segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O VÍDEO DO DIA...

EDITORIAL: O QUE QUEREM FAZER DA ZONA HISTÓRICA?

(IMAGEM DA WEB)


 Hoje, no Diário de Coimbra, acerca de um encerramento de um estabelecimento com meio-século, a Auto Luz, no Terreiro da Erva, a determinado ponto do texto, e a finalizar, diz que “o futuro do imóvel, segundo o actual proprietário, passa pela reabilitação e provavelmente por integrar um projecto de revitalização da Baixa de Coimbra associado ao arrendamento a estudantes Erasmus.”
À hora do almoço, sentei-me na mesa de um amigo meu que está a restaurar o seu edifício aqui numa destas ruelas estreitas. À minha interrogação acerca do destino que vai dar aos pisos superiores, respondeu: “vou arrendar a estudantes Erasmus.”
Como ressalva de valores, começo por dizer que conheço as pessoas que estão por detrás deste projecto de arrendamento a estudantes Erasmus. Digo também, com franqueza, que nada me move de pessoal contra estas pessoas que estão arriscar num negócio de grande envergadura. Aliás, ainda digo mais, sem dúvida que é positivo por servir de motor à revitalização de alguns prédios que estavam vazios e abandonados há vários anos.
Então o que me leva a escrever sobre este tema –que, esclarecendo, não é a primeira vez que o abordo? Perguntará o leitor.
É assim, e começo pela primeira das premissas: o seguidismo das pessoas. Dá impressão que se descobriu a árvore das patacas. Parece que, de repente, alguns proprietários, apenas com a mira no brilho do ouro, já dá para restaurar o que até agora não era possível.
 A segunda, começo por questionar se o futuro da Baixa da cidade passará apenas a servir de dormitório a estudantes estrangeiros e que se vão revezando de seis em seis meses?! Volto a repetir que a vinda de estudantes para o Centro Histórico é positivo, o que me parece intolerável é esta falta de planeamento da cidade. Esta ocupação de pessoas deveria ser intermediado por famílias, casais a viverem aqui. E porquê? Porque as famílias, para além de uma necessária agregação, constituem um suporte económico das várias actividades que por aqui existem e, se este planeamento fosse pensado, estava-se a sustentar várias pequenas empresas familiares, como por exemplo, a pequena mercearia, a pequena loja de fruta, a sapataria, a loja de pronto-a-vestir.
E os estudantes não serão um suporte também? Interrogará o leitor? Não, não são. Os estudantes, o que consomem é nas cantinas universitárias e em restaurantes com acordo prévio de refeições. Estes estudantes percorrem as lojas da Baixa como bandos de pardais à solta. Entram, mexem aqui, mexem acolá, mas não compram nada, e os estabelecimentos precisam de vender e cada vez mais a quem por aqui reside ou trabalha.
Então o que fazer? Volta o leitor a interrogar. Pouco há a fazer quando o Governo continua a não querer mexer no Regime de Arrendamento Urbano. Porque, é evidente, estes proprietários, legitimamente, estão a enveredar por este tipo de locação convencionada exactamente porque o arrendamento não funciona. Não é rentável com a actual lei e envolve demasiados riscos, uma vez que não assegura o cumprimento das obrigações por parte dos inquilinos.
Além de mais, se levarmos em conta os resultados dos últimos censos, em que embora o distrito de Coimbra perdesse habitantes, sabe-se que, e transversalmente ao país, há uma deslocalização do interior desertificado para as cidades. Então, seguindo este raciocínio, não havendo casas para arrendar, para onde irão morar estas pessoas em trânsito no futuro que é já amanhã? Para debaixo da ponte?
Por outro lado, ainda, assiste-se a um completo descontrolo, omissão e apatia, por parte da Câmara Municipal de Coimbra perante o regulamento de ruído e que, lesando quem cá mora, se assiste continuamente todas as noites no Centro Histórico, Alta e Baixa. Ou seja, dá impressão que a própria autarquia, ao alhear-se destes problemas, e por outro lado ao licenciar estabelecimentos até às 4 da manhã em zonas residenciais e festas de estudantes até às tantas da matina, quer mesmo expulsar os poucos residentes destas zonas de antanho. Será que não dá para ver que sem planeamento urgente de cidade iremos assistir à morte da parte comercial e, provavelmente, ter apenas hotelaria? Não é que não seja saudável uma nova viragem na oferta de serviços, o que me parece é que para a sua própria sustentabilidade será necessária uma harmonização entre o entretenimento e os serviços.
Será que o que se procura é ter simplesmente manchas de habitação falsamente ocupadas com uma população não sedentarizada e que não cria raízes? É isto que se quer para o futuro da Baixa de Coimbra?




TEXTOS RELACIONADOS


"Uma opinião de quem sabe e sente o que diz"
"Uma cantina na Baixa será bom..."
"Mandem mais estudantes Erasmus..."
"Uma noite sem horários"
"Arrendamento a reforma que morre sempre na praia"

TRISTEZA DE GOVERNANTE

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"Os jovens portugueses desempregados devem emigrar, em vez de ficarem na sua «zona de conforto», disse no sábado o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre." -LEIA AQUI.

 Noutro tempo, quando a política era a mais nobre ponte entre a anomia e a paz, os governantes, antes de abrirem a boca, pensavam sobre o que iam dizer. É que há assuntos que até se podem pensar, mas, a um membro do Governo, exige-se contenção verbal. O exemplo acima, a meu ver, não é mais do que, por um lado a  impreparação dos políticos que nos governam, por outro a aselhice em forma de agressão a este povo que, por enquanto, ainda é português. Uma tristeza, senhores!


TEXTO RELACIONADO


UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...

(Imagem da web)


Jorge Neves deixou um novo comentário na sua mensagem ""QUEM SE IMPORTA COM OS PROFESSORES?"": 

 Fui Auxiliar de Acção Educativa na Escola Silva Gaio em Coimbra. Fui agredido por um Encarregado de Educação no interior da escola (à hora de saída, pelas 18h10) quando separava dois alunos que andavam à porrada.
A escola nada fez aos alunos; nada fez ao Encarregado de Educação, e nada fez para me defender. Tive de me defender a nivel individual mesmo tendo sido agredido dentro da escola por um encarregado de educação. 

domingo, 30 de outubro de 2011

OS OLHOS DA SOLIDÃO

(IMAGEM DA WEB)



 A mulher está sentada num cadeirão, na varanda do primeiro-andar. Os seus cabelos prateados, curtos e um pouco desgrenhados, conjuntamente com os olhos fixos no Sol de Outono deixam adivinhar tristeza. Muita tristeza. Pela fixação no astro-rei, até parece que procura explicação para as suas imensas interrogações.
É uma mulher simples, basta atentar na bata em chita florida de doméstica que lhe cobre o corpo já martelado pelo peso de mais de setenta primaveras. É magra, de rosto anguloso, e com um olhar cansado, polido, mas um pouco reluzente como se negasse cair nas malhas da indecisão.
Vamos chamar-lhe Maria. Então, então, porquê essa nostalgia toda? –interrogo ao atentar naquele quadro de abstracção.
-É a vida, senhor! É a vida! -responde-me em forma arrastada de lamento.
-Ora, ora, insisto, está um dia bonito. Já viu este Sol retemperador de energias?
-É o que me vale, senhor. Só esta força da natureza me auxilia quando estou sorumbática. É esta luz divina que me recarrega a alma e me dá alento para continuar nos caminhos tortuosos do tempo.
-Então? Mas o que se passa com a senhora? Parece muito triste…
-Estou sim, mas não é só de agora. Há muito que a solidão se me colou no corpo como se fosse uma máscara. Da mulher feliz, que fui noutro tempo, já nada resta…
-Está doente?
-Estou doente pela ingratidão de outros…
-Mas como? Quer falar um pouco?
-Sim, agradeço. Tenho pouca gente com paciência para me ouvir. Hoje, não há tempo para os mais novos, quanto mais para os mais velhos…
-Tem filhos? E marido?
-tenho uns e outro, mas é como se não tivesse…
-Como é que é? Conte lá… se pode…
-Olhe, o meu marido tem 85 anos e está há quatro anos no hospital. Deixou de andar. Apanhou lá um vírus e nunca mais deu um passo. É tudo na cabeça. Ele não quer andar. Desistiu da vida. São os desgostos, sabe? São os filhos… -e os olhos inundam-se de lágrimas correntes pela pele branca.
-Quantos filhos tem?
-Temos um casal. Um rapaz de 54 e uma rapariga com 52. Ele trabalha no hospital, ela é professora…
-E o que se passa com eles? Não vos visitam?
-Não. Desde que o meu marido deixou de andar, e está no hospital, nunca mais nos visitaram. Há quatro anos, ainda o meu homem estava aqui em casa mas já debilitado, a minha filha veio visitar-nos –coisa que já não fazia há muito tempo. O meu marido, ao vê-la, disse apenas isto: “ainda agora?”. Ela esteve cá menos de 10 minutos, porque, lá fora, estava já o companheiro a tocar a buzina do carro. Nunca mais a vi. Entretanto o pai foi para o hospital –está lá porque vivo sozinha e sem condições- e ela nunca mais quis saber dele…
-E o seu filho?
-É muito estranho… não consigo entender. O meu filho é funcionário do hospital, pois acredita que, estando lá internado o meu marido há tantos anos, ele nunca foi ver o pai?
- E a si, visita-a?
-Não, nunca mais me visitou –e novamente uma torrente de lágrimas irrompem pelos sulcos fundos do seu rosto angustiado. Eu é que, quando vou ver o meu marido, de vez em quando, lá vou vê-lo ao seu serviço. Acredita que me faz uma grande festa quando me vê? Já tantas vezes lhe perguntei quando é que vai visitar o pai, que até já lhe perdi a conta. Ele responde: “para a semana”. Só que essa semana nunca chega. Não sei o que se passa com este meu filho. Olhe que lhe telefono… nunca me atende. Há dias fiz uma experiência, pedi a um vizinho que ligasse logo a seguir a mim. Para ele atendeu. Porque fará ele isto comigo? Porque será ele assim para o pai?
-Mas houve alguma coisa entre vocês, pais, e os seus filhos?
-Não, nunca houve nada. Passaram a ser assim desde que o meu homem ficou numa cadeira de rodas. E olhe que o meu marido foi sempre tão bom para eles…
-O que é que ele fazia profissionalmente?
-Foi sempre enfermeiro. Olhe, nem o senhor calcula o esforço que fizemos para os meus filhos se formarem. No dia da licenciatura de cada um deles, o meu marido chorou, como nunca vi ninguém chorar assim. É triste, sabe? Assistir a isto, depois do que passámos…
-E o que dizem os médicos sobre a doença do seu marido?
-Dizem que ele não anda por causa da tristeza que tem no coração. Ainda há dias, um dos clínicos, para ver como é que estava o seu raciocínio, fez-lhe várias perguntas. De onde era, que idade tinha, onde morava. Ele respondeu tudo acertadamente. Até que lhe perguntou quantos filhos tinha. Ele respondeu, “quatro!”. “De certeza que são quatro?”, insistiu o médico. O meu marido virou a cara, e as lágrimas começaram a rolar como se fosse o rebentamento do saco de águas, quando os pari. Já não lhe arrancaram nem mais uma palavra.
Olhe, os meus dois filhos nasceram cá em casa. Se não fosse este facto, diria que tinham sido trocados na maternidade…


(HISTÓRIA, INFELIZMENTE, REAL)

sábado, 29 de outubro de 2011

A QUEDA DOS MITOS

(IMAGEM DA WEB)


“Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.”

 Este pequeno texto foi escrito em 1936. Para já, não vou dizer quem o escreveu. É tal a sua clarividência que dá para questionar para onde nos conduziu a democracia, após 1974. Ou seja, numa primeira fase, digamos até 1990, assistimos a um elevado desenvolvimento na sociedade e no nosso bem-estar. Depois desta data, sem que nos apercebêssemos –embora continuássemos a crescer ilusoriamente-, fomos caindo, caindo, até ao estertor final que estamos a assistir.
Hoje temos uma minoria bem instalada e a maioria com o “ai Jesus!” na boca. É como se, em metáfora, ao longo dos últimos vinte anos, fôssemos sempre perseguidos por uma matilha de lobos –neste caso o Estado- e, para fugir à sua dilaceração certa, fomos recuando, recuando, e agora estamos à beira do precipício. O que nos resta? Lutar contra a voragem deste Estado? Como? Se estamos sem forças? Atiramo-nos para o abismo para evitar sermos, mais uma vez, agredidos e ofendidos na nossa dignidade?
O Contrato Social, teorizado por Hobbes, Loock, Montesquieu e Rosseau, previa um acordo em que os cidadãos depositavam os seus direitos individuais no Estado e este, como entidade de bem, tal como bom pai justo e tendo em conta os interesses de toda a prole, geria todo o poder e, entre direitos e obrigações distribuídos pelos seus membros, assegurava a equidade e a ordem social através de um sistema de justiça administrado por si. Ou seja, neste contrato, o cidadão abdica da sua liberdade plena e passa a receber direitos condicionados tendo em conta a conveniência de outros direitos do seu vizinho. Tudo isto para evitar, por um lado, o poder incomensurável do Feudalismo, em que o senhor feudal punha e dispunha do seu servidor, por outro, tendo em conta que todo o homem é “lobo do homem”, isto é, pretende adquirir domínio sobre os outros, este contratualismo faz depender todo o poder de uma autoridade central.
A verdade é que este acordo social nunca passou da teoria, mesmo após a Revolução Francesa em 1789, em que os abusos da classe dominante foram sempre uma constante. Anteriormente a independência dos Estados Unidos em 1776, tendo por base a autodeterminação da mais antiga democracia do mundo, o império britânico, nada trouxe de novo à época. Precisamente por estes desequilíbrios, embora com maior incidência nas relações de base produtiva social e das lutas de classes daí emergentes, é que surgem as teorias filosóficas Marxistas, de Marx e Engels, tentando pôr cobro aos exageros da classe burguesa sobre os trabalhadores e sempre com o beneplácito das monarquias da época.
É assim que transpomos o início do século XX com um neocolonialismo crescente e onde reinava o etnocentrismo, baseado na ideia de que havia povos superiores a outros, como por exemplo a China ser inferior à Europa. É neste ambiente de neo-imperialismo que se chega à Primeira Guerra Mundial. Naturalmente que Portugal já vinha falido desde a bancarrota de 1892 e em resultado da crise financeira de 1891, em que as finanças do Estado e o sistema bancário entraram em colapso e, em consequência, numa crise económica pela estagnação do crescimento.
De salientar, talvez para comparar com os nossos dias, que esta crise financeira e insolvência do Estado, de 1891/1892, veio no seguimento do endividamento interno –através de títulos de dívida pública- e externo. Foi no seguimento de “melhoramentos externos”, construção de redes telegráficas, ferroviárias e rodoviárias, em investimentos de longo prazo e grande risco possibilitado pelo crédito fácil”.  Por outro lado, também nesta época, “nos serviços próprios dos ministérios, e no pagamento dos juros da dívida pública, consumiu-se grande parte dos recursos extraordinários obtidos por meio de empréstimos durante muitos anos. (….) A longo prazo, foi-se tornando patente que o crescimento da riqueza (que, em parte, confiscada por via fiscal, supostamente ajudaria o Estado a reembolsar os seus credores) não estava a processar-se com a rapidez esperada pelos arquitectos da política de «melhoramentos materiais». (…) Esta política pode, pois, ser considerada, em termos económicos, como tendo-se saldado num erro de investimento induzido pelo «crédito fácil»: o output, uma vez oferecido no mercado, revelou não ter procura suficiente para rentabilizar os investimentos feitos. (…) Um dos resultados deste novo panorama monetário foi o fenómeno do ágio sobre o ouro, isto é, a subida do preço de mercado do ouro em Portugal. A razão deste fenómeno era a invasão do stock monetário português de papel-moeda inconvertível e com curso forçado de facto: por um lado, levava os agentes económicos a guardarem os valores metálicos e a alienarem no mercado a moeda com valor fictício (papel) e, por outro, porque o metal era raro no mercado, aumentava o preço da sua aquisição em moeda corrente.” –extractos retirados deste trabalho de Luís Aguiar Santos.

O ESTERTOR DA MONARQUIA

“Acusada de servir a Inglaterra, a monarquia começava a ser vista como responsável pela decadência militar e financeira do País. (…) O rei D. Carlos propôs, então, a João Franco a dissolução do Parlamento e a constituição dum governo de ditadura a que este acedeu. Isso foi o suficiente para se gerar uma conspiração de raiz republicana para o afastar do poder. Com o regicídio e a morte do príncipe herdeiro, a 1 de Fevereiro de 1908, subiu ao trono o irmão deste último, D. Manuel, tendo o Conselho de Estado decidido afastar João Franco do governo e criar um outro em que tivessem assento todos os partidos que apoiassem a monarquia – o governo de Ferreira do Amaral.
No entanto, as eleições para deputados que tiveram lugar a 5 de Abril de 1908 deram a maioria, na capital, ao partido republicano. O mesmo aconteceu para as eleições municipais em Lisboa. Os conflitos no seio do governo e entre este e o parlamento tornavam a situação insustentável. (…) Não nos esqueçamos de que, segundo os censos de 1 de Dezembro de 1900, havia uma percentagem de 78,6% de analfabetos em Portugal. De 5.423.132 pessoas, 4.261.336 não sabiam ler nem escrever.
(…) Para tanto, contava-se com a colaboração imprescindível do professor primário. “Eis porque a Republica deu tamanha attenção ao problema da instrucção primária, e com tanto desvelo distingue e mais se propõe distinguir o professor de instrucção primária, que é um grande obreiro da civilização”. Por isso exigia-se ao professor uma competência e postura moral irrepreensível: “Se ao professor de sciencias ou de letras é exigível uma moralidade extrema, muito mais o deve ser ao professor primário, porque elle vae ser o arbitro dos destinos moraes da Pátria…” –retirado de aqui.

E CHEGA SALAZAR

 Com o empobrecimento contínuo do país e quedas constantes de governos, em 1926 foi chamado António de Oliveira Salazar para ministro das finanças, cargo que viria a ocupar também em 1928 e 1932, com o seu desempenho, levando ao saneamento das finanças públicas portuguesas.
Com base em três premissas orientadoras essenciais, “Deus, Pátria, Família”, e seguindo a política autoritarista em curso na Europa, como Presidente do Conselho de Ministros, instituiu o Estado Novo em 1933 e que iria até 24 de Abril de 1974. Salazar esteve no poder até 1968.
Conduzindo o país orientado para um Corporativismo de Estado, assente na Itália de Mussolini, e “de acordo com seus postulados o poder legislativo era atribuído a corporações representativas dos interesses económicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.”, e num nacionalismo económico isolacionista e acompanhado por medidas proteccionistas, provavelmente o único período na nossa história, a Nação alcança um Superavit -excedente resultante de uma execução orçamental que aferiu mais ganhos do que gastos. Nem no tempo da vinda do ouro do Brasil, entre os séculos XVI e terceiro quartel do XIX, o nosso país nunca deixou de ser deficitário –não sou eu que o diz, são os anais do tempo que o afirmam.
Com uma grande parte da população activa a laborar no sector Primário, na agricultura, pecuária e indústria extractiva, o Secundário, nas actividades industriais e indústrias de transformação, era incipiente e pouco desenvolvido. O sector Terciário, com os serviços, o comércio, a actividade bancária, os seguros, os transportes, era concentrado e pouco expansionista, e, nalguns casos, em regimes de monopólio e oligopólio.

E CHEGAMOS À DEMOCRACIA

 Com um país rústico, atrasado, e assimétrico, chegamos a 1974 com 850 toneladas de ouro em reservas no Banco de Portugal –depois de uma venda polémica há uns anos por Vítor Constâncio, na altura governador deste banco representativo português, actualmente teremos cerca de 382,5 toneladas armazenadas.
E começa o desenvolvimento do país com a abertura ao exterior. O proteccionismo exacerbado sobre a produção nacional dá lugar a uma progressiva importação de produtos acabados e em detrimento de matérias-primas, como até aí. Começa a haver uma deslocalização do sector primário para os segundo e terceiro. Seguindo a corrente dos países do Norte da Europa institui-se o Estado-Providência.
Em 1986 Portugal aderiu à então CEE, Comunidade Económica Europeia, e, em troca de subsídios para o desenvolvimento e tendo em conta os índices de bem-estar, ratificou-se nos acordos o princípio económico da “vantagem comparativa”. Isto é, passou a levar-se em conta que o facto de um país ser excedentário na produção de um bem, outro vizinho, ao lado, produzindo menos, mas tendo maior produtividade, pode ter um custo de produção menor. Como a nossa produtividade andou sempre pelas ruas da amargura –sobretudo, porque assente numa mão-de-obra pouco especializada e pouco mecanizada-, foi assim que se abateram barcos de pesca, para passar a importar o peixe de Espanha; recebemos subsídios para reformar compulsivamente alguns milhares de agricultores e começámos a importar sal, cereais, azeite e outras matérias-primas essenciais ao nosso desenvolvimento. Por esvaziamento deste sector, assente num crédito barato, a construção civil, como jacinto-de-água que invade tudo, irrompe, corrompe, e toma conta de todos os solos.
Por força de imposições de directivas comunitárias, e muita falta de afirmação e bom senso político, o então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva durante os seus mandatos de 1985/1995 privatizou sectores económicos fundamentais da nossa economia. Os grandes grupos, até aí arredados do controle, regressaram em força e, aos poucos, tomaram conta de toda a macroeconomia, desde os combustíveis, comunicações e até à electricidade.
O comércio, com a ratificação de Portugal na Organização Mundial de Comércio através da condição de membro da Comunidade Europeia em 1995, e projectado sobretudo nas grandes áreas comerciais, multiplica-se até ao infinito. Com a entrada livre destes produtos dos países emergentes, como a China, Índia e Paquistão, aos poucos vão secando as produções nacionais de têxteis, de brinquedos, de ferramentas, de guarda-chuvas, etc. Nesta altura, de 1995, por um lado com o país pressionado pela convergência do Euro, por outro, já em declive económico e financeiro, é nesta altura, com a entrada em cena de António Guterres, que, quando os nossos vizinhos europeus já estão a encurtar direitos básicos, este homem institui o Rendimento Mínimo Garantido e fica na história por ter atingido o apogeu do Estado-Providência, mas ter iniciado o declínio económico e financeiro de Portugal.

E A JUSTIÇA, SENHORES?

 Entrou o novo século e, com ele a grande moeda, o Euro. Tal como filha muito desejada que se vem a revelar serpente, esta moeda, sendo forte para um país fraco economicamente, veio acabar com o que a CEE não tinha conseguido até aos anos de 1995. Ou seja, tornar-nos cada vez mais dependentes do exterior, por um lado, por outro, pela impossibilidade de desvalorização desta moeda na competição com o exterior, cada vez mais nos sentimos a empobrecer. Por outro lado, ainda, impavidamente e serenos, assistimos ao desaparecimento de todo o ouro dos particulares para o estrangeiro –curiosamente este facto também esteve presente na crise financeira nos anos antecedentes de 1891.
Para além de tudo isto, vemos uma JUSTIÇA que não funciona. O lema “atribuir a cada um o que é seu” deu lugar ao cada um por si. Quanto maior for o poder financeiro, maior será a sua razão.
Como sem justiça não existe EQUIDADE, esta passa a ser um sentimento de livre-arbítrio, ao sabor de castas corporativas e desejos individuais.
Como estas duas premissas anteriores estão violentadas, a LIBERDADE, enquanto filha directa da justiça, passa a ser um valor coarctado. Fica presa em associações de lóbis. Isto é, os direitos individuais vão ficando mais esvaziados, tomando o lugar de obrigações e deslocam-se para o grupo. Como estas agremiações, na sua génese, procuram matar tudo o que lhes faça sombra, liquidam sumariamente os pequenos. Com este varrer de actividades económicas de subsistência, provocam o desemprego maciço da pequena empresa familiar. Levam à miséria colectiva. Desencadeiam o suicídio enormemente. Corrompem o amor entre cônjuges, aumentam a violência doméstica e os divórcios. Levam à separação entre pais e filhos –estes emigram para países estrangeiros. Esta desregulação económica leva ao abandono dos filhos precocemente e quebra de regras de educação e disciplina. Esta instabilidade conduz directamente ao declínio da saúde, em consequência de adições, em vícios de âncora, tabaco, álcool, drogas. Estas, em resultado, geram pessoas sem vontade-própria, iletradas, ignorantes, e apáticas com o que se passa à sua volta.
Gera o INDIVIDUALISMO. Num narcisismo absoluto, só a própria comodidade conta; só a sua satisfação vale. Apaga a SOLIDARIEDADE e faz ressaltar o “salve-se quem puder”. Aumenta a desordem e o caos.
Com o consecutivo aumento de impostos sobre o cidadão e com toda a sensação de anarquia e insegurança, instala-se o DESÂNIMO. A mensagem que passa “é que não vale a pena trabalhar”, porque não há compensação e reconhecimento pelo esforço dispendido. A produção de riqueza cai para índices nunca vistos. O País empobrece todos os dias.
Perdem-se de vez os VALORES. Já nada importa, já nada conta. O Estado passa a ser olhado como opressor, ditador, uma entidade demoníaca que domina todos pela força bruta da coercibilidade.
A RAZÃO deixa de ser bandeira e passa a ser mastro.
Naturalmente que esta perda de soberania individual provoca o descontentamento, a retaliação, gera o ódio contra todos os detentores de poder, nomeadamente os políticos. Os cidadãos deixam de acreditar na política, enquanto meio negocial de se alcançar a paz, e deixam de VOTAR.

 Confesso, exagerei. Quando comecei a escrever este texto não tinha a mínima noção para onde queria ir. Achei interessante o texto de 1936, de António Oliveira Salazar. Apenas isso. As minhas desculpas por ter sido tão enfadonho.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

JÓIAS DA MÚSICA PORTUGUESA...

UM CONVITE PARA O PEECUA...



Exmos Senhores:

 A Câmara Municipal de Coimbra, através do Serviço de Proteção Civil viu aprovada uma candidatura a fundos comunitários de proposta para elaboração de um Plano Especial de Emergência de Proteção Civil, designado Plano Especial de Emergência do Centro Urbano Antigo (PEECUA), tendo como espaços de intervenção a Alta e a Baixa da Cidade.
O projeto integra o desenvolvimento de várias ações, entre elas a realização de 2 colóquios abertos à população, para conhecimento das componentes do projeto; um deles já ocorreu em meados de Julho na Casa da Escrita, situada na Alta de Coimbra, e o segundo colóquio irá realizar-se no Teatro da Cerca de S. Bernardo (Baixa de Coimbra) no dia 4 de Novembro, sexta feira, das 09H30 às 17H00, para apresentação dos resultados finais do PEECUA.

No painel da manhã será feita a apresentação do Plano Especial de Emergência do CUA de Coimbra, pela empresa Certitecna, a quem foram adjudicados os trabalhos de elaboração do plano, e da parte da tarde serão feitas várias apresentações por parte de várias entidades, acerca da importância da implementação do Plano Especial de Emergência do CUA de Coimbra.

O programa do colóquio segue em anexo. Veja aqui.
Solicitamos a ampla divulgação do evento e contamos com a sua presença. Veja aqui o cartaz.

O Diretor do Serviço de Proteção Civil

António Serra Constantino, Engº

Mais informações:
Inscrições  (grátis) por mail - protecaocivil@cm-coimbra.pt ou pelo tel. 239 792812, até 03/11/2011

Serviço de Proteção Civil
protecaocivil@cm-coimbra.pt
Câmara Municipal de Coimbra
Tel- 239 792812 Fax- 239 792809

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...

(IMAGEM DA WEB)


L. Pereira deixou um novo comentário na sua mensagem ""QUEM SE IMPORTA COM OS PROFESSORES?"": 


 A
democracia a que se chegou não interessa aos portugueses cumpridores da lei e da ordem.
A defesa, por alguns, das minorias não leva a lado nenhum. Infelizmente, há gente difícil de integrar, só aceita subsídios...
Portugal tem de mudar, caso contrário, vamos ao fundo...
L.Pereira 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"QUEM SE IMPORTA COM OS PROFESSORES?"



 "Luísa Conchinhas, professora da Escola Básica 3 (EB3) da Quinta do Conde, Sesimbra, foi espancada, anteontem, à frente dos seus 25 alunos, por se ter recusado a receber a mãe de duas crianças à hora por esta desejada."-LEIA AQUI.

APRENDER A EMBRULHAR O CLIENTE



"A APBC em parceria com a empresa Coimpack realiza no próximo sábado, dia 29 de Outubro, pelas 14h30, na Junta de Freguesia de S. Bartolomeu o Workshop " A Importância da Embalagem"."

 À pergunta, se faz sentido este “Workshop” se realizar durante a tarde de Sábado e uma vez que a APBC defende que todo o comércio deve estar aberto neste dia da semana, responde Armindo Gaspar, presidente da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra:


“É assim, este “workshop” era para se realizar na Sexta-feira à noite. Aconteceu que a formadora, a Dona Alda, da Coimpack, por motivos alheios à sua vontade, só poderá apresentar este trabalho de formação no Sábado à tarde. Um pouco contra a nossa vontade –porque sabemos  que irá gerar alguma perplexidade nos associados-, tivemos de aceitar. Até este momento temos cerca de 15 inscrições.
Aproveitando o momento, convidamos todos os associados a estarem presentes nesta formação. Hoje, todas as ferramentas são necessárias e, mesmo assim, não chegam” –enfatizou Armindo Gaspar.



UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Carlos deixou um novo comentário na sua mensagem "DE SUPETÃO, HOJE, ENCERRARAM DUAS LOJAS NA BAIXA": 


 
Informo que abriu uma nova loja no lugar dos antigos Tecidos do Mondego. Pelo que vi do exterior, tem muito bom aspecto e diga-se de passagem está muito melhor que a sua antecessora.
Aproveito também para deixar uma sugestão: para que este blogue não seja feito apenas de más notícias. Já nos basta aquelas que aparecem diariamente nos noticiários. 
Não dê tanto destaque às lojas que fecham, procure principalmente as novas lojas que abrem. Não dê importância aos edifícios degradados, é preferível mostrar fotos dos edifícios reabilitados, que são cada vês mais, e dar valor ao esforço que tem sido feito para a melhoria e restauro de todo o centro histórico. A nossa cidade tem tantas coisas boas para mostras, que não vale a pena estar sempre a mostrar o lado negro que está presente em qualquer cidade. 



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NOTA DO EDITOR

 Meu caro Carlos, começo por lhe agradecer o comentário. Se é "cliente" aqui do "jornaleco", deverá saber que, sejam eles de acordo ou não com o meu ponto de vista, serão sempre bem-vindos.

Agora vamos passar ao contraditório, como quem  diz, fazer a minha defesa.

 Começo por lhe dizer que normalmente sei o que abre e fecha aqui na Baixa. Umas vezes noticio algumas que encerram outras vezes não. Tudo depende do meu tempo e critério de escolha. O mesmo se passa para as que abrem de novo. A opção é igual.
Em resposta, digo-lhe também que o que escrevo aqui é da minha inteira responsabilidade. Isto é, não ando comandado por alguém ou instituição. Aliás, penso que quem faz o favor de me ler tomará disso conta. Tanto escrevo um texto a elogiar a autarquia num qualquer assunto, como logo a seguir estou contra determinada medida.
 Habitualmente estou sempre ao lado dos meus colegas comerciantes, na sua defesa. Mas quando entendo que devo "cascar", atiro sem que me doa a alma.
Quanto ao ser "anjo da desgraça" -o aforismo é meu-, meu caro, como tudo na vida, aquilo que será triste para um poderá ser alegre para outro. Tudo depende da apreciação e da posição em que se está colocado. Fica o Carlos a saber que escrevo com uma única preocupação: ser verdadeiro. Ainda que possa ter, por vezes, uma elevada carga de subjectividade, tento dar o máximo de rigor ao plasmado aqui. Quero dizer-lhe que não escrevo para lhe agradar a si, a outro qualquer, a qualquer partido da oposição na Câmara, ou mesmo ao executivo. Escrevo com total liberdade e esvoaçando sobre o que vai no meu pensamento.
Quando diz para eu não dar tanto destaque às lojas que fecham e importância aos edifícios degradados, lamento, meu caro, mas continuarei a fazê-lo. E sabe porquê? Porque não é enterrando a cabeça na areia que se resolvem os problemas. É mostrando-os publicamente que se está a contribuir para que se saiba o que se está a passar. Assim, ficando na esperança, espera-se que alguém que detenha poder decisório possa tomar contacto com a realidade e melhorar o que está mal. Como deve saber, para além de escrever aqui sobre esses assuntos que refere, já fui muitas vezes ao executivo e à Assembleia Municipal. Aliás, talvez pela prática, já faço isso com grande à-vontade -isto para lhe dizer que não me limito a escrever. Algumas vezes vou ao terreno defender o que acredito.
Em suma, meu caro Carlos, não me peça para "pintar a manta" ao seu gosto, ou de outro qualquer. Esse não é o meu rumo, nem forma de estar na vida. Quem escreve para agradar a alguém nunca será considerado por ninguém.
Mais uma vez, obrigado e volte sempre, se lhe agrada a forma como escrevo... mas não esqueça: o critério será sempre meu.


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Carlos deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...": 


 
Tal como disse na minha primeira intervenção, foi apenas uma sugestão. O blogue é seu, o senhor escreve nele o que bem entender. 
Da mesma maneira que se critica aquilo que está mal, também se deve aplaudir o que tem sido feito de bom. Não se deve passar apenas a imagem que só há lojas a fechar, porque isso piora ainda mais a imagem que as pessoas têm da baixa e em nada contribui para a sua melhoria, muito pelo contrário. Se é isso que você quer...
Mais uma vez repito, para não ser mal interpretado, o blogue é seu, o senhor escreve nele o que bem entender. 



O REGRESSO DO SOLDADO





 Naquele dia, vi-o de ombros descaídos, de lágrimas a querem saltar dos olhos, como pingos de água num charco provocado pelas goteiras de um beiral. Ali, naquele dia de semana aparentemente igual a outro qualquer, na Rua das Padeiras encontrei um soldado que, durante décadas, lutou em defesa e pela Pátria, colocando a conveniência desta acima dos seus próprios interesses pessoais e quando se dá conta essa mesma nação abandona-o e trata-o como uma coisa qualquer. Passando a metáfora, tratou-se de um empregado de comércio que, durante quatro décadas, defendeu os interesses de uma casa comercial na Baixa. Um dia, em 10 de Abril de 2009, como sempre fizera, ia para entrar ao serviço e deu de caras com os vidros das montras cheios de papéis colados e um anúncio “Arrenda-se”. Como andorinha que acabou de perder o ninho e toda a passarada, este homem esteve ali, ao pé do estabelecimento, durante toda a manhã. Como se estivesse a velar o corpo de alguém muito querido que partiu, este empregado comercial, como disco riscado, repetia: ““É injusto, sabe? Estive aqui uma vida. É verdade que até ontem fui sempre bem tratado como pessoa. Mas, com este acto –que eu não merecia- parecem querer tratar-me como uma qualquer mercadoria. Mas olhe, não esqueça, sempre me trataram bem… até ontem…”
Por causa de ter escrito este texto –veja aqui- tive um processo por difamação e no qual, pedindo a instrução, foi declarada a nulidade da acusação e o despacho de não pronúncia –veja  aqui.
Passaram dois anos, e neste tempo que não voltará atrás, muitas coisas mudaram, muita água passou debaixo da ponte. Nem a loja voltou a ser a mesma, nem eu -até aqui sempre escrevi com cuidado e responsabilidade, mas, depois de me “sentar no mocho”, redobrei ainda mais os meus cuidados-, nem o Humberto, o empregado comercial que foi despedido sem o ser, voltou a ser o mesmo.
Hoje, passado já muito tempo que não nos víamos, o Humberto veio visitar-me. Não que a sua simples visita não seja sempre agradável, mas há mais. O Humberto, o velho amigo, de 56 anos, e empregado de balcão comercial, hoje, à minha frente, apresentava-se de capa e batina. Este meu amigo, outrora mais um entre os demais perdidos neste cemitério comercial de mortos-vivos que ninguém consolará, depois de maltratado e espezinhado, deu a volta por cima e agora frequenta o 2º ano de Gestão, no ISCAC, Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.
É ou não lindo vermos alguém que levou um pontapé no traseiro erguer-se das cinzas do ostracismo e, depois de soldado raso, ser agora um aspirante a cabo-de-guerra? Quem é que não tem prazer em ver este mesmo Humberto, pessoa simples, afável e respeitadora, numa nova escalada rumo a um futuro que, mesmo que se augure incerto, para ele, porque da adversidade fez ventura, será sempre um orgulho para a sua pessoa e para todos os seus familiares.
Um grande abraço, Humberto, meu amigo. Muitas felicidades.

COMPRE NOS ESTABELECIMENTOS "AMIGOS DOS BOMBEIROS"



Caros Sócios,

Esta Associação tem vindo a celebrar protocolos de colaboração com empresas e estabelecimentos comerciais no sentido de conseguir vantagens para os seus sócios na aquisição de bens e serviços.

Neste momento já temos protocolos com 70 estabelecimentos comerciais e empresas, estando em curso a celebração de mais alguns. 

Para a sua adequada divulgação vai ser elaborada uma brochura onde constam as condições e os descontos oferecidos aos sócios. Até lá e para que possam conhecer os estabelecimentos em causa e obviamente usufruir das vantagens que estes oferecem, remete-se em anexo uma listagens com esses estabelecimentos comerciais.

Para usufruir dos benefícios acordados os sócios deverão identificar-se como sócios da Associação  e apresentar o respectivo Cartão de Sócio.

É justo apelar a que recorram a estes estabelecimentos dado que eles demonstram uma atitude de colaboração e generosidade para com os Bombeiros Voluntários de Coimbra que importa reconhecer e enaltecer.

Com os melhores cumprimentos,

João Silva
Presidente da Direcção

(Por impossibilidade alheia à minha vontade não me é possível inserir a lista de estabelecimentos)

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Jorge Neves deixou um novo comentário na sua mensagem "UM NOVO TRAJE... NA BAIXA": 


 As entidades competentes de Coimbra arranjaram uma nova casa ao Anildo, com casa-de-banho e com vistas para a Praça do Comercio.

 Hoje pelas 7h40 da manhã, ao passar junto ao antigo estabelecimento comercial “Traje”, na Praça do Comércio, reparei que existia um sem abrigo a dormir no interior de umas escadas, pensei que seria um novo “caso Anildo Monteiro”.
Depois de beber um café e de ter lido os jornais locais, voltei a passar pelo mesmo sítio e verifiquei que afinal era o Anildo que estava por lá a dormir. Aliás, já estava acordado, porque o cumprimentei com um bom dia.
Pelas 12h45 ao passar no mesmo reparei que o Anildo já não tinha por lá os seus pertences. Pensei para comigo, será que foi desta vez que as entidades competentes da região conduziram o Anildo?  Resposta negativa, o Anildo tinha o saco de fruta, a garrafa de vinho, os cobertores e o colchão junto da antiga porta principal do “Traje” e tinha defecado mesmo ali à vista de toda a gente, espalhando um cheiro a excremento por toda aquela área comercial.
Está mais que evidente que o problema do Anildo Monteiro é uma questão de saúde mental, e agora de saúde pública, e não um “costume social” como um (médico psiquiatra) iluminado disse há tempos.
Basta de tanta hipocrisia e desprezo pelo ser humano. Leva-me a crer que o problema do Anildo tem a ver com a sua cor preta. Leva-me a crer que as instituições só querem subsídios, e que os técnicos não saem dos gabinetes. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PARA PENSAR DEVAGAR....



ENCLAVADO - Blog Humanista, Sportinguista e Liberal


 

"Chegámos aqui:


Somos 10 600 000 portugueses a residir em Portugal.

Desses, 3 000 000 são pensionistas.

700 000 desempregados e 300 000 subsidiados com o RSI.
Metade da riqueza produzida é consumida pelo Estado.

Temos ainda que somar os menores de 16 anos e estudantes que serão mais de 2 000 000.

Ou seja, torna-se incomportável manter as coisas como estão.

Limitar o valor máximo das reformas, como acontece em outros países, pode ser uma solução, mas não chega..." -LEIA AQUI.


UM ESTADO MEDÍOCRE... E SEM VERGONHA!

(RETIRADO DA WEB)


"Foi este senhor o autor de um verdadeiro atentado à liberdade de imprensa quando furtou os gravadores de dois jornalistas da revista Sábado há uns meses. Chama-se Ricardo Rodrigues. É deputado do PS e tem tudo menos ética republicana e democrática. Pois é este mesmo «senhor» que vai dirigir o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários, segundo publicado ontem em Diário da República. O estado de Direito vai torto e bem torto neste país." -ler aqui no Platonismo.

QUESTÕES DE MAMA

(FURTADITO AQUI NUMA AMIGA DO LADO)


 Apesar da senhora Merkel ter cara e parecer a nossa Ferreira Leite, mesmo assim, porque sou bonzinho -e também porque, na rua, já nenhuma mulher olha duas vezes para mim, já faço parte dos excedentes do tempo-, era capaz de lhe pegar ao colo e dar-lhe mama...

O ÊXODO



"Cerca de 200 mil pessoas abandonaram o país nos últimos anos".



TEXTO RELACIONADO

UM NOVO TRAJE... NA BAIXA




 Passam 30 minutos do meio-dia. Esta é a imagem do átrio do antigo Traje, na Praça do Comércio. 
Dizer que está a 20 metros da igreja de Santiago, um templo do século XII, é coisa de somenos. 
Dizer também que este é o aspecto recorrente na Baixa de todos os dias também não será nada de novo. Porém, há uma diferença, é que estas "prendas" quando são deixadas em frente a portas de estabelecimentos abertos ao público -este está encerrado há cerca de três anos- os donos, obrigatoriamente,  limpam ou mandam limpar e a rua fica normalizada.
Dizer também que este problema, que recai implicitamente num sem eira nem beira de nome Anildo Monteiro -segundo testemunhas, viram-no pernoitar ali esta noite-, foi levado ao executivo municipal há menos de um mês. Até hoje, e apesar de na reunião pública terem sido prometidas medidas urgentes, nada foi feito. É uma vergonha? É um escândalo? Não sei! O que sei é que fica aqui a prova para quem quiser ver. Se não ligam à parte social e humanitária, façam o favor de ligar à parte estética. Ou seja, invertam os valores, e livrem a cidade deste conspurcador... que -é bom não esquecer- é alegadamente inimputável. 
É triste, é indigno o que se está a passar com este homem -porque é de um ser humano que se trata. Se fosse um cão, tenho a certeza, já teria sido levado para o canil municipal.