sexta-feira, 21 de abril de 2017

A SÓNIA MONTEIRO, A RAPARIGA ACAMPADA, FOI FINALMENTE INTERNADA





Segundo uma fonte ligada ao processo, que pediu o anonimato, por interceção directa de Jorge Alves, vereador do Gabinete de Acção e Família, da Câmara Municipal de Coimbra, foi ontem internada compulsivamente Sónia Monteiro, a mulher de 36 anos, notoriamente a sofrer de distúrbios mentais, que permaneceu acampada, num banco de madeira da Praça do Comércio, mais de dois meses num inadmissível prolongamento, e sem que os seus progenitores pudessem fazer alguma coisa. Alegadamente, o vereador responsável pela solidariedade social municipal teria convocado uma reunião urgente com a APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, e a Cáritas Diocesana, entidade que sinalizou e assistia a Sónia no terreno, para que todos juntos fizessem pressão junto do tribunal para acabar com a vergonha que, durante tempo demais, esteve ao alcance do mais distraído. Se fosse um animal de quatro patas, mais que certo, o assunto teria sido resolvido com um simples e-mail.
Depois de cerca de setenta e cinco dias, depois de eu ter contactado praticamente todos os jornais locais e nacionais; depois de ter dado nota a todos os canais de televisão públicos e privados, incluindo programas sectoriais, depois de ter enviado o conhecimento do caso para a Presidência da República, depois de cerca de 50 mil pessoas terem lido os textos que escrevi aqui no blogue, depois de largas dezenas de leitores anónimos terem partilhado as crónicas no Facebook, depois de algumas dezenas terem comentado com indignação a passividade das autoridades, finalmente a mulher foi levada sobre custódia policial para os HUC, Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se encontra internada em psiquiatria.
Dá que pensar o facto de nunca obter qualquer resposta às minhas solicitações. Quer o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quer os jornais nacionais e locais, quer as televisões, com os seus muitos programas de denúncia pública, nenhuma destas entidades se dignou mandar uma nota.
Dá que pensar que ontem, dia do internamento compulsivo, eu começasse a receber e-mails de jornais e revistas a pedirem informações para escreverem sobre o “estranho caso da mulher acampada
Em juízo de valor, posso pensar que Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso Presidente da República, afinal não é o “grande pai” da Nação, que está sempre atento aos queixumes populares, e que não perde uma para intervir a favor dos mais carenciados.
Em juízo de valor, posso apreender que o quarto poder, constituído por todos os meios de informação, falada e escrita, por motivos que desconheço mas adivinho, deixou de ser o instrumento amplificador que eleva o grito do desesperado.
Em resultado final, faço votos para que este internamento tenha por objecto o tratamento clínico e psiquiátrico da Sónia e não seja apenas um meio para entreter os indignados.
Já passei por isto mesmo há cerca de meia dúzia de anos com Anildo Monteiro. Este homem, declaradamente com problemas mentais, permaneceu na rua largos meses. Alegadamente, por tardio tratamento, viria a morrer no Hospital dos Covões.
Vale a pena pensar nisto?

BOM DIA, PESSOAL...


UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...

Foto de SomosCoimbra.




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "NA COMPANHIA DO CANDIDATO (JOSÉ MANUEL SILVA)":


Sr. Luís Fernandes, vai-me desculpar, não leve a mal, mas já deve ter percebido que isto do comércio tradicional em Coimbra é uma tragicomédia a que o resto da população assiste com espanto, se não com indiferença, pior ainda. Já temos as queixas dos comerciantes da baixinha, os mesmos que têm horário de abertura e fecho que ninguém percebe e não abrem aos sábados à tarde, e agora temos uma associação dos comerciantes do mercado que quer mudar para lá a loja do cidadão, que é o que ainda dá vida aos seus colegas da baixinha, e recusa que existam actividades hoteleiras no mercado, uma prática comum em qualquer bom mercado do mundo. Está bem, está. Eu nem sequer sei ainda em que vou votar, mas nenhum deles substitui o próprio esforço e imaginação dos comerciantes… Ou isso, ou fecham de vez as grandes superfícies, para irmos comprar à Baixa. Bons tempos, aqueles em que íamos comprar os legumes ao mercado e as mercearias mais finas ao Colmeia da Rua Ferreira Borges. Está lembrado? Eu estou, porque até nasci aí. Pois é transmitir ao sr. representante dos mercados que, para além das boas intenções, tem de puxar um pouco pela imaginação, porque as coisas mudaram entretanto um pouco.Já agora, quanto ao estacionamento que se perdeu no Terreiro da Erva, segundo o senhor representante, deixe-me brincar, mas perdeu-se ainda mais estacionamento na Praça do Comércio e parece que em breve ainda se vai perder mais… a falta de estacionamento é uma queixa comum nos comerciantes da Baixa? É que o Bota Abaixo está cheio dele.
Deixe lá quem eu sou, ou deixo de ser. Sou de Coimbra e consumidor como qualquer outra pessoa, ainda por cima com uma ligação sentimental à Baixa, onde nasci e vivi uma parte da minha vida. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

SÓNIA MONTEIRO, A RAPARIGA “ACAMPADA, FOI INTERNADA?





Segundo informações recolhidas, tudo indica que Sónia Monteiro, a mulher, alegadamente com distúrbios mentais, acampada há cerca de dois meses num banco de madeira na Praça do Comércio, teria sido internada nos HUC hoje através de mandado judicial.
Segundo o depoimento, “durante a manhã andaram dois agentes da PSP à civil com um papel na mão à procura da Sónia. Pelos vistos, apanharam-na já durante a tarde e, sob custódia, teria sido levada ao hospital.
Ainda segundo informações recolhidas ontem, embora sem conseguir verificação, há duas noites, quando, num inadmissível prolongamento, a rapariga dormia na Praça do Comércio, ao ar livre, um grupo de homens tê-la-á incomodado. Fosse certo ou não, a verdade é que, para desespero dos seus pais, a, até agora, abandonada pelas autoridades transferiu todos os seus tarecos, constituídos por vários sacos, roupas e cartões, para o átrio da Igreja de Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, e esta noite já lá dormiu. Para além disso, afirma uma testemunha que com ela tomou café: “Hoje, durante o pequeno almoço, reparei que tinha os hematomas que acima lhe referi na parte inferior do braço, junto ao pulso, e alguns arranhões finos e superficiais na parte exterior, que não estavam inflamados.
Complemento ainda que durante a manhã os sacos de Sónia mantiveram-se junto à entrada da Igreja de Santa Cruz e, segundo informação, durante a tarde duas funcionárias da Cáritas, da Rua Direita, onde a “abandonada” ia almoçar, foram recolher os haveres.
A questão é saber se Sónia Monteiro foi levada para o hospital para uma rotineira consulta de psiquiatria a mando do Tribunal de Coimbra ou, finalmente, teria sido internada compulsivamente.
A seu tempo saberemos e daremos informação.

NA COMPANHIA DO CANDIDATO (JOSÉ MANUEL SILVA)

Foto de SomosCoimbra.




Poucos minutos passam das 10h30 desta última quarta-feira. O Sol, como a espalhar esperança a todos os seres vivos, resplandece e faz reflexo nas montras das lojas. A Baixa, como um velho aposentado que se levanta tarde por nada ter para fazer, tarda em pôr-se em movimento. Apesar de haver um vaivém notório de transeuntes nas ruas largas e Praça 8 de Maio, os lojistas, como pescador que lançou a rede e espera com paciência, estão às portas à espera de quem não prometeu vir. Para uma classe de profissionais cansada e envelhecida que, recordando outros tempos de grande azáfama comercial que não voltarão mais, agora se habituou a (sobre)viver a conta-gotas, qualquer primeiro cliente, mesmo que seja de uma venda de cêntimos, que lhe inaugure o dia e o transforme em memorável, será recebido com todo o carinho.
Encontrei-me junto à Câmara Municipal com o Arménio Pratas e José Manuel Silva, médico e ex-bastonário da Ordem dos Médicos, agora candidato à Câmara Municipal de Coimbra. Eu fora convidado pelo Pratas, amigo do concorrente à edilidade, para os acompanhar numa visita ao Mercado Municipal D. Pedro V onde seriam recebidos pelo presidente da ACMC, Associação do Comércio de Mercados de Coimbra, Paulo Dinis. Pela amizade e consideração que detenho pelo Arménio, aceitei. Afinal, é sempre uma oportunidade para tomar o pulso ao candidato e medir a a tensão ao cidadão comum.
Em passo ligeiro, com José Manuel Silva a comandar o pequeníssimo pelotão com toda a convicção de quem sabe para onde quer ir, depressa calcorreámos a centena de metros que dista a mais antiga praça popular da cidade. Enquanto percorríamos o caminho, Silva, sem perder a oportunidade de captar mais um voto, interrogou: “já é amigo da página “Somos Coimbra”?
Poucos minutos depois transpusemos os portões do mercado municipal, o mercado da agonia. Como se tivéssemos entrado num enorme teatro sem espectadores e as pessoas presentes fossem somente os artistas, deparámo-nos com um enorme espaço de vendas, com muitas bancas desocupadas, e vazio de compradores. Os vendedores, alguns deles de braços cruzados e rosto fechado ou a trocarem conversa de circunstância, eram muitos. Apesar da disponibilidade, parecendo não conhecer o candidato, não houve grandes manifestações efusivas.
Depois das apresentações e cumprimentos da praxe, fomos encaminhados para uma sala da ACMC, Associação do Comércio de Mercados de Coimbra, onde Paulo Dinis, o presidente, acompanhado de dois membros da agremiação, Paula Grade e Clara Marisa, se prontificaram a ouvir e despejar as mágoas e frustrações que carregavam na alma.

UM CANDIDATO TODO “ELÉCTRICO”

José Manuel Silva abriu a dissertação com a frase: Coimbra está assente em dois pilares estruturais, a Universidade e os HUC, Hospitais da Universidade Coimbra. Continuou Silva, acontece que, devido ao défice demográfico, a Universidade de Coimbra corre sérios riscos de no futuro não ter alunos. Por outro lado, os HUC, sendo um dos maiores polos hospitalares portugueses, detém uma cabimentação orçamental das mais baixas do país, o que, a médio/longo prazo vai criar problemas de eficácia na assistência de saúde pública.
Ainda José Manuel não tinha acabado a introdução e Já Dinis estava engatilhado a refutar: “pois esse é mesmo o problema! A cidade não pode estar dependente dessas duas entidades!”. Apaziguou o candidato que não estavam em contradição, o que quisera dizer fora exactamente isso o mesmo.
Prosseguiu Dinis, “o Mercado Municipal precisa de investimento. Há tantas grandes superfícies que até estorvam”.
(Referindo um antigo ante-projecto de João Orvalho, vereador dos mercados no tempo de Barbosa de Melo) “um projecto de hotelaria não serve para revitalizar este espaço comercial. Eu fui ao mercado de Campo de Ourique e vi o que se passava. As compras para os restaurantes que lá estão dentro não são feitas lá.”
Quase aposto que a câmara está a pagar arrendamentos de lojas na cidade. Este espaço é camarário. Porque é que não são colocados aqui serviços? A loja do Cidadão, por exemplo, porque não transferi-la para aqui?”
(Com amargura na voz e corroborado pelas suas colaboradoras) Admite-se estar ali aquele edifício dos correios ali abandonado e vazio? Olhe que ainda hoje há pessoas que puxam as portas a pensar que ainda está aberto.”
Parecendo não ter percebido, adianta o médico: “quando eu era miúdo vinha para aqui vender catos mais o meu irmão reitor da Universidade de Coimbra, e vendia tudo. Eu tenho uma ligação de afinidade com este mercado.
Atira Dinis: “eu nunca vi Coimbra tão em baixo como está actualmente.
(Referindo as obras do Metro) Pagou-se para levar as pessoas da Baixa. Hoje nem temos obras nem pessoas!”
As obras do Terreiro da Erva foram a pior asneira que se podia ter feito. Retiraram um estacionamento do centro da cidade.”
José Manuel não perde a oportunidade para jogar ao ataque: “por isso mesmo, em “mainstream” (para ser uma corrente dominante de ideias), vou ser o próximo presidente da câmara. E continua: “a Rua da Sofia precisa de uma paragem de autocarros. A Baixa precisa de se ligar ao rio.”
Há 30 anos que os HUC estão com o problema do estacionamento. A câmara trata mal os cidadãos com as permanentes multas da Polícia Municipal. Até agora, porque não conseguiu construir um silo para o estacionamento? Isto é o que eu chamo multas de sangue” -e puxou de um texto seu escrito no JN.
Prosseguiu Dinis: “é preciso realizar uma hasta pública para as lojas, mas a preços convidativos. O que se fez na última (no tempo de Barbosa de Melo e João Orvalho), com os preços praticados, afasta qualquer possibilidade de reanimar o mercado.
A meia-hora que se oferece no estacionamento não funciona. É para as pessoas irem tratar de coisas à Baixa. Não é para os clientes do mercado.
Manuel Machado, nestes quatro anos, nunca nos recebeu” (referindo a associação a que preside).
Já há muito que deviam ter retirado as bancas de madeira. Se tiver de entrar aqui uma maca do INEM não passa!
De supetão, atira José Manuel: “diga-me, o senhor não quer ir para a Assembleia Municipal?”. Durante a conversa, que demorou cerca de uma hora, o candidato voltaria a repetir a mesma interrogação. E por duas vezes Dinis disse não estar interessado.

A DESCRENÇA DO CIDADÃO

Embora o candidato independente por “Somos Coimbra” fosse recebido com simpatia e cordialidade, ficou bem patente a dificuldade em conseguir passar a mensagem. Não por sua culpa, obviamente, mas pelo estado psicológico dos comerciantes, em negação, que, nos últimos dezassete anos ouviram promessas e mais promessas e tudo continuou para pior.
Embora as ideias de José Manuel Silva fluíssem com a mesma naturalidade que uma fonte debita um caudal certo e harmonioso, a verdade é que os ouvintes, talvez pelo desânimo de verem os seus negócios caírem a pique, pareciam imunes a qualquer tentativa de sensibilização.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "QUEBRARAM A MONTRA DA SAPATARIA TERESINHA":



Enfim, com o abandono da Baixa de Coimbra e (com) a falta de policiamento visível, tudo é possível. Como recuperar a Baixa da cidade, que já foi um “ex-libris”? 

terça-feira, 18 de abril de 2017

QUEBRARAM A MONTRA DA SAPATARIA TERESINHA



Esta noite passada, a hora indeterminada, desconhecidos, por impacto de veículo, estilhaçaram a montra da sapataria Teresinha, na Rua Eduardo Coelho. Segundo um residente nas proximidades, testemunha ocular, teria sido um homem a conduzir um carro preto que, tendo entrado certamente por engano na estreita ruela, deu em fazer uma manobra de inversão de marcha num espaço insuficiente para o efeito. O resultado foi a quebra de um vidro de grandes dimensões. O problema maior é que o causador do dano, até à hora em que se escreve, não contactou o estabelecimento para o ressarcir do prejuízo.
Como diz o povo, não havendo vigilância de polícia de proximidade, só perde quem tem.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Olá caro amigo Luís.
Já faz tempo que não te contacto, mas tu sabes que eu sou um dos que faz parte daquele número de leitores que ajuda a ultrapassar a barreira do milhão, que eu acho espectacular.
Desta vez não resisti. A tua resposta a Mário Martins, ao comentário referente à "Carta aberta ao candidato autarquico Jaime Ramos", deixou-me de sorriso aberto de orelha-a-orelha. Não precisavas de ser tão acutilante com o homem, mas, se calhar, era isso que ele merecia. Gostei mesmo. Tu para a escrita estás como o vinho do Porto, quanto mais velho.....

 Um abraço.

Ilídio Lopes
Filadelfia
USA

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CARTA ABERTA A FERREIRA DA SILVA, EX-VEREADOR DO CpC

(Imagem retirada da Web)




Meu caro Ferreira da Silva, vereador eleito pelo movimento Cidadãos por Coimbra no executivo municipal da cidade, escrevo-lhe esta carta por ter lido, aqui, que renunciou hoje ao seu mandato autárquico.
Julgo, todos sabemos a motivação que o levou a pedir a demissão. Para quem não souber, foram as dissidências internas do movimento que representava, como quem diz falta de respeito para com a sua pessoa, que o “obrigaram” a bater com a porta.
Se eu fosse político eleito, tenho a certeza, escrevia uma espécie de apologia de todo o desempenho do seu mandato autárquico ao longo destes últimos quatro anos e que terminará em finais de Setembro deste ano. E se fosse possível, ainda lhe mandava um abraço e umas palmadinhas nas costas materiais -contrário de formal ou virtual. E se estivesse a escrever um discurso para eu ler, teceria loas e mais loas ao político Ferreira da Silva, do mesmo modo que se escreve um elogio fúnebre. Dá sempre jeito ficar bem na fotografia a bater palmas ao desaparecido em combate.
Acontece que eu não sou político partidário, isso sim, sou político pela polis, pela cidade. Acontece ainda que, com franqueza e sem favor -já o escrevi aqui no blogue-, tenho para mim que o senhor, no desempenho autárquico, fez o melhor que podia. Como quando se faz o que se pode resulta em fazer o que se deve, logo fez um bom trabalho.
Acontece ainda que, nas últimas eleições autárquicas de 2013, votei no movimento Cidadãos por Coimbra cujo cabeça de lista era Ferreira da Silva, como quem diz, o senhor. E é aqui que a porca torce o rabo. Por outras palavras, é por isto que escrevo esta carta aberta. É exactamente pelo meu voto que lhe venho pedir responsabilidades. Usando linguagem medicamentosa, se eu, tal como alguns milhares votaram no “pacote” Cidadãos por Coimbra cuja posologia aconselhava a tomar os dois “comprimidos” juntos, programa e vereador, sem possibilidade de separação, como é que a cerca de cinco meses o caro amigo se demite do seu compromisso e não o leva até ao fim?
Deixe-me fazer-lhe outra pergunta: o senhor foi eleito por sufrágio popular unicamente pelos simpatizantes do movimento ou por todos os cidadãos que, sem qualquer filiação ou simpatia, acreditaram que um e outro, agrupamento político e vereador, seriam um bom projecto, uma ideia nova, para a cidade? Não estou a esquecer o trabalho dos restantes deputados, só que aqui, para o caso, é despiciente. Ou seja, em metáfora novamente, se o senhor prometeu liderar o navio até porto seguro, porque o abandona a escassas cinco milhas da costa?
Está bem, imagino, vai responder que não podia continuar porque não tinha “chão”, isto é, perdeu a confiança do movimento. Mas e onde fica o seu “juramento”, a sua responsabilidade, perante a minha pessoa e outros milhares de eleitores que, em “dois em um”, votaram no “pacote”?
Calculo que vai responder também que eticamente lhe ficava mal em continuar a desempenhar uma vereação sem representação e apoio partidários e a auferir um recebimento efectuado pelo erário público.
Mas, repito a pergunta: e o seu comprometimento com os seus eleitores? Sim, os seus eleitores, por que no “dois em um” o senhor representava cinquenta por cento do projecto. Como é que fica? Com um elogio ao seu segundo eleito na lista, no caso, Pedro Bingre do Amaral?
Dou por mim a pensar que o senhor quis ser diferente e levar à prática um costume que nunca é seguido no Parlamento, ou seja, raramente um deputado eleito à Assembleia da República, que entra em colisão com o seu partido pelo qual foi eleito, se demite. O povo acusa logo que fica lá pelo ordenado chorudo. Há um senão, as eleições legislativas não são iguais às autárquicas. Nas primeiras, para o parlamento, votamos nos partidos, e nas segundas, para as câmaras municipais, votamos em pessoas. Capiche?
E o caro amigo, tratando por igual uma situação desigual, achou que todos lhe iriam bater palmas. Enganou-se! Não gosto da posição que tomou. Sem necessidade, pelo troar do portão, prejudicou o movimento Cidadãos por Coimbra e defraudou quem, como eu, lhe atribuiu o voto.
É certo que Coimbra, por motivos diferentes dos seus, já está habituada a situações com o mesmo desfecho. Aconteceu na Assembleia Municipal com Helena Freitas, pelo PS, e depois Maló de Abreu, pela Coligação por Coimbra. E o mais escandaloso foi que, com a jogada aselha de chico-espertice, o PSD perdeu a edilidade para o PS nas últimas eleições quando Carlos Encarnação resignou a favor de Barbosa de Melo.
Se os primeiros actos de renúncia são inqualificáveis, o seu, embora em escala menor, também entra no mesmo rol. A meu ver, só menorizam a política representativa e empurram ainda mais para cima a abstenção.
Sem pretender dar-lhe uma lição de superioridade moral -quem sou eu para o fazer?-, aceite o meu protesto e admita que não esteve bem. Mais que certo, mal aconselhado, deixou-se levar pela emoção e colocou de lado a racionalidade expressa na lealdade para quem o ajudou a eleger. 
Coimbra perdeu duas vezes: o seu elogiado trabalho e pelo continuado exemplo negativo que levou, mais uma vez, à prática.

sábado, 15 de abril de 2017

BEM-HAJA NOSSA SENHORA DAS ELEIÇÕES...




Praça do Comércio sem carros e com árvores!”

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai apreciar e votar, na sua reunião do próximo dia 17, o anteprojeto de Valorização e Revitalização da Praça do Comércio, previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Coimbra.


Sem esquecer o esforço de Sara Cruz, que colocou em marcha um abaixo-assinado contra o estacionamento anárquico na Praça do Comércio, todos quantos defendem esta solução -mesmo aqueles que não colocaram a assinatura na petição, não podem deixar de acender uma velinha a Nossa Senhora das Eleições.
Como o “Notícias de Coimbra” não fala da requalificação dos postos de venda dos vendedores ambulantes, prometida já pelo anterior executivo da Coligação por Coimbra, se calhar é melhor aproveitar a deixa e, antes que passe Outubro, começar já a recolher assinaturas contra o desleixo e o desrespeito que este executivo PS nutre por aqueles esforçados vendedores.




A VAIDADE DO COSTUME...



QUARTA-FEIRA, 28 DE DEZEMBRO DE 2016

NÚMERO TOTAL DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINA
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Sábado, 15 de Abril de 2017

NÚMERO TOTAL DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINA

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Depois de, em 28 de Dezembro último, ter ultrapassado o milhão de visitas, para meu contentamento e vaidade, verifico que nestes três meses subsequentes já mais de 100 mil visitantes leram o que escrevo. O que, em números redondos, em média diária, dá 1067 visitas ao meu pasquim.
Isto quer dizer exactamente o quê? Pareceu-me tê-lo ouvido perguntar, a si leitor. Nada e muito. “Nada”, porque, para além de coçar o ego como uma besta quadrada, monetariamente, ganho zero. “Muito”, porque numa cidade de pseudo-intelectuais e onde o jornalismo, a informação em papel, continua a cair, para quem quiser ver, é uma boa lição.
Sou o melhor? Sou mesmo bom? Devo começar a babar-me com um cão ranhoso? Vou deixar de ser um homem simples e colocar-me em bicos de pés? Assim nas patranhas idiotas do costume, podemos interrogar todas estas premissas? Lá poder podemos, mas não é isso que está em causa. Não é para aí que quero ir. O meu “trabalho” é por vocação, por gostar de intervir servindo o próximo, e estes números, relativos, são apenas uma amostragem para pensar. 
Até porque, isso sim, o melhor, por uma questão de honestidade, tenho de salientar o trabalho de Fernando Moura no seu “Notícias de Coimbra”. Este sim, é o verdadeiro mestre e, numa aldeia grande como é Coimbra, constitui um caso sério de sucesso e deve funcionar como paradigma na imprensa regional.
Não vale a pena -ou valerá?- bater no ceguinho. A imprensa diária, sobretudo regional, está doente. E é precisamente por isso que os blogues independentes -como este e muitos outros- passaram a ter um valor acrescentado. Se no caso de Fernando Moura é diferente -porque é um jornalista com carteira profissional-, já a maioria que escreve nestes sítios da Internet, como eu, é amador. E, a meu ver e salvo melhor opinião, é precisamente este amadorismo, este escrever com o coração, que encanta o leitor.
Na parte que me toca, muito obrigado por continuar a ler os disparates que vou colocando diariamente.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA DADA...



Mário Martins deixou um novo comentário na sua mensagem "CARTA ABERTA AO CANDIDATO AUTÁRQUICO JAIME RAMOS (...":

Quer o autor do texto quer a comentadora têm o que merecem: Machado, o homem que há 30 anos faz Coimbra andar para trás. Bom proveito.



RESPOSTA DO EDITOR

Confesso, meu caro Mário Martins, que durante uns largos minutos hesitei em responder à sua provocação e falta de respeito. Entre morder os lábios, arranhar na cabeça e mandá-lo foder, dei por mim a pensar que, pelo princípio da liberdade de expressão, qualquer asno merece resposta. Afinal, até compreendo bem o ter sentido o meu comentário como se fosse dirigido à sua pessoa. Claro que entendo. Afinal está em causa o futuro de alguém da sua família, por isso mesmo, está perdoado e pode continuar a evacuar o seu azedume e ressabiamento. Prometo por que não vou levar em conta o facto de não me recordar de, enquanto jornalista doutorado, ter lido crónicas acutilantes, assinadas por si, dirigidas contra o actual presidente da Câmara Municipal de Coimbra.
Além de mais, meu caro senhor, não lhe reconheço superioridade moral para me chamar a atenção seja no que for. Se o senhor fosse meu leitor -graças ao Criador que não é, dispenso-, deveria saber que o escriba deste lado da barricada -como quem diz, a minha pessoa-, que oferece o corpo às balas sem qualquer género de interesse, no que escreve é com honestidade moral e intelectual. Por outras palavras, escreve o que pensa em qualquer altura de um mandato eleitoral e não apenas em tempo de campanha.
Aproveito para lhe desejar uma Santa Páscoa. Em nome da santidade dos dias que correm, faça um favorzinho cá ao Toino: vá chatear o Camões.


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Mário Martins deixou um novo comentário na sua mensagem "CARTA ABERTA AO CANDIDATO AUTÁRQUICO JAIME RAMOS (...":


Sem comentários. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





helena r. deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":


Este país tem de merdh nos sítios onde reina a pouca vergonha e sem respeito por quem os sustenta. Se andassem aos tiros pelas ruas talvez alguém notasse que estes pais e esta rapariga existem que neste desgraçado país esta corja só se preocupa com migrantes.
Aconselho estes pais a irem ao Parlamento com uma bandeira nacional a par com um cartaz a clamar aos deputados, o que têm a dizer sobre este drama.


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helena r. deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":

Este país está cheio de gente podre na Administração Pública! Todos esses incompetentes para a rua, chega de andarmos a sustentá-los! 


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miguel ana deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":


Cada vez tenho mais vergonha deste país onde nasci!!!




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



Fiquei de rastos ao ler e ao ver a Sónia a sofrer. Pois como tal ando na psiquiatria e psicóloga. Não consigo descrever o que nós sentimos, a dor o vazio e a tristeza que nos invade o coração. Sei que fomos pessoas felizes, mas a vida muda e há situações que nos destroem, mas luto, não sei até quando. E conheço a Sónia e os pais. Lutem. Não se calem! Deviam existir outros Apoios, outros mecanismos na ajuda dos estados da mente e da alma . Sónia, luta por favor!




Sofia deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



Aconteceu-me algo parecido. Dirigi-me a todo o lado. Foi preciso ir à televisão denunciar o caso. Passado 2 dias a minha mãe estava a ser internada compulsivamente..... Felizmente a minha história acabou bem, mas passei um inferno..... 


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Carmen Cardoso deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":

Como é difícil passar por uma situação destas!.... Para os pais e para a Sónia! Todos temos que nos informar relativamente a outras medicinas alternativas . A Saúde Mental necessita de uma maior divulgação e ser mais acarinhada no nosso país. Aconselho os pais a pesquisarem sobre essa doença na Internet e através de casos semelhantes ajudarem a Sónia a retomar, se possível, uma vida normal! Que Deus vos proteja e acompanhe!



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 Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":




Este é o nosso país para as pessoas humildes; só os que têm dinheiro ou poder social vêem os problemas resolvidos na hora e são ouvidos, atendidos por todos. E os problemas são logo resolvidos. Sou Mãe e compartilho a dor e sofrimento destes pais. Não baixem os braços, denunciem a situação publicamente pela televisão só assim estas pessoas terão vergonha e irão logo resolver o problema. Infelizmente para gente como nós é a única solução...

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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



Aos pais da menina, só diria que não se recriminem nem tentem «resolver» o problema da menina pela sua entrega às mãos de 'especialistas'. A menina provavelmente já teve consciência da sua vida e por opção quer ter uma certa vida de independência e não subjugação à 'norma'. Não quer para ela a formatação da sociedade e está disposta a pagar o preço. Procurem apenas fazer com que lhe chegue alimento e um ou outro amigo que saibam especial para ela. O resto é um caminho que só ela pode descobrir. Com tempo.




Anita Avelar deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



C
línica Dr. Alberto Lopes; tentem levar lá a vossa filha; não perdem nada; talvez o melhor primeiro é marcarem; irem conversar com um dos senhores doutores e ver o que eles lhes aconselham, mas acreditem vai valer a pena e voltam a ter a vossa filha.




jorge neves deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...":


Nem tudo se diz ou faz, e mais não digo.




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":


Porque não se dirigem aos canais de televisão? Infelizmente, às vezes neste país só assim se resolvem as coisas... A mim só me resta partilhar esta historia pois não tenho outra maneira de poder ajudar... Nem quero imaginar se fosse um dos meus filhos... ... Boa sorte e vão dando noticias. Muita força.

Beijos.

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anonimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":




Não conheço bem o caso, só pelo que acabo de ler, mas faço uma pergunta: para que servem os psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras que temos por aí e cujo ordenado é pago pelos nossos impostos? assistência metida no gabinete, psicólogos, clínicas particulares, recebendo bem pelas consultas e nada fazerem. Pobre de quem precisa! Ninguém faz nada.!



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Carlos Alberto Silva deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":




Por mim, só posso dizer a estes Pais: também tenho duas filhas que, com a graça de Deus, estão bem e com a sua vida familiar em harmonia. Não sei se, eu como Pai, teria esta capacidade tão grande de sofrimento. O que vocês fizeram até aqui já os posso considerar Pais Heróicos. Mas, infelizmente, estamos num País de prepotentes, ignorantes e o pior CORRUPTOS. Tenho a certeza que a todos aqueles a quem pediram ajuda, se lhes tivessem colocado no bolso um bom maço de notas, seriam atendidos. GRANDES PULHAS INCOMPETENTES!
Aconselho que, me parece, enviem uma carta a relatar o vosso sofrimento a um dos poucos homens honestos que temos nesta porcaria de País, o nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Acredito que o Sr. Presidente da República vai tomar em mãos este vosso sofrimento e o enorme sofrimento que a vossa querida filha está a passar.
Um grande abraço para vocês e mantenham a esperança bem Alto. 


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Raquel Santos deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":




D
ói profundamente na alma de todos aqueles que todos os dias assistem ao degradamento de um ser humano, e apesar da Sónia para mim ser um caso especial, pelos longos anos que nos conhecemos e pela outra face da Sónia que também tive o privilégio de conhecer. Mas quem conhece e frequenta assiduamente a Baixa de Coimbra, a cidade está cheia de pessoas cuja história de vida não conheço, mas que me comovem! É desconcertante passear numa Baixa que era plena de vida e de vivências, agora em plena decadência a todos os níveis, e a mais gritante é precisamente a decadência humana. 


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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



Segundo relato de moradores da zona onde a Sónia "pernoita", esta madrugada, por volta das 2 horas, houve distúrbios, muito barulho, gritos, insultos e até tentativa de agressão.
Ao que parece, um grupo de indivíduos (sabe-se lá com que intenções) foi ao local onde a Sónia tem estado e perturbou-a.
Dado o seu estado não deverá ser muito difícil perturbá-la, magoa-la e imagine-se mais o quê...
A sua vida está em risco. É evidente!
A policia diz que não soube de nada.
Estão à espera de quê? Se ela aparecer morta numa esquina, vão dizer o quê? Que nunca souberam do que se estava a passar?



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "O ESTRANHO CASO DA MULHER ACAMPADA":



F
IQUEI MUITO TRISTE QUANDO LI O CASO DE SONIA MONTEIRO E MAIS TRISTE FIQUEI POR SABER QUE EM PORTUGAL AS INSTITUICOES QUE DEVIAM AJUDAR COM O PROBLEMA MENTAL QUE A PERTURBA IGNORAM ESSA PESSOA, QUE NAO SE PODE AJUDAR POR ELA PROPRIA. ONDE ESTAO OS DIREITOS HUMANOS, OU JA NAO HA DIREITOS HUMANOS SO HÁ DIREITOS PARA OS ANIMAIS?



helena r. deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



S
e eu morasse em Lisboa, há muito tempo que já tinha ido, presencialmente, apresentar queixa na Polícia para eles tratarem deste grave problema urgentemente. Os pais estão à espera de quê? Estou tão longe da capital que a única coisa que poderei fazer é enviar um e-mail à sede da Polícia e pô-los a mexer para tratar deste caso com a máxima urgência. Dá-me raiva ser impotente para resolver eu mesma este caso gravíssimo. Se residisse por aquelas bandas não estava a perder mais tempo, eu ia.



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



T
alvez se esses pais procurassem ajuda do “sexta às 9”, na rtp1, tivessem a oportunidade de ajuda que precisam. No “sexta às 9” têm ajudados vários casos. Tentem.




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":



C
omo e possível tanta insensibilidade e negligência “operate” num caso tão delicado por parte de todos aqueles profissionais com conhecimento deste caso e que resolveram simplesmente virar as costas? Há que apurar culpados e castiga-los. 

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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS...":




VÁ AO PROGRAMA DA TARDE DA TVI
FICA LOGO COM O SEU CASO RESOLVIDO!!! Infelizmente às vezes em Portugal tem que ser assim! Boa sorte, um beijinho grande e um abraço ainda maior. 


quinta-feira, 13 de abril de 2017

MINHA FILHA QUERIDA... (O PUNGENTE RELATO DOS PAIS DE SÓNIA, A MULHER ACAMPADA HÁ DOIS MESES NA BAIXA)





Já passou mais de dois meses que Sónia Monteiro, de 36 anos de idade, alegadamente a sofrer de distúrbios mentais, acampou na Praça do Comércio, num banco de madeira. Pelo inadmissível prolongamento, a maioria de leitores, que têm acompanhado o assunto aqui no blogue, sem conseguir compreender o que se passa com este caso, presumivelmente, ficou completamente extasiada, e dá opinião. Por que, inevitavelmente, a culpa terá de recair em alguém, os comentários no Facebook ora incidem na Lei de Saúde Mental, nas autoridades, ora nos pais. Por que infelizmente conheço de perto o sofrimento, a impotência de nada se poder fazer, imaginava o quanto estarão a ser dilacerados na alma os familiares próximos da mulher aparentemente perdida nos interstícios da burocracia. Sem pretender fazer qualquer obséquio, sem juízo de valor, por uma questão de justiça, entendi que deveria ouvir Elza e Mário Monteiro, os progenitores da Sónia. Na primeira pessoa do plural, falando em coro de unidade a uma só voz, várias vezes com os olhos inundados com lágrimas, a cru e a nu, vou transcrever as suas declarações:

A nossa filha, desde o seu nascimento, foi sempre uma criança normal, para melhor. De uma generosidade invulgar, muito afeiçoada aos outros, nada lhe metia medo. Foi sempre muito desenrascada. Enquanto pais, no seu crescimento entre a infância, puberdade e adolescência, nunca notámos nada que nos preocupasse. Nunca bebeu, nem se meteu em experiências de drogas leves. Temos a certeza. Foi sempre uma rapariga feliz. Na escola e no liceu e até na Universidade de Coimbra, foi sempre muito boa aluna. Entrou na faculdade, no curso de jornalismo, precocemente, na idade em que a maioria ainda lutava para finalizar o ensino secundário.
O primeiro baque de apreensão que sentimos, tinha a nossa filha 21 anos, frequentava o quarto ano de jornalismo. A Sónia, sem especificar o que tinha, começou a dizer que se sentia mal. Abandonou os estudos sem concluir o curso. Começou a ser seguida pelo psiquiatra Carlos Amaral Dias. Foi-nos sugerido que fizesse um estudo do sono. Foi-lhe detectado o “síndrome das pernas inquietas” -segundo o que nos disseram, qualquer pessoa, durante o estado letárgico de sono, mexe-se 47 vezes, em média. Alegadamente, por estar sempre inquieta e a movimentar-se a dormir, a nossa filha começou a ter dificuldade em descansar. A Sónia dormia as duas primeiras horas e nada mais. Até ao raiar da aurora, vagueando pela casa, via televisão, alternava entre o seu quarto e a cozinha. Lia muito. Ela sempre leu muito. Passou a ser medicada. Começámos a ter alguma dificuldade em fazê-la tomar os medicamentos. Sempre acompanhada pela médica de família, e sem nada podermos fazer além disto, virámos para a esperança divina, que nos acompanha sempre. Sem deixar que nada lhe faltasse, de certo modo, fomos obrigados a conviver com a sua rotina diária de a ver ir comprar pão, entre as quatro e cinco da manhã, na padaria de Alfarelos. Alternado entre picos, melhores e piores, o tempo foi passando.

E CHEGÁMOS A 2015 E 2016...

Durante o início do ano de 2015 deu em auto-flagelar-se no corpo e no rosto. Dispensando o nosso acompanhamento, foi sozinha aos HUC, Hospitais da Universidade de Coimbra. Foi internada no Sobral Cid onde ficou em tratamento cerca de um mês. Quando saiu vinha muito mais calma. Durante meses andou muito bem. Parecia ter retomado o gosto pelo viver. Tomava a medicação regularmente. Estava estabilizada. A nossa menina parecia outra. Chegámos a pensar em milagre.
Não sabemos como, mas certamente através dos seus muitos contactos, em finais de 2015 foi cuidar de Barbosa de Melo, o conimbricense e antigo presidente da Assembleia da República. Durante vários meses, até ao seu falecimento, trabalhou em sua casa, aqui em Coimbra. Como ela é muito dedicada à afeição, é possível que a morte do ex-professor da Universidade de Coimbra a tivesse afectado gravemente. Barbosa de Melo faleceu em Setembro de 2016. A partir daí, Sónia ficou de férias e deixou de tomar os remédios. Sem ser medicada, começou a ser acometida de ataques de pânico e a sentir um certo atrofiamento nos músculos. Como dormia pouco, quando acordava sentia tremores nocturnos. Mais uma vez, nada que não estranhássemos, a sua inquietude tomou conta de nós e, perante os seus passos cruzados a atravessar a noite, demos por nós abraçados e a chorar desalmadamente.

E VEIO 2017...

Em 25 de Janeiro deste ano de 2017 foi a uma consulta de psiquiatria. Ao ser atendida pela médica especialista, disse que os pais a tinham expulsado de casa.
Sem que nada o fizesse prever, subitamente, desapareceu. Depois de recorrermos a todos os nossos meios possíveis e imaginários, incluindo polícias e redes sociais, foi encontrada, por acaso, na Figueira da Foz. Em 1 de Fevereiro foi à esquadra da PSP solicitar uma ambulância. Fomos contactados e fomos buscá-la à cidade da claridade. Pareceu-nos muito débil. Disse que queria ir ao hospital. Transportámo-la para casa. Comeu como se não o fizesse há meses. Tomou banho, deitou-se e dormiu como um anjinho. No dia seguinte, aparentemente refeita, já não quis ir ao hospital.
No dia 09 de Fevereiro voltou a sair de casa. Sem sabermos onde se abrigava, durante três dias manteve-se novamente desaparecida.
No dia 12 foi apanhada em Alfarelos. Foi chamada a GNR e esta fez comparecer uma ambulância que a transportou para os HUC. Nós, pais, seguimos também atrás do carro de socorro. O médico que estava de serviço era o mesmo que a acompanhava no Sobral Cid. Este clínico saiu de turno à meia-noite. Quem o substituiu, talvez porque a Sónia se recusava a tomar a medicação, colocaram-na na rua sem levarem em conta o seu estado desequilibrado. Embora sem lhe passarem importância, no hospital invocou que a mãe a queria matar. Tentámos ali aproximar-nos dela mas repeliu-nos.
Seguindo-a à distância para não a perturbar, vimos a nossa filha caminhar a pé, em direcção da esquadra da PSP. Apresentou queixa contra a mãe por maus-tratos. Fez também participação no DIAP contra o irmão por agressão. Naturalmente, como não havia provas, o processo foi arquivado. E o nosso sofrimento no meio disto tudo, será que alguém consegue contabilizar e compreender?

DE PÔNCIO PARA PILATOS...

Fomos falar pessoalmente com a médica de família. Declarou-se completamente impotente para resolver a situação. Disse que, no tocante à sua pessoa, não podia fazer nada. Aconselhou-nos a ir falar com o Delegado de Saúde de Soure. Com a ajuda da clínica, foi marcada uma consulta para sermos recebidos por este responsável no dia 14 de Fevereiro. Apresentamo-nos à hora combinada, mas este médico não estava. Segundo informação que nos foi transmitida, estava a fazer juntas médicas em Montemor-o-Velho. Logo a seguir, voltámos à médica de família a contar o que tinha acontecido. A doutora telefonou para Montemor e tentou falar com o Delegado de Saúde mas este, mandando recado, disse que não estava para ninguém.
Perante a negação do delegado regional de saúde de Soure, esforçadamente, a médica de família contactou outros responsáveis concelhios, incluindo o de Coimbra. Todos foram unânimes em declinar. Nenhum se quis intrometer no assunto uma vez que era da alçada do Delegado de Saúde de Soure.
Obtemos a informação onde almoçava. Tentámos falar com ele no restaurante, não nos atendeu. Marcou na Delegação de Saúde de Soure para passados dois dias. Na delegação de saúde, antes de nos ouvir, passou-nos um raspanete que, pela agressividade e frieza, ainda temos o seu troar nos ouvidos. Que não tínhamos nada que o incomodar enquanto estava a almoçar. Ficámos chocados! Tanta crueldade para almas amarguradas. Tanta insensibilidade! Será que estas pessoas não terão filhos? No nosso entendimento, um pouco contrafeito, mandou-nos ir ao Sobral Cid buscar o relatório médico da Sónia. Perguntamos: será que ele, se compreendesse o nosso sofrimento, não o poderia obter mais rapidamente através da Internet?
No dia seguinte, na sexta-feira, 17 de Fevereiro, deslocamo-nos ao Sobral Cid. Sabíamos que a médica dava a consulta às quartas-feiras, mas como estávamos tão desesperados, mesmo assim, tentámos falar com a assistente social daquele serviço. Sem sequer nos receber, esta mandou dizer que estava indisponível. Desnorteados em face de tanta má-vontade, dirigimo-nos a outro pavilhão e pedimos para falar com outra assistente social que, como é óbvio, não estava a par do desenrolar deste processo kafquiano. Com uma humildade digna de registo, ouviu-nos e pareceu tocada pela nossa aflição. Ligou para a médica que acompanhava a Sónia naquele serviço de saúde do Estado. A médica, pura e simplesmente, declinou em falar connosco através do telefone.
Porque não podíamos ficar parados perante tanta impiedade, ainda nesta sexta-feira, fomos falar com o comandante da GNR. Sensível às lágrimas que não nos largam, este homem mandou-nos para o Tribunal de Coimbra. Chegados aqui, fomos recebidos por uma funcionária a quem expusemos a gravidade dos nossos queixumes. Apesar de muito rogarmos para falamos com um juiz ou procurador do Ministério Publico, nenhum deles se dignou receber-nos.
Porque praticamente todos os dias telefonamos para o tribunal, sabemos que em 22 de Fevereiro, por uma juíza do Tribunal de Coimbra, foi pedido, com urgência, aos HUC um relatório de avaliação psiquiátrica.
Porque fomos convocados também para ser ouvidos, entretanto, foi marcada uma consulta de psiquiatria para a nossa querida filha em 30 de Março com dois médicos psiquiatras. Uma clínica dos HUC e outro nomeado pelo tribunal. Com a Sónia “acampada” à vista de toda a gente, há cerca de dois meses na Praça do Comércio, em Coimbra, a PSP mandou dizer que não a encontrou. E a consulta passou. Perante esta aparente negligência da PSP, tentámos ser ouvidos pelos dois médicos presentes nos HUC. O nomeado pelo tribunal já tinha ido embora. A outra médica falou connosco e disse que não podia esperar mais pela Sónia.
Tanto quanto julgamos saber, foi marcado novo pedido de avaliação pelo Tribunal de Coimbra.

CANSAÇO, EXAUSTÃO, DESÂNIMO...

Estamos esgotados, tanto físico como psicologicamente. O nosso desânimo é constante e só nas lágrimas conseguimos exaurir o sofrimento atroz que nos mina o espírito. Sentimo-nos impotentes para procurar ajuda para a nossa filha. Sentimo-nos descoroçoados. Ninguém quer saber do nosso problema. E se acontece algo de grave à nossa filha? Haverá responsáveis?
O nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que quer acabar com os sem-abrigo. Pelo que constatamos, parece, isso sim, é que, pelo abandono e condenação à morte, querem é acabar com as pessoas!”