quinta-feira, 12 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…


 




Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, na semana passada, nas comemorações dos 50 anos da CCDRC, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, na apresentação do livro “Região Centro: 50 anos de Planeamento e desenvolvimento Regional” de João Rebelo, de surpresa, foi presenteado pelo pintor conimbricense Victor Costa com um retrato em acrílico sobre tela.

Pelas expressões de regozijo geral e mais propriamente do presenteado, Marcelo teria sido, porventura e alegadamente, “apanhado” a exclamar para o autor da obra:


Ó senhor Costa, tem mesmo a certeza de que sou eu o retratado? Olhe bem para mim. Já viu que eu estou muito mais novo! Estou aqui para as curvas… Até tenho uma nova namorada!?!

Se quer mesmo pintar-me para a “Galeria dos Retratos” do Museu da Presidência da República vai ter de, no mínimo, tirar-me aí uns vinte anos...”


terça-feira, 10 de maio de 2022

NOTÍCIAS BREVES DA NOSSA ALDEIA DE BARRÔ

 




BARRÔ ESTÁ DE LUTO


Natural da nossa povoação, onde ainda detém laços familiares, e residente na Lameira de São Geraldo, Vacariça, faleceu Ermelinda Pereira Esteves, com 76 anos.

Escrever sobre a Ermelinda não me é muito fácil, na medida em que regressei há pouco tempo à aldeia. Salvo erro, a última vez que a vi foi há cerca de uns três anos o reconhecimento foi imediato e recíproco. Era uma pessoa muito simpática e de trato fácil e cativante.

As exéquias serão amanhã, Quarta-feira, dia 11 do corrente, na capela de São Geraldo, pelas 15h00. Em seguida o féretro seguirá em cortejo organizado para o Cemitério da Vacariça.

Em meu nome pessoal e dos habitantes de Barrô, se posso escrever assim, a todos os familiares, neste momento de sofrimento acompanhado de luto, os nossos sentidos pêsames.


O VELHO MOINHO LEVOU UMA LIMPEZA


Há cerca de duas semanas, num Sábado, o Luís Mário e esposa Madalena, o Sérgio Saldanha, O Luís Quintans e esposa Ana Maria, pondo fim a um matagal que já alastrava ao rio, colocando mãos à obra, limparam toda a zona envolvente do velho moinho junto à ribeira presumivelmente construído por volta de 1930 por Francisco Rodrigues Quintans, Joaquim Duarte Paulo, herdeiros de Alexandre Duarte Paulo, Joaquim de Matos, Angélica Fernandes, herdeiros de José da Cruz, Daniel Fernandes, Rosa Fernandes de Melo e Teresa Fernandes. Entre 5 e 35 horas todos estes nomeados usufruíam do seu tempo de moagem. O que leva a um imbróglio jurídico: estas pessoas eram proprietários ou usufrutuários?

Todos os primitivos fundadores já faleceram e já se vai na terceira geração; o que leva a outro problema quase insolúvel: hoje, provavelmente, haverá largas dezenas ou uma centena de herdeiros desconhecidos.

A verdade é que foram convidados alguns habitantes para ajudarem no corte e remoção de silvas e outras espécies invasoras e a resposta foi que o moinho tinha donos e recusaram o convite.

Dentro de pouco tempo, conta-se, vai dar-se um jeito na cobertura e tentar manter este símbolo de memória, não para funcionar mas, pelo mínimo, que se mantenha apresentável, sobretudo, aos olhos dos mais novos.

A questão é: de aqui a um ano como vai estar? O mais certo é que, se não forem os mesmos a fazerem a limpeza, volte a ser novamente um matagal.

É triste uma maioria de pessoas não terem o mínimo respeito pela memória dos nossos antepassados. É o materialismo puro e duro. É como, sem o dizerem claramente, perguntassem: o que é que eu ganho com isso?


CONTENTORES JUNTO AO VIDRÃO


A pedido de moradores da zona envolvente para o presidente da Junta de Freguesia de Luso, Clademiro Semedo, foram transferidos hoje os dois contentores de resíduos que estavam situados na Rua do Carril para o Largo da Capela junto do vidrão e outros contentores separadores de lixo.

Salienta-se a forma bem arrumada – graças ao Luís Mário – como ficaram. Sem dúvida que foi uma mudança feliz.
















O REPÓRTER ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…





O RALHETE


Na última Sexta-feira reuniu a Comissão Política da Concelhia do Partido Socialista da Mealhada. Alegadamente, não se terá realizado por falta de quórum. Ou seja, os militantes do órgão não compareceram à chamada de Rui Marqueiro, presidente da estrutura.

No dia seguinte, Sábado, porventura, o telefone de casa do ex-presidente da edilidade mealhadense tocou. Do outro lado do fio, desde Lisboa, uma voz grossa e severa, parecia querer partir tudo e abalar a paz bucólica da aldeia de Antes. Era Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e deputado eleito à Assembleia da República pelo Círculo de Aveiro:


- Alô, Dr. Rui Marqueiro? Daqui Pedro Nuno Santos…

- Quem? Pedro… quê?… dos Leitões... do restaurante?…

- Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas.. A ultima vez que falámos foi por causa da “Linha da Concordância”… Não sei se está a ver…

- Então não estou a ver? Claro que sim, senhor ministro… (acompanhado com uma leve curvatura da cabeça)

Não me diga que vai dar-me boas notícias acerca da requalificação da Estação da Pampilhosa? É isso? Ai se for, na próxima reunião de Câmara vou cilindrar o Franco… (e acompanhado do esfregar da mão direita na barriga)… Eu sempre soube que podia confiar em si…

- Não, senhor doutor, não é nada disso…

- Não? (e pelo tom de voz aos soluços de Marqueiro parecia ter sofrido uma apoplexia) Então... se...nhor... mi….nistro?...

-Estou muito chateado consigo, camarada. Muito mesmo! O que é que se passa consigo? Então já não consegue arregimentar, ao menos, a Concelhia?

Tenha paciência, camarada, mas vai ter de se virar. Ou vai à luta… por exemplo, comparecer nas Assembleias Municipais… Ou vai ter de largar a presidência…

Isto não pode continuar…

- Muito bem, senhor ministro… Vou pensar… (acompanhado da curvatura da cervical)


segunda-feira, 9 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…






José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, “apanhado” a pensar com seus botões hoje de capacete na cabeça na inauguração do Parque Municipal de Skate:


À minha direita sei que posso estar descansado… já à esquerda não posso dizer o mesmo...

O melhor mesmo é prevenir. Nunca confiando. Sei lá se posso ser atingido com um avião? Cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém...”


 

domingo, 8 de maio de 2022

PARA REFLECTIR (A BEM DE TODOS)

 

(foto de Leonardo Braga Pinheiro)




Na qualidade de administrador, acabei de bloquear um membro que num post da página no Facebook da Câmara Municipal de Coimbra (não oficial) entrou em rota de colisão com outro.

Era bom que, numa espécie de bola de neve a rolar por um declive, se avaliasse o grau de violência em que se pode derrapar pelas frases mais estúpidas e desprovidas de respeito pelo outro.

Tudo começa por uma frase meio descontextualizada:


- “(...) diria mais ingenuiês......."


Em resposta, o outro atira:


- “(…) A sério? O Sr é de Coimbra? E que idade é que tem? Tacanha é a sua mãe! Vá pastar!"


O outro, picado, aumenta o grau de injúria e arrasa o antecedente:


- “(…) ó sua merdas! A sua mãe é que teve o seu aborto!”


Num pequeno comentário avisei que, por violação das regras do grupo, nomeadamente por insulto mútuo, iria apagar os dois comentários. Ora o que fez o ex-membro, que reagiu à primeira pseudo-provocação? Através de mensagem privada acusou-me de ser injusto. Mas escreveu mais:


Ditador parcial”...

Eu conheço- te”…

Lambe botas”…


O que me causa algum prurido é que estamos a falar de pessoas bem formadas e bem inseridas na sociedade. Um deles, até o conheço bem há muitos anos. No “olhos nos olhos” é um sujeito cordato, solidário, pacato e de uma educação esmerada e sensibilidade a toda a prova. Quando transposto para detrás de um ecrã transforma-se completamente. Torna-se um tipo violento na escrita, provocador, ressabiado com a vida e a parecer defender acerrimamente a extrema-direita – quando eu sei que nada o identifica com os extremos ideológicos.

O que é que passa?

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 





José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, acompanhado pela primeira-dama e Nelson Cruz, Chefe de Gabinete e Apoio à Presidência, ontem na Baixa de Coimbra a percorrer as bonitas ruas atapetadas com pétalas de flores na Festa da Flor e da Planta, “apanhado” em amena cavaqueira:


- Ó Nelson, apetecia-me algo diferente…

- Diferente, como senhor presidente?

- Vê se acompanhas o meu raciocínio… Está tudo muito lindo. Estamos todos de parabéns. Está muita gente. Amanhã a imprensa escrita e televisionada não vão falar de outra coisa. Esta alegoria é um sucesso…

- Não estou a perceber, senhor presidente… Se está tudo a correr bem…

- Pois está. Lá isso está! Mas esta iniciativa, assim como a próxima das Marchas Populares, em Junho, já foi criada no tempo de Mário Nunes e neste novo formato na vigência da outra senhora… a antiga vereadora da cultura… a… a…

- Carina Gomes, senhor presidente…

- Essa sim, Isso mesmo! Como ia dizendo, temos de criar algo original… para não nos acusarem de plágio…

- Mas, como disse, senhor presidente, está tudo tão lindo…

- É verdade, Nelson, mas não podemos dormir na forma. É preciso dar festa ao pessoal e fazê-los bailar na roda. Não sei se me entendes…

-Por acaso não, presidente...


sexta-feira, 6 de maio de 2022

COMÉRCIO NA BAIXA: ENTRE O SAI LOJISTA E O ENTRA LOJISTA

 



Esta semana, encerraram duas lojas comerciais na Rua das Padeiras que, de certo modo, eram, em metáfora, candeeiros de luz na longa noite escura que a Baixa atravessa desde, pelo menos, há vinte anos.

No caso, fechou a “Mercearia à Portuguesa”. Este pitoresco estabelecimento de mercearias e frutas, pela mão de Fábio Teixeira, abriu portas em Abril de 2018.

A outra loja foi a W52, uma referência no plano nacional dentro do sector de retalho de roupas. Com várias lojas em todo o país, detinha dois estabelecimentos na Baixa de Coimbra: um na Rua das Padeiras – que agora encerrou – e outra na Rua da Sofia - esta vai manter a famosa marca no Centro Histórico.

Segundo informações fidedignas, este encerramento assenta numa nova estratégia da empresa W52. As funcionárias que trabalhavam neste local que agora claudica transitam para uma loja situada em Cantanhede.

De salientar que, após seis dias pelo bater de portas, o espaço comercial já está arrendado, o que permite avaliar que, num recrudescimento que muito se saúda, perante uma estagnação presente e notória, há uma nova procura de estabelecimentos comerciais em curso.



UM NOVO PREC


Com um novo PREC, Procura em Recuperação em Curso, assiste-se a um novo eclodir de um costume que já nos fazia falta. Isoladamente, há pessoas a interrogar por estabelecimentos para venda e arrendamento, assim como já é notada a movimentação de agentes imobiliários a procurar espaços comerciais para satisfazer clientes.

Por outro lado, vemos várias transferências de lojas implantadas para outros locais nas proximidades, certamente pela procura de maior visibilidade, ou, se calhar, por rendas mais acessíveis.