quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CHAMEM A POLÍCIA

(IMAGEM DA WEB)


 Segundo uma testemunha que pediu o anonimato, "esta noite passada, cerca das 4h30, um indivíduo, com ar de “drogado” foi surpreendido pelos funcionários da limpeza urbana da autarquia a tentar assaltar uma loja na Rua da Louça. Evitaram o roubo e chamaram a PSP. O homem pôs-se em fuga em direcção à Praça 8 de Maio. Perseguiram-no mas perderam-no de vista junto à Igreja de Santa Cruz, porque ele escondeu-se. Veio um carro da Polícia de Segurança Pública". 
O meu depoente, como assistiu a tudo, viu onde estava o indivíduo, tratou de informar os agentes –ao que parece junto ao Banco Espírito Santo. Para sua surpresa nenhum dos agentes quis saber do malfeitor, entraram dentro do carro e foram calmamente à sua vida.
A minha testemunha, naturalmente muito indignada, enfatiza: “bolas, eu disse-lhes: está ali –e apontei para ele. Não quiseram saber. Viraram-me as costas! Com polícia assim eu não dormia descansado!” –Concluíu.

P.S. –No que escrevo gosto de ser justo. Eu não presenciei, e, para além disso, estamos apenas a ouvir uma parte. Para aferir da verdade, em contraditório, precisava de ouvir a outra parte. Acontece que, para mim, é impossível. Perante apenas uma versão somos obrigados sempre a interrogar: “foi assim? Não seria?”. Não sei!
Uma coisa sei, perante este desabafo indignado de alguém que veio propositadamente falar comigo, tinha de lhe dar voz. Alguém de direito, e que leia este blogue, que questione os agentes para saber se foi ou não assim.

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