segunda-feira, 30 de abril de 2012

ESTA COIMBRA DESGRAÇADA...



Caros Sócios e Amigos,

Como oportunamente dei a conhecer começámos a trabalhar , na sequência da proposta de um sócio, a ideia de realizar todos os domingos uma feira urbana, que designámos por "Feira do Bota Abaixo" e da qual apresentámos um Projecto de Regulamento. Inclusivamente colocámos formalmente esta pretensão à Câmara de Coimbra estando o processo apenas pendente do fornecimento de alguns elementos pela nossa parte.

Acontece que numa reavaliação das implicações que um evento desta natureza implica para esta Associação, tendo em conta as suas capacidades estruturais internas e tendo, sobretudo, verificado uma relevante ausência de respostas positivas, por parte de cidadãos que voluntariamente, no âmbito desta instituição, se dispusessem a colaborar na sua organização, entendo comunicar - com a sensação desconfortável de frustração por não conseguir levar à prática uma iniciativa  que considero poderia ser um contributo positivo para a revitalização da Baixa da cidade -, que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Coimbra não vai avançar com a realização da Feira do Bota Abaixo.

Deixa-se à consideração de qualquer outra instituição, organização ou grupo de cidadãos que o queiram fazer total liberdade de utilizarem a ideia e o projecto de Regulamento, que elaborámos e tornámos público.

A todos os que nos apoiaram uma palavra de agradecimento e de desculpa pelas expectativas criadas e sobretudo por não termos conseguido granjear o apoio que a realização da iniciativa implica.

Com os melhores cumprimentos

João Silva
Presidente da Direcção

PARA QUEM SUBIU A CORDA A PULSO...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...



jorge neves deixou um novo comentário na sua mensagem "SANGUE RARO PODE SALVAR VIDA":


 Existe um antigo funcionário da Câmara Municipal de Coimbra, salvo erro, era aí arquitecto, de nome Gilberto, trabalhava no Arco de Almedina, e, penso, mora para os lados de Miranda do Corvo. Julgo que tem sangue TIPO B -

SE CONCORDA, ASSINE ESTA PETIÇÃO



 Não é que esta referência à minha humilde pessoa tenha qualquer importância no contexto, mas sou um dos cerca de 250 cidadãos de Coimbra que apoiou a moção para enviar ao ministro sobre o, previsível, encerramento da delegação da Lusa na cidade. Já o escrevi aqui, Coimbra continua a ser enxovalhada e maltratada. O grave é que todos nós, envolvidos nas nossas vidas de preocupação, vamos deixando que nos roubem paulatinamente e, progressivamente, perdemos a sensibilidade à agressão. Como fantasmas na noite, começam por levar os chinelos junto ao tapete -nós não nos queixamos. A seguir roubam o pão da porta; depois a correspondência; depois uma chave, e quando damos por ela já estamos sem nada. Levaram tudo o que fazia parte da nossa identidade. Já de pouco vale gritar ao vento "assalto, assalto". É tarde, os salteadores já vão longe. Já nem sombra deles se vislumbra no horizonte.
Não sei se consegui ser claro, mas, se concorda, assine a petição neste link. Os seus filhos e netos, um dia, agradecerão.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Marco deixou um novo comentário na sua mensagem "ERA BOM QUE QUEM GOVERNA OLHASSE...":


Triste. Muito triste!
E acho que, infelizmente, não vai ser caso virgem. Porque existe muito comerciante sério “à antiga” e só uma pessoa muito honesta faria o que este gerente fez. Não foi um acto de cobardia, como muita vez se diz de um suicida. Só o próprio poderia dizer o desespero que estava a sentir.
Repito, triste muito triste!
Marco

SANGUE RARO PODE SALVAR VIDA





A Inês é uma aluna do 12º ano, de Pinhel, Manigoto, que precisa de um transplante de coração.

Tem um tipo de sangue raro.  Se souberem de alguém que possa ajudar, agradecemos, caso contrário divulguem este email.

1.     Envio para si, porque sei que o reencaminharás para muita gente. Pedido de sangue!

2.     Por motivo de doença grave, um ser humano está hospitalizado à espera de ser operado. Ainda não o foi porque tem um sangue raro (só 2% da população mundial tem).
Trata-se do sangue Tipo B-

Pede-se a quem tenha este tipo de sangue que contacte com urgência:  

4.     Luís de Carvalho -     931085403  931085403
5.     Pedro Leal Ribeiro -     222041893  222041893   Fax: 222059125
6.     Se não puderes ajudar, divulga este e-mail. [ Hoje por ele, AMANHÃ...]

(RECEBIDO POR E-MAIL E COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO)

"COIMBRA HOMENAGEIA VITOR JARA"



No próximo dia 5 de Maio, no Conservatório de Musica de Coimbra, pelas 21h30, sobre o lema "navegar é preciso, viver não é preciso(?)" e inserido na XIV semana cultural da Universidade de Coimbra, vai realizar-se uma homenagem ao chileno Vitor Jara. 
Compareça, porque será uma oportunidade de assistir a um espectáculo diferente de tudo o que por cá já se realizou.

sábado, 28 de abril de 2012

PORQUE O AMOR COMANDA A VIDA...

ERA BOM QUE QUEM GOVERNA OLHASSE...




Dívidas levam gerente à morte

"Desesperado por não ter dinheiro para pagar aos fornecedores e aos funcionários do Minipreço que geria, em Cucujães, Oliveira de Azeméis, um homem, de 40 anos, suicidou-se, ontem de manhã, nas instalações do supermercado. Vítor Costa foi encontrado pela sua sócia do franchising prostrado no chão, junto aos armazéns. As empregadas ficaram em choque ao ver o patrão morto.". Continue a ler aqui.


Leiam com atenção. O que aconteceu aqui, em Oliveira de Azeméis, poderá repetir-se em todo o país e a milhares de pequenos empresários se nada se fizer para os salvar.

FINALMENTE, SEGUINDO ESPANHA...




"Sentença do Tribunal de Portalegre decide que entrega da casa ao banco salda a dívida". Veja aqui.


O PRIMEIRO PASSO DE UMA LONGA NOITE DE INSÓNIA

 Finalmente, tudo indica que chegou o bom senso aos tribunais portugueses. Em Espanha já há várias sentenças transitadas em julgado que dão extintos os créditos das entidades bancárias sobre as propriedades entregues por falta de pagamento.
O que se está a passar em Portugal é, no mínimo, uma arbitrariedade, uma indecência. Uma filha da putice. Se não vejamos, o banco, para conceder crédito, avaliou o prédio –ou seja, deu como certo que o bem, que a troco de uma hipoteca, garantia ser ressarcido no futuro- e emprestou o valor por si estimado ao cliente. Deu-se a crise do “subprime” –um crédito de risco dado pela entidade bancária e intencionalmente subavaliado, porque, é bom não esquecer,  para o cliente, em “pacote” com estes financiamentos, iam cartões de crédito, seguros nas companhias dos próprios bancos e outras alcavalas- e, perante a queda do valor imobiliário, o que fizeram os bancos? Vieram alegar em sua defesa que foram somente um intermediário no negócio sem interveniência directa na decisão do adquirente. Acontece que, todos sabemos, até há cerca de 3 anos, havia por parte da banca um assédio constante para emprestar dinheiro para se  comprar propriedades –é óbvio que em Portugal não tomou as mesmas proporções iguais aos Estados Unidos, no entanto, a perseguição por cá foi idêntica. Chegados aqui, poderemos interrogar: mas os bancos, perante este oferecimento metralhado, vulgarizado, e com decisiva cobertura sistemática do negócio entre as partes –comprador e vendedor-, podem, agora, alegar que não têm nenhuma responsabilidade?
Continuemos. Então, perante a avalanche de incumprimentos –só em Março, último, foram entregues 1155 casas, e em Dezembro, do ano passado, 37 por dia-, o que faz a banca? Como vê que o devedor está impossibilitado de pagar –e na maioria dos casos insolvente-, retoma o bem hipotecado -que anteriormente avaliou, é bom repetir, não extingue o contrato e deixando-o suspenso-, e, como se fosse alheio e meramente um mediador de compra e venda, coloca-o no mercado, em leilão, e vende pelo melhor preço que lhe oferecerem –isto sem que o devedor possa vetar a venda, mesmo que o valor seja irrisório e aviltante. Isto é, por parte dos banqueiros, o seu ressarcimento está sempre garantido pelas entregas iniciais e pela alienação final, feita de qualquer forma e feitio, e em prejuízo directo do hipotecado e contraente da dívida. Mas a entidade bancária ainda faz mais: não empresta dinheiro para negócios similares, mas para estes, em que é uma parte interessada –e leonina- e usando capital financiado pelo BCE, Banco Central Europeu, a 1 por cento, financia na totalidade este negócio que, pelo explicado, acaba por ser apenas no seu interesse directo. Mais ainda e para pior: para além de estar a provocar uma constante deflação na propriedade no país, uma desvalorização diária, está a contribuir para o empobrecimento da riqueza nacional e para a falência de centenas de agentes imobiliários. Como é que esta situação pode continuar? Estaremos mesmo num estado de Direito? Direito para quem? Só se for mesmo para os bancos. É difícil de verificar que estamos perante um aberrante assalto, uma escandalosa injustiça, um indiscriminado enriquecimento sem causa dos bancos? Salve-se, ao menos, por agora, esta decisão do Tribunal de Portalegre.


"O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada." 
Este extracto sobre o BCE foi retirado de aqui. Para ler tudo aceda ao link: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/04/reformas-milionarias-jardim-tem-reforma.html#ixzz1tSCSSSke"

BOM FIM DE SEMANA...

ESPECTACULAR!!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O "ARTISTA"

(ALVES DOS REIS -IMAGEM DA WEB)

 Ao longo da nossa história, ele sempre esteve entre nós. Passa ao nosso lado na rua e nada o distingue do comum. Pode ser alto, baixote, gordo, magro, ou até assim assim. Mas se nos dirigir a palavra, então sim, vemos a diferença que o distingue dos demais. Escrevo sobre o “artista”, o verdadeiro “artista” nacional.
Fala connosco com sedução e numa voz pausada e estudada, como se pensasse bem no que está a dizer, mostra ideias de grande simplicidade criativa. O que nos transmite, em pacotes de ilusão, é exactamente o que queremos ouvir. O “artista” é um sociólogo/psicólogo nato. O seu talento para conhecer o âmago de cada um é inato. Basta-lhe olhar um rosto para saber todo o historial da pessoa. Lê nos olhos como num livro aberto. Nunca entra em contraposição de ideias. Nunca alimenta uma discussão contrária aos seus interesses. É um guerreiro na selva urbana. Ele sabe que basta estar à espreita e aguardar o momento certo. Paciência é o que mais tem. É um camaleão. Veste as cores ideológicas do opositor. Consoante o momento e a necessidade, é comunista, socialista, social-democrata ou até um democrata-cristão convicto do CDS. Nunca profere uma palavra escrita ou falada contra o sistema. Nunca lhe ouvem um queixume. No fundo não quer mudanças porque se alimenta do subsistema sistémico. É uma cobra saracoteante que se mexe nos interstícios sociais. É democrata. Tanto dá a palmada ao pobre como ao rico. Engana todos por igual. É normal ter vários processos a correr em tribunal por incumprimento, mas aproveita-se da lentidão da justiça e, na maioria dos casos, pelo esgotamento da sua vítima que acaba por lhe perdoar, enrolado em mais uma promessa que nunca será  adjudicada.
Movimenta-se no corredor do poder, governamental ou autárquico, como peixe na água. É um construtor de nuvens. Lisonjeia o presidente, os ministros, os vereadores, mas mais propriamente o responsável pela tutela que lhe interessa para os seus planos. Relaciona-se bem com a maioria das instituições. Ele sabe corromper o decisor. Engana tudo e todos com a sua falinha mansa. É um estratega de actuação rápida no momento exacto. É um personagem fictício, amoral, e icónico dos bons ventos lusitanos. Sabe rodear-se de outros “artistas” iguais e sem escrúpulos. Mas, muitas vezes, pelo seu poder de persuasão e assédio, pode mesmo fazer-se envolver com os autênticos, de corpo e alma –porque o artista, o criador, o sonhador, sempre foi um inocente e cai facilmente como um patinho nas garras deste predador.
O “artista” é um vigarista na verdadeira acepção da palavra. Tem uma visão global, mas, ao mesmo tempo, incisiva nos ínfimos pormenores que escapam à maioria. É um ser frio, calculista e metódico. Perfeccionista até ao infinito.
Usa o ter para ser. Sabe que quanto mais passar a mensagem de importância do ter, mais facilmente chega ao ser. É um actor de um teatro cénico que só ele sabe como funciona em toda a sua plenitude. Os seus espectadores-actores não são mais do que marionetas da sua vontade. À sua mão vão comer todos os que ele quiser. Ele sabe transmitir, através do falar redondo, paulatino, o que os interlocutores querem ouvir. Difunde uma aura de inocente e de pureza imaculada, chegando algumas vezes a desencadear por parte do poder decisório alguma comiseração, mas tudo isso é estudado ao pormenor em longas noites de cábula. Enrola toda a gente. Os seus projectos são práticos e eficientes no lucro fácil. Todos se perguntam como, até aí, nunca ninguém se lembrara de tal ideia, e embarcam nela em magotes. Quando se dão conta estão embrulhados até à alma e redunda em falências, muitas falências, particulares dos apoiantes.
O poder que sempre o patrocinou desde o primeiro momento, perante o descalabro do castelo de areia dissolvido pela onda, lava as mãos como Pilatos e passa o ónus para quem se deixou levar na treta.
Este é o tempo de actuação deste verdadeiro “artista” português. Tomemos atenção. Ele está em todas as esquinas, em todas as praças, em todas as ruas, na Internet. Este “artista” não dorme. Cuidado! Muito Cuidado!


ISTO ESTÁ MESMO A PRECISAR DE CACETADA...

Correio da Manhã
Público

O ex-homem forte do BCP tem reforma de 167 mil euros por mês

BOM DIA....

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MIA COUTO NO CAFÉ SANTA CRUZ, VISTO PELO "OLHO DE LINCE"



 Desde que me levantei –já tardote, que nunca fui de me atirar ao trabalho pelo lusco-fusco, segui sempre o aforismo “vale mais quem Deus ajuda do que quem muito madruga”- que senti que hoje não era um daqueles meus dias de sol –bem sei que esteve a chover e de tons acinzentados, mas não era por isso. Levantei-me assim um bocado para o “em baixo”, não sei se me faço entender. Eu vi logo, eu seja ceguinho, quando espreitei pela janela e não vi o Januário –é o pintassilgo que me costuma saudar todos os dias na árvore em frente ao meu quarto- adivinhei logo que hoje não ia ter sorte nenhuma.
Nas calmas –que a vida é curta e não pode ser levada com correrias-, tomei o pequeno-almoço, lá dei milho às galinhas –e é claro, levando à letra as directivas comunitárias, falei para elas, é certo que não me responderam, mas deu para perceber que estavam felizes. Dei ração aos gatos e ao meu cão –naturalmente que, empregando os meus conhecimentos de psicanálise animal, intuí que também não estavam mal, quer dizer, o “Pintas”, o meu cachorro, pareceu-me que estava a precisar de uma cadela. Estava carente, não sei se me entendem, mas o que é que eu podia fazer? Nada, claro. Atirei-lhe: “olha pá, aguenta o desejo, contenta-te com a minha sorte”. Não sei se me teria entendido muito bem, mas pelo abanar do rabo, pareceu-me que ficava bem. E rumei à Baixa, até à sede do blogue Questões Nacionais”.
Mal transpus a porta da redacção vi logo que já tinha perdido “vinte paus”. Não sei o que se passa com vocês, mas comigo, quanto mais velho estou mais intuitivo me torno. Bastou-me olhar para a cara do gajo –eu escrevi cara? Nada disso, aquilo era uma tromba maior que a do elefante que o Rei de Espanha mandou um tiro-liro. “O gajo” é o director do blogue, o Luís Fernandes –não devem conhecer. Aliás, ninguém o conhece, mas ainda bem, só ganham com isso, palavra de escuteiro. O tipo, assim com umas fuças –salvo seja, é claro- que parecia o Gaspar, o ministro das Finanças. Assim do género que por muito doces que aparentem são sempre amargos, não sei se estarei a ser claro. Se calhar não, mas também não interessa para o caso. Dizia eu, umas fuças divididas entre os confins da Amazónia e a casa do senhor engenheiro Belmiro de Azevedo –entenderam? Mal o tipo -o Luís Fernandes, não percam o fio à meada- estampou os olhos em mim, juro, até senti um murro no estômago. Logo a seguir, com aquela voz de falsete, assim de “engraxadelas”, não sei se estão acompanhar, atirou de supetão: “ó “Olho de Lince” faça o favor de chegar aqui ao escritório!”. Não sei se vocês estarão a sentir o que eu senti, mas fiquei logo de pé atrás. Mentalmente disse cá para o meu interior: “estás lixado, Lince, dali só sai “poda ou canelada”. Não pensem que não tenho razões para pensar assim. O gajo desde que soube que eu era vidrado na Rosete –vocês não devem conhecer, é a jornalista cá da casa, que é boa, boa, cinco vezes boa- nunca mais me gramou.
-Ó “Olho de Lince”, logo à noite o Mia Couto vai estar no Café Santa Cruz. Vai apresentar o seu último livro –não me recordo do título, mas também não interessa-, de modo que queria que você fizesse a cobertura do acontecimento –atirou o gajo, assim de chicote, com um  desprezo cortante nas frases.
-Ó chefe, eu até ia, mas, calculo que vai lá estar a fina flor da cidade. Acontece que, por falta de pagamento de honorários –não recebo há mais de um ano-, estou completamente nas lonas e não tenho roupa nenhuma de jeito –levantei um dos sapatos e mostrei-lhe um grande buraco na sola, para ver se o animal se condoía.
-Ó “Olho de Lince” faça o favor de se deixar de merdas. Você vai trabalhar, não vai fazer nenhuma passagem de modelos…
-Ó Chefe, caramba, parece mal, já viu a imagem que o blogue vai dar? Eu sou um embaixador cá da casa. Bem sei que você está mais teso que qualquer comerciante da Baixa e não tem nem uma moeda para fazer cantar um cego, mas os outros não precisam de saber. É ou não é? –atirei assim, naquela coisa, como se fosse o ministro Relvas para o Passos.
-(A cavalgadura olhou assim  para mim fixamente e eu fiquei a balouçar. Nem sabia se ia levar um coice ou uma nota de vinte)… Bem, vistas as coisas dessa forma, se calhar até pode ter razão. Mas você não me estava a ofender, pois não? Interroga o mastronço, assim meio desconfiado.
-Ó chefe, por amor de Deus! Nem lhe passe uma coisa dessas pela sua cabeça enfeitada…
-O quê? O que é quer dizer com “enfeitada”?
-Fosca-se, chefe, você está mesmo para desconversar. Queria dizer que esse gel no cabelo fica-lhe mesmo a matar. Tem um penteado espectacular…
-Ah, bom! De repente, até pensei… você anda um bocado a sair-se das cascas, não anda? Tome lá uma vintena e vá comprar qualquer coisa apresentável. Mas compre aqui na Baixa. Está a ouvir? Sei lá, vá às Modas Veiga, aqui ao lado e nosso vizinho, ou ao Arménio, da Sofimoda. Está a perceber?!?
Nem respondi ao asinino. Este malcriado –e mal gerado, mal empregado grito que o pai mandou quando estava lá na confecção- irrita-me profundamente. Porra, não há pachorra!
Então, durante o dia, fui comprar uma “farpela”. Tinha de me apresentar bem, à noite no Santa Cruz, quem sabe não estivesse por lá a diva do meu encantamento? –É a Helena Freitas, a mais linda mulher de Coimbra. Desconfio que esta mulher é reincarnada de um modelo de Miguel Ângelo, o italiano do século XVI, não é o cantor. Quem sabe se eu fosse bem vestido ela não me convidasse para jantar? –sim, só se fosse ela a pagar, porque, por aqui, nas tascas em redor, já tenho o livro dos calotes cheiinho. Nunca se sabe, pensava eu cá com os meus botões, em solilóquio. Pois claro, porque do Mia Couto não sei nada. Nunca li nenhum livro dele –nem de outros, eu não leio quase nada. Faço umas citações assim para parecer que sou intelectual, mas não passo das primeiras 50 páginas, nem vejo um boi à frente. Mas também é certo que das pessoas que irei encontrar lá no café, mais logo, quem é que leu um livro do Couto até ao fim? Dizem todos que leram, que é para parecer bem. Até aposto que a sala do café Santa Cruz vai estar a abarrotar. Por acaso já nem uma moeda  tenho, se tivesse, apostava dobrado em como vai ser assim. Todo o mundo vai querer aparecer no lançamento do livro do escritor moçambicano. Mas eu não quero saber nada disso! Eu só lá vou para tirar umas fotos para o blogue e ver se apanho a minha musa de inspiração. Isso é que me interessa. O resto, estou a borrifar-me! Eu quero lá saber do Couto. Até já estou irritado com ele, mesmo sem o conhecer.
Então, por volta das 22h00, lá rumei ao velho café. Ena pá! Estava repleto até às bordas. Aquilo parecia o “basófias” nos velhos tempos de cheia invernosa. É evidente que eu ia em missão. Empurrão para aqui, calcadela num pé acolá, e consegui chegar só a meio da sala. “C’um caraças”, parecia que tinha rebentado a cadeia! Lá tirei umas fotos mal e porcamente, porque estavam sempre a empurrar-me e ficaram todas tremidas. Eu não disse que não ia ter sorte nenhuma? Eu vi logo! Foi então que avistei a alegria do meu olhar. Sorrateiramente, pancada para aqui, ombro para acolá, e lá cheguei ao pé da minha Afrodite. Beijei-lhe a mão –que não sei se estão a ver, mas mesmo um carroceiro tem sempre de se fazer fino para uma senhora. O meu coração palpitava, “pum pum, pum pum”, que até parecia os canhões de Napoleão, ali na Serra do Buçaco, em 1809, não se devem lembrar. Acho que não. O barulho da minha máquina de fluídos amorosos era tal que até estava com medo de abafar as palavras do escritor.
 Foi então que ela me bombardeou nas bentas: “vou jantar com o Mia Couto!

LEIA O DESPERTAR...


LEIA AQUI O DESPERTAR DESTA SEMANA


Para além  da coluna "Memória: "A Perfumaria Pétala (1)", deixo também os textos "Reflexão: O "basta" dos Capitães " e "O Carteiro do nosso largo".




MEMÓRIA: A PERFUMARIA PÉTALA (1)

 Em 8 de Dezembro de 1948, quando, no Campo Grande, os sócios do Sporting Clube de Portugal gritavam com ardor e vibravam com a vitória do clube lisboeta, de quatro golos a um, sobre o AIK, da Suécia, na pequena aldeia de Torre de Bera, dentro de uma humilde casinha, com telhas à vista e onde o frio e as beiras entravam sem cerimónia e com liberdade, Maria Nazaré gritava de dor pelo parto daquele que, mais tarde, em batismo, se viria a chamar Armindo Gaspar.
Neste lugarejo, onde a paz bucólica só era quebrada pelo chilrear dos passarinhos e pelo rebate do sino da freguesia, dormitório de Coimbra, quase todos os seus habitantes se dedicavam ao amanho da terra. Era daqui, do interior deste chão sagrado, que provinha a alimentação da prole. Apesar de se atravessar tempos de carestia, naquele povoado ninguém passava fome. Como guarda-mor, em cada casinha pobre, uma chaminé desafiava o vento, expulsando farrapos de miséria em fumo de atalaia, como guerreiro que não se rendia perante a lazeira. Naquele fio de esperança estava a vida daquela comunidade. Era a alegria de um forno a aquecer que em breve aceitaria no seu seio a massa levedada na grande gamela de madeira e, como milagre divino, a transformaria em muitas broas estaladiças e que, conjuntamente, com uma frugal sopa de couves e feijão, seriam a “tranca da barriga” de toda a família. Acontecia assim com os pais do Gaspar. 


Era assim no interior esconso e modesto de todo o país. Nesta altura, Portugal tinha uma economia subdesenvolvida. O PIB, Produto Interno Bruto, correspondia a 40 por cento da média europeia. Metade da população nacional dependia da agricultura. Com um índice de analfabetismo de cerca de 80 por cento, e superior ao que havia sido registado um século antes nos países do norte e centro da Europa, era mais que natural que naquela casa pobre, onde o Armindo viu a luz pela primeira vez, não se soubesse ler, embora Nazaré, a mãe, conseguisse juntar umas letras e, com dificuldade, fazer um caldo deslavado em frases desconexas de sentido. Aprendera em tempos quando trabalhara em casa do Visconde do Ameal, na Rua da Sofia, e cujo palácio viria a ser o Tribunal de Coimbra. 
Enquanto frequentou a então escola primária, naturalmente, como todos os miúdos pobres, diariamente, tinha de ajudar os progenitores na lida do campo. Para além de se acreditar que a disciplina do trabalho era formativa do carácter, havia também o aforismo popular de que “o labor do menino é pouco, mas quem não o aproveita é louco”. Mas, se, por um lado, não lhe restava outra escolha, por outro, o sonho martelado todos os dias era quando poderia abandonar aquele costume de muito esforço a troco de lentilhas. 


Assim que finalizou o ensino básico –como hoje é conhecido-, e logo que pode, o Gaspar rumou à grande cidade, caldeirão de todos os sonhos realizáveis, embrulhados em muitos mitos. Por volta de 1960, ainda de calções remendados, começou a trabalhar na taberna do Rafael da Silva Costa, no Largo da Fornalhinha. Porém, a primeira surpresa, de muitas outras, o esperava, as refeições, para além de serem minguadas, tinham sempre a mesma textura: açorda de pão ao almoço e ao jantar. Esteve lá somente um mês. A seguir foi trabalhar para uma mercearia em Santa Clara. A sua ocupação era percorrer a pé todo o planalto da margem esquerda procurando as encomendas dos clientes. A seguir era a entrega com um cabaz às costas. Isto juntando os diários 12 quilómetros, a penates, de Torre de Bera para Coimbra. Esteve nesta mercearia até ir para a tropa. Quando regressou, porque aspirava um futuro melhor, foi trabalhar para um armazém de acessórios de farmácia, a ACEFARMA, em Monte Formoso. Aqui se manteve durante 7 anos. Mas os planos que desenhava nas suas muitas noites de insónia eram outros. Como migrante em busca da terra prometida, queria trabalhar por sua conta.


E como quem procura sempre alcança, juntamente com um sócio, em 1979, na Rua Ferreira Borges, número 103, abriu o seu primeiro negócio, a sua primeira perfumaria. A marearem em oceanos de suor, em 1985 tinham 4 lojas em vários pontos da cidade e onde davam emprego a 8 pessoas. Mais ou menos em 1990, quando o comércio de rua atingiu o pico máximo da eficiência, desfizeram a sociedade e Armindo Gaspar, juntamente com a sua esposa, Graça, chamou a si a condução de duas perfumarias, uma no Centro Comercial Avenida e outra a Pétala, na Rua Visconde da Luz, onde hoje se mantém. O tempo foi correndo, o Armindo, a pulso de lutador, foi conquistando tudo o que tinha idealizado, mas o seu maior orgulho é ter dado às suas filhas um instrumento que não lhe fora proporcionado: um curso universitário.

O Armindo não esqueceu as suas origens humildes e, por isso mesmo, há 15 anos que, com prejuízo para o seu negócio, cavalga uma pileca escanzelada: o associativismo. Tentando ajudar quem precisa, como Quixote armado de esperança, depois de ter ocupado vários cargos na direção da ACIC, Associação Comercial e Industrial de Coimbra, hoje, e já desde 2006, é o presidente da APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra. 
CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO.

REFLEXÃO: O “BASTA” DOS CAPITÃES




 Nos últimos anos, para os mais velhos, a comemoração do 25 de Abril tornou-se em mais uma data corriqueira que apenas serve para descansar. Provavelmente, para os mais novos não dirá absolutamente nada. Este ano, neste feriado que passou, houve dois acontecimentos que marcaram para sempre esta efeméride. Um deles foi o desaparecimento precoce de Miguel Portas. Não o conheci pessoalmente. Apenas estive numa palestra sobre economia, em Coimbra, em que ele esteve presente. Gostei dele. Pareceu-me um doce de pessoa e com uma humanidade fora de comum. Não tenho dúvida em afirmar que Portugal perdeu um grande lutador pela causa da justiça. 


O segundo acontecimento foi o “grito de Ipiranga”, o “basta” dos ex-capitães de Abril. Não tenho dúvida de que depois deste berro pacífico, mas com muita dor –quem viu os “Prós e Contras”, na RTP1, certamente sentiu no coração o sofrimento na alma do Coronel Sousa e Castro. Foi importante este bater o pé ao atual “status quo”, ao situacionismo? No meu entender foi. E muito! Por se ser contrário aos seus valores ideológicos, tal como Miguel Portas, goste-se ou não deles, são figuras marcantes da nossa história. Claro que, relembro, é preciso aplicar este princípio a todos os que passam pela política.

O CARTEIRO DO NOSSO LARGO


“Chegou o carteiro! Das nove para as dez! A vizinha do lado, chegando à janela, logo gritou: “traz carta para mim?”. Para uns são alegrias, para outros tristezas são. O carteiro não tem culpa é a sua profissão”. Era assim que o conjunto típico António Mafra designava o popular correio do nosso imaginário em finais de 1960.
Recentemente chegado à nossa rua, o nosso carteiro é o senhor António Duarte. Está nos Correios há mais de uma vintena de anos, e gosta muito do que faz, diz-me com aquela ênfase que se aplica quando falamos de algo que se entrelaça na alma. Apesar de já não trazer nem uma carta de amor, só contas para pagar, transportando no rosto um sorriso e uma imensa vontade de servir, continua a ser estimado por todos.


Já há uns dias que ando a pensar em escrever um texto sobre os carteiros da nossa zona. Certamente, alguma mente iluminada dos CTT–Correios de Portugal tomado de uma obsessão pela descentralização de serviços, no último ano, deu em substituir semanalmente, os distribuidores de correspondência. Resultado, nos primeiros dias é vê-los numa aflição, perdidos, para encontrar certos números de porta que não estão lá, ou a menina Lurdinhas, que mora no largo, mas a missiva não traz número de porta. Foi por isto mesmo que, esta semana, ao ver o senhor Duarte à procura de uma morada, me lembrei de escrever este pequeno texto. Quem sabe alguém dos CTT não leia e reflita que este atual serviço prestado nem serve os utentes nem os carteiros, que se veem “gregos”, em determinadas situações, para conseguirem levar a bom porto o desempenho da sua missão.


Indo um pouco mais longe, poderemos interrogar: por que acontece esta constante mudança de técnicos semanalmente se, aparentemente, não aumenta a eficácia nem traz mais-valias às partes interessadas? Será que os serviços dos Correios procuram cada vez mais funcionários-turbo? Ou a medida procura torná-los polivalentes e capazes de reconhecerem um qualquer trajeto? Mas, humanamente, numa semana, isto é possível? Poderemos especular que é para não ganharem certos vícios adquiridos, mas esta rotatividade irá evitá-los?
Não é fazer futurologia, mas adivinha-se que estes digníssimos e respeitáveis profissionais estão a prazo –será mais uma profissão que desaparece perante este progressismo avassalador. A médio-prazo, com prejuízo de todos, acabarão. Este serviço passará a ser feito por empresas de distribuição, que, aliás, na entrega de encomendas já está a ser assim.
Portanto, para a história do nosso tempo, fiquemos com esta fantástica imagem do carteiro, António Duarte, no Largo da Freiria, em Coimbra.






A MÚSICA TRANSPORTA-NOS NO TEMPO...

POR PORTUGAL...

(IMAGEM DA WEB)


 "Assunção Esteves, a actual Presidente da Assembleia da República, reformou-se aos 42 anos com a pensão mensal (14 meses/ ano) de € 2.315,51 – Diário da República de 30-07-1998. Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 meses/ ano) € 5.799,05 e de ajudas de custo mensal (14 meses/ ano) € 2.370,07. Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos). Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial de BMW a tempo inteiro.

Impõe a pergunta: se Assunção Esteves continua a trabalhar, por que razão está a receber reforma? Se cidadão normal tem que trabalhar 40 anos (ou mais) e só tem direito a uma pequena reforma, porque é que os governantes, deputados, etc., ao fim de oito anos de serviço, têm direito a acumular reformas [milionárias] com vencimentos [milionários].

É AQUI QUE O GOVERNO TEM DE COMEÇAR A CORTAR AS GORDURAS."

(RECEBIDO POR E-MAIL)

CONTRA MAIS UMA AGRESSÃO A COIMBRA


 Hoje, cerca das 11h30, perante um reduzido número de pessoas, entre estas alguns profissionais da comunicação social, foi apresentado o documento subscrito por cerca de duas centenas e meia de cidadãos contra o encerramento da delegação da Agência Lusa, em Coimbra.
Na mesa de exposição da moção esteve António Arnault, advogado e escritor, Rui Avelar, jornalista do semanário Campeão das Províncias, e Olinda Lousã, funcionária bancária. Na plateia, sentados nas cadeiras do vetusto e reputado café da Baixa, podiam ver-se, entre outros anónimos, Abílio Hernandes, Amadeu Carvalho Homem, Agostinho Almeida Santos, Carlos Cidade, António Vilhena, Victor Martins Costa e Helena Freitas –a minha musa encantada, e senhora de todas as questões ambientais terrenas da cidade e do mundo.

E QUEM É QUE SE DEU AO PAPEL?

 São vários os nomes dos subscritores do documento a apresentar ao Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares – e, para conhecimento, do Presidente do Conselho de Administração da Lusa, Presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e Presidente da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República. Entre eles, Barbosa de Melo, presidente da Câmara Municipal de Coimbra; João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra; Luís de Matos, mágico; Carvalho da Silva, ex-sindicalista; Boaventura Sousa Santos, sociólogo; Mário Ruivo e Paulo Mota Pinto, deputados, e, mais, muito mais pessoas interessadas no que se está a passar com a cidade.
Na longa lista de cerca de 250 assinaturas estão editores, comerciantes, investigadores, jornalistas, professores, músicos, advogados, encenadores, presidentes de junta, artistas, sindicalistas, bancários, vereadores da Câmara Municipal de Coimbra, poetas, funcionários públicos, físicos, engenheiros, enfermeiros, ex-reitores da Universidade de Coimbra, psicólogas, médicos, sociólogos, escritores, técnicos de turismo, ex-deputados, contabilistas, psiquiatras, militares, directores executivos, realizadores, produtores cinematográficos, etc.

MAS, AFINAL, O QUE DIZ O DOCUMENTO A APRESENTAR?

 A moção a apresentar às entidades acima citadas tem sete pontos. Começa por dizer que a delegação da Lusa, na cidade, tem 7 jornalistas e que estes, conjuntamente com o departamento, prestam um imprescindível serviço público de informação de qualidade a Coimbra, já desde os anos de 1970 e da desaparecida Anop.
Diz também que o eventual fecho destas instalações e “a dispersão dos jornalistas por outros locais, forçando-os a exercer a atividade profissional, isolados em suas casas, em regime de teletrabalho, afastados do enquadramento humano e profissional da redação onde sempre laboraram”, será altamente lesivo dos interesses de Coimbra, de toda a região centro, das autarquias, instituições, empresas e cidadão em geral.

COIMBRA FEZ MAL A QUEM?

 Perante mais esta machadada, é caso para perguntar que mal teria feito Coimbra aos senhores de Lisboa para merecer estar continuamente a ser maltratada pelos sucessivos governos? É curioso, porque no anterior executivo de Sócrates, quando, por exemplo, se transferiu a direcção de Economia para Aveiro dizia-se que a razão era a cor partidária que subjazia à decisão –uma vez que o executivo autárquico da cidade era do PSD. Agora, com os social-democratas no governo que desculpa vamos dar?
Uma coisa é certa, está na altura de todos os cidadãos –não só nesta questão, como também em outras- chamarem a si a interveniência política –da polis- e defenderem o pouco que já nos resta. Não podemos admitir continuarmos a ser espezinhados e aceitar pacificamente a bipolaridade do país entre Lisboa e Porto. Temos todos que sair do sofá, e, se preciso for, virmos para a rua gritar: “não nos esmaguem mais a nossa autoestima. Também somos cidadãos nacionais!”


"OBRIGADO PORTUGAL!"

(IMAGEM DA WEB)

      "A  ANEDOTA em que se transformou o nosso País"                       


Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar;
Um idoso   recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida de trabalho.
*****
Um marido oferece um anel à sua mulher  e tem de declarar a doação ao fisco.
*****
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador… e demora 3 anos a corrigir o erro.
***** 
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes;
O Governo diz que não precisa de mais polícias.
***** 
Um professor leva uma coça de um aluno… e o Governo diz que a culpa é das causas   sociais.
***** 
O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados.
No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros… e não tem local para lavar mãos.
*****
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo… e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
***** 
Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV… mas é   proibido consumir droga nas prisões!
*****
Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal.
Um jovem   de 15 leva uma chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
*****
Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem.
6   Presos que mataram e violaram idosos vivem numa cela de 4m2 sem wc privado,
não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa
ao Tribunal Europeu.
*****
Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra … mas o primeiro-ministro elogia as tropas que  estão em defesa da   Pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
*****
Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem.
Não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar coima e juros.
*****
Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
*****
Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia, ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
*****
Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a um menor ou idoso… Se fosses drogado, não pagavas nada! 
Obrigado Portugal. Estamos ORGULHOSOS.
Mexe-te e mostra a tua indignação ou em breve poderás ser tu e os teus dentro destas estatísticas e o teu vizinho fará como tu. Olhará Para   o lado.
REENVIA, REENVIA, PARA QUE HAJA MAIS QUEM ABRA OS OLHOS !!!

 (RECEBIDO POR E-MAIL)




E ESTA?!? OU NEM É DE ADMIRAR?

(IMAGEM DA WEB)


"25 de Abril e o que os deputados (não) sabem

Alguns dos parlamentares não conseguem identificar quem governava antes e depois da revolução". VEJA AQUI.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

UM GRITO DE ALERTA

(IMAGEM DA WEB)

"Nós, Cidadãos Lusófonos, estamos fartos:
- estamos fartos de grandes proclamações retóricas, sem qualquer
atitude consequente.
- estamos fartos de ouvir que “a nossa pátria é a língua portuguesa”,
sem que isso tenha depois qualquer resultado.
- estamos fartos de escutar que a convergência lusófona é o nosso
grande desígnio estratégico, sem que depois se dêem passos concretos
nesse sentido.

Nós, Cidadãos Lusófonos, sabemos bem que a CPLP só faz o que os
Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a deixam fazer
e, por isso, responsabilizamos sobretudo os Governos da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa pela inoperância da CPLP, 15 anos após a
criação. Muitos desses Governos parecem continuar a considerar que a
CPLP só serve para promover sessões de poesia – nada contra: sempre
houve na nossa língua excelente poetas. Mas a CPLP tem que agir muito
mais – não só no plano cultural, mas também no plano social, económico
e político.

A situação a que chegou a Guiné-Bissau é um dos exemplos maiores dessa
inoperância. Como o MIL há vários anos alertou, teria sido necessário
que a CPLP se tivesse envolvido de modo muito mais firme, para além
das regulares proclamações grandiloquentes em prol da paz,
proclamações tão grandiloquentes quanto inócuas. Como sempre
defendemos, exigia-se a constituição de uma FORÇA LUSÓFONA DE
MANUTENÇÃO DE PAZ para realmente pacificar a Guiné-Bissau e defender o
povo irmão guineense dos desmandos irresponsáveis e criminosos de
muitas das suas autoridades políticas e militares.

Dada a situação extrema a que se chegou, só agora a CPLP parece
acordar, ao propor “uma força de interposição para a Guiné-Bissau, com
mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em
articulação com a CEDEAO – Comunidade Económica dos Países de África
Ocidental, a União Africana e a União Europeia”, bem como a “aplicação
de sanções individualizadas” aos militares envolvidos neste último
golpe militar – nomeadamente, a “proibição de viagens, congelamento de
bens e responsabilização criminal”.

Obviamente, nós, Cidadãos Lusófonas, concordamos com essas propostas.
Apenas esperamos que não cheguem demasiado tarde. E, sobretudo, que
não fiquem por aí. O apoio à Guiné-Bissau terá que se estender aos
mais diversos planos – desde logo, ao da Educação, da Saúde e da
Economia. É mais do que tempo que o povo martirizado da Guiné-Bissau
possa viver em paz, com acesso à Educação e à Saúde e com uma Economia
que lhe permita viver dignamente.

Nós, Cidadãos Lusófonos, exigimos isso. E por isso exortamos a CPLP a
dar, finalmente, passos concretos nesse sentido.

Subscreva e Divulgue aos seus contactos!!
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb"

(RECEBIDO POR E-MAIL COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO)

ESTÁ A CHOVER...

"DONOS DE PORTUGAL"

HOJE É O DIA 25 DE ABRIL





 Hoje é dia 25 de Abril. Como se sabe, comemoram-se 38 anos de uma revolução que, não tenho dúvida, foi germinada para essencialmente dirimir as brutais assimetrias da sociedade portuguesa à época de 1974.
Hoje, numa atitude que louvo sem pensar um minuto, os ex-capitães de Abril, perante este retorno aos tempos do Estado Novo, negaram-se a serem peças decorativas num teatro cénico de cinismo e disseram: “BASTA!”
Visione este vídeo sobre o México, país do terceiro-mundo, e verifique que, apesar de muita coisa boa ter acontecido ao longo das últimas décadas no nosso país, hoje, não estaremos muito longe do que se passa por lá. As similitudes são imensas. Curiosamente, o locutor também emprega a frase: “BASTA!”




UMA LÁGRIMA DE SAUDADE



 Bruscamente, ontem, deixou-nos um grande defensor da causa pública. Não o escrevo apenas agora porque Miguel Portas nos largou. Já o escrevi antes. Não o conheci pessoalmente. Há cerca de um ano estive numa palestra sobre economia na Casa da Cultura, em Coimbra, onde Portas estava presente. Pela forma de expor os assuntos, pela voz pausada, pareceu-me um doce de pessoa, um homem que, lutando pelos ideais em que acreditava, se batia pelos mais frágeis e indefesos. Não tenho dúvida que Portugal e todos nós cidadãos nacionais perderam um grande “advogado” no Parlamento Europeu. À Família enlutada, os meus mais sentidos pêsames embrulhados numa lágrima de saudade. Até sempre Miguel Portas.

DESENHAR AS RUAS DA BAIXA NO PRÓXIMO SÁBADO

Fotografias da Baixa de Coimbra
(IMAGEM RETIRADA DO SÍTIO DA APBC)


"Percorrem o mundo, de caderno na mão, como quem ergue uma câmara fotográfica. No próximo sábado, os “desenhadores do quotidiano” fazem o retrato de Coimbra. O colectivo Urban Sketchers Portugal Beiras, o Salão 40 e a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) promovem no dia 28 de abril, a partir das 10 horas, uma maratona de Desenho na Baixa da cidade. A iniciativa está aberta a todos os entusiastas da atividade". -Texto retirado do Facebook, da página da APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra.

COIMBRA MERECE UM DEBATE?

(FOTO DO DIÁRIO DE COIMBRA)



“Coimbra, porque não uma cidade ousada? Este é um tempo de grande emergência, estamos em situação de derrapagem e perda de vitalidade”. Fortuna, DC, 09 Dez 11
“Coimbra: Um barco inclinado em busca de equilíbrio”. Estanque, Público, 11 Mar 12
“O futuro não se prevê, constrói-se e cada um de nós tem um papel a jogar, decisões a tomar, acções a empreender. O futuro não emerge do nada, toma raiz no presente. É preciso saber distinguir o essencial do acessório”.  - Grupo Futuribles
“A diversidade política irá obrigar os políticos que procuram pela competição reduzir a diversidade a dar lugar aos que, através da cooperação inteligente, possam utilizar essa mesma diversidade”. Francisco Castro Rego, Cultura da Diversidade, AIBiodiversidade
Coimbra merece um Debate?

Alternativa – Associação Cultural para o Desenvolvimento do Ser Humano, Associação 25 de Abril – Delegação do Centro, Movimento Republicano 5 de Outubro (Coimbra) acreditamos que SIM, Coimbra merece e necessita de mais Debate feito a partir da Cidadania.

É o que lhe propomos com o primeiro deles:

“Coimbra: O Que Vale Uma Cidade No Meio Da Crise”

Convidámos João Rodrigues, José Maria Castro Caldas, José Reis. Economistas, podemos encontrá-los na Faculdade, no CES, no blogue Ladrões de Bicicletas, pela Cidade.

Queira, p.f., anotar na sua Agenda e Divulgar pela sua rede de contactos:

12 De Maio – Sábado – Das 15h00 às 19h00 – Hotel Dom Luís Sala Lisboa (www.hoteldluis.pt)

O Moderador será o Cidadão José Dias, membro das 3 Associações convocantes do Debate. 

Já no Hotel e para atenuar o custo do aluguer da sala ser-lhe-á solicitada uma taxa moderadora única encontrada na sua relação com o número de participantes.

Pretende-se um Debate calmo, profundo, com principio, meio e fim, equilibrado nos momentos de oratória e de escutatória.

Coimbra 25 de Abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

HOJE É O DIA MUNDIAL DO LIVRO


(IMAGEM DA WEB)

DAR TIROS NOS PÉS ATÉ QUANDO?



"Número de casas penhoradas pelas Finanças disparou no 1º trimestre"



"Com o agravar da crise agravam-se também as dívidas das famílias portuguesas. O número de penhoras do fisco disparou nos primeiros três meses deste ano. A Direção-geral de Impostos está a vender uma média de 95 casas por dia.". VEJA AQUI.

A MÚSICA É A ANIMAÇÃO DA ALMA...

PODE REPETIR?



PARLAMENTO SUÍÇO FALA DE PORTUGAL DESTA MANEIRA



"será possível??? Só disse a verdade"




 "Isto passou-se em Setembro passado. Mas ninguém falou disto, porque será que a comunicação 
social não divulgou esta bela interpretação do que é o povo português e o seu governo????
Ao que nós chegámos… enxovalhados desta maneira e ninguém reage….. porquê???
Porque, por incrivel que pareça, isto é a verdade nua e crua!!!!!
A locutora "pulverizou" Portugal e o povo português."



(RECEBIDO POR E-MAIL)

O CARTEIRO DO NOSSO LARGO


 “Chegou o carteiro! Das nove para as dez! A vizinha do lado, chegando à janela, logo gritou: “traz carta para mim?”. Para uns são alegrias, para outros tristezas são. O carteiro não tem culpa é a sua profissão”. Era assim que o conjunto típico António Mafra designava o popular correio do nosso imaginário em finais de 1960.
Recentemente chegado à nossa rua, o nosso carteiro é o senhor António Duarte. Está nos Correios há mais de uma vintena de anos, e gosta muito do que faz, diz-me com aquela ênfase que se aplica quando falamos de algo que se entrelaça na alma. Apesar de já não trazer nem uma carta de amor, só contas para pagar, transportando no rosto um sorriso e uma imensa vontade de servir, continua a ser estimado por todos.
Já há uns dias que ando a pensar em escrever um texto sobre os carteiros da nossa rua. Certamente, alguma mente iluminada dos CTT–Correios de Portugal tomado de uma obsessão pela descentralização de serviços, no último ano, deu em substituir semanalmente, os distribuidores de correspondência. Resultado, nos primeiros dias é vê-los numa aflição, perdidos, para encontrar certos números de porta que não estão lá, ou a menina Lurdinhas, que mora no largo, mas a missiva não traz número. Foi por isto mesmo que hoje, ao ver o senhor Duarte à procura de uma morada, me lembrei de escrever este pequeno texto. Quem sabe alguém dos CTT não leia e reflicta que este actual serviço prestado nem serve os utentes nem os carteiros, que se vêem “gregos”, em determinadas situações, para conseguirem levar a bom porto o desempenho da sua missão.
Indo um pouco mais longe, poderemos interrogar: por que acontece esta constante mudança de técnicos semanalmente, se, aparentemente, não aumenta a eficácia nem traz mais-valias às partes interessadas? Será que os serviços dos Correios procuram cada vez mais funcionários-turbo? Ou a medida procura torna-los polivalentes e capazes de reconhecerem um qualquer trajecto? Mas, humanamente, numa semana, isto é possível? Poderemos especular que é para não ganharem certos vícios adquiridos, mas esta rotatividade irá evitá-los?
Não é fazer futurologia, mas adivinha-se que estes digníssimos e respeitáveis profissionais estarão a prazo -será mais uma profissão que desaparece perante este progressismo avassalador. A médio-prazo, com prejuízo de todos, acabarão. Este serviço, pelo menos como o conhecemos tradicionalmente, passará a ser feito por empresas de distribuição, que aliás, na entrega de encomendas já está a ser assim.
Portanto, para a história do nosso tempo, fiquemos com esta fantástica imagem do carteiro, António Duarte, no Largo da Freiria, em Coimbra.


sábado, 21 de abril de 2012

Ó ÁLVARO, TIRA OS ÓCULOS...



"Santos Pereira não vê "mistério" no número de falências diárias"



"O ministro da Economia diz que "não há nenhum mistério" no facto de, em tempos de crise, as empresas portuguesas estarem a falir a uma média de 17 por dia. Esta manhã, à margem de uma reunião com a Junta Metropolitana do Porto, Álvaro Santos Pereira foi questionado sobre a aplicação das medidas de incentivo ao emprego e ao crescimento acordadas na concertação social. O ministro respondeu, dizendo que há tempo para fazer o que ainda não está a ser feito". VEJA AQUI.