quinta-feira, 26 de novembro de 2015

UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA








É isso, deixe lá estar que o governo do Costa das índias vai fazer melhor.

A partir de agora vai acabar a austeridade porque o Costa das Índias vai estalar os dedos, faz umas magias hindus (apimentadas com caril...) e vão cair pães e ferraris do céu.

Continuem sempre a acreditar nestes vigaristas e bandidos da "democracia", que esse é que é o caminho.


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RESPOSTA DO EDITOR

Começo por lhe agradecer ter comentado o post acima referenciado. Em seguida, reitero-lhe que me denomino liberal, independente e sem partido –a tê-lo será a Nação das 5 quinas. Sendo mais objectivo, sou social-democrata, no sentido de que defendo a livre concorrência e a iniciativa privada. Sou partidário do sistema capitalista enquanto e desde que o Estado seja um regulador económico justo, a impedir os abusos do mais forte, a promover a justiça social, fomentando a redistribuição da riqueza, e a desenvolver o bem-estar no interesse geral dos cidadãos.
Continuando, pelo facto de me considerar liberal e social democrata, não sou estúpido –ou, no melhor, tenho dias-, nem masoquista. Pelos jornais e ao longo de quatro anos, acompanhei de perto o trajecto deste governo de Passos Coelho caído recentemente na Assembleia da República e fui formando opinião. Não votei nele nas eleições de 2011 nem nestas de 2015 –a mim não me enganou. Em nome de uma austeridade destruiu a vida a milhares de portugueses, alguns deles levando-os ao suicídio –tive dois amigos que por motivos de saúde e financeiros desistiram da vida. Foi um excelente governo para os grandes grupos económicos. Para alguns grandes capitalistas foi óptimo nas privatizações, ao entregar de mão-beijada grandes empresas que fazem parte da nossa identidade. Que mais-valias retornou para a economia pública e social essas transmissões? Como exemplo, atentemos na alienação da EDP aos chineses.
Foi uma maravilha para os amigos, compadres e prosélitos –veja o escândalo das 100 nomeações de 15 de Novembro, último, em que esta gentalha sem vergonha, defendida por muitos portugueses que votaram neles, vão ao despudor de nomear assessores e adjuntos para o novo Primeiro-ministro (António Costa), sabendo-se que sendo um cargo de elevada confiança, pela tradição, é da escolha restrita do novo ocupante ministerial que vai tomar a pasta. É certo que estes cargos deveriam ser de continuidade e englobados na função pública, mas não foi com esta preocupação que estas nomeações se fizeram. Espero sinceramente que estes indignos actos administrativos sejam passíveis de serem tornados nulos. Veja-se a vergonha da promessa de devolução do IRS.
Se o governo de Passos foi tão bom para a economia nacional, macro e micro, onde estão os resultados? Na macro passou de uma dívida pública de cerca de 99 por cento, em 2011, para mais de 130 por cento nos nossos dias. As falências das famílias e das médias, pequenas e pequeníssimas empresas mostram como está o tecido social e empresarial.
Nestas últimas eleições também não votei no PS. No entanto, depois da queda do executivo de Passos e tendo em conta a subsequente redacção constitucional, é de direito, e legítimo –contrariando a lengalenga, o ronronar e o blasfemar de Passos e Portas, que não sabem perder- que o governo de António Costa, apoiado pela esquerda, seja empossado -aliás, como já tanto se escreveu, o Presidente da República sai muito mal desta indigitação por demorar tanto tempo. Logo a seguir ao chumbo deveria ter chamado Costa para formar governo.
Respondendo agora directamente à sua questão, tenho para mim que se deve conceder um tempo para ver o que este governo é capaz. Partir logo da desconfiança é, acima de tudo, intelectualmente desonesto. Num apriorismo bacoco, bem ao jeito do Velho do Restelo, de Camões, é destrutivo e até lesivo dos interesses nacionais.
Para terminar, ainda vou mais longe, sem querer constituir demérito para António Costa, para fazer melhor do que a coligação PàF, do duo Passos-Portas, qualquer governo, de direita, de centro e de esquerda, fará sempre melhor.
Cá do meu cantinho, para bem de todos os portugueses, estou a torcer para que tudo dê certo. (Politicamente) morram o Passos e o Portas! Viva António Costa e o seu apoio parlamentar!

1 comentário:

João José Horta Nobre disse...

O Costa das Índias pertence ao Clube Bilderberg:

http://www.ionline.pt/266597#close

Isso diz tudo...