
Gostei de te ouvir Deolinda,
cantavas na Antena três,
és tão lareta, tão linda,
gosto do teu ar traquina,
és um presente que Deus fez;
Tens uma graça imanente,
que só quem gosta explica,
a racionalidade permanente,
por muito lúcida que o seja,
torna complexo e complica;
Esse teu ar bonacheirão,
obesa, e Maria-rapaz,
parecendo não valer um tostão,
acompanhada a contra-baixo,
poucos sabem do que és capaz;
Bamboleias-te, encantas e saracoteias,
como uma encantadora serpente,
parece que ninguém chateias,
que não incomodas uma mosca,
a cantar, encantas toda a gente.
Ah “ganda” Deolinda!
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