segunda-feira, 31 de agosto de 2015

BOM DIA, PESSOAL...





   HINO À CIDADE PERDIDA


“Olhem, tenham dó”,                                                        
gritava a cigana,                                                                
“tenho dez filhos e “mi home, entrevadinho”,             
está na cama, coitadinho, e não pode trabalhar;        
Davam uma moeda,                                                          
tinham compaixão,                                                            
na outra esquina um ceguinho repetia a lengalenga 
trauteada em oração;                                                        
No largo em frente                                                            
jogavam à moeda,                                                             
e entre um copo e uma sardinha na tasca da Mariazinha  
se depuravam as mágoas;   
                                                    
                                        ESTA CIDADE JÁ NÃO EXISTE                                            
SÓ NA MEMÓRIA É QUE PERSISTE 
                                 
O tempo passou                                                                       
e tudo mudou,                                                                          
e a minha rua que era luz, agora é triste, tem uma cruz  
p’ra lembrar que pereceu;                                                     
Já nem um pregão,                                                                  
um gato a miar,                                                                       
só o silêncio modorrão invadiu seu coração                    
e de quem teima em ficar;      
                                            
ESTA CIDADE NÃO TEM VIVER                                          
                            JÁ NÃO TEM VIDA, ESTÁ A MORRER.  

INTERESSE GERAL





(RECEBIDO POR E-MAIL)

 “Assunto: Interesse geral para quem faz uso dos serviços bancários pela Internet

As informações abaixo são do interesse geral.

Quando for fazer uso dos serviços bancários pela internet, siga as 3 dicas abaixo para verificar a autenticidade do site:
1 -Minimize a página. Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no écran sem minimizar, é pirata! Não tecle nada.

2 - Sempre que entrar no site do banco, digite a SUA SENHA ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal. Sites piratas não têm como conferir a informação, o objectivo é apenas capturar a senha.

3 - Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado; além disso clique 2 vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer. Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você não seja vítima de fraude virtual.

SEJA SOLIDÁRIO. REENVIE AOS SEUS AMIGOS.”

OS SEIS MESES DE VIDA DA "ESSÊNCIAS GOURMET"





Agosto, sem gosto e a contragosto, foi o último mês de vida da loja “Essências Gourmet”, situada no Terreiro da Erva, ao lado do restaurante Cantinho dos Reis. Com uma crónica de notícia de abertura, acompanhei de perto a fase de iniciação comercial da docente Helena Pereira. Pude ver com os meus olhos o quanto esforço despendeu para manter o seu ponto de venda activo e rendível. Fez publicidade em panfletos distribuídos pelas caixas de correio, construiu o seu site de vendas online, editou a sua página no Facebook. O maior de todos, retirando o investimento global, foi a verba gasta num toldo implantado à frente do estabelecimento. Passados seis meses, a imaginação e a esperança de se sair bem desta aventura mercantil, sem comiseração nem piedade, tudo junto este meio-ano levou.
E como é que está a Helena -a doce Helena, se posso escrever assim, e ao mesmo tempo um turbilhão impressionante de força anímica- depois deste desaire?
“Olhe, já chorei o que tinha a chorar. Estou a tentar recompor-me! Perdemos alguns milhares de euros mas –como era dinheiro nosso- não é o fim do mundo. Mas estou muito triste, sim, confesso! Ali deixo o meu sonho, uma parte de mim. Entreguei-me de corpo e alma a este negócio. Estava convencida que o sucesso de cada um dependia essencialmente do esforço despendido mas, deu para ver, não é assim. Por mais empenho que se empregue, em face da conjuntura, não há volta a dar. Foi uma lição de vida que não esquecerei jamais. Aprendi muito.
Gostava de ter sentido maior apoio por parte da Câmara Municipal de Coimbra e não senti. Antes pelo contrário. Paguei taxas e taxinhas e até para encerrar a loja tive de perder quase duas horas para cumprir o estabelecido nos regulamentos. Acho que a edilidade, tal como faço com os meus alunos mais novos, deveria acompanhar mais de perto quem começa de novo e não deveria tratá-los como iguais entre diferentes. Se a autarquia continuar assim, para quem se inicia nestas lides, se não houver mais apoios, dificilmente passará os seis meses. Levo comigo esta tristeza imensa. Estive para abrir o negócio em Aveiro e acreditei que Coimbra, a mítica cidade dos estudantes, a urbe recentemente classificada pela Unesco como Património Mundial da Humanidade, seria diferente. Não é! Por parte do fluxo turístico que procura a cidade, ninguém encaminha os visitantes e os distribui equitativamente. Levo no coração um nó –e leva a mão aberta ao peito. Mas, pronto, eu e o meu marido, ainda somos novos e não é o fim da estrada. Mas dói muito. Se dói!

UMA MENTIRA QUE VEM DE METRO EM FIM DE LEGISLATURA

Já há solução para o metro Mondego

EPÍSTOLA AOS CONIMBRICENSES, SEGUNDO O APÓSTOLO POIARES MADURO



"O Governo apresentou à Comissão Europeia uma solução para o Sistema de Mobilidade do Metro Mondego definida pelo ministro Poiares Maduro como "metropolitana rodoviária" e que pode levar à autorização de financiamento através de fundos europeus". Continue a ler aqui (clicando em cima)

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





Alex Ramos deixou um novo comentário na sua mensagem "BAIXA: O SILÊNCIO É BOA COMPANHIA?":


O que li neste blogue hoje   provoca uma revolta indescritível. Uma pessoa tenta sobreviver, vem a Câmara Municipal, materializada na fiscalização, e obriga esse cidadão a pagar uma taxa de 10 euros por dia. No absurdo interrogo: aparentemente, porque é a via central tão protegida pela autarquia? Vejo estudantinas a cantar, são abrangidos por esta taxa? Ou, como está de ver, estamos perante uma medida discriminatória pura e dura? Este homem, barbudo, aparentemente mal nutrido, mal vestido e às vezes até se embriaga, borra a pintura de um quadro que queremos todos transmitir a quem vem de fora? É isto que se passa, não é? Então vale mais assumir que a fiscalização camarária está a discriminar negativamente o munícipe Luís Cortês! Esta avenida central deve ser apenas para alguns e não para todos.
Outra questão, se me der na cabeça comprar uma aparelhagem com som potente e meter no máximo vêm fiscais da edilidade obrigar a pagar taxa? Se este músico de rua de que falo só tem sustento através da música, pois o resto do dinheiro vai para a renda, porque é que a Câmara em vez de ajudar aplica mais uma taxa? Na filosofia de redistribuição, para que servem os impostos que pagamos se não é para ajudar os mais pobres? Um músico de rua não deve ser tratado como um vulgar pedinte de mão estendida. No caso, este artista, dando alegria e cor às ruas, presta um serviço à comunidade. Ao ser tratado desta maneira está ser englobado como um vulgar mendigo que calcorreia ruelas e esquinas. Mas mesmo que fosse, será que a edilidade quer meter estas pessoas que pedem escondidas num beco qualquer de Coimbra? Afastá-las dos turistas para estes não verem a degradação humana que a cidade tem? Os caminheiros que nos visitam não são burros, basta olhar em redor. Olha se forem à Rua direita e entrarem em certos becos com o chão forrado com seringas…
A cidade já não tem muita animação, vão tirar os artistas de rua que restam? Querem transformar a urbe num cemitério? É isto?
Acho esta acção da Câmara Municipal deplorável. Politica não é isto. Não elegemos quem lá está para afastar pessoas que tentam ganhar vida e dar outra cor à cidade.
Estou muito desiludido com este executivo. Ou melhor, estou indignado com este executivo que não sai das cadeiras para falar com moradores, comerciantes. E porque não ter uma conversa com pedintes? Estou simplesmente revoltado!

sábado, 29 de agosto de 2015

MENTIROSOS AO VIRAR DA ESQUINA

UM EXEMPLO A SEGUIR




POR NORBERTO PIRES
(Vereador na Câmara Municipal de Condeixa)


“ATUEM AGORA

Redução do IMI em Função do Número de Filhos

Na última reunião do Executivo da Câmara Municipal de Condeixa sugeri que fosse aplicada em Condeixa, nos termos da lei, uma redução de IMI em função do número de filhos. O mesmo podem fazer os cidadãos na Câmara Municipal da vossa área de residência. A referida redução pode ser de 20% para famílias com 3 ou mais filhos. Como é do vosso conhecimento foi aprovada uma alteração ao Código do IMI que permite que os municípios efetuem uma redução do IMI em função do número de filhos. Esta possibilidade tem que ser validada em Assembleia Municipal.
O assunto pode e deve ser levado a Assembleia Municipal pelo Executivo municipal.
É também possível que seja um munícipe a levar o tema à Assembleia Municipal. Para isso coloquei no link abaixo um modelo de petição sugerindo que:
-Preencham a petição com os vossos dados;
-Entreguem a petição e participem na Assembleia Municipal em que o assunto vai ser debatido de preferência reunindo um grupo de apoiantes.
Não há qualquer problema se houver várias pessoas no município a entregar a mesma petição. É importante que tomem esta iniciativa com a maior celeridade pois as Câmaras têm obrigatoriamente de comunicar à Autoridade Tributária até ao dia 30 de Novembro a decisão sobre quais são os prédios que irão beneficiar da redução.
De acordo com oficio-circulado pela Autoridade Tributária, têm de ser os munícipes a solicitar esta redução:
http://info.portaldasfinancas.gov.pt/…/Oficio_Circulado_401…
Coloquei neste link uma minuta que poderão usar na vossa câmara municipal.
É importante que desenvolvam estes dois passos o quanto antes mas, no limite, até ao próximo dia 15 de Setembro.
Modelo de requerimento individual ao Presidente da Câmara: "
https://dl.dropboxusercontent.com/…/RequerimentoPresidenteC…



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

APARÊNCIAS





NUNCA SER E QUERER SER





BAIXA: O SILÊNCIO É BOA COMPANHIA?





O Luís Cortês, como todos nós, divide-se entre o verso e o reverso. Quero dizer que, como qualquer um, tem um lado público e outro mais obscuro. Quem não for assim que lance a primeira pedra. Pelo lado institucional, o Cortês é um músico de rua que nos faz companhia há várias décadas, aqui na Baixa da cidade. Invisual e sem um braço, recorre ao talento que Deus ou a Natureza lhe proporcionou: a música. Compõe –foi autor do hino de Pina Prata, candidato à Câmara Municipal em 2009- e é instrumentista de excelência. O órgão é a extensão do seu corpo amputado. É com este instrumento que angaria o seu sustento e o da sua companheira. Recebe de reforma 335,00 euros e paga de renda de casa 338,32 euros. A sua consorte, Fátima, desempregada de longa duração, vai fazendo umas limpezas aqui e ali e aceita o que lhe querem dar para que o pão e o vinho, graças ao altíssimo, nunca faltem à sua mesa, com certeza. Durante vários anos esteve junto à Loja do Cidadão e nos últimos três vemo-lo mais assiduamente a tocar junto à Igreja de Santa Cruz. Pelo lado misterioso, é um cromo. De vez em quando embebeda-se e discute com a sua companheira, Fátima. No Largo do Poço onde mora, por vezes, lá se ouve impropérios de bom vernáculo à portuguesa. Mas não é por esse facto que não deixa de ser estimado por todos os vizinhos. É assim uma espécie de exagero tacitamente aceite por todos e que só é concedido a quem usufrui de estatuto especial na comunidade.
Hoje de manhã estava muito triste e cabisbaixo no Largo do Poço. O que se passou, Luís? Interrogo. “Estou muito infeliz, senhor Luís! Como sabe, já há cerca de dois/três anos que toco à frente da Igreja de Santa Cruz. Há volta de um mês, uma fiscal da Câmara Municipal foi bater-me à porta de minha casa. Ordenou-me que retirasse o órgão da Praça 8 de Maio e junto à igreja. Arguiu que não poderia lá tocar sem licença. Disse também que se eu persistisse que me apreendia o instrumento e que o levava para o seu gabinete. Eu fui à autarquia perguntar o que era preciso fazer para tratar dos papéis mas não percebi nada do que queriam. Então saí de lá e passei para o outro lado junto à loja “Coisas e Sabores” e continuei a tocar. Hoje, durante a manhã, fui obrigado a levantar o poiso por ordem de dois fiscais camarários. Mais uma vez invocaram que eu era obrigado a tirar licença de ocupação de espaço público. Como faço agora, senhor Luís? Sem este rendimento eu e a Fátima não podemos viver. É com estas moedas que compro o pão, pago a luz e a água e tento viver com dignidade. Repare que eu não pedi nenhuma habitação social à Câmara, está a perceber? Com o meu trabalho na rua, eu sobrevivo às minhas custas. E agora? Como vou fazer? Eu sei que se eu mudar para o Largo do Poço, junto ao salão do Jazz ao Centro, ou for para junto à Loja do Cidadão a fiscalização não me incomoda, mas, sabe, não é a mesma coisa. Na Praça 8 de Maio ganho muito mais. Há lá muita estrangeirada que gosta do meu desempenho e contribui bem. Esta última semana foi fantástica. Andava tão feliz e agora acontece-me isto, carago! Não hei-de morrer à fome mas, assim, será muito complicado!”

MAS AFINAL COMO É QUE É?

Juntos, fomos ao atendimento geral da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) saber o que é necessário para obter licenciamento. Fomos atendidos por um funcionário simpático. Perante a nossa petição pareceu não saber muito bem da tramitação. Primeiro perguntou a uma colega. A seguir telefonou, levantou-se e foi saber o que era necessário. Regressou e amavelmente informou que entre o Largo da Portagem e a Praça 8 de Maio, sem autorização, não são permitidos músicos de rua. Se quiserem exercer o seu “metier” tem de solicitar uma licença pontual que, tal como outro qualquer pedido e após análise, pode ser ou não concedida. E custa 10 euros por dia. Qual o fundamento? Interroguei. "Porque estas ruas largas são zona protegida no âmbito da recente classificação de Património Mundial pela Unesco", respondeu.

A LEGALIDADE, O BOM SENSO E A HUMANIDADE

Sem consultar o regulamento sobre este assunto, tanto quanto julgo saber a postura assim obriga. Ou seja, para a CMC um pedido de ocupação de via pública para um músico de rua tem o mesmo tratamento igual a qualquer outro requerimento como, por exemplo, uma pequena banca de distribuição de prospectos ou venda de produtos. O que quer dizer, em silogismo, que se considera a prestação musical como actividade comercial. Era bom se assim fosse, que o artista de rua fosse tratado como comerciante, digo eu agora em especulação. O músico de rua não é considerado como um prestador de serviços (que alegra as ruas da cidade) mas como um mendigo que estende a mão à caridade. Por um lado, a sua insuficiência económica não é relevada, por outro, num positivismo absurdo, é visto da mesma forma do indigente que estende a mão. Onde fica o bom-senso, a razoabilidade, e a humanidade? Deixo estas questões de análise para quem me lê.

COMO É EM LISBOA?

Depois de um telefonema para a Câmara Municipal de Lisboa –que me remeteu para a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, uma das que abarca maior área de ruas na Baixa Pombalina- fiquei a saber que a animação de rua tem um tratamento especial. Por exemplo, enquanto para um qualquer pedido de licenciamento para actividade comercial na via pública paga logo à cabeça 397,00 euros e em caso de indeferimento esta verba não é devolvida, no caso de animação é isento. Isto é, pede licenciamento e se for concedido pode pagar 23 euros por trimestre –neste caso, imaginemos um personagem-estátua. E, tanto quanto julguei perceber, não há zonas protegidas para a animação pública. O movimento e a prestação destes artistas são muito bem-vindas para tornar a cidade mais alegre e menos cinzenta.

DOIS CRITÉRIOS DIFERENCIADOS

Se para um músico de rua actuar nas ruas largas da cidade de Coimbra tem de desembolsar uma autorização pontual que pode custar 10 euros por dia, porque está numa zona protegida, vale a pena interrogar quanto paga um vendedor de artesanato que, durante um dia, ocupa um espaço nestas mesmas artérias uma vez por mês. Um momento. Vou ligar para a Casa da Cultura, na Rua Pedro Monteiro.
-Boa tarde, minha senhora, o que devo fazer para me inscrever na Feira de Artesanato Urbano que decorre uma vez por mês nas Ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz?
-Deve estar colectado nas Finanças. Deve remeter-nos várias fotografias do artesanato que produz para podermos avaliar o seu trabalho e aguardar resposta.
-E quanto me custa a ocupação de espaço público?




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

PÁGINA DA BAIXA ESPECIAL (1.ª PARTE)




IMAGEM E EDIÇÃO: ALEX RAMOS
LOCUÇÃO E REALIZAÇÃO: LUÍS FERNANDES



A PÁGINA DA BAIXA ESPECIAL


AVALIAÇÃO DO NOSSO PROVEDOR DO LEITOR



PONTOS FORTES DESTE VÍDEO:

-O  verificar que os mentores deste trabalho “pro bono”, constituídos por Alex Ramos e Luís Fernandes, estão atentos ao que se passa e, tentando preencher uma lacuna, vão fazendo o que podem para trazer ao de cimo o que se passa essencialmente na zona da Baixa. Este “documento” visual sobre a discussão em torno da provável requalificação do Mercado Municipal D. Pedro V veio no momento certo. Mostra várias facetas, salienta-se. Por um lado, demonstra o desânimo, a apatia, a falta de fé dos comerciantes que ali exercem a sua actividade –que, note-se, é extensível e igual ao que se passa no perímetro comercial da Baixa. Atingiu-se um tal grau de descrença que, como paciente comatoso em morte clínica, já nada o faz reanimar. Ora quando uma parte da sociedade atinge um tal grau depressivo, tal comportamento, deveria merecer um segundo olhar de preocupação por parte das entidades políticas que gerem o país. Por outro, é preocupante a falta de comunicação existente entre a Câmara Municipal de Coimbra, entidade administrativa que gere este grande espaço popular de vendas, e a associação representativa que opera dentro do próprio mercado. É no mínimo caricato que, passado cerca de dois anos, o presidente da associação ainda não conheça o vereador com pelouro atribuído. Se não fosse trágico, daria vontade de rir e inscrever este facto no anedotário nacional.

-Concorde-se ou não com os seus argumentos, o mostrar a forma como os dois comerciantes do mercado, Cesário Fernandes e Paulo Dinis, abrindo a alma, sem papas na língua, falam sem medo e dizem o que pensam. Há um completo contraste entre a liberdade de se exprimirem e os ouvidos moucos da instituição (a edilidade) que, aparentemente, os ignora. Uma grande salva de palmas para eles.

-A sugestões dadas ao executivo. Está de ver que estas pessoas devem ser ouvidas. Voltar as costas a quem trabalha todos os dias e quantos grãos de trigo leva um alqueire é um tremendo erro político que, como consequência mínima, leva a uma degradação continuada entre eleitores e eleitos.
-A desinteressada e fantástica realização do Márcio Ramos (mais conhecido como Alex nos meios video-gráficos) e a merecer, pelo público, um segundo olhar. Já que não ganha nada, deveria ter um aumento de ordenado para o triplo por parte do director do blogue. Mais que certo, até aposto, este bom colaborador continua a ser vilmente explorado pelo realizador.

PONTOS FRACOS:

-O entrevistador continua a precisar urgentemente de uma professora de comunicação. Está cada vez pior! Então, desta vez, com uma barriga de grávida de sete meses! Deus nos livre! Até apetece dar-lhe uma nota de cinquenta paus e recomendar-lhe que vá dar umas voltas a pé ao Estádio Universitário!  Pelo tartamudear constantemente, pelo arrancar de palavras a saca-rolhas, pela imagem anafada e de rústico, pedimos desculpas aos nossos leitores/ouvintes/espectadores. Mudem de canal depressa!
Em minha opinião, Esta amostra de “pivot” deveria deixar estas aventuras e continuar na escrita ou, sei lá, se calhar, dedicar-se à defesa do ambiente do burgo. Sei lá, apanhar lixo nas ruas, por exemplo! Esta aventura não é para ele. A falta de competência é gritante. Mais, está a tirar o lugar a quem sabe fazer. Cada cliente (leitor do blogue) que consegue chegar ao fim do vídeo –que é mais chato que ouvir Paulo Portas na encíclica aos reformados- e gramar o emplastro de amostra de jornalista, deveria ter direito a um almoço no reputado restaurante Praça Velha, na Praça do Comércio.
-Vale a pena perguntar onde pára a oposição. Quando foi a última vez que os deputados municipais foram ao Mercado Municipal e falaram com os operadores?



VÍDEOS RELACIONADOS



"Página da Baixa (VII)"
"Página da Baixa (VI)"
"Página da Baixa" (V)"
 "A Página da Baixa (IV)"
"A Página da Baixa (III)"
"A Página da Baixa (II)"
"A Página da Baixa (I)"


UM COMENTÁRIO E UMA RESPOSTA




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...":


Olhe, caro Luís Fernandes, com todo o respeito, especula mal sobre as minhas intenções, o que é sempre um risco do especular. Eu apenas quero saber do que trata isto tudo e, volto a dizer, essa do “eu depois falo”, acho mal. Não concorda comigo? Se o Luís Fernandes nos vai esclarecer, tanto melhor. Não conheço o senhor Paulo Diniz, nem tenho de conhecer, nem de saber se é alinhado, se não é alinhado. Sou apenas cliente e, como cliente, sei onde quero ir comprar e onde não quero ir. Se alindarem o mercado, lhe puserem uns espaços de restauração modernos, apelativos, mais umas coisas, eu passo a ir mais vezes e pode ser até um local de passeio para a família e de caminho compram-se coisas. É tudo e é simples. Os políticos são aldrabões e não querem fazer nada disto? Então, abaixo os políticos.
Diz que estas pessoas “escrevem por amor à causa, sem interesses materialistas objetivados”… Que raio quer isso dizer, com perdão da palavra? É suposto que os comerciantes tenham interesses materialistas objetivados, do género chamar clientes para vender coisas. Ora, os clientes vão onde se sentem bem. Eu sei isto e não tenho curso de comércio.



RESPOSTA DO EDITOR


Mais uma vez lhe agradeço o comentário, meu caro anónimo. Já vi que, para não perceber patavina do que escrevi, não fui suficientemente claro. Culpa minha, admito com humildade. Vou tentar arguir, ponto por ponto, as suas dúvidas. Vamos lá:

“Olhe, caro Luís Fernandes, com todo o respeito, especula mal sobre as minhas intenções, o que é sempre um risco do especular.”

Dá para perceber que o caro amigo, com tão pouco tempo que tem para apreender a informação que lhe chega ao conhecimento, lê transversalmente. Acontece aos melhores. Devo dizer que a especulação não era para si, comentador, mas para o executivo –concordo que não ficou claro, daí a confusão. Se lesse com mais atenção isso seria elementar, mas volto a sublinhar: não estava claro, penitencio-me.

“(…) essa do “eu depois falo”, acho mal. Não concorda comigo? Se o Luís Fernandes nos vai esclarecer, tanto melhor.”

Eu nunca escrevi “eu depois falo”. Por outro lado, sejamos claros, o meu papel aqui não é esclarecer ninguém –esta atribuição é da responsabilidade da Câmara Municipal. No máximo, o meu ofício –se considerado assim- é tentar chegar a uma compreensão sem ter os elementos todos. Ou sendo generoso, de premissa em premissa chegar a uma conclusão subjectiva, ainda que provisória em face da definitiva, que só o detentor da verdadeira possuirá. Como sabe, tão bem como eu ou ainda melhor, quem escreve está sempre a exercitar a mente com imaginações, umas vezes mais certas outras mais erradas.

“Não conheço o senhor Paulo Diniz, nem tenho de conhecer, nem de saber se é alinhado, se não é alinhado.”

Mais uma vez me parece que o caro anónimo não leu com atenção –dando-lhe ainda a prerrogativa de eu não ter sido claro. Nem me passa pela cabeça que o senhor intencionalmente, mostrando alheamento, faz a apologia da desgraça para melhor reinar na sua certeza. Ao classificar de “não-alinhados” não me referia ao senhor Paulo Dinis mas sim a quem escreve em blogues (volte a ler, se faz favor).

“Os políticos são aldrabões e não querem fazer nada disto? Então, abaixo os políticos.”

Eu escrevi esta sua frase? Não? Pois não! Não leu isso em lado nenhum, antes pelo contrário –recomendo-lhe ler aqui e aqui. Trata-se de uma especulação sua. O que quer dizer que, para além de mim, há outros que também imaginam coisas –o que é saudável, diga-se a propósito.

“Diz que estas pessoas “escrevem por amor à causa, sem interesses materialistas objetivados”… Que raio quer isso dizer, com perdão da palavra?”

Muito simples caro articulista anónimo, refiro que quem escreve em blogues –como eu, e aqui desabafo por mim- fá-lo por amor à camisola, sem interesses que transcendam o gosto por escrever e intervir na causa pública sem interesse partidário –quando me vir integrado num partido político, como edil, chame-me aldrabão. Quando referia interesses materialistas queria dizer que não busco recompensas sejam de que género for. Quando souber que aceitei um prémio atire-me o epiteto de mentiroso. Intervenho somente pelo gosto de ter voz na polis, nas causas sociais, e nada mais. Não precisa de escrever que não acredita. Antecipando, dá para antever que a sua desconfiança é prevalecente. Problema seu, meu caro anónimo.

“É suposto que os comerciantes tenham interesses materialistas objetivados, do género chamar clientes para vender coisas. Ora, os clientes vão onde se sentem bem. Eu sei isto e não tenho curso de comércio.”

É verdade o que afirma. Porém –há sempre um porém- classificar os interesses dos comerciantes unicamente no “chamar clientes para vender coisas”, concordemos, é demasiado redundante. Os comerciantes são humanos como outros quaisquer, uns com maior sensibilidade social e outros menos. Contrariamente ao que possa parecer, para mim, uma profissão é sobretudo um instrumento de receita que, através do trabalho produzido, permite sobreviver na comunidade. É uma vocação que se aperfeiçoa e cola exteriormente. Ainda que os genes possam influenciar a escolha, creio, ninguém nasce profissional. Nasce com aptidão para algo. Quero dizer, portanto, que os interesses materialistas objectivados podem não ser necessariamente o vender, enquanto objecto final. A venda pode ser um meio para resistir e não um fim em si mesmo.
Não fui muito longo, pois não? Também me queria parecer! Sou sempre muito sucinto. Já sei!




UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...":


Ao senhor que escreveu este comentário, posso dizer uma ou duas coisas. Eu fui muitas vezes a esse mercado quando era miúdo, com a minha mãe. Tenho ainda uma memória forte do cheiro a bolos e do ruído de fundo. Era lá que se ia, porque era uma espécie de hipermercado. Afinal, as pessoas sempre gostaram de hipermercados, só que agora passaram para outros, mais confortáveis, paciência. Ora, ou eu não estou a ver bem a coisa ou uma medida de revitalização é, por definição, coisa boa. Não leva mais gente? Qual é exatamente o problema? Está impedido de falar? Toda a gente tem a mania de que sabe mais do que os outros e do que o que vem nos jornais. Fale lá, por favor. Posso estar completamente errado e afinal a única coisa que o mercado precisa é de tapar uns buracos aqui e ali, que o público acorre logo em massa. Ou então, está bem assim com a clientela que tem e que deve ser um sossego. Mas, no fundo, eu só vim aqui pedir explicações claras sobre o assunto a quem sabe. Porque isso de piscadelas de olho e do "eu sei mais do que tu, ó ó, mas agora não digo" é uma coisa coimbrinha que sempre me irritou profundamente.


NOTA DO EDITOR

Muito obrigado pelo seu comentário. Ainda hoje conto editar um trabalho em vídeo sobre este mesmo assunto, ou seja, sobre o Mercado Municipal D. Pedro V. Ouvindo operadores e o responsável associativo, será a primeira parte. Para a semana conto mostrar a segunda parte. Gostava muito de conseguir ouvir o outro lado interessado, a Câmara Municipal de Coimbra, mas deve ser muito difícil. Por algumas manifestações anteriores, tenho para mim que este executivo PS –ressalvando algumas pessoas que o compõem- não lida bem com os blogues que fazem publicações sobre a cidade. Especulando, no entender do executivo, estas pessoas que escrevem por amor à causa, sem interesses materialistas objectivados, são perigosos agitadores e inimigos declarados dos políticos eleitos. Não me cabe a mim fazer a defesa destes não-alinhados (onde me incluo), mas lamento.
Neste vídeo, queixa-se o presidente da ACMC, Associação do Comércio dos Mercados de Coimbra, Paulo Dinis, de que, passados cerca de dois anos deste executivo tomar posse, ainda não sabe quem é o vereador com o pelouro atribuído dos mercados. Por aqui se vê que deve ser praticamente impossível ouvir quem se deveria pronunciar. Mas vou tentar. Palavra que farei tudo para ouvir quem é visado nesta primeira parte video-gráfica.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

COGITANDO ENTRE O CREPÚSCULO E O AMANHECER





POR ALEX RAMOS, EM PARCERIA COM LUÍS FERNANDES


Há dias percorria as ruas da Baixa. O relógio marcava  próximo das 22h30.  Já a noite fazia a cama para se deitar. Tenho para mim que Coimbra vista à noite tem uma beleza inconfundível e transcendental. Acompanhada do manto diáfano do silêncio e as estrelas por companhia, a sombra dos edifícios parece dançar à nossa passagem. Durante o dia, pelo ruído, pelo movimento de pessoas, é difícil  sentir a emoção a entrar pelo coração. Embora a  principal via  da cidade, que  a separa  a meio e divide a montanha sagrada do vale onde se desenvolvem as artes e ofícios, esteja bem iluminada e onde se pode caminhar com segurança, em contraste absoluto, em outras ruas por onde andei há uma luz deficiente que projecta recantos escuros e faz emergir o receio da insegurança. Não será difícil de adivinhar a razão destas veias citadinas serem evitadas por quem conhece cada pedra que calcorreia e outros que nada sabem da história de Coimbra. A escuridão cria mitos na nossa mente, mostra a desilusão, o abandono. É como se andássemos para trás e as trevas retornassem ao nosso tempo. A luz, enquanto mistério da espiritualidade, é ilusão, é vida, alimenta a alma e varre os fantasmas do medo.
Na Praça 8 de Maio  está  uma  das catedrais mais antigas da Europa e das mais visitadas da cidade. Construída no século XII, a Igreja de Santa Cruz é também Panteão Nacional onde repousam os restos mortais dos nossos primeiros Reis de Portugal, Dom Afonso Henriques e seu filho, Dom Sancho I. Paredes meias, no lado Sul, a mostrar que o sagrado e o profano são faces da mesma moeda, está o nosso ex-libris da hotelaria coimbrã, o emblemático, o vetusto e reputado Café Santa Cruz. Do lado Norte, como irmã siamesa, demonstrando que sem lei e sem tributos a Nação, enquanto organização de pessoas com elos nos costumes, nunca teria chegado a Estado, organização política de vontades colectiva, está a Câmara Municipal, erguida como baluarte e de espada em riste pronta a ser desferida nos infiéis que ousam quebrar os ritos citadinos. A propósito, e para meu espanto, está muito bem iluminada com quatro candeeiros possantes pregados na frontaria, inseridos na monumentalidade ancestral, e no prédio em frente, como Sol a irradiar luz, vários projectores de halogénio concentram toda a sua criatividade brilhante e iluminista. Caminhando para a sua direita, para a Rua da Sofia, vemos a nossa mais importante artéria classificada pela Unesco imersa em lusco-fusco. Os seus colégios centenários e igreja da Graça salientam-se pouco numa paisagem ancestral que, até pelo nome de Sofia, deveria estar carregada de luminosidade e cor. É caso para perguntar se esta antiga rua dos colégios teria feito mal a alguém?
Vá-se lá saber o despautério da decisão, também o berço da nacionalidade, o Panteão, uns metros ao lado, no mesmo sol da meia-noite, está imerso numa luz insuficiente e de remedeio. No chão, dois focos de raios amarelecidos parecem cansados de focar o vazio e pedem atenção para trabalhar melhor em prol da cultura e sobretudo o belo arco que, envolto em sombras de séculos, está adormecido pelas linhas da história do Reino. Quem sabe a negritude envolvente tenha a ver com a protecção devida aos animais e ao sagrado descanso que se deve proporcionar aos pombos que, depois de um estafante esvoaçar entre beirais, descansam a sono solto? Lâmpadas led aqui faziam milagres.
Outra coisa, ou melhor outro monstro, entendo uma aberração a piscina (o lago) à frente da igreja. Todas as semanas  mudam a água, como não é oxigenada gera bactérias e o seu aspecto, se não cuidado, passa a repugnante. A motivação para esta recente transformação foi que o projecto inicial de Fernando Távora teria sido desenhado assim. Muito bem! E depois? Quanto custa manter esta ideia do arquitecto nos bolsos dos contribuintes? É ou não uma teimosia do demandante das obras de transformação desta praça central, iniciadas em 1995, Manuel Machado, na altura e actual presidente da edilidade conimbricense?
Por que não colocar no centro do lago uma escultura alusiva à chama da Pátria? Ou, na linha da anterior retirada em 1838, uma fonte sempre a jorrar água com a imagem de Sansão, que dava nome à praça?


BOM DIA, PESSOAL...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CPPME AUSCULTA E DENUNCIA ATROPELOS AO COMÉRCIO



Na última quarta-feira, 19 do corrente, cerca das 17h00, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) realizou uma conferência de imprensa no restaurante Paço do Conde.
A apresentação foi presidida por José Brinquete, secretário-geral da CPPME, Arménio Pratas, membro da direcção-geral do núcleo de Coimbra e comerciante na Baixa, e Vitor Carvalho, membro da CPPME e edil eleito pela freguesia de Cernache.
Por parte da mesa foi generalizada a preocupação com a conjuntura e o estado que o comércio da Baixa atravessa. Há cerca de uma década que o comércio tradicional, paulatinamente e transversal ao país, vem a perder terreno e a agravar as condições económicas e financeiras dos empresários estabelecidos.
Arménio Pratas, reputado comerciante com loja na Rua da Sofia e reconhecido activista na defesa dos seus pares, tomando a palavra, disse: “a Baixa está um caos. É preciso trazer gente nova para viver, habitar, nesta área nobre da cidade. A recuperação, quer no imobiliário quer no tecido comercial, não se está a fazer. A sua revitalização está parada. Não se visita a Rua da Sofia –referindo-se aos turistas que aportam à cidade. Esta artéria está velha, está suja, mal iluminada e não convida à visita. Por parte dos comerciantes, na Baixa, só ouvimos lamúrias; não há dinheiro para pagar ao fisco e outros impostos.”
José Brinquete, para além de secretário-geral da CPPME, também membro de várias Assembleias Municipais e com larga experiência política e autárquica, foi adiantando: “Estivemos em Condeixa e encontrámos muitos comerciantes a quererem desabafar. Segundo os seus depoimentos, as vendas continuam a cair, o peso dos impostos continua a aumentar. O governo de Guterres (1995-2002) criou o PEC, Pagamento Especial por Conta. Estamos em 2015 e o PEC continua. A CPPME defende que os microempresários não paguem à cabeça. Pela complexidade da situação, poucos são os que pedem a devolução do anteriormente liquidado. O que é que o Estado faz destes impostos? Quanto mais altos forem menos os governos cobram já que, em consequência, a economia estagna. O IVA da electricidade passou de 6 para 23 por cento. Isto é uma enormidade para a indústria. Se querem fomentar e desenvolver a economia não se pode elevar os impostos desta maneira.
A lei do Arrendamento comercial está a prejudicar os empresários. Enquanto estiver como está a economia não pode andar para a frente. As lojas novas (com novos arrendamentos) aguentam cerca de seis meses. Estamos a negar a economia. Este Governo actual vem na linha do executivo anterior de José Sócrates. É preciso valorizar a Indústria. Os países que só vivem do turismo são pobres. A Alemanha é rica pelos seus produtos transacionáveis. O nossos país precisa de se reindustrializar. Aproveitamos mal a Agricultura. Quando se destruiu a indústria pesada, tudo o que era pequena indústria, foi tudo atrás. Vejam o caso de Coimbra.
Vítor Carvalho fez uma deriva entendendo que a determinação dos novos horários “é um processo complicado”.
Brinquete pega na deixa: “O Governo liberaliza tudo. No caso dos horários comerciais, passou a batata quente para as Câmaras. É a anarquia completa. As autarquias não têm liberdade completa. Há dois interesses em conflito. Tem de ouvir os interessados e tentar compatibilizar. Estão em discussão pública. Vamos ver como acaba.”
Atalha Arménio, “A lei dos Saldos foi uma facada no comércio de rua. Eu leio a Lei e não consigo entender o que lá está. O que são promoções? Os grandes grupos económicos estão com promoções durante todo o ano.”
Complementa Brinquete, “Confunde-se saldos com promoções. É uma banalização. O pequeno comércio não pode fazer os saldos como fazia. Estamos a apertar os partidos para várias questões essenciais:
*Uma Reforma fiscal, com Reforma do IRC –as grandes empresas pagam em média 13 por cento.
Inventaram o Regime Simplificado e mantiveram o PEC. A adesão ao Regime Simplificado foi de 5 por cento. Poucos aderiam porque foi uma devassa completa das Finanças. Foi uma falsa reforma do IRC.
*Baixar o IVA da restauração.
*O IMI pode ser uma bomba-relógio. A cláusula de salvaguarda acaba este ano. Os valores para os proprietários são elevadíssimos.
*O IVA de Caixa. O empresário tem de pagar ao Estado uma factura que não recebeu. Isto deve ser inconstitucional. Só falta vir o Governo roubar para a estrada. Um contribuinte deve pagar IVA mas só depois de receber o seu serviço. Nunca antes!
Apelamos a todos os empresários, micro, pequenos e médios, que se juntem a nós. Juntos seremos mais fortes!”, enfatizou José Brinquete.






BOM DIA, PESSOAL...

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...



Paulo Dinis deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA":



Meu caro amigo, Senhor Luís:
Antes de mais que se lixe o Dr. Manuel Machado ou a Coligação por Coimbra, ou qualquer outro tipo de partido político pois não estou neste cargo para me autopromover ou com qualquer ideia política mas sim para defender o Mercado onde nasci e de onde eu e cerca de 150 comerciantes tiram o seu rendimento.
Respondendo a suas dúvidas, é óbvio que sei mais do que vem nos jornais sobre essa reconversão que tanto elogia e por esse motivo é que sou tão céptico em relação a isso, mas quando chegar a hora de nos manifestamos publicamente sobre o assunto assim o faremos.
Em segundo lugar, e óbvio, eu na minha viatura e às minhas custas, ao contrário de uma comandita da CMC, visitei os ditos Mercados e falei com os operadores, isso ajudou-me a cimentar ainda mais a minha opinião.
Fico admirado haver meio milhão de euros agora e quando há pequenas reparações para efectuar há mais de um ano não se efectuam por falta de verbas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PÁGINA DA BAIXA (VII)




IMAGEM E EDIÇÃO: ALEX RAMOS
LOCUÇÃO E REALIZAÇÃO: LUÍS FERNANDES



A PÁGINA DA BAIXA

AVALIAÇÃO DO NOSSO PROVEDOR DO LEITOR



PONTOS FORTES DESTE VÍDEO:

-O  verificar que a iluminação pública pode ser um factor desencadeante do esvaziamento e desertificação de várias ruas da cidade. Vendo as imagens deste vídeo chegamos facilmente à conclusão que a Baixa está mal iluminada e este facto leva a que os transeuntes evitem passar em certos locais onde a escuridão predomina. Todas estas figurações foram captadas à mesma hora entre várias artérias, cerca das 22h30. Então compare-se o movimento de pessoas nas Ruas Ferreiras Borges –que estão com candeeiros novos e com boa luminosidade- e a Rua da Sofia, com lampiões velhos, sujos, com pouca irradiação de luz e pelo menos dois com lâmpadas fundidas e outros dois a acender  e a apagar. Esta classificada via de interesse mundial pela Unesco, à noite, parece uma alameda de um qualquer cemitério. Quanto às ruelas estreitas a mesma coisa; vias escurecidas, candeeiros muito sujos, onde as teias de aranha predominam, e com pouca claridade. Não admira que, depois do pôr-do-sol, estas vias sejam preteridas a favor das da calçada.
-O mostrar a forma como Francisco Veiga, das Modas Veiga, com sede na Rua Eduardo Coelho, sem papas na língua, dá ideias ao município e fala do que entende por útil para o desenvolvimento da Baixa e de todos os operadores interessados. Assim fosse ouvido! Uma salva de palmas para este reputado comerciante.
-A sugestão dada ao executivo, nomeadamente à Protecção Civil, para actuar rapidamente num edifício decrépito e em vias de ruir na Rua da Gala.
-A desinteressada e fantástica realização do Márcio Ramos (mais conhecido como Alex nos meios video-gráficos) e a merecer, pelo público, um segundo olhar. Já que não ganha nada, deveria ter um aumento de ordenado para o dobro por parte do director do blogue. Mais que certo, até aposto, este bom colaborador continua a ser vilmente explorado pelo realizador.

PONTOS FRACOS:

-O entrevistador continua a precisar urgentemente de uma professora de comunicação. Está cada vez pior! Então, desta vez, com um aspecto gordo e feio! Deus nos livre! Até apetece dar-lhe uma nota de vinte paus e recomendar-lhe que vá ao cabeleireiro e à esteticista!  Pelo tartamudear constantemente, pelo arrancar de palavras a saca-rolhas, pela imagem anafada e de rústico, pedimos desculpas aos nossos leitores/ouvintes/espectadores. Mudem de canal depressa!
Em minha opinião, Esta amostra de “pivot” deveria deixar estas aventuras e continuar na escrita ou, sei lá, se calhar, dedicar-se à defesa do ambiente do burgo. Sei lá, apanhar lixo nas ruas, por exemplo! Esta aventura não é para ele. A falta de competência é gritante. Mais, está a tirar o lugar a quem sabe fazer. Cada cliente (leitor do blogue) que consegue chegar ao fim do vídeo –que é mais chato que o estreado filme Pátio das Cantigas- e gramar o emplastro de amostra de jornalista, deveria ter direito a um almoço no reputado restaurante Jardim da Manga, no Jardim da Manga, junto à segunda esquadra da PSP.
-Vale a pena pensar que embora um certame tradicional, a Feira das Cebolas mereciam uma mexida. A tradição, para o ser, não precisa de continuar estática. Pode perfeitamente ir ao encontro da modernidade. Isto é, procurar ter mais atracções a incidir no bolbo. Para comparar, deixo um vídeo de como se faz na Suíça uma iniciativa parecida com a de Coimbra. Veja aqui que vale a pena (clique em cima)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA



Paulo Dinis deixou um novo comentário na sua mensagem "EDITORIAL: UMA NOVA ARAGEM DE ESPERANÇA SOPRA NA B...":


Meu caro amigo Senhor Luís.
Por acaso sabe em que moldes querem fazer essa reconversão do mercado municipal que o senhor tanto elogia? Tem a certeza que esses mercados-tipo a que se refere em Lisboa e Porto são assim um sucesso tão grande? Por acaso já visitou alguns deles e falou com os operadores desses Mercados? Não acha que a Baixa de Coimbra tem restauração a mais para a clientela da mesma? Já contactou a ACMC, Associação do Comércio de Mercados de Coimbra (Mercado D. Pedro V) ou algum comerciante deste Mercado para saber o que acham desse tipo de obras? Meio milhão de euros não será dinheiro a mais para gastar num Mercado com pouco mais de 10 anos? Cuidado a política é muito traiçoeira.


************************************


RESPOSTA DO EDITOR


Muito obrigado, meu caro Paulo Dinis, presidente da ACMC, por ter respondido ao meu texto. Arguindo com objectividade às suas questões, começo por me penitenciar por não ter falado consigo –ou outro qualquer membro da digna instituição a que preside. Confesso-lhe, li os jornais e, a quente, escrevi a minha opinião. Mas vamos com calma, caro Paulo, que, com estas explicações, não lhe entrego de mão-beijada a razão. Ponto-por-ponto vou rebater os seus argumentos. Vamos a eles:

“Por acaso sabe em que moldes querem fazer essa reconversão do mercado municipal que o senhor tanto elogia?”

Sei apenas o que veio plasmado nos jornais e nada mais. Suponho que você não saberá muito mais. Embora seja unha com carne com Manuel Machado, o presidente da edilidade, desta vez, penso, esqueceu-se de me consultar sobre o assunto. Um lapso simples, está de ver.
Quanto ao elogio do projecto, como sabe bem já escrevi muitos textos sobre o Mercado Municipal e, para além de já ter falado consigo, já ouvi montes de pessoas sobre a revitalização do espaço em que o senhor desenvolve a sua actividade. A ideia de reconverter a “praça” associando-a a outros projectos já vem de longe. Lembro-me de no tempo de João Orvalho, vereador com o pelouro dos mercados na Câmara Municipal, este edil me ter enviado um anteprojecto onde se propunha reconverter toda a parte superior da praça do peixe. Entretanto foi apeado e o plano ficou em banho-maria. Penso que já dá para perceber a razão do meu elogio. Não é pelo facto de ser super-amigo, especial e de matriz excepcional, do peito de Machado –e com muita esperança de vir a ser seu assessor oficial, com ordenado chorudo, está de ver- que, sem ofensa, tenho de confessar: o homem é embirrento c’mo raio que o parta mas, com justiça, goste-se ou não da forma, ele faz. Repare que a Coligação por Coimbra andou 12 anos a falar no Mercado e nunca nada passou do papel. Já percebe por que elogio?

“Tem a certeza que esses mercados-tipo a que se refere em Lisboa e Porto são assim um sucesso tão grande?”

Meu caro, pode não parecer mas sou mais ignorante que uma bota da tropa. Mesmo assim, na minha falsa humildade, sempre lhe vou dizendo que, pelo que leio nos jornais e já vi na televisão, o sucesso é enorme. Se é ou não, se a imprensa engana, bom, naturalmente que não sei.

“Por acaso já visitou alguns deles e falou com os operadores desses Mercados?”

Não fui nem falei com nenhum operador desses mercados. Mas há uma questão de pormenor: eu não tenho de ir lá para apreciar a ideia. Como sabe não tenho de ser cozinheiro para saber se um cozido à portuguesa está bom. E já agora, devolvo-lhe a sua pergunta: Por acaso já visitou alguns deles e falou com os operadores desses Mercados? Não esqueça que esta obrigação é inerente ao seu mandato.

“Não acha que a Baixa de Coimbra tem restauração a mais para a clientela da mesma?”

Sinceramente, não acho que a Baixa tenha restauração a mais. Acho que com o fluxo de turistas que nos estão a visitar diariamente ainda há espaço para mais hotelaria. Mas há uma coisa, caro Paulo, o que tem a ver o cu com as calças? Esta medida de inserir outras actividades no Mercado D. Pedro V vai no sentido de revitalizar um espaço que está amorfo –não por culpa dos operadores mas de um tempo que já não aceita muito bem estas peculiares áreas de venda. Mas está com dificuldades ou não? Se calhar não está! Sei lá, digo eu! Se está, a tomar em conta as suas declarações e as suas iniciativas para levar lá público, às tantas, está? E então? Por que não experimentar este novo ante-projecto? Porra, Paulo! Se nada se faz, cai o Carmo e a Trindade, se se faz não se aceita! É por vir do meu amigo do coração que há-de ser um dia?

“Meio milhão de euros não será dinheiro a mais para gastar num Mercado com pouco mais de 10 anos?”

Ora bem, se esta verba for bem aplicada e servir para colocar o mercado a trabalhar como deve ser, para bem de todos os operadores, não acho. É preciso é que a “coisa” funcione mesmo e que a verba afectada sirva mesmo o objecto proposto.

“Cuidado a política é muito traiçoeira.”

Meu caro amigo, a política pode ser muito traiçoeira mas nem por isso é despiciente nas nossas vidas. A política é a mais nobre arte da negociação humana. Sem ela não haveria paz –e cá para nós os dois: sem ela terei de continuar a ser um pelintra. É por ela que eu almejo um lugar ao Sol e um bom ordenadito.