sexta-feira, 17 de junho de 2022

A CÂMARA MUNICIPAL DA MEALHADA VAI LANÇAR UMA PLATAFORMA INTERACTIVA ONLINE

 

(imagem do jornal online Bairrada Informação)



Com transmissão via ZOOM/teams, com link a divulgar oportunamente, é já no próximo dia 22, pelas 9h30, no Auditório da Biblioteca Municipal, que será feita a apresentação de uma Plataforma de Serviços Online da Câmara Municipal da Mealhada.

O lançamento com arranque efectivo deste serviço oficial, estima-se, será em 24 deste mesmo mês de Junho. Os registos serão validados a partir de 23.

Segundo informação disponibilizada pela autarquia,Com o intuito de responder às novas necessidades dos Munícipes, foi criada esta plataforma de serviços on-line que potenciará a interactividade entre os cidadãos (ou pessoas colectivas) e a Câmara Municipal da Mealhada, possibilitando o acesso online a todos os serviços da Autarquia, bem como uma maior celeridade nos processos administrativos e operativos.

Os serviços on-line permitem acesso à plataforma e às informações gerais disponibilizadas, designadamente requerimentos on-line, bem como à consulta de informação sobre os seus processos;

Gradualmente, em função das necessidades dos cidadãos e do desenvolvimento da plataforma de suporte, serão disponibilizadas outras funcionalidades, como o acesso a informação sobre todos os serviços prestados e o acesso a novos formulários para a submissão electrónica, a partir de qualquer computador ligado à Internet. Serão também feitas melhorias à plataforma, quer em temos de design quer em termos de usabilidade.


ACESSO À PLATAFORMA

Para aceder à generalidade das funcionalidades disponíveisinformam os serviços da edilidade - é necessário efetuar um registo na plataforma, por forma a inequivocamente estar identificado perante o Município de Mealhada. Para o efeito, utilize por favor as ligações na lateral direita consultando se necessário o documento de apoio: Ficha de serviço - Registo nos Serviços Online.”

terça-feira, 14 de junho de 2022

MEALHADA: HOJE HOUVE REUNIÃO DE CÂMARA (2)

 

(Foto do jornal online Bairrada Informação)



A reunião de Câmara Municipal de ontem, 13 de Junho, transmitida via “streaming” por causa da infecção por Covid de António Franco, presidente da autarquia, começou sob o signo do antagonismo e turbulência entre a maioria e o chefe da oposição, Rui Marqueiro.

Apesar disso, ao longo de cerca de duas horas e meia, quem esteve atento, foi-se verificando progressivamente a uma passagem de crispação para um estado de simpatia bem humorada, doseada e acutilante do representante do PS no executivo camarário.

Para tentar entender estas mudanças de humor ainda pedi a Sigmund Freud, o pai da psicanálise e moderna psicologia, que nos desse um parecer técnico, mas, por parte do mestre da psico não recebi nada em tempo útil.

Depois de passar largas horas a pensar, sentado no banco “Arco-iris”, instalado no Jardim Municipal, cheguei à conclusão que as mudanças de carácter tinham uma génese milagrosa e santífica e nada política, nem psicológica. É que ontem, 13 de Junho, era dia de Santo António. Bem sabemos que o ex-presidente da edilidade até é ateu, mas isso, para o caso, não interessa nada. Se fecharmos os olhos por momentos, em abstracção, facilmente conseguimos antever o santo franciscano a bater na cabeça de Marqueiro com o martelinho, que o caracteriza nos santos populares, apelando à sua contenção irritadiça.


I


E o chefe da transmissão internética, António Franco, deu início ao Período da Ordem do Dia.

Artigo em agenda mais importante puxa artigo, e entrou-se no ponto 2, “Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra - Minuta de Protocolo de Colaboração“, no caso, estava em causa o designado “prédio dos Coutos" para alojar 14 migrantes.

Retorquiu Marqueiro: “acho boa ideia. (…) Alguém me disse que a drª Filomena disse que o meu executivo só comprava casas velhas. Pelos vistos, agora dá jeito… (…) A senhora vice-presidente gosta muito de se gabarolar… (…) Se não fosse eu ela não seria nada na política.

E seguiu-se o ponto 3, “Colocação de outdoors no âmbito da EXPOFACIC 2022 – Pedido de isenção de taxas”. Sobre este tema, com cordialidade, disse Marqueiro: “desde que haja reciprocidade estou de acordo.

E entramos no ponto 7, “Projeto de transporte flexível a pedido”. Tratava-se de uma proposta de alterações aos trajectos já existentes e criação de novas rotas. Ligar com transporte os postos de saúde da Pampilhosa e Vacariça, assim como uma maior transversalidade entre o Luso e o Bussaco.

E estamos no ponto 8, “Proposta ao Executivo - VII Edição Feira de Artesanato e Gastronomia em Barcouço – Pedido de apoio”. Sem contestação e por unanimidade, foi aprovado um subsídio de 500 euros mais IVA para custear a instalação de um palco para o certame.

Artigo 11, “Protocolo de Cooperação entre Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (Estabelecimento Prisional de Coimbra) e a Câmara Municipal da Mealhada”. Vamos ter reclusos a trabalhar no concelho em limpeza e espaços verdes. Alegadamente, entre Coimbra e Mealhada, como qualquer cidadão de plenos direitos, em regime livre, vão viajar em transportes públicos sem guarda prisional a acompanhar.

Sobre esta medida comentou Gil Ferreira, vereador da Cultura: “É uma proposta que os municípios devem abraçar para se contribuir para a ressocialização de todos.”

Ponto 12, “Cedência do Direito de Exploração Cafetaria da Alameda da Cidade - Intenção de resolução do contrato”. Foi votada a moção para que, no prazo de 8 dias, o actual concessionário diga se pega ou larga de vez, resolvendo o contrato e abrir novo concurso.

Ponto 13, “Averbamento dos Alvarás de Concessão de 3 Jazigos no Cemitério Municipal de Mealhada - Pedido de isenção de taxa”, pela Santa Casa Da Misericórdia da Mealhada. Por os serviços informarem o executivo que não estavam reunidas condições para a isenção, com os votos contra da bancada socialista, Marqueiro, Tovim e Sónia, foi negado provimento à pretensão.

Ponto 16, “Auxílios Económicos 1º CEB - Ano letivo 2022/2023 – Informação”. Foram aprovados aumentos de 10 euros para famílias com filhos a frequentarem a escola e com maiores dificuldades.

Ponto 19, “Prestação de serviços, na modalidade de avença, de nadador salvador, a desenvolver nas Piscinas Municipais de Luso – procedimento de ajuste directo”. Foi aprovada a contratação.

A terminar a reunião cerca das 11h30, com um Marqueiro calmo e assertivo, completamente no oposto quando entrou no debate, o ex-presidente ainda perguntou a Franco: “O senhor presidente é regionalista, não é?… Eu também sou...


TEXTO RELACCIONADO


"Mealhada: Hoje houve reunião de Câmara"

segunda-feira, 13 de junho de 2022

MEALHADA: HOJE HOUVE REUNIÃO DE CÂMARA (1)

  

(imagem do jornal online Bairrada Informação)


Sem nada que fizesse prever,

Marqueiro puxa do trombone e atira:

Espero que o senhor Quintans esteja a seguir

esta reunião para depois fazer o relato dele.”


Neste primeiro dia da semana, quando tudo à volta prometia ser de orgulho pelo trabalho feito e apresentado na gestão e organização da Feira de Artesanato e Gastronomia da Mealhada 2022, eis, senão, que o destino, como se estivesse feito com as forças estranhas e maquiavélicas do mal, resolve pregar mais uma partida a António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada. Ao que parece, um agente patológico infiltrado resolveu infectar o edil com o vírus Sar Cov 2, mais vulgarmente conhecido como Coronavírus, ou Covid-19.

Está a ser feita uma rigorosa investigação, mas tudo indica que a oposição não estará por detrás deste atentado à saúde do “Mayor”. De qualquer modo, em paralelo, também prossegue um trabalho de exame ao desempenho de Sant’Ana, padroeira da cidade. Embora cedo para diagnósticos, há quem aponte parcialidade e negligência grave à santa, que é, ex-aequo, a patrocinadora da Santa Casa da Misericórdia e dos Bombeiros voluntários.

Passando à frente do “tomar uma coisa por outra”, por causa, a verdade é que a reunião de Câmara Municipal foi transmitida via online, com os titulares políticos a falarem entre si desde a sua própria casa, onde pelas imagens difundidas não se adivinham grandes acervos de alfarrábios, nem pinturas de autores célebres.


I


Ao bater das nove badaladas na Igreja Matriz da Mealhada, António Franco, o chefe da banda, levantou a batuta e, informando do seu estado endémico, deu início ao ensaio geral da orquestra do município, no Período de Antes da Ordem do Dia.

Começou por informar os restantes músicos que a “alta velocidade vai passar pela Mealhada. Que muito embora compreenda a posição de Anadia, no chumbo do projecto por não concordar com o trajecto, defende o traçado preconizado.

A seguir foi convidado o talentoso actor, atleta e violinista Gil Ferreira a mostrar uns acordes. Com acalma habitual, em lá menor, compôs uma sinfonia. E trauteou: “deixo um agradecimento a todos os que se envolveram na feitura da feira. Foi uma verdadeira equipa. Os artistas do município estiveram à altura de compor um cartaz. Na verdade, precisavam de uma oportunidade.”

Acrescentou ainda que o município da Mealhada faz parte da Rede das Escolas Educadoras, e que esteve presente num encontro de professores no Grande Hotel do Luso.

A seguir o desempenho caiu em Rui Marqueiro, reconhecido mestre em oratória e exímio músico e experiente nesta orquestra. E não se fez rogado colocando a boca no trombone, sem Dó: “Na última reunião pedi informações sobre o (novo) Mercado Municipal”. E até agora não recebi nada. Se não receber nas próximas 48h00 informações, informo o Ministério Público e a ASAE pelo prejuízo causado aos comerciantes...

O maestro, Franco, como se, implicitamente, acusasse o executante de desafinação, cortou o desempenho e atalhou: “Não mandei parar a obra. Estão a acabar os serviços que faltam… electricidade e outros...”

Ripostou Marqueiro, em nota de Si: Eu tenho muita informação. Sabe?

E prossegui num tom mais alto: “Os senhores querem fazer de mim parvo, mas eu tenho tudo menos ser parvo. (…) Não me importo de comunicar à Comissão Europeia o que os senhores estão a fazer. (…) os senhores são do tipo de se gabarem, gabarem, gabarem…

E voltou a interrogar: “Qual a situação do Challet Suiço? Quando saí a obra já estava adjudicada…

Hugo Silva, fadista de nomeada e tocador de guitarra portuguesa, pediu para fazer um acorde em Sol: “A feira, tendo em conta as nossas expectativas, correu muito bem a nível de tesouraria para os expositores. (…) Conseguimos trazer as pessoas ao centro da cidade. (…) Um agradecimento a todos os que contribuíram para o engrandecimento do certame.”

Sónia Leite, pianista de grande precisão, pediu para executar uma nota de introdução em Mi maior. Entrando em contradição com o seu colega de bancada Marqueiro, disse: “Alguns professores confirmaram comigo que o encontro foi muito interessante. Só comentaram comigo que a meio da semana não era muito indicado. Antigamente era feito ao Sábado. Houve muitos professores que gostavam de ter estado e não puderam.”

E Filomena Pinheiro, mestra em clarinete, pediu atenção: “Para termos uma feira comercial e industrial precisamos de ter um tecido desenvolvido nessas áreas. E não temos. (…) Acho que o propósito foi atingido.”


E O INSÓLITO ACONTECE


Sem nada que fizesse prever, Marqueiro puxa do trombone e atira: “Espero que o senhor Quintans esteja a seguir esta reunião para depois fazer o relato dele.”

O visado, que por acaso até toca viola mas não é grande músico, ficou a pensar o que significariam as palavras do mestre do trombone. Será um convite a juntar os dois instrumentos? Seria um aviso à navegação, assim do tipo: vê lá, camarada, não te estiques. Estou atento ao teu cantarolar.


(CONTINUA AMANHÃ)

domingo, 12 de junho de 2022

MEALHADA: HOJE É O ÚLTIMO DIA DA FEIRA

 

(imagem do jornal online Bairrada Informação)




Hoje, com a actuação de Cuca Roseta - nome artístico de Maria Isabel Rebelo Couto Cruz Roseta uma das vozes do fado mais badaladas da actualidade, cai o pano sobre 8 dias de festa na Feira de Artesanato e Gastronomia da Mealhada 2022, realizada no Jardim do Município, em frente a autarquia.

Conforme já escrevi, a meu ver, no geral o certame correu bem no novo formato e substituindo a “Festame”, que, como se sabe, num espaço muito mais alargado, era realizada junto à Escola Profissional Vasconcelos Lebre com custos muito mais elevados, comparativamente com a alegoria feita este ano.

Podíamos perfeitamente elogiar o trabalho apresentado este ano, largando encómios à esquerda e à direita, e todos ficávamos felizes e contentes. Porém, o que pretendo com este escrito não é propriamente adormecer sobre os louros caídos nas cabeças de quem muito trabalhou para isso – e esse mérito que ninguém poupe no reconhecimento – mas, enquanto o “corpo está quente”, a frio, entre prós e contras, sem receio de ofender, conseguirmos fazer uma análise virada para o futuro.


É ESTE MODELO QUE QUEREMOS?


A questão crucial, que é preciso colocar em cima da mesa, é: este modelo de feira anual única serve a nossa ambição bairrista e deve continuar? Ou, tendo em conta o escasso tempo do executivo em funções, deve ser encarada como transitória e partir para um novo modelo? Ou, acumulando, continuar a fazer esta feira temática nesta altura de Junho, apenas em três dias e neste local, e voltar novamente ao formato da “Festame”, em Agosto, mas com alterações?

Embora a minha opinião pouco conte, dou por mim a alvitrar que a “Festame”, durante uma semana, deveria continuar para o ano. Este tipo de festa anual, desde que seja publicitada como deve ser, é uma espécie de bandeira nacional em prova de vida. O concelho que através de festejos anuais não se eleva é como se não existisse. Sendo uma feira comercial e industrial faz falta à Mealhada para mostrar o que de melhor se faz por cá. Se não se fizer, podemos ter a certeza que perderemos o comboio do desenvolvimento e progresso.

Este acontecimento deveria ser apresentado em novos moldes. Como exemplo, o ingresso, por parte do público, deve ser a pagar – até pode ser um simbólico euro, ou dependente do artista em palco.

Não faz sentido, sem planeamento cuidado, voltar a gastar do erário público cerca de 400,000.00 euros na sua realização. Por outro lado, sendo de entrada gratuita acaba por ser discriminatório para os munícipes que a não visitam. Ou seja, alegar que eles não vão porque não querem não constitui fundamento suficiente. Não a frequentam mas, saindo dos impostos colectivos, pagam como todos.

Por outro lado, é preciso desonerar o pagamento de espaço para artesãos – mas que o sejam mesmo – e fazer pagar a instalação de todos os outros serviços, incluindo a restauração – embora com outro preço de privilégio, até as associações culturais e clubes desportivos devem comparticipar nos custos.

Só assim é possível atingir uma grau de qualidade. Isto é, se marearmos à bolina, estabelecendo uma bitola baixa, nunca cresceremos. Seremos sempre os “coitados” da Bairrada, encravados entre Cantanhede e Anadia.


E ESTE ANO, CORREU TUDO BEM?


Outra pergunta que emerge é saber se, este ano, a nível interno, a relação entre expositores e o município correu a contento da maioria.

Sem tomar atenção a quem desabafou, tive o cuidado de ir falando com vários vendedores artesãos e anotando.

Vários se queixaram de que, contrariamente a outros tempos, a Câmara Municipal foi muito forreta. Segundo o que arguiram, o município apenas ofereceu água engarrafada, mas esqueceu o pão.

Segundo o seu depoimento, “não tem jeito estarmos aqui uma semana inteira, com entrada às 15h00 e saída à meia-noite, e nem o jantar oferecerem. Estamos aqui a fazer serviço público. Se tivéssemos em conta o que vendemos nem para as deslocações diárias dava.”

Diz outro, “durante a semana a feira deveria abrir às 19h00 e só ao fim de semana é que deveria começar às 15h00.

Diz outro ainda, “a cabeça de cartaz, Cuca Roseta, deveria vir a meio da semana e nunca no último dia da festa. A ser assim, vamos sair daqui às tantas, quando, para arrumar as coisas, até deveria encerrar um pouco mais cedo.

Enfatizou outro, “embora a luz dentro dos espaços fosse boa, o jardim e zona envolvente esteve muito aquém.

Vale a pena pensar no que disseram estes expositores e tentar melhorar alguma coisa para o ano?

quinta-feira, 9 de junho de 2022

MEALHADA, QUANDO O JORNAL É NOTÍCIA

 




Conheci-a ontem quando visitei o stand do jornal na Feira de Artesanato e Gastronomia da Mealhada a decorrer até Domingo - ou melhor, foi ela que se meteu comigo com um simpático “eu conheço o senhor de qualquer lado”.

Comecei por me fazer difícil com uma reacção pacífica: saí há pouco da prisão. Também esteve presa? Fomos colegas?...

Mas ela não acreditou. “Não brinque comigo… Diga lá… de onde o conheço? Eu sei que o conheço.”

Foi então que atirei: sou o leitor mais chato que o jornal tem no concelho

Com uma cristalina gargalhada, rematou, “eu sabia que o conhecia… É o senhor…?”

Quintans, Luís Quintans, respondi, envolvido num sorriso.

Era a Bruna Correia, a nova jornalista do Jornal da Mealhada.

Depois de ter trabalhado no Diário de Coimbra, confidenciou-me, sendo natural de Cantanhede, veio substituir João Pedro Campos, o anterior repórter do quinzenário que, desde 2019 e até há poucos meses, esteve ao serviço do periódico mealhadense.

Ainda que pareça paradoxal, os jornais também podem, e devem, ser notícia, sobretudo quando muda o seu corpo redactorial.

Tal como lhe disse, a verdade é que a transição foi pacífica porque, na qualidade de leitor, não me apercebi de qualquer alteração na excelente forma de escrever. E, dando a mão à palmatória, raramente vou ler a ficha técnica.

Aproveito para apresentar os meus cumprimentos à Bruna e desejar-lhe as maiores felicidades.


domingo, 5 de junho de 2022

MEALHADA: FUI À FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA E…




POSITIVO


Encontrei um certame muito bem distribuído com “barraquinhas” atribuídas aos artesãos pelo Jardim Municipal e área circundante. Proporcional à nossa representatividade de cidade de pequena dimensão, não nos envergonha de modo algum.

Está um espaço bem conseguido, arejado e muito agradável para ser percorrido pelo visitante. Os artesãos, com trabalhos muito diversificados, compareceram em massa à chamada da Câmara Municipal – que sejam bem tratados e estimados, por isso, pela autarquia.

Os dois palcos dedicados a espectáculos, um junto ao Tribunal e outro no lado oposto, junto à edilidade, pareceram-me muito bem posicionados. Igualmente, com os artistas a predominar a prata da casa parece-me de bom gosto.

A ideia de entrosar a alegoria com o comércio de rua também me parece meritória. Sem concorrerem entre si, uma vez que os artigos vendidos na feira são diferentes, parece-me que todos saem a ganhar.

É um formato que, com um acerto aqui e ali, deve ser continuado. Talvez adicionar a festa da flor para o ano, é um complemento que combina bem e engrandece.

E porque não fazer um pequeno festival da canção? Um concurso de poesia sobre a temática da feira? Um concurso de escrita criativa sobre a cidade, a descrever as suas ruas e ruelas?

Assim como artes de palco em representação interactiva com costumes e ofícios tradicionais em desaparecimento pelos grupos cénicos do concelho. Como exemplo, a cigana a ler a sina; um sapateiro em actividade; um ceramista; um resineiro; uma cauteleiro; um amola-tesouras; uma azeiteiro; um aguadeiro; uma ardina; um leiteiro; um pedinte; uma varina com seus pregões, vendedeira de peixe; um fotógrafo “à la minute”; o carteiro; o vendedor de banha da cobra; os Robertos, bonecos de animação; o vendedor cigano de peças de fato; a paliteira, de Penacova. Assim como jogos tradicionais, como exemplo, a gancheta de ferro e arco; saltar à corda; atirar à latas; jogo de rebuçados atribuídos por roleta.

Para sermos reconhecidos não precisamos de apresentar uma grande feira em espaço e volumetria. O que precisamos é de ser originais. Fazer diferente da maioria.

De qualquer modo, pelo trabalho apresentado este ano, estamos todos de parabéns.


MENOS BOM


Começo pela publicidade na Estrada nacional – já escrevi sobre isso ontem. Nesta via, ao dia, rolam milhares de veículos. A todo o custo, insistindo na divulgação com placas de sinalização ao longo das margens, é preciso apanhar e canalizar parte deste fluxo de automobilistas. Estes, porventura, serão os potenciais clientes dos muitos expositores. Ninguém pense que os locais, habituados a ver já o que de melhor se faz por cá, são os grandes clientes.

Não sei se foi por estratégia se por impossibilidade, mas na parte alimentar estão poucos operadores que, pela sua escassez, um em cada área de comercialização, não fazem concorrência entre si. E qual a consequência? Como é óbvio, preços muito elevados. Só para exemplificar: um “churro”, que em Coimbra custa cerca de um euro, nesta alegoria, custa três. O mesmo se passa nas bebidas a copo.

Verifiquei que os órgãos da comunicação social de Coimbra, Diário de Coimbra, Diário as Beiras, Campeão das Províncias e O Despertar, todos, apesar de terem muitos leitores no concelho, fizeram um manguito à sua representatividade. E mesmo os nossos, salvo melhor opinião, também não se esforçaram muito para dar no olho, como sói dizer-se. Salva-se a Rádio da Pampilhosa com um bom espaço de divulgação, mas, a meu ver, deveria ser a rádio oficial do certame (não sei se é) e estar sempre a produzir para o recinto.

Achei também desnecessário o corte de trânsito entre a rotunda do café “Cote d’Azur”, passando ao lado da festividade, em torno da Farmácia Figueiredo e em direção à Estada Nacional. A abertura de mobilidade automóvel é essencial para levar à feira visitantes que desconhecem este acontecimento.

O leitor está convidado a ver com os seus próprios olhos. Compareça, visite e faça aqui os seus comentários.

Vamos lá?

 

sábado, 4 de junho de 2022

MEALHADA: A FEIRA DE ARTESANATO PRECISA DE MAIS SINALIZAÇÃO NA ESTRADA NACIONAL










Com a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e outras entidades de vulto do espectro político e social, hoje à tardinha, foi inaugurada a Feira de Artesanato e Gastronomia Mealhada 2022.

Por impossibilidade, não estive presente no cortar de fitas (e tenho a certeza que não fiz falta, nem alguém deu por isso), isto para dizer que não posso ter opinião sobre uma festividade a que não assisti, mas amanhã, sem falhar, calcarei aquela terra sagrada do Jardim Municipal.

O que me levou a escrever este pequeno trecho é sobre uma questão que não considero de somenos: a divulgação do certame na zona circundante.

Como ressalva, gostava muito que este reparo seja entendido como proactivo e não o contrário, de “bota-abaixo”.

Passando à frente, durante a manhã de hoje estive na cidade e, por razões minhas, tive de me deslocar próximo do recinto ocupado pela feira. Como não havia placas indicativas de alterações do desvio de rota, eu e outros automobilistas andámos para lá às voltas, como cão perdido em vinha vindimada. Detalhe facilmente de colmatar se se tomar em conta a importância de todos os que vivenciam a cidade.

Logo a seguir ao almoço, reparei que nas quatro rotundas – que fazem número para as quatro maravilhas – da Estrada Nacional não havia qualquer sinalética a indicar o evento que estava para acontecer - ou, se calhar, não dei por ela.

Quando regressei à noite, vindo de Coimbra, constatei que havia uma amostrinha de seta, cerca de 20x10 centímetros, em apenas três rotundas: a do Lidle, a Do Cine Teatro Messias e a do antigo posto da Brigada de Trânsito. Isto é, na rotunda da Auto-estrada, que porventura será a mais importante, não vi nada.

Por favor, senhores que aspiram tanto o sucesso desta alegoria como eu, coloquem rapidamente uma placa de cerca de um metro de altura por cinquenta em cada rotunda. E mais: sendo amanhã Domingo, dia de romaria aos restaurantes pelo excelente leitão, que não se cansem de encher as bermas da estrada nacional com publicitação ao evento.

Tenho que referir que esta lacuna de publicitar eventos na principal via de acesso é transversal a vilas e cidades; aprumam-se no arranjo do local do acontecimento mas depois esquecem que é preciso espalhar a boa-nova a quem chega de novo.

Só para exemplificar: há cerca de duas semanas, com organização da Junta de Freguesia, realizou-se no Mercado Municipal da Pampilhosa uma feira de artesanato e velharias. Entre a saída da Estrada Nacional, junto ao restaurante Boa Viagem e o mercado, inclusive, onde se realizava o encontro, nem uma única indicação. Resultado desta falta de atenção: um enorme desalento para os poucos expositores presentes, e que convidava pouco a voltarem.

É normal os autarcas quererem apresentar festas nas sedes de concelho, e o recurso a feiras e feirinhas, por ficar barato, difunde-se como uma pandemia. O problema é que se concentram tanto na logística, no planeamento interno, que é habitual esquecerem que os vendedores, muitos vindos de longe, são actores de uma peça cénica gratuita e convidados para desenvolverem o seu desempenho com base na esperança de venderem alguma coisa. E os que não vendem? Quem sustenta as suas deslocações com combustíveis caríssimos? Ninguém se admire se, num futuro muito próximo, estes artistas venham a exigir contrapartidas.

Para que as coisas corram da melhor maneira, divulgue-se, divulgue-se, divulgue-se com um carro de som pelas aldeias dos arredores, pelos painéis publicitários, nos “outdoors” vazios ao longo da estrada, publicite-se na rádio e televisão.

Sem informação não há conhecimento.

Vale a pena pensar nisto?