quarta-feira, 20 de junho de 2018

BAIXA: A NOS NA NOSSA CASINHA





Durante a manhã a zona da Loja do Cidadão foi interditada a trânsito automóvel para filmagens.
Segundo uma fonte que pediu o anonimato, trata-se da nova grelha de publicidade à empresa de comunicações NOS. Segundo a minha fonte, uma equipa de filmagens está a percorrer várias cidades do país e com vários artistas nacionais a interpretarem “a minha casinha”, uma recriação dos “Xutos e Pontapés” -graças à chamada de atenção de um leitor atento, relembro que a música original é da autoria de Silva Tavares e António Melo, interpretada pela primeira vez no filme "O Costa do Castelo" pela actriz Milú em 1943.
Cada um dos cantores, com total liberdade de tocar e executar o trecho, pode recriar à sua maneira a reconstituída canção da mítica banda de Lisboa.

BAIXA: UMA BOA NOTÍCIA PARA O CENTRO HISTÓRICO

(Foto do Diário de Coimbra)


Critical Software muda-se para o Arnado em ano e meio e leva 400 novos funcionários



Citando o Diário de Coimbra”Se tudo correr como deseja Gonçalo Quadros, dentro de um ano e meio, a sede da Critical Software estará instalada no Arnado, no edifício dos antigos armazéns da Coimbra Editora. O imóvel, com cerca de quatro mil metros quadrados, foi recentemente adquirido pela empresa portuguesa - que hoje celebra o seu 20.ª aniversário - e a expectativa é a de que o edifício venha a acolher cerca de 400 novos funcionários, tendo em conta que são para manter os dois edifícios da Critical Software, em Taveiro, nos quais trabalham também cerca de 400 pessoas. A escolha do centro da cidade não é inocente. É até «muito emotiva e sentimental», confessou Gonçalo Quadros. «A primeira vez que aqui vim, fiquei completamente esmagado. Não fazia a mínima ideia que isto aqui existia. Juntou-se rapidamente a relação emocional que tive com o edifício com uma vontade de vir para o centro da cidade», confessou o fundador da Critical Software, durante uma visita ao edifício.”

terça-feira, 19 de junho de 2018

BAIXA: DEPOIS DE 70 ANOS, ENCERROU A MARVAC





A moda agora é enterrar a autenticidade num sarcófago
de esquecimento, como nada se passasse de invulgar, e,
como efeito de varinha mágica, transformar tudo em boas-novas
de esperança. Como se o futuro fosse um mero capricho
do destino e não assentasse em pontos estruturais que
lhe dão suporte físico e espiritual, através da inversão
de valores, passou a relevar-se o faz-de-conta e a deixar
cair os braços em sinal de rendição.”

Encerrou ontem a Marvac, uma vetusta firma de mobiliário, louças e materiais para casa-de-banho, na Rua Simões de Castro.
Segundo a página na Internet, “A empresa iniciou a sua actividade em 23 de Janeiro de 1946 na rua da Sofia nº123 e 125 em Coimbra, no comércio de cristais, vidros e materiais de construção. Em 1999, a empresa mudou de instalações para a rua Simões de Castro nº153, onde presentemente continua a funcionar. A Marvac tornou-se uma referência no que se refere à qualidade e fiabilidade dos seus produtos e no apoio aos seus clientes. Na nossa gama de produtos, damos preferência aos produtos nacionais e de marcas conceituadas”.
Depois de 70 anos a laborar na Baixa de Coimbra, cerca de meio-século na Rua da Sofia e vinte anos na Rua Simões de Castro, quase a pedir desculpa por partir sem despedida, quase em segredo, a Marvac foi para o infinito de silêncio onde repousam todas as grandes empresas que marcaram a história da cidade. Onde quer que esteja, o velho Espalha, o homem do leme que conheci e que foi o cartão de identidade desta reputada marca, deve estar a dar voltas na tumba e a interrogar-se sobre o que está a acontecer ao velho comércio de cidade.
Não tenho bem a certeza mas creio que chegou a ter mais de uma dezena de funcionários -actualmente, até ontem, três pessoas faziam parte dos seus quadros.
Como nota de rodapé, fica a tentativa vã de, na semana passada, me ter deslocado duas vezes ao estabelecimento para escrever a história da Marvac para, aqui no blogue, ficar para memória futura.


UM CASO PARA REFLECTIR


Os filósofos do comércio tradicional, os grandes pensadores que se debruçam sobre a temática mercantil e têm resposta pronta para culpar os comerciantes sobre os continuados fechos, nomeadamente acusando-os de não aderirem às novas ferramentas de venda através da Internet, têm aqui um bom tema de análise para contrariar as suas teses de axioma, verdades sem contestação. Claro que, como já vem sendo hábito, o ónus recai sempre em quem parte. Argumentar que o que está a dizimar a um ritmo frenético os velhos espaços comerciais que marcaram um tempo citadino e foram o sustentáculo do seu desenvolvimento, entre outros, é a demasiada oferta disponibilizada pelas grandes superfícies, que têm um maior poder de aquisição e melhor preço de venda, para estes comentadores, estas premissas não contam para nada. O que é preciso é encontrar alguém para sacrificar, e os mortos não falam. Nesta parte os políticos, locais e nacionais, dos últimos vinte anos souberam bem desonerar-se da sua responsabilidade nos licenciamentos em barda e, numa estratégia brilhante, invertendo o ónus da prova, conseguiram lavar as mentes dos consumidores colectivamente. De tal modo é o sucesso da mentalização que, quer os que vão caindo uns atrás dos outros, quer os que ainda resistem temporariamente com morte anunciada, todos evitam falar sobre o que está acontecer. E quando comentam, colocando em prática o Sindroma de Estocolmo, enaltecem e procuram captar a amizade do seu agressor. A moda agora é enterrar a autenticidade num sarcófago de esquecimento, como nada se passasse de invulgar, e, como efeito de varinha mágica, transformar tudo em boas-novas de esperança. Como se o futuro fosse um mero capricho do destino e não assentasse em pontos estruturais que lhe dão suporte físico e espiritual, através da inversão de valores, passou a relevar-se o faz-de-conta e a deixar cair os braços em sinal de rendição. Pela tática seguida, sobretudo os nossos edis que vivem da hipocrisia social, estão cada vez mais gratos a estes novos mensageiros da verdade falseada.
Desde Janeiro, último, este é o 22º encerramento comercial na Baixa de Coimbra.
Uma grande salva de palmas para a Marvac, que foi agora enterrada em campa rasa, sem direito a oração de encomenda ou epitáfio para a posteridade.


sábado, 16 de junho de 2018

EDITORIAL: O HOTELEIRO BENEFICIADO E O COMERCIANTE CRUCIFICADO





Acaso as três entidades, CMC, AHRSP e APBC,
considerarão os comerciantes tansos, pacóvios,
palermas, sonsos? Masoquistas, gostarem da dor?”

Desde segunda-feira até ontem, sexta-feira, entre cerca de trinta restaurantes, decorreu na Baixa a Festa da Sardinha.
Ontem, a partir das 21h00, com 19 grupos participantes, houve um desfile de marchas populares na Baixa.
De ontem até 15 de Julho está decorrer “Os caminhos da Baixa – Património Doceiro de Coimbra”
Foi instalada na Praça do Comércio uma FanZone, uma área de lazer com ecrã gigante, para ver os jogos do Mundial.

COINCIDÊNCIAS

Estes eventos foram realizados conjuntamente entre a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRSP) e Agência para Promoção da Baixa de Coimbra (APBC);
Todas estas iniciativas visam beneficiar a hotelaria da Baixa.

ENTRE O CÉU E O INFERNO

A instalação do ecrã gigante na Praça do Comércio para ver os jogos do Mundial até faz sentido e, durante o dia e à noite, pode ajudar a revitalizar a zona histórica. O que não parece coerente é contratar artistas para animar a área envolvente e com esse acto gastar cerca de 40 mil euros. O mastodôntico visor não seria suficiente para arrebatar a antiga praça velha?

CONSTATAÇÃO

Comecemos por trazer à liça o “Artigo Terceiro” -Objecto” do Regulamento da APBC:
1- A Agência tem como objecto social a promoção e modernização da zona da baixa de Coimbra, visando a requalificação daquela zona e o desenvolvimento da gestão unitária e integrada de serviços de interesse comum;
2- Para a prossecução do seu objecto social a Agência propõe-se realizar, entre outras, as seguintes actividades:
a) Realizar e gerir um plano de marketing e comunicação;
b) Promover e publicitar o conjunto comercial;
c) Definição dos horários dos estabelecimentos;
d) Promover a uniformização da época de campanha comerciais;
e) Garantir a animação da baixa;
f) Fazer estudos de mercado e estudar os hábitos de compra;
g) Editar um boletim informativo;
h) Instalar postos de informação aos consumidores.

PERGUNTAS ESTÚPIDAS

Se o âmbito da APBC, enquanto entidade subsidiada pela CMC e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, entre outros, visa a promoção e publicitação do comércio (Artigo terceiro, 2, b), como entender todos estes eventos direccionados unicamente para cafés e restaurantes?
Se a actividade comercial não é apoiada, como se pode esperar que em "noites brancas" como a de ontem, das marchas populares, se apele para as lojas se manterem abertas para além das 19h00 e até à meia-noite?
Acaso as três entidades, CMC, AHRSP e APBC, considerarão os comerciantes tansos, pacóvios, palermas, sonsos? Masoquistas, gostarem da dor?
Com este procedimento reiterado o que se espera que continue a acontecer aos espaços comerciais? Que prossigam com mais força os encerramentos na Baixa? Que abram mais lojas?
Responda quem souber.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

EDITORIAL: ANA, BAST(os)A DE TIROS NO PÉ

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)




Por conseguinte, das duas uma, ou o movimento Somos Coimbra
fala a uma só voz para as grandes questões de cidade, como é o
caso da urgente recuperação da zona histórica, ou olhando para o
passado recente de outro movimento concorrente às eleições locais
em 2013, se não tiver cuidado, vai acontecer-lhe o mesmo.”


No semanário Campeão das Províncias desta semana é noticiada a posição de Ana Bastos, vereadora no executivo, sem pelouro, eleita pelo movimento Somos Coimbra, sobre a implantação do IKEA no Planalto de Santa Clara, processo que, entre o vai e não voltes e o há-de vir se deus nosso senhor quiser, se arrasta há cerca de uma dezena de anos.
Ora, parafraseando o Campeão e este citando a acta camarária de 07 de Maio, o que disse a autarca e docente universitária no hemiciclo? Tanto como isto:
A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) “deve acolher, incentivar e facilitar a fixação de empreendimentos geradores de emprego e de riqueza, razão por que não pode desperdiçar uma oportunidade absolutamente essencial para o desenvolvimento da cidade e da região Centro
E disse mais ainda: “Há mais de cinco anos que a população de Coimbra espera pela instalação da multinacional de origem sueca”, que acenou com um “empreendimento-âncora de influência supra-regional”, vincou Ana Bastos. DE acordo com ela, para além de mais de 300 postos de trabalho directos e indirectos que se perdem, o investimento da IKEA contribuirá para combater a perda de população do concelho conimbricense e para atrair milhares de pessoas residentes na região Centro. “O pior que poderá acontecer a Coimbra é a IKEA vir a instalar-se noutra cidade da região Centro”, alegou a autarca.”
E rematava assim: “Exige-se que a CMC reactive, com êxito, este processo, cuja resolução depende unicamente de si e que será um factor de atracção de mais investimentos; se não o fizer, Coimbra corre o risco de ver o dossier ser remetido para as calendas gregas ou de outras cidades, como Aveiro ou Leiria, aproveitarem esta janela de oportunidade” concluiu Ana Bastos.

RESPIRAR FUNDO E INTERROGAR

Quem lê com atenção o terço de página do reputado jornal local fica sem saber se estas declarações de Ana Bastos são feitas em nome pessoal ou em representação do movimento que representa no executivo municipal.
É que sendo em nome individual, falando como consumidora e sem responsabilidade no governo da cidade, as suas alegações são legítimas. Afinal todos sabemos que, no seu todo, os consumidores são uma massa abstrata que, sem visão de planeamento futuro, alcança apenas um ponto de vista imediato e egoísta.
Se o seu desempenho foi em nome do movimento Somos Coimbra, então, sendo assim, só os lerdos entendem esta sua argumentação. Ou seja, classificam-na como estouro de pólvora seca, vazia e sem nexo.
Por que gosto muito de política, pela boca de José Manuel Silva, acompanhei de perto as declarações deste novo agrupamento cívico e também do PSD, através do candidato Jaime Ramos. Se este último foi peremptório no apoio directo a novas grandes áreas comerciais -o que, entre outros tiros no pé, contribuiu para perder a edilidade para Manuel Machado-, já Manuel Silva foi deixando passar a ideia de que era frontalmente contra novos grandes pontos de venda. E foi dizendo amiúde que na sua candidatura cidadã a recuperação da Baixa era um desígnio estrutural.
Por conseguinte, das duas uma, ou o movimento Somos Coimbra fala a uma só voz para as grandes questões de cidade, como é o caso da urgente recuperação da zona histórica, ou olhando para o passado recente de outro movimento concorrente às eleições locais em 2013, se não tiver cuidado, vai acontecer-lhe o mesmo.

COM AMIGOS DESTES, MACHADO NÃO PRECISA DE INIMIGOS

Tenho muita pena de plasmar o que vou escrever a seguir: Coimbra, nas suas mais de quatro décadas de democracia, nunca teve uma oposição tão fraca, tão desorganizada, tão desconhecedora dos verdadeiros problemas que assolam a urbe e o concelho.
Podemos até acompanhar o féretro com muitas rosas desculpabilizantes, entre outras, descarregando na imprensa o ónus da situação, afirmando que oculta e não descreve as iniciativas da oposição. Mas, para quem segue a doença desde a primeira manifestação, nas suas metástases, dá para ver que o caso é bem mais grave.
É na minha opinião, e vale o que vale, quer a coligação Mais Coimbra, composta pelos partidos PSD/CDS-PP/MPT/PPM, quer o movimento Somos Coimbra dão a parecer que, por um lado, estão com assento na câmara cada um por si, a fazer o seu caminho individualmente por pessoa, por outro, a procurar não desagradar a ninguém e tentar satisfazer todos. Não é preciso ser licenciado em sociologia para perceber que, com estas ambições desorganizadas e antagónicas entre si, este percurso vai acabar muito mal para as agremiações partidárias. Claro que quem mais fica a perder é o munícipe-eleitor, que continua a ser uma espécie de bola de pingue-pongue nas mãos destes senhores.
Não admira que, com todos os defeitos estratégicos apontados, Manuel Machado apareça no meio deste ilusório jogo político como um Golias contra David. É certo que na história bíblica este último mata o primeiro, mas isso foi noutras eras, no tempo dos Filisteus. E a história nunca se repete com as mesmas circunstâncias.

MAIS LOGO HÁ MARCHAS NA BAIXA




Atire-se a visitar as lojas. Já agora, se não é pedir muito,
nas poucas que encontrar abertas, compre qualquer coisinha.”


Mais logo, a partir das 20h00, 18 grupos inseridos na 9.ª edição das Marchas Populares de Coimbra vão animar a Baixa de Coimbra. Numa organização conjunta da AHRESP, Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e da APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, estarão presentes e representados quatro concelhos: Coimbra,Miranda do Corvo, Pombal e Soure.
Ao mesmo tempo, desde esta segunda-feira e até amanhã, está a decorrer a 4.ª edição da Festa da Sardinha, com três dezenas de restaurantes a associarem-se à alegoria.
Muitos motivos para o leitor se deslocar logo à zona histórica. Desculpe a pergunta, mas não é você que, volta e meia, lamenta nas redes sociais a desertificação cada vez mais notória e acusa a Câmara Municipal de nada fazer para evitar a queda desta área velha? Não tenho a certeza, mas não foi você que há dias afirmava que há muito tempo que não vinha à Baixa porque nunca acontece nada?
Mais logo, veja o joguinho na FanZone, na Praça do Comércio, e prove umas sardinhas num dos muitos e bons restaurantes da zona. A seguir, para remoer, atire-se a visitar as lojas comerciais. Já agora, se não é pedir muito, nas poucas que encontrar abertas, compre qualquer coisinha. Como se visitasse um museu e olhasse a envolvente e os personagens como adereços sem vida, não faça somente uma vistoria sem substância. Transforme-se num instrumento de mudança. Não esqueça que a revolução começa em si. Transcênda-se!
Bom, cá o espero! Até mais logo! 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

BAIXA: CRÓNICA DA SEMANA PASSADA


1-Numa organização conjunta entre a Câmara Municipal de Coimbra e a APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, este fim-de-semana foi instalada na Praça do Comércio uma FanZone, que consiste na implantação de uma área de lazer com um ecrã gigante, onde podem ser visionados os jogos de futebol do Mundial, entre 15 de Junho e 15 de Julho.
Estão de parabéns as duas entidades que promoveram esta estrutura no coração da Baixa da cidade. Para além de estar muito bem implantada, onde o bom gosto reinou, é uma iniciativa feliz, no sentido de que fará concentrar muitas pessoas durante o dia e parte da noite.


2-Depois do Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, ter afirmado na semana passada que “a Orquestra Clássica do Centro não é uma orquestra regional” e que o decreto-lei que define o estatuto das orquestras regionais, que prevê regras e “condições mínimas” para a sua constituição, incorpora sugestões dos municípios” espera-se a todo o momento uma declaração contraditória por parte de Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, a defender a “nossa” orquestra, que é da Baixa, é de Coimbra e só não é ainda representativa de uma zona metropolitana porque o actual ocupante da cadeira do poder local, aparentemente, não está interessado nem em mover uma nota, nem elevar a sua voz de tenor contra o maestro cultural de Lisboa, que, por acaso, só mesmo por acaso, é do seu partido. Quem nos dera a nós, conimbricenses, que fosse oposição. Se fosse assim, tenho a certeza, tínhamos um verdadeiro machado a cortar a raiz do pensamento ao ministro.


3-Se é certo que na semana passada não abriu qualquer novo estabelecimento, também é correcto afirmar que não encerrou qualquer espaço comercial na Baixa. Deus é grande! Valha-nos a sua omnipotência e boa-vontade! Estamos a melhorar!


4-Na semana passada foi avistado na Rua da Sofia um enorme rato gordo. Durante o período de almoço, entre o meio-dia e mais uns trocos, em frente à porta da loja de pronto-a-vestir Sofimoda, foi visto um enorme rato do “tamanho de um gato” a passear na via pública, o que, como precaução, manteve-se as portas de vidro corridas e a obrigar os clientes a empurrar para aceder ao interior do estabelecimento.
Segundo Olinda Reis, funcionária da conhecida loja de modas, “era grande -e acompanhou o gesto com as duas mãos simétricas. Olhou cá para dentro, como se tencionasse entrar, e encaminhou-se para o DIAP, Departamento de Investigação e Ação Penal, aqui ao lado.

Resultado de imagem para deus

5-Depois de muita conversa fiada e tecida em algumas esquinas da Baixa por parte dos comerciantes insatisfeitos com a irresponsabilidade, ou incontinência, de São Pedro, o administrador das águas do Céu, tudo indica que Deus, o seu superior hierárquico, chamou o assunto a si e tratou de colocar ordem na casa. Ao que parece, seguindo o habitual, vamos ter novamente um verão quente. Segundo uma fonte ministerial anónima, quem já respira de alívio é António Costa, o primeiro-ministro. Imagine-se que continuava a chover no verão, como é que se dava trabalho aos bombeiros? É certo que durante vários meses vamos ter o Sporting Clube de Portugal a arder em fogo brando e sempre supervisionado por Marta Soares, mas não é a mesma coisa!