Esta noite várias telhas caíram no
asfalto, na Rua da Fornalhinha –uma transversal da Rua Eduardo Coelho-, em
frente e no prédio da sapataria de João Alves. No prazo de poucos dias foi a
segunda vez que tal facto anómalo aconteceu. Ao que parece este comerciante,
por motivos de insegurança, neste novo ano já não abriu portas.
Olhando para cima, para a cimalha
do edifício, dá para perceber que o seu estado gera preocupações. Vemos umas
telhas salientes, aparentemente no lugar. Será assim? Vamos subir ao imóvel que
está em frente. Venha comigo. Estamos no mesmo nível. Está a dizer “ai meu Deus,
como é isto possível?”. Pois, também eu. Você está a ver que o telhado já ruiu?
Olhe ali… olhe ali aquela fila de telhas. Estão assentes em cima da caleira. A
qualquer momento vão cair na rua. É preciso imediatamente retirar estas telhas.
O que está a oferecer perigo público são apenas estas telhas e nada mais.
Retiram-se, entaipa-se o prédio e todos ficamos bem. Isto é, à espera que o proprietário
resolva o problema.

Segundo informação de um vizinho que pediu o anonimato, “a Câmara Municipal já há muito tempo que sabe deste problema. O dono de um dos prédios confinantes até já foi falar com o engenheiro (…), mas este disse-lhe que para intervir ali precisa de autorização do IGESPAR, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico."
É preciso morrer alguém para mandarem retirar as telhas suspensas? Nessa altura, se alguém se ferir, então vem tudo e todos. É o hábito nesta terra gerida por gente inconsciente.
(TEXTO ENVIADO PARA CONHECIMENTO À CÂMARA MUNICIPAL)
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