sábado, 8 de dezembro de 2018

BAIXA: FURTARAM A PLACA TOPONÍMICA







Nos últimos dias foi furtada uma das placas toponímicas da Travessa da Rua Velha, junto à “Telha Amiga”, um projecto camarário para apoio a idosos que nunca funcionou devidamente.
Num investimento de mais de 400 mil euros alocados pela autarquia para alojar 12 utentes, com inauguração em Abril de 2009, foi, na altura, cedido à Casa de Repouso de Coimbra em regime de exploração, que ali instalou apenas seis pessoas. Este edifício, de traça antiga, com um pórtico do século XVI, com 6 quartos, alguns com casa-de-banho privativa, uma cozinha, um espaço comum de convívio, um escritório e WC’s, tem capacidade para 12 pessoas. Por razões que se desconhecem, há vários anos, do pouco que sabemos, o contrato bilateral entre as duas entidades foi rasgado. Hoje, salvo melhor opinião, poucos saberão para que está a servir o bonito edifício implantado numa zona central e de excelência da Baixa. Qual a sua utilidade, tendo em conta o necessário repovoamento do Centro Histórico? Responda quem souber.
Voltando ao furto da placa toponímica, segundo um morador da zona que não quis ser identificado, “o furto deveria ter ocorrido há poucos dias. É certo que não faz falta -já que esta agora desaparecida, colocada do lado direito, tem outra em frente, na parede do “Telha Amiga” -, mas é preciso chamar a atenção para o roubo. Mas também é preciso alertar que foi furtada porque, por baixo, está uma caixa de derivação da EDP. Bastou alguém subir e, calmamente, desapertar a placa sinaléctica. Ou seja, para não acontecer o mesmo, o melhor é a edilidade não repetir.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

BAIXA: CRÓNICA SEMANA PASSADA

(O Tico & Teco, memória de um bonito estabelecimento já desaparecido)





REFLEXÃO: EM BUSCA DE UM PORTO SEGURO



Em velocidade de cruzeiro, numa mudança há muito anunciada, na Baixa continua-se  a desinvestir no comércio e a apostar cada vez mais na restauração e no ramo alimentar. Na forja, para abrir proximamente, estão mais dois estabelecimentos virados para a hotelaria, um nas ruas estreitas e outro nas vias largas.
A semana passada, em texto que falarei mais abaixo, num projecto de grande qualidade e bom gosto, abriu a Pastelaria Visconde, na Rua Ferreira Borges. Com horário diário, entre as 06h30 e as 22h00 - seguindo o exemplo da Comur, uma espectacular loja de conservas portuguesas, no Largo da Portagem – este novo empreendimento, a que chamei um dos três mosqueteiros, vem incrementar um novo espírito na cidade. O tempo em que para encontrar um café ou restaurante aberto ao Domingo na Baixa era quase um prémio na lotaria acabou. Esta nova casa - a par com a Comur e provavelmente o restaurante Itália que abrirá brevemente - vem revolucionar os costumes. Como é lógico, numa mimética previsível, outros se vão seguir com horários que vêm revitalizar a zona histórica.
As lojas de comércio tradicional, pelo menos como nos habituámos a vê-las, estão a desaparecer e em seu lugar a surgirem pequenos negócios de subsistência. Afirmar que este será o caminho sem paragem em direcção ao futuro, como se adivinha, será falacioso. Quando menos se esperar e a qualquer momento, num eterno retorno, podemos voltar aos velhos tempos de tanta saudade sobretudo para os mais velhos.
O sistema económico em que estamos inseridos, salientando a mercantilização, por força de uma concorrência selvagem e sem limites, é auto-fágico, isto é, alimenta-se da sua própria carne. Por conseguinte, é esta autofagia, a par com outras metástases, o cancro principal que está a dilacerar o comércio. Só para clarificar: foi inaugurada agora uma Feira Outlet de marcas em Lisboa com 50% desconto. Ora, a pouco mais de duas semanas do Natal, período importantíssimo nas vendas do comércio de rua, é qualquer coisa de inqualificável. Quem fica no charco? Como se imagina: os pequenos negócios!


INÍCIO DA HISTÓRIA




A semana passada abriu, na Rua Visconde da Luz, a Pastelaria Visconde, no antigo espaço do BES, Banco Espírito Santo.
Sobre responsabilidade da empresa Coimbra Doce, que detém mais dois negócios na cidade, pela experiência adquirida e reconhecimento público pelos muitos clientes, esta iniciativa empresarial está bem entregue.
Com uma cozinha portuguesa traduzida em pratos simples, bem confeccionada, e a preços módicos, com aprazível regozijo para os olhos a sua pastelaria tenta qualquer um, assim como o seu saboroso pão.
Com uma escala diária alargada entre as 06h30 e as 22h00, a Pastelaria Visconde promete revolucionar a ideia de que a Baixa é uma zona histórica acomodada a outros tempos de horário inamovível.
Com esta nova abertura foram criados 12 novos postos de trabalho.


Segundo o Diário de Coimbra (DC), foi inaugurada a semana passada a Sweet Art Coimbra, na Rua Ferreira Borges e no antigo espaço da livraria Atlântida.
O espaço representa um hino a Coimbra, à paixão pela genuidade do artesanato e pela grandeza dos produtos da gastronomia de tradição portuguesa. A Sweet Art Coimbra é um convite à partilha da tradição e modernidade acompanhadas de uma criteriosa selecção de vinhos e de produtos de sabor serrano, dos queijos aos enchidos” - in DC do último Domingo.




Na Rua do Corvo e também com frente para a Rua da Louça, no antigo espaço das modas Xangai que encerrou em 2015, abriu a semana passada um bonito pronto-a-vestir de roupas para senhora.
Num grande investimento de um comerciante de nacionalidade chinesa, este novo empreendimento, por ventura, virá complementar alguma lacuna no sector da moda feminina.
Com uma decoração simples mas agradável, implantada numa área comercial de grande história na Baixa, esta nova marca veio para ficar.

BOM DIA, PESSOAL...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Roda Pedaleira organiza 13º “Natal Solidário”







PUBLICIDADE INSTITUCIONAL



Os Craques da Roda Pedaleira – Associação de Ciclistas do Centro sediada na União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, em Coimbra - organiza desde 2006 o evento “Natal Solidário“, que consiste num passeio de bicicletas aberta ao público em geral, dos 2 aos 90 anos, sem inscrições nem requisitos especiais, apenas com a particularidade dos ciclistas terem um adereço alusivo ao natal (o ideal será estarem trajados de “Pai Natal”), e que culmina na entrega de bens de 1ª necessidade e presentes a 5 instituições de solidariedade de reconhecidos méritos da Cidade de Coimbra, nomeadamente:
-Centro de acolhimento do Loreto, Bº. do Loreto, Coimbra;
-Casa da Mãe, Bº. do Loreto, Coimbra;
-ADAV - Associação de Defesa e Apoio da Vida, Rua Lourenço Almeida Azevedo n.º 27, R/C, Coimbra;
-Colégio dos Orfãos de São Caetano, Rua Dos Coutinhos, 35, Coimbra;
-Casa da Infância Doutor Elísio de Moura, R. Dr. Guilherme Moureira, 24, Coimbra;


O sucesso que temos vindo a alcançar com esta campanha de solidariedade faz-nos acreditar que é possível oferecer um melhor Natal aos que mais precisam. Por essa razão, queremos continuar a sensibilizar os nossos associados, bem como a população Conimbricense, para a necessidade de ajudar os mais necessitados.
A recolha de bens (produtos alimentares, material escolar, desportivo e didáctico, produtos de higiene para crianças dos 0 aos 16 anos) está a decorrer até ao dia 14 de Dezembro, tendo nós para o efeito diversos pontos de recolha espelhados pela cidade, com especial enfoque na freguesia, em locais como:
O IPN - Instituto Pedro Nunes, Cimpor, A Previdência Portuguesa, Restaurante Casa Fernandes, Supermercados VIVA AQUI, Junta de Freguesia de Eiras, Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, Cyclespace, Retiro da Ti Cidália, Churrasqueira O Carvoeiro, Xiolas Caffé, café Tiro-Liro, Bar o Bully, Café Paga Pouco, Farmácias Agrícolas de Ceira e do Sebal, Talho de São Sebastião.
Depois de terminada a recolha de bens, realizar-se-á, a 16 de Dezembro, da parte da manhã, o respectivo passeio de Pais Natal de bicicleta pelas instituições com a devida distribuição dos bens recolhidos.”

RANCHO DAS TRICANAS DE COIMBRA PROMOVE JANTAR DE NATAL






No próximo dia 14 de Dezembro, sexta-feira, o Rancho Tricanas de Coimbra vai realizar uma festa de confraternização de Natal na sede desta popular agremiação situada na Rua do Moreno.
OJantar de Convívio em parceria com o Bar Navarro Restaurante 007 ordem para comer” custará 9,50 €. As crianças até 5 anos, Directores, Componentes, Sócios, Amigos terão entrada livre.
A nota informativa refere também que o Rancho de Coimbra estará aberto no Fim de Ano com variedades.
Para além das reservas no local, os números de contacto são os seguintes:
927327233 - 918650548

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

BAIXA: CONVITE A MANUEL MACHADO








Começo por cumprimentar Vossa Senhoria, caro presidente Manuel Machado.
Antes de entrar directamente no objectivo que me motivou a escrever esta carta, tenho que lhe dizer que, comparando com outros ornatos, os comerciantes da Rua Eduardo Coelho estão muito contentes e gratos pelo esforço igualitário que Vossemecê se arrogou ao mandar incluir nesta via estreita os ornamentos natalícios. Não faça esse ar de surpresa. Homessa! Acredite que o que escrevo é verdade! Bem sei que esse seu ar de incredulidade tem a ver com o texto que escrevi no Sábado, em que dizia que “As vias estreitas e pracetas adjacentes, seguindo o que vinha acontecendo, este ano foram completamente abandonadas”. Parecendo ter ficado confuso, será pelo teor desta mensagem, agora, em contraposição ao que plasmei, que que ficou com cara de anjo. Foi?
Vou retratar-me: embora raramente o faça, no Sábado eu não coloquei os óculos 3D, de efeitos especiais, que V. Ex.ª usa sempre que põe os pés nas vielas da baixinha. Ainda não percebeu bem, pois não? Calma, que explico tudo!
Pois, é isso mesmo! É tudo uma questão de lunetas! Pode crer que alguns comerciantes da cidade, seguindo o seu esmerado e rectilíneo exemplo, sempre que se manifestam sobre o que o seu executivo faz para revitalizar a Baixa, levam as lentes de aumento. Faça o favor de não sorrir, que isto é coisa séria! Se não fosse assim, como entender um comentário de um comerciante da Rua Eduardo Coelho escrito a seguir à minha crónica de Sábado? Ora leia:

Quanto à iluminação discordo da sua opinião,
nota-se um crescimento este ano. Está em mais ruas,
em mais espaços da cidade, tendo muito bem voltado
à Praça da República, e mais alegre. para mim a melhor
destes últimos 3-4 anos.
E isto é algo que me transcende. Se estão a progredir, se
estão a fazer melhor, porquê criticar? O porquê de deitar
abaixo o trabalho bem feito? Qualquer pedagogo dirá
que isso é contra-producente. Quando algo é mal feito
devemos chamar a atenção, mas se algo está a ser bem feito
devemos também notar, apreciar, quiçá aplaudir, e pedir
que esse sim, seja o rumo a seguir, de uma constante
melhoria.
Façamos isso relativamente à Câmara Municipal de Coimbra,
e porque não também a nós próprios e aos outros. que todas
as boas atitudes, melhorias, progressos sejam notados e aplaudidos.

Assim sendo, por alegadamente as iluminações das ruas estreitas serem tão ricas e de tão bom gosto, caro presidente Machado, decidi convidá-lo para no próximo Sábado, dia 8 de Dezembro, pelas 19h30, vir inaugurar os esplendorosos enfeites suspensos por cima da antiga rua dos Sapateiros. Não ligue às luminárias apagadas que já dei conhecimento no portal “A minha Rua” em 16 de Novembro. Já passaram três semanas e nada de resposta? Relapsos? Ora, ora! Deixe lá isso! Está tudo bem! Por aqui, nem uma só voz vai se elevar!
Continuando, que ainda não acabei, então seria assim: o camarada presidente vinha inaugurar as benfeitorias às 19h30 e, em seguida, às 20h00, ia jantar com os comerciantes desta artéria ao Restaurante Espanhol, na Rua da Sofia. Aceita o convite?

P.S. :
-Veja novamente as explícitas fotos captadas ontem à noite, cerca das 20h00, na Rua Eduardo Coelho.
-Se aceitar a convocação, não se esqueça de trazer os óculos tridimensionais.
-O lugar sentado no restaurante será à sua escolha. Não vá o diabo tecer coisas e o coloque ao meu lado -como é óbvio, estou a pensar no seu incómodo, por mim está tudo bem.


sábado, 1 de dezembro de 2018

A BAIXA A ROLAR ENVOLTA NUM SILENCIOSO ESPÍRITO NATALÍCIO






1 - Com um custo - ou devo escrever investimento? - de cerca de 350 mil euros, abriu ontem e até 06 de Janeiro a caça ao voto através do Pai Natal.
Como nem tudo será menos mau. Começo por salientar a transferência do presépio de Cabral Antunes para o Mercado Municipal Dom Pedro V, assim como o “Ciclo de cantares de Natal ao Menino”, pelos grupos de folclore e etnografia do concelho, e, tal como em anos anteriores, uma exposição/venda de presépios artesanais.
Salienta-se também a Corrida de São Silvestre, em 15 de Dezembro, num percurso por algumas das mais emblemáticas”, numa prova de cerca dez quilómetros e uma caminhada de outros cinco.
E ainda, em 05 de Janeiro, no Pavilhão Centro de Portugal, no espaço Docas ao fundo do Parque da cidade, pela Orquestra Clássica do Centro, o Concerto de Ano Novo. No dia seguinte, no mesmo espaço, reunindo vários grupos, realizar-se-á o Encontro de Cantares de Reis.


2 – Com gosto duvidoso, digo eu, é a (des)aposta numa continuada mais pobre ornamentação pública nas ruas da Baixa. Ano-após-ano, verifica-se que o (des) gosto é cada vez mais posto em causa, sobretudo por quem manifestar o que pensa com sinceridade. Os largos principais, as Praças 8 de Maio, do Comércio e da Portagem, como sofrendo um síndrome do faz-de-conta, esticando para todos os lados, tenta-se a todo custo mostrar o que não existe.
As vias estreitas e pracetas adjacentes, seguindo o que vinha acontecendo, este ano foram completamente abandonadas.
Pode justificar-se este (des)investimento com a teoria do lençol: à força de tentar cobrir mais área, Praça da República e Baixa de Santa Clara, acaba-se por (des)cobrir mal todos.




3 – Com uma opção mais que duvidosa, continua a ser a escolha da passagem de Ano Novo trazer cada vez mais melhores e grandes grupos musicais, naturalmente, com um custo associado de muitos milhares de euros para uma única noite em detrimento de mais de um mês de espírito natalício para toda a cidade. Pergunta-se: esta acentuada inclinação para gastar tudo num único tiro de canhão será mesmo investimento? Que retorno se retira deste evento da passagem de ano?



4 – O Município de Coimbra já nem sequer faz um esforço para parecer que as iluminações são espectaculares. Basta visionar o vídeo deste 2018 para perceber melhor o que quero dizer. Com uma câmara fixa na Praça 8 de Maio nem sequer se fez um esforço para mostrar que a cidade não é apenas o antigo largo de Sanção.


5 – A publicidade aos actos continua a ser o calcanhar de Aquiles para esta autarquia de executivo socialista mais votado. Só para dar um exemplo, cerca das 16h00 de hoje foi realizado um espectáculo cénico Transhumância no antigo espaço do Museu Temporário de Memórias, na Rua Velha. Onde foi anunciada a realização? E como se sabia quem eram os actores? Sei lã?!? Por uma placa de madeira encostada à parede esboroada dentro do edifício estabelecia-se uma ponte analógica para o desempenho de arte.
Bom, se calhar, como da peça constava um homem em nu integral a escrever paredes, mais que certo, o município a antever bronca numa cidade conservadora preferiu fazer alarde do evento para cerca de uma vintena de pessoas -que eram os espectadores presentes no decurso da peça. Sinaléctica na rua Eduardo Coelho a publicitar o teatro, como se imagina, era invisível.