terça-feira, 11 de dezembro de 2018

sábado, 8 de dezembro de 2018

UM RETRATO NACIONAL: PORTUGUÊS, FROUXO, MAL-AGRADECIDO, RANÇOSO

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)






Na Página do Leitor do Diário de Coimbra (DC) de hoje, sob o título “Há uma senhora da televisão que anda a apavorar os/as pedroguenses mais fragilizados”, um anónimo que se identifica por “Um Pedroguense preocupado”, num fingimento bolorento, perora sobre o jornalismo de investigação.
Sem nunca referir nem o canal de televisão nem a jornalista em causa, este mostrengo de pessoa mais que certo ligado a algum político com rabo entalado em Pedrógão Grande, com indirectas de blasfémia, dirige as suas setas envenenadas à TVI e à jornalista Ana Leal por causa dos excelentes trabalhos que o canal de Queluz de Baixo tem apresentado sobre o escândalo de distribuição de verbas aos lesados pelos incêndios ocorridos em Junho e Outubro de 2017. A última peça televisiva foi para o ar nesta nesta Quinta-feira e exibia o estado económico das vítimas dos fogos de Outubro do ano passado. Por um lado, denunciava a forma insensível, a barrar o desprezo, como o Estado Português, com o Governo a ser o principal visado, tratou os que ficaram sem nada. Mostrando declarações de prejuízos assinadas a zeros, em que é notório a incompetência de funcionários públicos inábeis que, no mínimo, deveriam ser sancionados, a reportagem mostrou um país a duas velocidades: os bem-instalados e os desgraçados, agora sem-tecto, que para Lisboa nada contam. Por parte do Governo e do Presidente da República, ouvir falar constantemente da necessidade de repovoar o Interior desertificado e, neste caso, sentir as lágrimas, por vezes, a escorrer pela face ao ver e ouvir os testemunhos na primeira pessoa, apetece mandar todos os falsos profetas, todos os políticos da treta para um sítio que agora não escrevo. A palavra que emerge é INDIGNAÇÃO. Por outro lado, ficou bem patente na reportagem a entrega desinteressada de alguns voluntários como, por exemplo, Ana Perpétuo, uma assistente social minha conhecida, que se esforçam por ajudar quem mais precisa.


MAS, AFINAL, O QUE ESCREVEU O ABORTO NO DC?


Tudo o que é demais parece mal”… até poderia começar por usar este chavão popular para expressar o que me vai na alma. Mas, confesso que fica muito aquém do que se está a passar no nosso concelho com uma “senhora da tv” de um canal de televisão português por causa das audiências, sem respeitar as pessoas (principalmente os indefesos idosos), sem respeitar a ética profissional, sem respeitar princípios… enfim, sem respeitar os valores que nós por aqui na nossa simples e digna “terrinha” que tanto prezamos.
Confesso que tinha prometido a mim mesmo não falar publicamente no assunto, mas há limites. O meu esgotou-se hoje (terça-feira, 4 de dezembro 2018). Depois de na semana passada, por mero acaso profissional estar na zona de Vila Facaia e ter presenciado o pavor (sim, pavor!!!) de algumas pessoas – pessoas de bem – respeitadoras e respeitadas por todos, que tinham sido abordadas por esta “senhora da tv” e alguns menos idosos já não escondiam a revolta, alguns mesmo já com sugestões violentas e perigosas. Na altura senti-me na obrigação de pôr água na fervura e tentar tranquilizar aquelas pessoas. Foi o que fiz.” (e continua a verberar na Página do Leitor uma opinião digna de constar no anedotário nacional)


PARAR PARA RESPIRAR…


Mesmo só com metade da crónica hipócrita e mentirosa publicada no DC, dá para ver que quem escreveu um absurdo assim só pode fazer parte dos grupos de funcionários desqualificados ou dos políticos incapazes.
Por outro lado, ao “ter presenciado o pavor (sim, pavor!!!) de algumas pessoas” por terem sido abordadas pela jornalista da TVI, dá para perceber que, para o futuro, quando for preciso adormecer uma criança na zona de Pedrógão basta ameaçar: “Ou fechas os olhos ou chamo a Ana Leal!” - a notável profissional de informação que perdoe esta brincadeira: não se vá abaixo, Ana! A senhora é uma grande mulher!


UM RETRATO NACIONAL


Este género de queixa anónima, visando refrear e ofender quem faz alguma coisa para dirimir as injustiças sociais, dá o corpo às balas e sem medo de represálias afronta um poder arbitrário, é bem o paradigma do português que encontramos todos os dias, que vive ao nosso lado, que frequenta o mesmo café, que vai à missa ao domingo e bate no peito com a mão aberta, que nos pedidos para o Banco alimentar dá um saco cheio de víveres para os pobrezinhos.
Valha-nos a certeza de que, mesmo raramente, por vezes encontramos jornalistas como Ana Leal – felizmente não é a única nos canais privados e públicos a fazer investigação, e aqui relembro também Sandra Felgueiras no “sexta às 9”, da RTP1. Sem esquecer o apoio de retaguarda feito por outros jornalistas, parabéns a todos! Os cidadãos simples como eu agradecem.

BOM DIA, PESSOAL...

BAIXA: FURTARAM A PLACA TOPONÍMICA







Nos últimos dias foi furtada uma das placas toponímicas da Travessa da Rua Velha, junto à “Telha Amiga”, um projecto camarário para apoio a idosos que nunca funcionou devidamente.
Num investimento de mais de 400 mil euros alocados pela autarquia para alojar 12 utentes, com inauguração em Abril de 2009, foi, na altura, cedido à Casa de Repouso de Coimbra em regime de exploração, que ali instalou apenas seis pessoas. Este edifício, de traça antiga, com um pórtico do século XVI, com 6 quartos, alguns com casa-de-banho privativa, uma cozinha, um espaço comum de convívio, um escritório e WC’s, tem capacidade para 12 pessoas. Por razões que se desconhecem, há vários anos, do pouco que sabemos, o contrato bilateral entre as duas entidades foi rasgado. Hoje, salvo melhor opinião, poucos saberão para que está a servir o bonito edifício implantado numa zona central e de excelência da Baixa. Qual a sua utilidade, tendo em conta o necessário repovoamento do Centro Histórico? Responda quem souber.
Voltando ao furto da placa toponímica, segundo um morador da zona que não quis ser identificado, “o furto deveria ter ocorrido há poucos dias. É certo que não faz falta -já que esta agora desaparecida, colocada do lado direito, tem outra em frente, na parede do “Telha Amiga” -, mas é preciso chamar a atenção para o roubo. Mas também é preciso alertar que foi furtada porque, por baixo, está uma caixa de derivação da EDP. Bastou alguém subir e, calmamente, desapertar a placa sinaléctica. Ou seja, para não acontecer o mesmo, o melhor é a edilidade não repetir.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

BAIXA: CRÓNICA SEMANA PASSADA

(O Tico & Teco, memória de um bonito estabelecimento já desaparecido)





REFLEXÃO: EM BUSCA DE UM PORTO SEGURO



Em velocidade de cruzeiro, numa mudança há muito anunciada, na Baixa continua-se  a desinvestir no comércio e a apostar cada vez mais na restauração e no ramo alimentar. Na forja, para abrir proximamente, estão mais dois estabelecimentos virados para a hotelaria, um nas ruas estreitas e outro nas vias largas.
A semana passada, em texto que falarei mais abaixo, num projecto de grande qualidade e bom gosto, abriu a Pastelaria Visconde, na Rua Ferreira Borges. Com horário diário, entre as 06h30 e as 22h00 - seguindo o exemplo da Comur, uma espectacular loja de conservas portuguesas, no Largo da Portagem – este novo empreendimento, a que chamei um dos três mosqueteiros, vem incrementar um novo espírito na cidade. O tempo em que para encontrar um café ou restaurante aberto ao Domingo na Baixa era quase um prémio na lotaria acabou. Esta nova casa - a par com a Comur e provavelmente o restaurante Itália que abrirá brevemente - vem revolucionar os costumes. Como é lógico, numa mimética previsível, outros se vão seguir com horários que vêm revitalizar a zona histórica.
As lojas de comércio tradicional, pelo menos como nos habituámos a vê-las, estão a desaparecer e em seu lugar a surgirem pequenos negócios de subsistência. Afirmar que este será o caminho sem paragem em direcção ao futuro, como se adivinha, será falacioso. Quando menos se esperar e a qualquer momento, num eterno retorno, podemos voltar aos velhos tempos de tanta saudade sobretudo para os mais velhos.
O sistema económico em que estamos inseridos, salientando a mercantilização, por força de uma concorrência selvagem e sem limites, é auto-fágico, isto é, alimenta-se da sua própria carne. Por conseguinte, é esta autofagia, a par com outras metástases, o cancro principal que está a dilacerar o comércio. Só para clarificar: foi inaugurada agora uma Feira Outlet de marcas em Lisboa com 50% desconto. Ora, a pouco mais de duas semanas do Natal, período importantíssimo nas vendas do comércio de rua, é qualquer coisa de inqualificável. Quem fica no charco? Como se imagina: os pequenos negócios!


INÍCIO DA HISTÓRIA




A semana passada abriu, na Rua Visconde da Luz, a Pastelaria Visconde, no antigo espaço do BES, Banco Espírito Santo.
Sobre responsabilidade da empresa Coimbra Doce, que detém mais dois negócios na cidade, pela experiência adquirida e reconhecimento público pelos muitos clientes, esta iniciativa empresarial está bem entregue.
Com uma cozinha portuguesa traduzida em pratos simples, bem confeccionada, e a preços módicos, com aprazível regozijo para os olhos a sua pastelaria tenta qualquer um, assim como o seu saboroso pão.
Com uma escala diária alargada entre as 06h30 e as 22h00, a Pastelaria Visconde promete revolucionar a ideia de que a Baixa é uma zona histórica acomodada a outros tempos de horário inamovível.
Com esta nova abertura foram criados 12 novos postos de trabalho.


Segundo o Diário de Coimbra (DC), foi inaugurada a semana passada a Sweet Art Coimbra, na Rua Ferreira Borges e no antigo espaço da livraria Atlântida.
O espaço representa um hino a Coimbra, à paixão pela genuidade do artesanato e pela grandeza dos produtos da gastronomia de tradição portuguesa. A Sweet Art Coimbra é um convite à partilha da tradição e modernidade acompanhadas de uma criteriosa selecção de vinhos e de produtos de sabor serrano, dos queijos aos enchidos” - in DC do último Domingo.




Na Rua do Corvo e também com frente para a Rua da Louça, no antigo espaço das modas Xangai que encerrou em 2015, abriu a semana passada um bonito pronto-a-vestir de roupas para senhora.
Num grande investimento de um comerciante de nacionalidade chinesa, este novo empreendimento, por ventura, virá complementar alguma lacuna no sector da moda feminina.
Com uma decoração simples mas agradável, implantada numa área comercial de grande história na Baixa, esta nova marca veio para ficar.

BOM DIA, PESSOAL...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Roda Pedaleira organiza 13º “Natal Solidário”







PUBLICIDADE INSTITUCIONAL



Os Craques da Roda Pedaleira – Associação de Ciclistas do Centro sediada na União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, em Coimbra - organiza desde 2006 o evento “Natal Solidário“, que consiste num passeio de bicicletas aberta ao público em geral, dos 2 aos 90 anos, sem inscrições nem requisitos especiais, apenas com a particularidade dos ciclistas terem um adereço alusivo ao natal (o ideal será estarem trajados de “Pai Natal”), e que culmina na entrega de bens de 1ª necessidade e presentes a 5 instituições de solidariedade de reconhecidos méritos da Cidade de Coimbra, nomeadamente:
-Centro de acolhimento do Loreto, Bº. do Loreto, Coimbra;
-Casa da Mãe, Bº. do Loreto, Coimbra;
-ADAV - Associação de Defesa e Apoio da Vida, Rua Lourenço Almeida Azevedo n.º 27, R/C, Coimbra;
-Colégio dos Orfãos de São Caetano, Rua Dos Coutinhos, 35, Coimbra;
-Casa da Infância Doutor Elísio de Moura, R. Dr. Guilherme Moureira, 24, Coimbra;


O sucesso que temos vindo a alcançar com esta campanha de solidariedade faz-nos acreditar que é possível oferecer um melhor Natal aos que mais precisam. Por essa razão, queremos continuar a sensibilizar os nossos associados, bem como a população Conimbricense, para a necessidade de ajudar os mais necessitados.
A recolha de bens (produtos alimentares, material escolar, desportivo e didáctico, produtos de higiene para crianças dos 0 aos 16 anos) está a decorrer até ao dia 14 de Dezembro, tendo nós para o efeito diversos pontos de recolha espelhados pela cidade, com especial enfoque na freguesia, em locais como:
O IPN - Instituto Pedro Nunes, Cimpor, A Previdência Portuguesa, Restaurante Casa Fernandes, Supermercados VIVA AQUI, Junta de Freguesia de Eiras, Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, Cyclespace, Retiro da Ti Cidália, Churrasqueira O Carvoeiro, Xiolas Caffé, café Tiro-Liro, Bar o Bully, Café Paga Pouco, Farmácias Agrícolas de Ceira e do Sebal, Talho de São Sebastião.
Depois de terminada a recolha de bens, realizar-se-á, a 16 de Dezembro, da parte da manhã, o respectivo passeio de Pais Natal de bicicleta pelas instituições com a devida distribuição dos bens recolhidos.”