sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A ÚLTIMA LOJA MAIS ANTIGA DA BAIXA VAI ENCERRAR





No final da próxima semana, vai encerrar o estabelecimento comercial mais antigo, o último com mais de um século, da cidade e na Baixa: a Hortícola de Coimbra. A laborar na Rua visconde da Luz número 12 desde 1878, e sempre na mesma família, chegou ao fim um reinado no mundo das sementes com quase cento e cinquenta anos.
Sabendo por linhas anónimas que este vetusto espaço chegou até aos nossos dias sobretudo pela teimosia assente num profundo respeito pelos laços familiares, há muitos e muitos anos que esta loja não gerava riqueza para se manter em actividade. Mesmo assim o actual proprietário, remando contra ventos e marés de prejuízo, manteve a traineira sempre na faina. A causa de acontecer agora este desfecho anunciado reside na razão directa do seu único empregado, o José Lopes Monteiro, com 63 anos de idade, depois de 27 anos à frente do balcão da saudosa casa de sementes, legitimamente, entrar na reforma.
Por uma história comercial digna de registo, acompanhado com uma lágrima de saudade, uma grande salva de palmas para a Hortícola de Coimbra. A Baixa vai ficar mais pobre. Até sempre menina dos nossos olhos!




O HOMEM DA POMBA MORTA






Seriam cerca de 14h30. Dos lados da Câmara Municipal, em passo cadenciado, dei por mim a atravessar a Rua da Sofia em direcção aos fundos, para os lados do Tribunal. Foi quando no passeio, junto à Pastelaria Palmeira, me apercebi de uma pomba morta. Em segundos, dividi o meu pensamento entre desejar-lhe um eterno descanso no reino dos céus onde vão parar todas as aves símbolos da paz e da boa-vontade e pegar nela e sepultá-la num caixote de lixo próximo. Num calculismo notório, tentando desculpabilizar-me por não haver ecoponto nas proximidades, fiquei-me pelo primeiro pensamento e, abandonando a ave à sua continuada má-sorte, segui em frente. Fui tratar da minha vidinha e passado, mais ou menos, um quarto de hora estava novamente a cruzar-me com a finada ex-rainha dos beirais. Eis senão quando, então, vejo um homem todo aprumado, de fatinho e engravatado, curvar-se, pegar no passarinho e, olhando em volta em busca de um depósito, como não encontrou, levar na mão os restos do animal.
Não conheço este ilustre desconhecido, o que sei é que me deu uma lição de cidadania. Obrigado, homem da pomba morta!

O CARTUM É UMA ARMA...

Foto de Movimento HUMOR.



Na esquina que divide a Rua do Corvo e a Praça 8 de Maio onde normalmente é colocada informação sobre os que partem vencidos, como a fazer a separação entre a vida e a morte, os cartuns de Jorge Gomes, como se fossem uma espada a apontar e a desbravar o desleixo e o deixa-correr de Manuel Machado, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, marcam a agenda diária de quem percorre estes becos e praças milenares.
Bem-haja, José Gomes! Que a pena de bico afiado se mantenha sempre erecta a denunciar a amorfia desta maioria socialista, que, eleita não se sabe por quem, continua a assobiar para o lado sobre a continuada queda da Baixa.



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

RELEMBRANDO...





Caro Colega,

Relembramos a necessidade de comunicar a intenção de participação no encontro para o dia 26 de Fevereiro (segunda-feira), pelas 19h30, no Salão Brazil bem como no jantar, que se realizará no Restaurante Orpheu, na rua Sargento Mor, e que terá um custo de 7,5€ por participante.
Solicitamos uma resposta ate ao final do dia 23 de Fevereiro, sexta-feira.
Atenciosamente,

Carina Alves
(APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra)



Caro Colega,

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), com o intuito de dar continuidade aos encontros de comerciantes para partilha de ideias e avaliação das actividades desenvolvidas pretende agendar um novo encontro para o dia 26 de Fevereiro (segunda-feira), pelas 19h30, no Salão Brazil.
Esta reunião terá a seguinte ordem de trabalhos:

· Avaliação da Campanha de Natal e seu impacto na actividade comercial;
· Relatório de actividades 2017;
· Sugestões para o Plano de Actividades de 2018;
· Outros assuntos de interesse dos comerciantes

A APBC ainda propõe continuar o encontro de comerciantes num jantar num restaurante da Baixa de Coimbra.
Solicitamos que caso estejam interessados em participar no encontro e no jantar nos informem até ao próximo dia 23 de Fevereiro de 2018, por telefone (239 842 164), telemóvel (914872418 Carina Alves), ou por email (apbcoimbra@gmail.com).

A V/colaboração é fundamental, atenciosamente,


A Direção da APBC”

CARTA ABERTA AO DIRECTOR DO DIÁRIO DE COIMBRA

(Imagem da Web)



Ex.mo Senhor director do Diário de Coimbra, eng.º Adriano Callé Lucas:
Para além de assinante há várias décadas, sou um leitor diário do jornal que V. Ex.ª dirige e superiormente administra. Sendo profundamente interessado nas questões de informação, locais e nacionais, liga-me ao seu/nosso jornal uma paixão que dificilmente conseguirei expressar por palavras. Talvez para cimentar esta relação de amor platónico, provavelmente, teria contribuído o facto de durante muitos anos ter privado de muito perto com o senhor seu pai, Adriano Lucas. A tempo inteiro, sou comerciante estabelecido na Baixa de Coimbra há várias décadas, a tempo parcial, sou blogger há vários anos, discorrendo em dissertações sobre o centro histórico da cidade, sobretudo e entre outros.
Para se entender que não me movem pendências partidárias, ressalvo que ajo na qualidade de cidadão independente de partidos ou movimentos que exercem o seu papel político na cidade.
Ainda que seja por esta via menos institucional, o que me levou a elaborar esta carta aberta foi, na observância de leitor atento, sentir uma enorme insatisfação sobre a forma como está a ser feita e noticiada a cobertura jornalística nas reuniões camarárias, nomeadamente sobre as propostas apresentadas pela oposição. Gostava que aceitasse o meu apontamento como um contributo para um jornalismo local melhor e não uma provocatória chamada de atenção lesiva para os interesses económicos do jornal. O que me move são princípios de cidadania, cuja causa não abdico de defender e no âmbito de pugnar por um serviço de informação noticioso de excelência, e não uma intenção deliberada de imiscuir-me nas escolhas editoriais já que, em sede própria, são da responsabilidade da redacção. Quero dizer que o meu propósito não é pressionar mas sim sensibilizar para o que está acontecer, levando ao seu conhecimento o que sente um leitor diário.
Embora a minha opinião sobre esta matéria já venha de longe, isto é, a falta de eco jornalístico concedido à oposição no hemiciclo, pressinto que semanalmente a iniquidade e a falta de transparência -ainda que por omissão- estão com tendência a agravar-se. Como deve calcular, com este hiato, perdemos todos. Perde a maioria eleita, porque o desconhecimento de intervenção entre vereadores, de perguntas e respostas, transmite ao munícipe uma postura ditatorial que gera sentimentos contraditórios entre raiva e displicência; perde a oposição, porque, como se estivesse a trabalhar numa hermética redoma de vidro, não consegue passar a mensagem ao público, quer sejam seus apoiantes ou outros; perde o cidadão comum, porque esta falta de ressonância contribui para um cada vez maior alheamento político de questões da sua cidade.
Para ser mais concreto, o que se passou esta semana fez-me saltar a tampa da (im)paciência. Como saberá, o vereador do movimento Somos Coimbra, José Manuel Silva, no período antes da Ordem do Dia da reunião da Câmara de 19/02/2018, numa longa explanação, apresentouAlgumas propostas concretas para a área de reabilitação urbana Coimbra-Baixa”. Ora, sobre este tema, no DC nem uma simples frase isolada. Tendo em conta o estado letárgico e de degradação acentuada desta zona velha, vai desculpar amigo director mas, enquanto profissional de comércio, não posso compreender este silêncio atrofiante do segundo mais antigo jornal da cidade.
Tentando ir ao encontro do que defendo, não queria terminar esta missiva sem lhe fazer uma sugestão: que no dia seguinte às reuniões camarárias, Executivo e Assembleia Municipal, em vez de unicamente dedicar a página 05 para assuntos tratados no dia anterior na reunião da autarquia, juntar também a página 04. Como sabe também, raramente é notícia no jornal a intervenção consagrada ao público. Como vê, haja vontade para disponibilizar mais uma página, assuntos não faltarão. Pela prossecução do espalhar da mensagem política, ganharemos todos, incluindo o DC, caro director.
Vale a pena pensar nisto?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ENCONTRO DE COMERCIANTES NO SALÃO BRAZIL





Caro Colega,


A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), com o intuito de dar continuidade aos encontros de comerciantes para partilha de ideias e avaliação das actividades desenvolvidas pretende agendar um novo encontro para o dia 26 de Fevereiro (segunda-feira), pelas 19h30, no Salão Brazil.
Esta reunião terá a seguinte ordem de trabalhos:

· Avaliação da Campanha de Natal e seu impacto na actividade comercial;
· Relatório de actividades 2017;
· Sugestões para o Plano de Actividades de 2018;
· Outros assuntos de interesse dos comerciantes

A APBC ainda propõe continuar o encontro de comerciantes num jantar num restaurante da Baixa de Coimbra.
Solicitamos que caso estejam interessados em participar no encontro e no jantar nos informem até ao próximo dia 23 de Fevereiro de 2018, por telefone (239 842 164), telemóvel (914872418 Carina Alves), ou por email (apbcoimbra@gmail.com).

A V/colaboração é fundamental, atenciosamente,


A Direção da APBC”

PARA MEDITAR... (SOBRE A RESPOSTA DO PRESIDENTE DA CMC)

(Foto do jornal Campeão das Províncias)



O vereador do movimento “Somos Coimbra” alertou, hoje, para “desqualificação funcional” da «Baixa» da cidade dizendo que ela se debate com “fenómenos de degradação física”.
Ao intervir em reunião da Câmara conimbricense, José Manuel Silva fez notar a existência de “processos de erosão social e económica” e aludiu a “novos desafios de reabilitação urbana e de reurbanização”.
A ambição expressa para Coimbra é incompatível com um Centro histórico frágil”, opinou o médico.
O líder do Município, Manuel Machado (PS), limitou-se a replicar que o plano estratégico adoptado é o subjacente às áreas de reabilitação urbana.