdade, não é? Pois é!
Mas se, de repente, lhe disser que o automóvel que circulava a alta velocidade era oficial, isto é pertencia ao Estado, e no caso, ainda para mais era o veículo que estava consignado ao secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, juiz-conselheiro Mário Mendes, o caso muda de figura. É verdade ou não?
Por muito que se tente desvalorizar a questão, dizendo que o responsável pela segurança interna ia com muita pressa, porque ia para a posse dos novos governadores civis, e até levava os pirilampos do potente Audi A4 intermitentes, isto só prova a leviandade com que os carros oficiais circulam nas estradas portuguesas.
Para além disso, surgem as interrogaçõeszitas: este senhor, responsável pela segurança, não tem obrigação de dar o exemplo? E já agora outra de algibeira: por ter causado o acidente, felizmente sem vítimas mortais, quem vai ser sancionado? É óbvio que vai ser o condutor…sobre ordens directas do senhor juiz-conselheiro. Isto é alguma coisa?
Não gostaria de terminar este texto sem desejar as melhoras rápidas ao Dr. Mário Mendes e aos restantes acidentados, que não conheço. Sei que, apesar de ainda permanecerem nos cuidados intensivos, após cirurgia, estão com prognóstico favorável.
 Era bom que todos pensássemos nisto, não acha?

O VÍDEO DO DIA...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)


Nuno deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA NOMEAÇÃO CONSENSUAL...":




O que eu acho é que a legislação portuguesa tem absurdos demais que colocam em causa muita coisa. Os exemplos que refere demonstram isso mesmo. Como é que é possível manter um estabelecimento aberto há dezenas de anos, se ele não tem sequer espaço para ter 4 (quatro) casas de banho (duas para os clientes mais duas para os funcionários)?! Abre-se um estabelecimento de casas de banho? Monta-se um negócio de casas de banho públicas? Por que raio, pergunto eu, não podem os funcionários partilhar as casas de banho dos clientes?!

Tenho ainda conhecimento de um estabelecimento da Baixa que está, actualmente, a ter problemas por situações que já existem há décadas (para não dizer que desde sempre existiram) e que agora estão a ser postas em causa!!! Simplesmente ridículo.


Abraço,
Nuno.

NOTA DO EDITOR: CONCORDO INTEIRAMENTE CONSIGO. SEI A QUE ESTABELECIMENTO SE REFERE. JÁ NO ANO PASSADO, ESTEVE EM VIAS DE ENCERRAR -ESCREVI AQUI NO BLOGUE A INSURGIR-ME CONTRA ESSE ACTO ADMINISTRATIVO. SÓ NÃO REFIRO O NOME PORQUE PROMETI NÃO O FAZER...POR ENQUANTO. POSSO ADIANTAR-LHE QUE A PESSOA QUE ESTÁ A DEFENDER OS INTERESSES DESSE VETUSTO ESTABELECIMENTO, QUE É UM DOS MAIS IMPORTANTES DA BAIXA, SABE O QUE ESTÁ A FAZER.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

23 ORGASMOS FEMININIOS


TIPOS DE ORGASMOS FEMININOS

1- Asmática:
- Uhh… uhhh… uhhh…

2 - Geográfica:
- Aqui, aqui, aqui, aqui…


3 - Matemática:
- Mais, mais, mais, mais…


4 - Religiosa:
- Ai meu Santo, ai meu Santo…

5 - Suicida:
- Eu vou morrer, eu vou morrer…


6 - Homicida:
- Se você parar agora, eu te maaaaaatooo!!!


7 - Sorvete:
- Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon…


8 - Zootecnista:
- Vem, meu macho!!! Vem, meu macho!!!


9 - Torcedora de Futebol:
- Vai… Vai… Vai…


10 - Professora de inglês:
- Ohhh… YES!!! Ohhh…YES…!!!!


11 - Tipo mulher do “Rubens Barrichelo”:
- Não pára! Não pára! Não pára!


12 - Ambiciosa:
- Eu quero tudo!!! Me dá tudo!!!


13 - Margarina:
- Que delicia, que delicia…


14 - Negativa:
- Não… não… não…


15 - Positiva:
- Sim… Sim… Sim…


16 - Pornográfica:
- PQP… vai FDP…


17 - Serpente Indiana:
- Ssssss… Ssssss…


18 - Professora:
- Sim… isso… por aí… agora.. exato… isso…


19 - Sensitiva:
- Tô sentindo… tô sentindo…


20 - Desinformada:
- O que é isso?… O que é isso?…


21 - Analista de Sistemas:
- O.k….


22 - Flanelinha:
- Vem… Vem… Vem… aíííí… agora solta….


23 - Psicóloga:
- Freud… Freud… Freud mais…



(DESVIADO, SEM AUTORIZAÇÃO, DA PÁGINA DE CIDA_BOBBIO, NO NETOLG) 

O VÍDEO DO DIA...

UMA NOMEAÇÃO CONSENSUAL...





  Na quarta-feira, dia 25 de Novembro, a Assembleia Municipal reuniu e foram nomeados vários representantes desta congregação em várias Comissões, Conselhos, Assembleia Distrital e no Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
 Vou apenas debruçar-me sobre um mandatário que foi eleito por unanimidade por todas as bancadas e que conheço bem. No caso, é Carlos Clemente, presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu, que foi escolhido para a Comissão Municipal de Licenciamento Comercial.
  Tenho a certeza que é o edil mais indicado para assumir esta responsabilidade –que não se pense ser pêra doce, mas mais à frente vou falar um pouco deste berbicacho. É um homem que conhece muito bem o tecido comercial da Baixa e até, presumivelmente da Alta da cidade. É uma pessoa confiável e interventiva, que, se se sentir ofendido, se preciso for, parte os pratos à frente do anfitrião. Não precisa do ordenado da política para viver, o que, no caso actual, o torna uma raridade. É um político de diálogo que, quanto a mim, se pode travar uma conversa franca. Não tem a mania que é “doutor”; tem a noção exacta de que para se assumir um cargo nem sempre é o estatuto que marca a diferença. O que conta é o interesse em defesa da causa social (ou desinteresse perante o que mais lhe toca na sua conveniência) e pouco conta o canudo. Talvez por isso a política esteja cada vez mais a caminhar para a sanita, exactamente, por que os eleitores habituaram-se a um embrulho cujo conteúdo vem a revelar-se mais tarde uma fraude. Poderia dar exemplos, mas, para aqui é completamente despiciendo. Andando que se faz tarde.
 E porque disse eu que o licenciamento é um “berbicacho”? Simplesmente porque os centros históricos, no caso de Coimbra, como a maioria das lojas são centenárias, estas, não possuem licença de utilização. Nesse caso, basta requerê-la, pensa você, leitor. Pois! Acontece que não é assim. As novas regras comerciais exigem determinados parâmetros que estes estabelecimentos de antanho não possuem. Por exemplo, muitas delas não têm casa-de-banho, premissa essencial para obter o documento. Outras não têm “pé-direito” (altura) conforme a lei exige, que é de 3 metros, etc. Já viu, então o quero dizer? É preciso haver bom senso e pessoas à frente deste cargo com ponderação, sensibilidade e responsabilidade. A cada estabelecimento corresponde uma família que ali ganha o seu pão diário. Ora, a ser assim, como justiceiro cego, com espada de Dâmocles em riste, não pode chegar ali e encerra-se pura e simplesmente um qualquer ponto de venda. São necessárias muitas cautelas e caldos de galinha. Tem, obrigatoriamente, de se atender, para além do aspecto social, ao lado histórico dos estabelecimentos que compõem os centros urbanos.
 É por tudo isto que acredito que Carlos Clemente é o homem certo no lugar indicado.

UM EDIL A REFLECTIR...


  Cá está uma das etapas da minha digressão diária pela baixinha; o passeio é tão estreito que foi preciso descer para a estrada por causa do caixote, da árvore, de um buraco cheio de água, de um sinal de trânsito e de um carro estacionado.
  De calçada portuguesa, borracha ou alcatifa, DÊEM-NOS PASSEIOS. Os portugueses merecem ter onde pôr os pés e não arriscarem serem passados a ferro por um carro, escorregar no lixo que se acumula durante dias e tropeçar nos imensos buracos cada vez que metem o nariz na rua.
 Hoje ao fim de mais um dia de trabalho, fui dar um passeio pelas ruas da baixinha de Coimbra, numa pacata caminhada, pelas artérias circundantes à Praça Velha, o que acabou por se transformar numa vertiginosa corrida de obstáculos, um alargado problema de matemática e uma constante contagem de segundos dependendo a nossa vida disso. Nesta cidade, pura e simplesmente, não há passeios, e se os há são de tal forma estreitos e cheios de coisas (buracos, caixotes, sinais, árvores, carros) que é como se não houvesse.   Foi impossível permanecer mais do que trinta segundos no mesmo passeio sem meter um pé num buraco cheio de água, escorregar em lixo, na calçada gordurenta, estrada, contando sempre o tempo disponível entre carros, e fazendo malabarismos para rapidamente voltar a escalar para cima.
  É comum dizer-se que os portugueses preferem ficar por casa, em vez de deambular pelas ruas, enquanto que em tantos outros países, o cidadão comum, anda lá fora a passear a toda hora, mas: IR PARA A RUA COMO??? E ANDAR POR CIMA DO QUÊ? Tirando algumas ruas da nossa cidade, alguns locais turísticos e algum outro sítio mais sortudo, essa arte tão portuguesa da calçada só existe em bom estado em pequenas fatias.


Jorge Neves
Independente no Bloco de Esquerda
Assembleia Freguesia São Bartolomeu



UMA IMAGEM AO ACASO...



Você, que, como eu, anda todos os dias por aqui, pela Baixa, conhecia este "Santantoninho"? Não? Não me diga? ...Pois! Eu também não.

EDITORIAL: O ATAQUE INVÍSIVEL





O que se passou há duas noites na Rua de Sargento-mor, em que foi vandalizada a fachada um prédio, revestida a pedra clara, dever-nos-ia fazer reflectir. É evidente que é um acto isolado, e, felizmente, uma árvore doente não demonstra que toda a floresta deva ser colocada em quarentena, mas, mesmo assim, alguma coisa vai mal no procedimento que devemos ter com os outros.
É muito difícil dizer na cara das pessoas o que se pensa delas. Eu que o diga. Não sou melhor do que outro qualquer. Tento ser diferente. Digo “tento” porque nem sempre o consigo. Eu tenho um feitio desgraçado. Sobretudo para engolir sapos. O primeiro até vai, mas fica na garganta. Se tiver que engolir o segundo, vindo da mesma pessoa, o primeiro e o segundo saem disparados a grande velocidade. Sou mais inteligente que os outros ou sou mais burro? Com toda a franqueza do mundo não sei, e não perco tempo a pensar nisso. Nós não nos fizemos, fizeram-nos, e isto quer dizer que de certo modo somos uma espécie de produto embalado à nascença. É evidente, já se sabe, para além do cartão genético que nos acompanha, até aos 6 anos desenvolvemos a matriz da nossa personalidade, a partir desta idade é a experiência empírica que nos vai aperfeiçoar ou piorar. A tese iluminista de Rosseau, de que “o homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe” e a de Hobbes que defendia exactamente o oposto, leva-nos a crer que ambos teriam razão ou talvez antes pelo contrário.
O que quero dizer é que mesmo que por muito que custe a uma pessoa qualquer ouvir as verdades devemos fazê-lo cara-a-cara. Porque a questão coloca-se assim numa interrogação: a nossa vida será uma espécie de balanço dividida entre o Deve e o Haver? Entre o custo e o benefício? Se é, nesse caso, devemos continuar hipocritamente a bajular um amigo ou uma pessoa que conhecemos para contabilizar o activo. É lógico, se estamparmos na cara da pessoa, sinceramente, tudo o que pensamos dela, imediatamente sobra logo prejuízo. Perdemos o amigo e ganhamos um inimigo. Ora aquele comportamento, o da bajulação, é o que soçobra no nosso dia-a-dia.
E é por causa desta hipocrisia social que aconteceu o vandalismo da Rua de Sargento-mor. Eu conheço muito bem, e já há algum tempo, a vítima deste torpe acto a professora Leónidas. Saiu daqui, de ao pé de mim, há pouco disparada que nem um foguete. Veio perguntar-me se eu tinha escrito alguma coisa do que lhe aconteceu para o Diário de Coimbra. Respondi que sim. Mas, antes de lhe dar o texto a ler, avisei-a logo de que não ia gostar. “Não vou gostar como? Não disse bem de mim?”, interrogou-me. Não me preocupei com isso -respondi. Fui ouvir os seus vizinhos, são eles que falam sobre o seu modo de se relacionar com eles. “Ãh?...Mas os meus vizinhos todos gostam de mim. Ontem e hoje, todos vieram ter comigo a lamentar o sucedido!”. Pois então leia, que é para a senhora entender. No fim de ler ficou furibunda. “O senhor vai ter a resposta”, ameaçou.
Será que a forma de procedimento dos vizinhos da senhora estará certo? Realmente é muito mais cómodo. Eu que o diga. Mas eu não acredito que a nossa vida, no nosso dia-a-dia, antes de exercer um qualquer acto isolado, em introspecção, tenhamos que nos questionar : “o que é que eu ganho com isso?”.
A nossa vida, em princípio, será aquilo que nós quisermos que seja. Acredito que toda a causa gera consequência. Acredito que se espalharmos o bem à nossa volta, pelas pessoas que conhecemos, essas pessoas, como tábuas algorítmicas, vão espalhar o bem também.
E aqui é que a porca torce o rabo, nesta dúvida metódica: ao dizer, cara-a-cara, a verdade à senhora professora eu fiz BEM ou o MAL? Pois…essa é a questão!

A TENTAÇÃO DA CARNE





Já não há padres como antigamente,
celibatários, que fugiam do pecado,
faziam tudo para agradar solenemente,
na tentação, escolhiam o pior bocado,
olhavam para a menina sem riçar o dente,
disfarçavam num pensamento marado,
mirando o céu libidinoso, consecutivamente,
rogando ajuda ao Senhor, quase transviado,
pouco arrependidos, como quem mente,
perante um tribunal, estando a ser julgado;
Mas porque não hão-de os padres casar?
é justo reprimir o intrínseco desejo sexual,
quando é imanente à condição de humanizar,
nenhum racional pode prescindir, até animal,
sem actividade carnal, sem o gosto copular,
é imoral impor este cânone sacerdotal,
ultrapassado, bacoco, selvagem, impopular,
só acredita nele, quem crê no sobrenatural,
que se engana a si mesmo, sem se questionar,
partindo de pressupostos errados, a mascarar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O VÍDEO DO DIA...

UM EDIL A ESCREVER AO PRESIDENTE


Parque da Cidade a entrada pedonal por excelência


Após mais um dia de trabalho, desloquei-me ao Parque Dr. Manuel Braga, vulgarmente designado por Parque da Cidade, para recolher umas folhas de tons acastanhado e avermelhado, para a minha filhota mais nova realizar um trabalho na escola. Atravessei a passadeira em frente ao Turismo, e mal me abeirei da entrada verifiquei que a iluminação não estava a funcionar, dei uns passos e recolhi algumas folhas e emboquei parque dentro. Bem sei que eram 18h30, mas nem um único casal de namoraditos por ali andava, nenhum sem abrigo e nem mesmo um cão vadio se avistava. Poças de água eram e são imensas, buracos de grande extensão cobertos de folhas podres ao longo do piso irregular, perdi a conta. Muros degradados, bancos a pedirem a sua substituição urgente, enormes aglomerados de folhas secas e outras em decomposição, como se diz nos tempos de agora, eram paletes ou resmas como queiram chamar. Lixo no chão não existia, nem dentro dos caixotes do lixo que tinham as respectivas sacas de recolha no seu interior. Os frequentadores estarão mais civilizados? Penso que não, para mim é mesmo falta de frequentadores no nosso Parque da Cidade.
Tenho a consciência e sinto na pele que os tempos são de crise, não se pede uma intervenção de fundo no Parque da Cidade, simplesmente uma maior e melhor manutenção do mesmo, aproveitando os recursos humanos da Câmara Municipal de Coimbra, através de protocolos com os beneficiários do Rendimento Social de Inserção e com a Penitenciaria. É obrigatório fazer do Parque da Cidade a entrada pedonal por excelência para o Parque Verde. Vá lá Sr. Presidente, não lhe custa nada! Ou será que custa?


Jorge Neves
Independente no Bloco de Esquerda
Assembleia Freguesia São Bartolomeu

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)





Nuno deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE BAIXA: QUANTO VALE UM ESTACIONAMENTO?)":



O problema de reservar esses lugares para os moradores é que, muito provavelmente, seriam os comerciantes que ali trabalham a ocupá-los.
É recorrente isto acontecer. E digo isto não apenas com o que me apercebo em Coimbra, como noutras localidades. E isto é algo que me custa perceber: Os comerciantes estacionam os seus carros à frente das suas lojas (alguns até colocam umas caixas para impedir que outras pessoas ali estacionem) e os potenciais clientes estacionam onde? A dezenas (senão centenas) de metros dali?! Não será isto uma desconsideração brutal para com os clientes? Na minha opinião, sim, é. E este pode ser apenas mais um dos problemas da Baixa. Não chega já haver poucos lugares para estacionamento, quando esses ainda são ocupados pelos comerciantes que lá trabalham. E os clientes? Estacionam onde? Nos parques de estacionamento dos centros comerciais? Ora aí está...

BAIXA: A VINGANÇA DO RESSABIADO


(Se as câmaras de videovigilância estivessem já a funcionar, em princípio, conhecer-se-ia o corajoso conspurcador de fachadas)



Hoje, de manhã, quem passou na Rua de Sargento-mor, na Baixa, foi surpreendido pelas extensas manchas de óleo queimado num prédio com os números de polícia 7, 9 e 11. Quem o fez saberia muito bem que as pedras porosas, que revestem a fachada do edifício, jamais irão perder aquela marca de conspurcação negra.
Mas o que levará desconhecidos, sobre o manto diáfano da noite, em acto cobarde, a atentar contra um património recentemente restabelecido? Poderíamos fazer a interrogação. Ódio. Simplesmente rancor de alguém que, não sendo capaz de dar a cara, actua a coberto da escuridão.
Mas vamos lá contar a história. Este prédio é da professora Leónidas, que já por diversas vezes foi ao executivo camarário reclamar das obras feitas no exterior do seu prédio. Esta sua propriedade, em paredes-meias, fazia parte do conglomerado existente na Travessa dos Gatos e que, em Dezembro de 2006, ruíram dois edifícios.
A partir daí, procurando o seu legítimo interesse, a D. Leónidas, tem feito a vida difícil ao pelouro de habitação do anterior vereador Gouveia Monteiro, da Câmara Municipal de Coimbra. Umas vezes, devido a infiltrações no seu prédio, outras vezes porque o terreno ao lado, apelidado de “ground zero”, em analogia com o das torres gémeas de Nova Iorque, é uma fonte de lixo ou estava cheio de automóveis. Crê-se que esta sua reivindicação levou a autarquia a vedar o terreno para impedir o estacionamento anárquico.
Safando-se como pode da intrépida munícipe, o vereador cessante lá foi remediando aqui, colando acolá, mas a verdade é que a senhora tem mais fibra que uma fábrica de confecções. Há quem diga aqui pela Baixa que Gouveia Monteiro largou o pelouro da habitação só para se ver livre das reclamações constantes da persistente proprietária.
Mas vamos lá saber o que se passou. Vamos falar com os vizinhos, para tentar arranjar explicação para as manchas de óleo.
À pergunta, porque é que isto aconteceu, uma proprietária de uma loja ao lado, que pediu o anonimato, respondeu: “é incrível, a maioria dos vizinhos não gosta dela”. E porquê? Interrogo. Ela faz uma marcação cerrada a quem imobiliza os automóveis junto à sua porta. Chega a telefonar para a polícia para virem multar os veículos. O problema é que os carros estão mesmo mal estacionados e às vezes até impedem que a senhora tenha acesso à sua loja. Às tantas foi mesmo por causa disso”, enfatiza a comerciante.
Interrogo outro. Diz-me ele: “Está mal. Quem fez isto não o deveria fazer. Eu não gostaria que me fizessem o mesmo. A senhora é um bocado para o autoritário, mas temos de respeitar a sua maneira de ser”.
Diz outro: “É uma pessoa com um feitio muito especial. É egoísta. Ela, ela, e só ela. Esquece-se que houveram pessoas que perderam tudo na derrocada”.
Outro ainda: “tem uma forma muito pouco equilibrada de lidar com as pessoas. Se foi professora não parece. Mas claro que não posso concordar com este atentado ao prédio. Se ela não tinha razão, depois deste acto cobarde, passou a ter”, replica o meu depoente que pediu também para não ser identificado.
Para a única comerciante que deu a identidade, a senhora Maria Hermínia do “Cantinho da Anita”, “Este acto não tem classificação. É assim: perante os carros que estacionam em frente à porta da sua loja, impedindo a entrada, tem razão. O problema é que implica com todos, mesmo até os que estão parados lá à ponta junto à entrada do beco. É uma pessoa de trato difícil: quem não está a seu favor é contra ela. Mas, saliento, o que lhe fizeram é uma baixeza que não tem classificação!”.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)



Carlos Clemente deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: QUANTO VALE UM ESTACIONAMENTO? -A SIDÓNIO O QUE É DE SIDÓNIO...":




Sr. Luis Fernandes, as declarações do Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu, correspondem exactamente ao que aconteceu. Não conheço nenhum despacho do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, sobre tal questão e portanto coloco em dúvida as declarações do Sr. Engº Sidónio.Na verdade o que se pretende fazer, corresponde ao projecto inicial de requalificação da Rua da Sota, onde aliás inicialmente existiam uns pinos em aço inox e que foram "roubados", para transformar o local em estacionamento abusivo.Vejamos que do lado esquerdo existe uma máquina para pagamento do estacionamento e do lado direito nada existe. Afinal em que ficamos?
Parece-me uma injustiça o que está acontecer. Mas aproveitando a informação prestada pelo Sr. Engº Sidónio, porque não colocar aquele espaço para estacionamento de moradores? Aqui sim, seria uma boa medida, tendo em conta o compromisso (que não acredito ter existido). Fico a aguardar desenvolvimento, porque não aceitando o compromisso, escrevi ao Sr. Presidente da C.M.C. em 4.11.2009, sobre esta matéria e ainda a Junta de Freguesia não recebeu resposta até hoje 26.11.2009.


Um abraço do sempre amigo


Carlos Clemente - Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MANIFESTO ANTI-SILÊNCIO NA CÂMARA DE COIMBRA

(Claro que é conservador! Reparem na mãozinha do lado direito: levantou-a do braço da menina, não fosse criar más interpretações)


Já aqui escrevi sobre este assunto. Tudo indica que eu sou igualzinho aos manifestantes do “Manifesto anti-silêncio na Câmara de Coimbra”. Ou seja, nem eu nem eles têm que fazer. Cá por mim falo, em vez de me preocupar com coisas verdadeiramente importantes ponho-me, para aqui, em bicos de pés à espera que alguém me ligue. É evidente que por mais que eu estrebuche ninguém dá por mim. O que eu quero verdadeiramente é dar nas vistas. Pouco me importa se o que defendo é lógico, coerente, ou outra coisa qualquer. Eu quero é dar nas vistas. Mais nada! Ora, quanto à minha duvidosa pessoa, estou em crer que os indivíduos que colocaram este manifesto “anti-Dantas” a circular, aliás, desculpem que me enganei, “Manifesto Anti-silêncio na Câmara de Coimbra, tal como eu, partilham das mesmas necessidades: não têm nada de mais importante para fazer.
Mas chegará eu dizer isto? Será que eles não terão alguma razão? Pensando melhor…se calhar…vamos mas é analisar isto, que eles, os mentores do manifesto, têm de ser melhores do que eu…o que também não é preciso muito, convenhamos.
Ora vamos lá então, comecemos pelo título: Manifesto anti…! Lembra logo o panfleto do Almada Negreiros contra o Júlio Dantas –vejam bem o que eu sei…modéstia à parte, eu sou muito culto. Isto é genético e hereditário, já os meus bisavós eram assim.
Continuando, como todos sabemos –alguns- o Almada –que era um tipo porreiro, todo “prafrentex”, mas com um feitio desgraçado- publicou na Revista Orpheu, em 1915, um folheto satírico contra o Júlio Dantas –que também era um gajo "bué de fixe" mas um bocado para o conservador, retrógrado, virado para o passado, assim a parecer-se com o meu bisavô, estão a ver?
Sendo assim, já podemos atingir onde querem chegar os manifestantes do manifesto (passando a redundância). Eles estão a chamar caturra ao Encarnação. E o problema é que, pensando melhor e contrariando o que disse atrás, acho que eles têm mesmo razão. O Carlos, presidente da autarquia, que por acaso nem é meu amigo e não vai à bola comigo (porque eu não gosto de futebol, obviamente), é mesmo conservador. Vamos ver: mora na Rua das Fangas –é intencional não nomear a denominação actual da rua, se não vocês, aproveitadores, não largavam a porta do homem- há mais de um século. Todos os dias percorre o mesmo caminho, a pé –sempre pelo mesmo lado do passeio-, até à Câmara. Está casado com a mesma mulher –a doutora Filomena, vamos lá a deixar de brincadeiras- há cerca de 40 anos. Usa o mesmo corte de cabelo, sempre com o risco do mesmo lado (veja a foto) desde que acabou a licenciatura na Faculdade de Direito há quase cem anos. Usa o mesmo tipo de óculos –igual ao meu avô- desde a 2ª Grande Guerra. Ora, acho que está mais que provado que os manifestantes do manifesto têm razão. E mais, até me esqueci deste pormenor essencial, vejam outra vez a foto, raramente ri, mas quando o faz utiliza sempre o mesmo sorriso. É ou não é de um conservador? Pois é!

O VÍDEO DO DIA...

MANDAR A ORTODOXIA ÀS URTIGAS


(FOTO DO JN)


Segundo o Jornal de Notícias um padre de 26 anos abandonou o sacerdócio por um grande amor. Depois da rapariga fazer 18 anos, partiram ambos em busca da felicidade.
E depois? Um padre, por ser padre, não tem direito a amar? O que espera a hierarquia católica-romana para rever a sua posição em relação à possibilidade dos clérigos poderem contrair matrimónio? Este padre, como outros, pela coragem, merece toda a nossa admiração. Onde quer que ele se encontre, deste meu cantinho, receba um grande abraço cá do “je”…

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CONTRAS & CONTRAS




“As declarações do senhor Bastonário são uma tristeza para o Estado Democrático”, lamento do juiz Ricardo Salgado, a finalizar o programa Prós e Contras.

Quem viu ontem à noite, na RTP 1, o programa Prós e Contras, certamente, como eu, ficou de cara à banda com a discussão ali travada entre os vários intervenientes e sobretudo sobre a prestação lamentável de Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.
Como uma justiça destas, em que ninguém se entende no direito criado e na hermenêutica, na interpretação das leis, como é que se consegue um futuro melhor no maior pilar da democracia?
Reforme-se o legislador, aposente-se este sistema judicial com urgência. Esta bagunça não pode continuar…

ZIGUEZAGUEANDO SE VAI EM FRENTE





O João Braga e a esposa Anabela, proprietários da Retrosaria Zig-Zag, na Rua dos Gatos, abriram uma nova loja em Celas, no Centro Comercial Tropical, Loja 33, por cima do Pingo Doce.
Tal como na Zig-Zag 1, nesta nova loja irão vender lingerie, pijamas, meias e tudo o que um homem e uma mulher precisam para se sentirem mais aconchegados.
Muitas felicidades aos meus amigos. Quem não arrisca…

OS TEMPOS QUE VIVEMOS





I
Era uma vez um rio, chamava-se comércio tradicional. Este curso de água tinha um caudal constante. Era imenso, atravessava o país de Norte a Sul. Como todos os rios, este, naturalmente, ia desembocar ao mar.
Ao longo das suas margens, as profissões decorrentes de séculos iam desenvolvendo as suas actividades, tais como, por exemplo, os pescadores, os agricultores, os industriais, todos os artesãos ligados ao saber fazer de antanho.
Havia queixas constantes acerca do percurso do comércio tradicional. Diziam que era acomodado, pouco desenvolvido, que não servia bem o mundo dos consumidores –este universo de compradores era um deserto ávido de modernidade, sequioso de coisas novas. Estava farto de quem pregava a defesa do curso natural do rio. Queixava-se permanentemente desta infra-estrutura, desta relação dialéctica do homem com a natureza através do trabalho e punha em causa as relações de produção entre proprietário e operário.
Era preciso alterar esta modorra, esta estrutura, este sistema produtivo que até àquela data tinha produzido demasiadas iniquidades e estava muito aquém do bem-estar desejado. Embora houvesse concorrência, esta não era eficaz, ou seja, alegava-se, não trazia muitos benefícios para o deserto dos consumidores. Dizia-se que este caudal estava demasiado concentrado, a sua competição era pouco planeada e, embora o lucro fosse estabelecido pelo Estado, os preços eram altos. Funcionava quase em sistema de economia fechada.

II
Para melhor situar a história no tempo, digamos que estamos em finais da década de 1980. O país, poucos anos antes, tinha aderido a uma comunidade económica chamada CEE. Para ajudar no desenvolvimento económico/social, começaram a entrar vários milhões em subsídios.
A pirâmide social estava representada da seguinte forma: no vértice, e a ocupar um terço, estavam os mais ricos, os eleitos, e deteriam cerca de metade da riqueza nacional. A ocupar outro terço, presumivelmente estariam os nobres, aqueles que viviam desafogadamente. E outro terço seria ocupado pelos mais carenciados, os burgueses, os pescadores, os camponeses, enfim, toda a plêiade que constituía a força do trabalho. As desigualdades entre a última e as duas classes superiores da pirâmide eram abissais.
Os sectores produtivos essenciais, como, por exemplo, a banca, a energia, os combustíveis, as telecomunicações, os transportes, os cimentos, estavam nacionalizados desde uma revolução, uns anos antes, que levara a uma mudança de regime político.
Nesta altura, o então governo, depois de outros, perante tantas queixas, em nome de um conforto social mais equitativo, e obrigado pelas novas directivas da comunidade de vários países vizinhos, para além de desnacionalizar os sectores mais importantes da economia nacional, alterou o curso do rio do comércio tradicional. Em vez de ir desembocar no mar como todos os outros cursos de água, estipulou-se que iria desaguar no deserto dos consumidores. Ainda que em paradoxo se apregoasse que era a livre concorrência que estava por detrás destas medidas, agora este caudal passaria a ser controlado. Ou seja, até aqui, a torrente era composta por átomos dispersos. A partir desta altura, começaram a gerar-se moléculas combinando a associação de vários átomos na torrente comercial.

III

Por sua vez, por força da teoria da vantagem absoluta de produção –que consiste na especialização de cada país produzir apenas os bens que tem mais vantagem e que fiquem mais baratos nos custos de produção- e das directivas comunitárias, para além de se planear outro tipo de culturas, recorrendo ao abate de oliveiras, vinhas, árvores de fruto, começou-se a aposentar compulsivamente os agricultores. Nas pescas, para além de se aniquilar de vez com a construção naval, abateram-se centenas de unidades de frota e subsequentemente os seus armadores. Na indústria, com o argumento de que era pesada e não compatível com os novos modelos ambientais, encerraram-se grandes fábricas de transformação. Aos poucos, as margens do novo curso do rio comércio tradicional foram ficando desertificadas.
Com o provocado declínio das forças produtivas, progressivamente, assiste-se à terciarização da economia. Há uma deslocalização massiva dos trabalhadores dos sectores primário e secundário, da produção, para os Serviços e sobretudo para o Comércio. Todos embarcam no caudal do novo rio em direcção ao deserto de consumidores.
Estava em marcha a sociedade pós-industrial.

IV

Seguindo o novo traçado do rio, chega-se então ao seu desembocar no deserto dos consumidores. Aqui, assiste-se a vários fenómenos: o primeiro foi o aumento desmesurado do consumo (consumismo). Através do marketing arrojado, de uma máquina infernal, criadora de falsas necessidades, criou-se um novo tipo de doença: a oneomania (a adição compulsiva de consumir). Perde-se a noção de limites: comprar, comprar, comprar!
No segundo momento, assiste-se à multiplicação e concentração de moléculas na oferta. Por outro lado, aposta-se na concentração, racionalizando os custos, e no esmagamento de preços no consumidor final. Ou seja, por cada nova molécula emergente iam morrendo vários átomos. É assim que praticamente, desapareceram todas as mercearias, lojas de electrodomésticos e supermercados. Aos poucos estas moléculas foram engordando. Recorrendo à economia de escala, integrando verticalmente e horizontalmente vários géneros de actividades diferenciadas, conseguem preços impossíveis de competir pelos pequenos átomos. Como os preços baixam, assiste-se a uma democratização do consumo. Isto é, os bens de primeira necessidade e os supérfluos passam a fazer parte de todos os lares portugueses.

V

Assiste-se a um novo fenómeno: há um aumento brutal de consumo, que, por sua vez, leva a um crescimento avassalador do Produto Interno Bruto –ainda que falacioso, por força da riqueza nacional estar a ser inflacionada pelos milhões entrados durante décadas e vindos da Comunidade Europeia-, mas que contribui para uma maior igualdade social, no seu benefício comum de bem-estar. Diluem-se as desigualdades e emerge uma nova classe média forte. Aumenta o capitalismo na Macroeconomia.
Por outro lado, assiste-se a uma desbragada procura interna, que os meios de produção nacionais, ao longo das últimas décadas desmantelados, não conseguem satisfazer. Recorre-se cada vez mais às importações, até mesmo nos produtos que outrora fomos excedentários como o azeite, sal, arroz e outros produtos agrícolas, inclusivamente citrinos. Obviamente também no pescado. A qualidade dos bens alimentares diminui cada vez mais, recorrendo-se a químicos e a hormonas para abastecimento rápido do mercado. Em consequência, aumentam cada vez mais as doenças do foro cancerígeno. A despesa do Estado com a saúde é cada vez mais avassaladora.
Acumula a dívida pública com o exterior. As importações de produtos de péssima qualidade, mas dentro dos parâmetros exigidos, excedem em muito as exportações.

VI

Fruto da globalização e da ratificação de acordos com a Organização mundial de Comércio de livre produtos, assiste-se à deslocalização de empresas para países do Oriente de mão-de-obra barata. Começa-se a produzir os bens nestes países para serem consumidos na Europa, contribuindo assim para a desocupação no velho continente. Este é invadido com lojas chinesas, com produtos de péssima qualidade, mas baratos.
Encerram diariamente, nos países da comunidade, dezenas ou centenas de pequenas lojas de artigos nacionais.
Crescem assustadoramente as depressões e todas as doenças similares do foro psiquiátrico.
Multiplica-se o desemprego em flecha. Assiste-se cada vez mais à concentração de grandes empresas. A liberalização é total. Apesar de serem criadas várias entidades reguladoras, estas, aparentemente, não funcionam e os consumidores são cada vez mais joguetes nas mãos destas empresas em oligopólio.
Os consumidores, massa abstracta compulsiva, fruto também da depreciação económica, começam cada vez mais a optar pelo mais barato, contribuindo com esta escolha para enterrar as poucas indústrias nacionais que até agora resistiram e que produziam artigos de qualidade.

VII

Assiste-se ao total desaparecimento da classe média. A pirâmide social divide-se agora em três grupos: no vértice, talvez vinte por cento da comunidade social, os grandes grupos económicos, a tomarem conta dos destinos do país, os grandes herdeiros de fortunas, directores gerais e políticos profissionais; a meio da tabela, a outrora classe média, constituída por funcionários públicos de quadros médios, trabalhadores por contra de outrem do sector privado, pequenos comerciantes e industriais, artesãos, talvez aqui sejam sessenta por cento, e completamente endividados; no fim da pirâmide social, na base, os reformados, os desempregados de longa duração e os usufrutuários do Rendimento Social de Inserção, os mais carenciados.
Constatam-se enormes assimetrias na sociedade, sobretudo com artistas a ganharem numa hora o que um operário médio auferirá durante uma vida inteira. Verifica-se o surgimento de uma pobreza envergonhada e à emergência de novos excluídos disfuncionais. Cresce diariamente a insegurança interna, provocando a desmotivação em quem gera riqueza.
Os novos escândalos em torno da corrupção, envolvendo figuras gradas da política, e o descrédito na justiça, leva ao aumento da abstenção nas eleições, factor decisivo para uma nova vida democrática, e a um desprezo generalizado pelo topo da pirâmide, sobretudo a classe política.
Está em curso a tensão dos extremos de que falava Nietzsche. O tal estado de necessidade de Revolução, para mudança de paradigmas societários, à procura de um universo mais justo e equilibrado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)




Nuno deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA FOTO POR ACASO....":

Tenho lido os seus contributos no Diário de Coimbra e devo dizer que, muitos deles, são bem pertinentes. Tão pertinentes como este post. Pegando na primeira frase do último parágrafo ("Você não acha que a autarquia deveria rever a política da publicidade para o centro histórico?") eu diria que não será só a política da publicidade no centro histórico que precisa de ser revista. TUDO devia ser revisto, desde a publicidade aos licenciamentos. Com tantos problemas com que a Baixa de Coimbra se depara, sou da opinião que a Câmara Municipal devia ser mais sensível e tolerante, caso contrário não dou muitos anos para que a Baixa passe de centro da cidade a um guetto onde ninguém entra.

Mas a Câmara Municipal, com todos os seus defeitos, não é a única responsável pelo estado a que chegou a Baixa de Coimbra e, em particular, ao comércio na Baixa. Aliás, todo o comércio tradicional, de uma forma geral, está em crise e a culpa não é por estarem inseridos numa zona histórica. O comércio está condenado, também, pela inércia e falta de visão dos comerciantes. Passo a justificar o porquê de eu escrever isto: Repare que o horário do comércio tradicional é, em geral, das 9h às 13h e das 15h às 19h. Só por mero acaso, este horário coincide com o horário de trabalho das pessoas (e potenciais clientes). Ora, se quando estas pessoas saem do trabalho vão encontrar as lojas fechadas, que hipótese lhes resta senão irem aos centros comerciais? Na minha opinião, acho que os horários do comércio tradicional deviam ser urgentemente revistos. Claro que, para isso, teria de haver autorização por parte da Câmara Municipal, mas aí já estamos a ir de encontro ao que afirmei anteriormente, quando disse que não será só a política de publicidade que devia ser revista para o centro histórico.

Se não houver um entendimento entre as diferentes partes envolventes, a Baixa tem um futuro sem futuro. E quando isso acontecer, não tenho dúvidas de que muita gente irá lamentar-se por não ter feito mais. Mas aí, talvez já seja tarde demais. É impressionante como isto é tão claro e tão óbvio e ninguém faça alguma coisa para impedir isto!

Um abraço.


NOTA DO EDITOR: Concordo inteiramente consigo. Acredite que já escrevi imensos textos sobre a responsabilidade conjunta dos comerciantes -pode verificar aqui no blogue. Quanto aos horários: são livres. Nesse aspecto, a autarquia limita-se a aprovar o horário de funcionamento que lhe é apresentado e não tem nenhuma responsabilidade. Embora, relativo a esta aprovação hajam outras questões conexas.
Agora há uma coisa que não podemos esquecer: o poder político executivo, nacional e local são os principais causadores deste cataclismo. Em metáfora, os comerciantes são o caudal de um rio que deliberadamente foi alterado o curso.
Abraço e obrigado.

UM ENCONTRO EM DESENCONTRO


Encontrei uma dama na calçada;
atentamente, olhei os seus traços,
qualquer coisa, nela, me recordava,
fosse nos olhos ou nos passos,
lânguidos, parecia que flutuava,
aquelas pernas, aqueles traços,
provocava-me calor, incomodava,
sentia o peito apertado, com laços,
um fluído estranho me amarrava;
Ela olhou para mim, eu a fixei,
dos meus olhos, vi o seu olhar,
senti-me viajar no tempo, entrei
na minha meninice, a namorar,
era a miúda das tranças que sonhei,
em noites, sem sono, a pensar,
era a guitarra que eu abracei,
juntando o meu peito, a tocar,
ao dela, nunca a consegui afinar.





O VÍDEO DO DIA...

ESTÁ AQUI UMA CASA BEM ARRUMADA...SIM SENHOR!




Vão-se preparando. Não tarda muito, depois de passar o inverno, quando as folhas secas começarem a serem substituídas pelo verde, e as andorinhas regressarem do Norte de África, verão a indemnização que o Estado vai pagar a este cidadão…de nome José Penedos, presidente da REN, Rede Eléctrica Nacional. Até parece que eu descobri a póvora, dirá você. Isto é tão claro como a água. Começou aqui o (contra)processo…

QUE BEM PREGAM OS LÍDERES ASSOCIATIVOS!





Foi uma reunião franca, aberta e proveitosa. Estivemos a debater problemas que nos afligem e perspectivávamos formas de actuação de como havemos de chegar ao poder–Arménio Henriques, vice presidente da Associação Comercial e Industrial de Coimbra, ACIC, na “Cimeira Associativa”, que decorreu este fim de semana, em Coimbra, na sede daquela associação, envolvendo não só dirigentes associativos, mas também comerciantes”, in Diário as Beiras de hoje.

“É necessário que haja uma forma de beneficiar as empresas portuguesas e que os próprios projectos sejam escolhidos em função da capacidade das empresas portuguesas. E isto porque se se faz uma especificação (no projecto) que só as empresas estrangeiras é que conseguem cumprir, então já se sabe que será estrangeira (a vencedora). É preciso que “logo no concurso, haja uma maneira que as empresas nacionais sejam beneficiadas”. Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), em declarações à Antena 1, in Diário de Notícias de 30 de Outubro.
Continuando a citar o DN, transcrevendo as palavras do presidente da CIP, “E quando questionado se essa medida não poderia ser entendida como uma forma de proteccionismo, Francisco Van Zeller reconheceu que sim. “Pode e deve. (Tal) como os espanhóis fazem e todos os países estão a fazer. Não podemos é estar a olhar para essa brincadeira de sermos uns limpinhos que cumprimos todas as regras. Isso acabou”, defendeu. “Ninguém na Europa está a cumprir as regras pelo que nós não temos obrigação de o fazer”. E, por isso, Francisco Van Zelleer não vê qualquer inconveniente em defender, inclusive, a batota para safarmos a nossa economia, “pois que façamos batota”, sublinhou”, Extracto do DN de 30 de Outubro.

O que têm estas duas declarações destes líderes associativos em comum? Bom, no meu entender, há simillitudes, e outras nem por isso. Vamos às comuns:

-Entre uma e outra são passíveis de ver a incomodidade: serem representantes de um sector e, na sua impotência, nada poderem fazer para alterar seja o que for para se fazerem ouvir perante o poder político;

-Pode ver-se que, entre os dois sectores, comercial e industrial, existe um sentimento de excesso de verve e uma nítida carência de pragmatismo; é conclusão óbvia que para “mostrar serviço”, no segundo caso do presidente da CIP, recorre ao ridículo e impensável de ser dito por um presidente de uma confederação. Ainda que o que Van Zeller diga esteja correcto, do ponto de vista popular, não é admissível na boca de um presidente de uma confederação que tem lugar cativo no Conselho de Concertação Social:

-É perceptível a falta de planeamento e organização nestes dois sectores importantíssimos da economia nacional (comércio e Indústria); ambos os representantes, como papagaios, continuam a fazer o mesmo que se vem fazendo há cerca de uma década para cá. Ou seja, mandar “bitaites”. Convocam cimeiras, congressos, reuniões, enfim um entreter de “encanar a perna à rã”, o mostrar que se está fazer inseminação artificial numa mulher que, sabe-se, há muito não tem útero;

-A incomum declaração do presidente da CIP, só é admissível num país do terceiro-mundo. O problema é que estas absurdas afirmações de quem deveria pugnar pela exigência, intimando o governo a olhar para estes dois sectores fundamentais na criação de emprego e do futuro do país, reivindicando medidas efectivas, mostram uma fraqueza absoluta. Um receio de pedir aos seus associados que se levantem em peso contra o “laissez-faire, laisez-passez”.
Em vez de baterem com o punho fechado sobre a mesa, líderes como este, continuam a pedinchar. Como se o poder político-executivo alguma vez ligasse ao que dizem.
Um dos problemas do comércio e da indústria portuguesa é, até agora, quer a Confederação do primeiro, quer a Confederação da segunda, terem tido sempre líderes que apenas buscaram o seu interesse próprio, quer no protagonismo bacoco (como é o caso deste actual da CIP, que está prenho de saber que, sendo Portugal membro da Comunidade Europeia está obrigado ao livre-cambismo, política económica contrária ao proteccionismo), quer noutros interesses pouco claros. O que se sabe é que estes dois sectores estão moribundos e uma quota-parte desta responsabilidade deve-se a quem comanda os destinos associativos.
O exemplo da CAP, Confederação dos Agricultores portugueses, é bem paradigmático. Quando é preciso defender os interesses dos seus associados invadem as cidades com tractores.
Quem se lembra, na última década, de uma manifestação material dos sectores secundários e terciários em Portugal? Nada. O que se vê é conversa fiada para boi dormir.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)




Ana Rita Santos deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA IMAGEM AO ACASO...":

Escolher uma das ruas mais emblemáticas da cidade para "destruir" e para fazer passar o metro…é simplesmente triste! Se um dia vamos agradecer por o metro lá passar? Talvez, mas espero que esse dia não chegue. E se chegar que eu partilhe aqui do "mau feitio" do autor do blog (POSITIVO obviamente:)...porque é o feitio de quem não se deixa habituar às coisas só porque sim!! Nós sabemos que o ser humano tem essa capacidade de se adaptar...mas sinceramente há situações que recuso aceitar como pacíficas. Então mas ninguém nos pediu opinião? Não faz mal! Não tem menos valor por isso.

"QUE BOTAS PISAM A REPÚBLICA?"




TERÇA-FEIRA, NOVEMBRO 24, 2009

[Terça-Feira de Minerva]


QUE BOTAS PISAM A REPÚBLICA?
“Que botas pisam a República?” é o tema da próxima “Terça-feira de Minerva” com Amadeu Carvalho Homem e Casimiro Simões à volta do livro “Com as Botas do meu Pai”.

A sessão realiza-se no próximo dia 24 de Novembro, pelas 18h30 na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

sábado, 21 de novembro de 2009

O VÍDEO DO DIA...



DEIXE-SE VOAR...ATÉ AOS ANDES...E FIQUE BEM!

UMA FOTO POR ACASO....







Imagine que eu lhe pedia para me descrever o que vê nestas fotografias, o que iria dizer? Bom, claro que diria muito mais do que eu, que só vejo o óbvio, mas, aposto, começaria por dizer que as imagens foram captadas no Sábado.
Logo a começar na quarta foto, de cima para baixo, diria que chovia e que eram exactamente 14H02. Nem mais!
Na terceira foto, olhando a Praça 8 de Maio vazia de pessoas, e colocando os olhos naquele cartaz de “liquidação total” na Ourivesaria Góis, diria que o ambiente é triste, a cair no decadente. Já o escrevi muitas vezes, numa loja comercial que encerra vai sempre um pouco de nós. É como se o nosso horizonte diário ficasse mais pobre. É como se perdêssemos um parente chegado. Entende? Você diria isto? Pouco importa. A verdade é que a tristeza, nesta antiga praça de Sanção, é perceptível a olho nu.
Passamos à segunda foto, apesar de chover uma chuva de “molha-tolos” a temperatura no ar está agradável, o relógio/termómetro marca 14º graus célsius. Mesmo assim há pouca gente nas ruas. Poderemos especular: para onde iriam as pessoas? Estarão nos centros comerciais? Andarão a cuidar do seu quintal? Posso dizer-lhe que, na sua análise, você vai muito bem. Continue.
Passamos então à primeira foto, esta da Rua Ferreira Borges. Vemos então os expositores das revistas vestidos com gabardinas. Como não se vê marca à vista, presume-se que serão “el cigano”. Continuamos a inspeccionar a imagem, e o que vemos? Tristeza, muita tristeza. Para além da cruz da farmácia, a verde, no néon, nada brilha na paisagem. Mais uma vez, você e eu, vamos especular. Diga-me, você não acha que foi um erro acabar com a publicidade de néon no centro histórico? Ai acha? Pois, eu também. Hoje, as ruas são autênticas veredas de cemitérios, onde há pouca vida e nenhuma luz. Você já reparou que, para poupar energia, a maioria das lojas têm as montras apagadas? É aí que se nota a falta dos reclames em néon. Lembra-nos logo Nova Iorque. Ai nunca lá esteve? Que pena, pessoa de Deus, o que você perdeu! Mas, deixe lá, eu também nunca lá fui…mas vejo no cinema.
Você não acha que a autarquia deveria rever a política da publicidade para o centro histórico? Está de acordo, não está? Pois eu vi logo. Na actual crise, se o prius é o engrandecimento da Baixa e da Alta, para além de reverem os critérios paisagísticos, porque não abolirem as taxas de publicidade? Concorda, não concorda? Ainda bem. Olhe, apesar de você falar pouco,…gostei de falar consigo…

UMA IMAGEM AO ACASO...