segunda-feira, 21 de outubro de 2019

BAIXA: SEM-TECTO TOMA ABRIGO PELA FORÇA

(Imagem de arquivo)




Na noite desta última Quinta para Sexta-feira, um sem-abrigo rebentou em pedaços a porta de uma arrecadação lateral da igreja de São Bartolomeu, na Rua Sargento-mor.
Diz um vizinho que pediu o anonimato, “o barulho foi ensurdecedor. Parecia uma bomba. Veio a PSP e apanhou o arrombador já lá dentro instalado.”
Como é de adivinhar, não estou de modo algum de acordo com esta intrusão. Mas uma questão que ressalta e chama a atenção: aquele local, com cerca de quinze metros quadrados, em frente a uma galeria de arte, e outra com frente para a Rua dos Esteireiros foram há muitos anos armazéns de lojas comerciais. Os anos foram passando e nunca alguém deu utilidade aos espaços. Será que a igreja , pertencendo à Diocese de Coimbra, não poderia abrir aquelas áreas aos sem-tecto, por exemplo, durante a noite e agora no Inverno?
Hoje, já lá foi recolocada uma nova porta, mas o recinto, como se fosse destinado aos santos, provavelmente lá vai continuar sem qualquer prestabilidade.


HÁ MAIS SEM ABRIGO PELA BAIXA? SIM OU NÃO?


Nos últimos dois meses, a parecer um aumento, durante a noite, notam-se mais pessoas a dormirem em entradas de portas pelas ruas estreitas e largas. Basta dar uma volta pela Baixa, a partir das 19h00 e verificamos o que está acontecer.

UM COMENTÁRIO E UMA RESPOSTA...

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)





Caro Quintans, não posso deixar de manifestar a minha viva discordância quanto à sua afirmação de que toda a oposição o considera um idiota útil. Para mim e para a Ana Bastos essa afirmação é ofensiva! Um abraço, José Manuel Silva




RESPOSTA DO EDITOR



Caro vereador José Manuel Silva (JMS), na contra-argumentação, ainda pensei escrever-lhe uma longa explanação de três ou quatro páginas sobre filosofia política. Depois pensei que, sendo hoje, segunda-feira, a reunião de Câmara, não deveria desviar a sua concentração e, por isso mesmo, deveria ser curto.
Quanto ao meu desabafo de que, pelo meu esgadanhar nas sessões públicas camarárias, considero ser um “idiota útil para a oposição” e pela sua “indignação” e da senhora vereadora Ana Bastos (AB) de que tal afirmação é ofensiva, considerando que estou no meu direito de manifestação, tomo a liberdade de escrever o seguinte:
Inicio pelo significado de “ofendido”, segundo o Dicionário online de português: “Que causa ofensa ou dano físico ou moral; lesivo.
Comecemos por dizer que V. Ex.ª não fundamenta muito bem o lastro do dano fisíco ou moral. Mas avancemos. E recomecemos pela ofensa com núcleo na frase “idiota útil”.
Na afirmação, em quem recai o estigma? Nos senhores, JMS E AB, ofendidos? Não. Na minha liberdade de me classificar, avalio-me como “idiota”. Mas não um idiota qualquer, com uma qualidade superiora, de “util”. Ou seja, aqui, quem é o ofendido? Apesar do adjectivo gradativo, notoriamente, é a minha pessoa e o meu desempenho pessoal. Sendo eu o ofendido, não acha que notoriamente estamos perante um conflito entre o meu ego e super-ego? Que diabo, a minha personalidade psíquica está consciente de exercer um bom controlo sobre o meu comportamento, logo, implicitamente, estamos perante uma ofensa do super-ego. É lógico que, de acordo com a Teoria da Psicanálise freudiana, deveria haver um imediato pedido de retratação. Contrariamente ao primeiro, o super-ego, agindo como parte da estrutura da personalidade, influenciado pela cultura e os chamados valores sociais, é vaidoso, chegando a ser detestável às vezes.
Pelo exposto, porque devo ser sintético, o meu ego considera a vossa reclamação improcedente. Quanto ao parecer do meu super-ego sobre o mesmo, não sei bem para onde se inclinaria, quem sabe pelo contrário?
Saudações democráticas, José Manuel Silva.

Um abraço.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

EDITORIAL: COIMBRA UMA CIDADE POLITICAMENTE FECHADA AOS CIDADÃOS

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)





Bem sei que para alguma população a minha atitude
não passa de uma missão infrutífera e sem nexo. Para
os outros, os políticos com assento parlamentar, oposição
e vereadores com pelouro, sou uma espécie de idiota útil.
Uns e outros, tentam aproveitar o mais que podem para os
seus fins políticos.”


Por acção associada da oposição, Partido Social Democrata e movimento Somos Coimbra, na última reunião da Câmara Municipal, foi proposta uma alteração ao Regimento para ser discutida e votada nesta próxima Segunda-feira. Estranhamente, ou talvez não, ontem o Somos Coimbra divulgou que a declaração não foi agendada para a discussão. A justificar o não agendamento, em pergunta de um milhão, que coelho vai sair da cartola dos socialistas? Sim, porque alguma ideia estará na manga e não se pense que é para beneficiar o público. O que está guardado é qualquer coisa que, fazendo de conta que é mas não é, dê para deixar bem visto o vereador comunista – que, como se sabe, vota ao lado da maioria relativa. Na próxima Segunda-feira, pelas 17h00, estou em crer que se vai descobrir o truque de mágica para baralhar e dar de novo, para ficar tudo como estava.
Relembro que, embora prevista para as 17h00, a intervenção dos munícipes, nos últimos três anos, arrasta-se pela noite dentro. Tudo depende da hora a que terminar a sessão camarária. Umas vezes é uma hora depois, outras vezes duas, três, quatro, cinco horas, como já aconteceu. O “insignificante” cidadão (aos olhos dos socialistas) está para ali abandonado, perdido, rezando a todos os santos que o plenário termine depressa para ir jantar.
É lógico que o presidente da Câmara Municipal, Manuel Machado, tem perfeita noção do que está a fazer e também que o seu comportamento visa a desistência de quem se propõe ser ouvido na participação pública, um direito constitucional tantas vezes falado pelos políticos em campanha eleitoral e sobretudo sobre os números astronómicos da abstenção -que foi de 45,5 por cento nestas últimas eleições legislativas.
Isto, por que o líder camarário não quer cidadãos no hemiciclo a falarem seja do que for. Porque prometi a mim mesmo ir a todas as reuniões até o executivo cumprir o horário pré-estabelecido e respeitar os citadinos, estou em condições para afirmar, preto no branco, que a intenção do presidente da autarquia é, por um lado, tentar resolver os assuntos à boca da sessão para evitar que o munícipe vá denunciar o atropelo que sofre. Por outro, fazendo o exercício do chapéu no peito e mão estendida, numa teatralização burocratizada bem estudada, o cidadão, ignorante por sistema, acaba a agradecer o ser tratado com aparente importância e deferência. Se houver dúvidas acerca do que escrevo, se o leitor tiver um problema grave que tarda em ser resolvido, experimente, na Divisão de Atendimento, ameaçar levar o seu assunto a reunião de executivo e vai ver o que acontece. Isto é, com promessa de resolução imediata, vai sentir que tudo vai ser feito para a sua desmotivação.


ESPINHOS E ARAME FARPADO NO CAMINHO


Desde Fevereiro, último, em que depois de devidamente inscrito fui impedido de intervir no parlamento camarário, numa declarada humilhação em que o mestre de cerimónias do Paços do Concelho nem ouviu e ostensivamente me virou as costas, propus-me reagir estando presente em todos os encontros, pelo menos até a situação ser alterada.
Bem sei que para alguma população a minha atitude não passa de uma missão infrutífera e sem nexo. Para os outros, os políticos com assento parlamentar, oposição e vereadores com pelouro, sou uma espécie de idiota útil. Uns e outros, tentam aproveitar o mais que podem para os seus fins políticos.
Para evitar a minha presença e fazer abdicar do meu propósito, já foi feito de tudo. Ou seja, por um lado os serviços de apoio à presidência, recorrendo a subterfúgios vários, como exemplo impedir a formalização por não ter escrito no requerimento de Inscrição “pedir esclarecimentos”, por outro, no hemiciclo, aquando da explanação, sou constantemente interrompido - até com ruído feito no micro – pelo presidente da edilidade.
De salientar que os assuntos que levo às reuniões são sérios e sempre com importante acutilância sobre Coimbra (pode ler todos no fundo desta crónica). Por outro lado, sem nunca esquecer que o que me leva ali é uma questão política e não pessoal contra quem quer que seja. Às vezes intuo que o líder dos socialistas procura provocar-me de modo a eu exceder-me na linguagem e remeter o assunto para o Ministério Público.


A NOSSA IMPRENSA ESCRITA EM PLANO INCLINADO


Coimbra conta com dois semanários e dois jornais diários impressos em papel. Tem também um jornal online.
Os semanários, sendo do mesmo proprietário, não estando interessados em afrontar o situacionismo latente, nunca escrevem sobre a dificuldade dos conimbricenses falarem no seu fórum, cujo acesso deveria ser natural e de facilidade para os envolver na discussão da coisa pública.
Os dois diários, com uma página dedicada ao leitor – um deles chegando a prometer uma assinatura anual a quem escrever – não publicam as cartas com o teor da minha intervenção camarária. Um dos jornais, com o argumento de que são longas -cerca de página e meia A4, argumenta que não tem espaço. O outro, nos primeiros tempos publicava tudo, independentemente do número de caracteres. Depois, nos últimos dois meses, foi adiando a publicação, chegando a fazer a divulgação mais de uma semana depois. A crónica relativa à última sessão já não foi publicada.
É claro que afirmar que o facto de a autarquia contratualizar duas publicações mensais com as deliberações das duas reuniões no valor aproximado de 2500.00 euros para cada jornal pode condicionar a independência destes órgãos de informação é pura especulação. É preciso referir que estas publicações institucionais são legais e obrigatórias, nomeadamente ao abrigo da Lei das autarquias 75/2013, artigo 56, 1, 2 e 3.
Para que servem estas publicações, que são noticiadas até um mês depois da sua aprovação, a não ser ajudar os meios de informação a sobreviverem, é outra questão. Alguém as lê? Não era preferível alterar a lei e “obrigar” os meios informativos a noticiar, logo no dia seguinte, tudo o que se passou na sala das grandes decisões? Nos dias que correm, os cidadãos pouco sabem sobre o que aconteceu entre a oposição e o partido que manda e algum munícipe que intervém. Como não são transmitidas via Internet as reuniões autárquicas, praticamente o que ali ocorre fica no maior segredo das actas. E até por isto mesmo, para os munícipes, uma vez que o seu grito não chega à colectividade, tudo concorre para não participarem.
Desde o final do porte-pago para os jornais locais, em 2007, que o Estado ainda não encontrou uma medida equilibrada que, por um lado, possibilite a continuidade a estes meios de informação, por outro, que esta ajuda não os transforme em servos ao serviço do poder instituído nas autarquias.
Já se sabe que ser independente – se é que alguém consegue ser mesmo imparcial -, é preciso ter um bom ordenado que lhe permita viver com dignidade, ter segurança laboral, não ter familiares a trabalhar na autarquia, ter uma personalidade forte e capaz de romper com qualquer tentativa de aliciamento, colocar o interesse público acima do pessoal e patronal. Onde é que já se viu isto? Se calhar, há mais de quatro décadas, mas acima de tudo nos grandes títulos nacionais. A crise, ou melhor, as várias crises porque passa a sociedade está a conduzir para um empobrecimento intelectual e social que nos deveria fazer reflectir.


TEXTOS RELACCIONADOS





quinta-feira, 17 de outubro de 2019

É PAIXÃO POR UM MUNÍCIPE, OU O PARTIDO SOCIALISTA CONIMBRICENSE TEM MEDO DOS CIDADÃOS?





Por acção conjunta de Ana Bastos e José Manuel Silva, vereadores do movimento Somos Coimbra, e Paulo Leitão, Paula Pego e Madalena Eça de Abreu, vereadores do PSD, na última reunião da Câmara Municipal de Coimbra, foi apresentada uma proposta de alteração ao Regimento, para ser discutida nesta próxima Segunda-feira.
No caso, propunha-se sobretudo que os munícipes expusessem os seus problemas no início da sessão, no Período de Antes da Hora do Dia, ou seja, às 14h30. O que acontece nos últimos três anos é a intervenção do público ser arrastada para o fim da sessão, como quem diz, uma hora depois, duas, três, quatro, cinco, para além da hora regulamentar, que está prevista para as 17h00.
Segundo um comunicado do movimento Somos Coimbra, distribuído há pouco, ficamos a saber que a proposta não foi agendada pelo presidente da autarquia, Manuel Machado. 
Fica a pergunta: como frequento as sessões de Câmara desde Fevereiro último, sempre e até que o respeito pelos cidadãos  regresse a este fórum, será que os vereadores do PS já não passam sem a minha presença no hemiciclo? Não vendo outra possibilidade, querem que insista até 2021, ano de eleições autárquicas. Só pode ser mesmo isto.
Eis o comunicado do movimento Somos Coimbra:


"Somos Coimbra partilhou uma publicação.
Ordem de Trabalhos da próxima reunião da Câmara de Coimbra
Repare-se que o Partido Socialista recusou agendar para esta reunião da Câmara a proposta de agendamento apresentada em conjunto pelo PSD e SC, sob a forma de requerimento, para alteração do Regimento das reuniões da Câmara no sentido de fixar a hora de intervenção do público para as 14.30, evitando assim que os munícipes sejam obrigados a esperar horas pela sua intervenção.
É a habitual falta de respeito pelas pessoas. Será para a próxima reunião? Porque não foi nesta?...”





quarta-feira, 16 de outubro de 2019

BAIXA E FACEBOOK: O PERIGO DO JUSTICIALISMO

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)




Escrevem os dicionários que o termo “justicialismo” foi criado por Juan Domingo Peron, político argentino e fundador do peronismo. Em esboço geral, esta filosofia existencialista traça um quadro pessimista sobre a sociedade hodierna e volta-se para o passado, para os idos anos de 1930, como virtuosos. Desencantada pelo caminho da moral e ética “nauseabundas” nos tempos que correm, “esta doutrina justicialista ganha forma; como justo equilíbrio entre os extremos (a terceira posição, nesse sentido sinónimo de justicialismo, será representada como um ponto no centro de um arco cujas extremidades são o individualismo e o coletivismo), mas, sobretudo, como doutrina da justiça social que Perón considera a base da democracia”.
Em tese, pela voz do povo, associamos “justicialismo” a um movimento que absolutiza a justiça. Valorizando os fins sem levar em conta os meios, em tese, persegue os interesses do colectivo como bandeira existencial e desvaloriza os direitos do indivíduo. O que interessa é que alguém seja condenado para acalmar as hostes sedentas de sangue. Gerando com este “julgamento” popular enormes injustiças por este mundo fora, esta transposição é, em paradigma, a negação de justiça como a primeira de todas as virtudes.
Vem isto a propósito de hoje ter corrido um boato, aqui na Baixa, de que um “homem alto, de chapéu, que costuma percorrer diariamente as ruas estreitas”, ser um perigoso pedófilo. “Se alguém o avistar, tem obrigação de lhe dar uma coça”, afirma uma das várias pessoas que comigo falou.
Como se não chegasse, na qualidade de administrador da Página da Câmara Municipal de Coimbra (Não Oficial), recebi para publicação uma fotografia partilhada de um homem com chapéu na cabeça e sentado num autocarro a ler um jornal, que dizia o seguinte: 

Atenção, Coimbra! ‼️⚠️ Aconselho a leitura dos comentários da publicação original, de forma a perceberem o que se passa! Está lá tudo... Não me parece que estejamos aqui num caso de difamação. A pessoa está identificada. 😠 Se calhar está na altura de pôr um ponto final a isto, não?!?

ALERTA Coimbra. Este Monstro de chapéu e de óculos, na casa dos 60 anos é um predador sexual. Este tem como prática de assediar MULHERES e Adolescentes do sexo feminino nos autocarros de Coimbra. Tenho casos de amigas e mulheres de amigos que já sofreram abusos deste sujeito. Se alguém já tiver passado pela mesma situação, peço que me comunique pois este já teve um processo judicial arquivado por falta de testemunhas. OBRIGADO”

Ora, como é fácil de ver -e isto já aconteceu inúmeras vezes em partilhas de redes sociais no país e até no estrangeiro, por exemplo no Brasil, em que redundou em mortes – pessoas de bom-senso não podem nem devem partilhar um teor destes. É preciso esclarecer que não está em causa a verdade imanente que possa estar associada, mas sim ao facto de serem gerados movimentos de justiceiros que, substituindo-se aos tribunais, não medem as tragédias que podem desencadear por se confundir a pessoa em causa. A haver crime, cabe às autoridades chamarem a si o assunto.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EDITORIAL: É PRECISO TER LATA







Conforme a tradição, ontem realizou-se mais um Cortejo da Latada. Alegadamente, por causa desta festa académica, tal como em anos passados, a Baixa da cidade acordou hoje com lixo até ao pescoço, em tudo o que é esquina e contra-esquina.
Tal como em anos anteriores, no dia a seguir aos cortejos académicos, os excedentes não são recolhidos. Embora sem explicação oficial, está de ver que pelas muitas toneladas de resíduos gerados pela comitiva, com o mesmo pessoal camarário para uma anormal colheita, como é óbvio, algumas zonas têm de ficar para trás.
Antes de prosseguir, convém apurar o significado de “tradição”. Segundo “Conceitos e Significados”, tradição” é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa "entregar" ou "passar adiante". A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura. Para que algo se estabeleça como tradição, é necessário bastante tempo, para que o hábito seja criado.”
Então, vamos analisar a festa das latas a dois tempos. Primeiro É uma tradição? Ou não é? Isto é, a realização deste evento decorre desde os confins do tempo? Ou, pelo menos, tem mais de um século? Por que já sou velho, pelo que sei, nos moldes em que se faz, é recente. Passou a ser assim, a cada ano que passa com maior tenolagem de detritos, a partir de de 1979, com o aumento de alunos no ensino superior, conforme se afirma aqui.
Segundo, não sendo considerada tradição, a autarquia tem, ou não, obrigação de exigir à Associação Académica de Coimbra os custos da remoção?
Tal como o Cortejo da Queima das Fitas, que já vem do século XIX, se a Latada é considerada uma tradição, então, neste caso, compreende-se a envolvência da cidade. Isto é, Coimbra deve chamar a si o evento e, através da edilidade, deve assumir os seus custos e proventos. A ser assim, assumindo os custos, não faz sentido continuar-se a sacrificar uma parte alargada da cidade para beneficiar um quinhão. Porque não se contrata mais pessoal para a limpeza no dia da procissão estudantil?
E já não falo do ruído que estas festas, de modo inquisitorial, se impõem na cidade. Basta seguir de perto os queixumes nas redes sociais. Mas, sendo um outro assunto, prefiro incidir apenas na (não) recolha que se verifica sempre nesta altura.

sábado, 12 de outubro de 2019

RTP: ONTEM VI E OUVI…

Resultado de imagem para sexta as 9





Depois de cerca de dois meses de interrupção, regressou ontem o programa Sexta às 9, da RTP1, sob responsabilidade da jornalista Sandra Felgueiras.
Li há tempos que, dentro da televisão pública, sofreu forte contestação o intervalo imposto pela actual directora de informação da estação pública, Maria Flor Pedroso. Acusada de ligação ao Governo de António Costa, segundo vozes redactoriais, este corte temporário do programa beneficiaria o Partido Socialista.
A verdade é que, depois de, ontem, passar “o contrato do lítio sob suspeita”, fiquei na dúvida se os opositores de Flor Pedroso não terão razão.


O LÍTIO DEVE SER OU NÃO EXPLORADO?


Retirando as polémicas envolventes, cabendo ao Ministério Público investigar, fica a questão filosófica: sendo Portugal um país pobre em recursos naturais, e sendo o lítio uma riqueza em potência, em nome de uma paisagem bucólica, deve ou não proceder-se à extracção do lítio?
Confesso que tenho dificuldade em responder.