segunda-feira, 9 de novembro de 2015

DOIS PEDIDOS A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA






Na parte que me toca, enquanto liberal e cidadão eleitor votante, não quero saber se vamos ter um governo de acordo parlamentar a olhar para a esquerda. Tenho para mim que todos, por direito, devem merecer uma oportunidade de provarem o que valem. No que importa aos partidos à esquerda do Partido Socialista (PS) –exceptuando o Bloco de Esquerda-, não é verdade que andam há cerca de quarenta anos a proclamar uma possibilidade de serem governo? Então que o sejam, ou mostrem que são capazes de colaborar! Demonstrem o que são capazes de fazer. Acho que pior do que o governo cessante não deve ser possível –que, com promessas vãs e numa austeridade mortal para tantos portugueses que escolheram o suicídio, sacrificou toda a classe trabalhadora, empobreceu a classe média, e transferiu os seus rendimentos para o grande capital e, para piorar, aumentou a dívida pública de cerca de 90 para 130 por cento.
Vamos a isso! Como quem diz, Senhor Presidente da República descole do anátema dos comunistas ainda comerem meninos e legitime o governo do PS. Mostre que é, de facto, o presidente de todos os portugueses e não está ao serviço dos mercados especuladores.
Quanto a António Costa, coloque lá quem quiser no governo –comigo não conte, que não tenho dinheiro para as viagens de comboio até Lisboa. Mas há uma questão que não posso deixar de exigir, senhor Costa: Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, tem de fazer parte do executivo. Bem sei que muitos como eu, durante noites inteiras, vão ser uma fonte de lágrimas por ver a sua partida, mas, se todos temos que nos sacrificar, assim seja! Leve-me o homem! Por amor de Deus! O país precisa dele! Coimbra é demasiadamente pequena para um político da sua craveira. Bem sei que perante este vazio a cidade vai ficar amputada e sem alma! Quem será o estoico político, servidor da causa pública, que, perante a sua sombra holística, se vai aventurar a governar a cidade? Mas não importa nada, leve o homem!

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