segunda-feira, 28 de novembro de 2011

UNS SACOS PARA AJUDAR QUEM PRECISA




Boa tarde.

 Este ano a Associação Integrar lança novamente a campanha de angariação de bens alimentares para o seu trabalho de rua com a população sem-abrigo “Vamos aquecer Coimbra”. Neste ano pensaram emindividualizar uns KIT´s (compostos por roupas quentes para o Inverno – uma muda de roupa por saco) provenientes do Pronto a Vestir Social, que serão entregues a alguns sem-abrigo que acompanham. Assim pretendem saber junto dos comerciantes da Baixa de Coimbra da disponibilidade para facultar alguns sacos de plástico que serviriam de embalagem para estes KIT’s.
Solicitamos que caso estejam interessados em colaborar com esta iniciativa nos informem até dia 30 de Novembro, assim como o numero de sacos que podem disponibilizar.
Atenciosamente,


Carina Alves
APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Rua João de Ruão, 12 Arnado Business Center, piso 1, sala 3
3 000-229 Coimbra
Tel. 239 842 164  Fax. 239 840 242 Tel. 914872418
apbcoimbra@gmail.com
www.baixadecoimbra.com

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...

(IMAGEM DA WEB)


Celta deixou um novo comentário na sua mensagem "DUAS CARTAS PUBLICADAS NA REVISTA STERN": 


 Gostei que tivesse postado essa informação aqui, (mas o IKEA é sueco não é alemão). Estive a ler a carta do grego e sinceramente o que os alemães e outros compatriotas europeus fizeram na Grécia aqui também o fizeram... o caso dos submarinos, então... por este andar estamos gregos! 

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





Jorge Neves deixou um novo comentário na sua mensagem "CARTA A CARLOS CLEMENTE": 


 Eu sou defensor de homenagem em vida e em pleno exercício de funções. Depois da morte até o maior canalha passa a santo. 
Tenho a consciência que sou o responsável desta justa homenagem ao Carlos Clemente, mas o maior responsável por esta homenagem é o Clemente, por todo o seu trabalho na junta de freguesia.
Quem se distingue pela positiva em vida deve ser distinguido também em vida.



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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "CARTA A CARLOS CLEMENTE": 


 Estive quase a fazer parte da Assembleia de Freguesia nas ultimas eleições mas o destino aliás os votos não chegaram.Concordo com a homenagem ao Presidente da Junta mas podia ser um pouco mais modesta a cerimónia. 


sábado, 26 de novembro de 2011

CARTA A CARLOS CLEMENTE




 Viva, meu caro amigo, Carlos Clemente. Como sabe, sou um pequeníssimo comerciante da Baixa de Coimbra. Não fora o facto de escrever textos de opinião, estou convencido, não teria qualquer significância no restante quadro profissional e social. Quero dizer que se não fosse o facto de escrever –o que me confere uma responsabilidade acrescida, no sentido em que me obriga a ser honesto comigo e com quem me lê- seria apenas mais um cidadão perdido entre os demais.
Antes de lhe expor o meu pensamento gostaria de lhe dizer que explanar esta pequena carta talvez seja do mais difícil que fiz até hoje. É daqueles actos pragmáticos, antecedidos de catarse, que se uma pessoa faz fica aborrecida, mas se não faz igualmente fica na mesma. Ou seja, fica-se sempre pendurado de qualquer maneira. Aposto que estou a ser misterioso e o amigo ainda não entendeu onde quero chegar, mas, já agora, tenha lá paciência, aguarde um pouco a sua impaciência.
Como todos sabemos há pelo menos três situações em que qualquer homem é corruptível: perante o dinheiro, a beleza de uma mulher e a amizade. Neste caso em que me ancoro da amizade, pomposamente, chamam-lhe lealdade.
Hoje fui confrontado com este sentimento e com toda a força do seu conflito. Como está bem vivo na sua memória, durante a manhã, foi o amigo homenageado na Junta de Freguesia de São Bartolomeu, cuja presidência lhe cabe há quase três mandatos, isto é, mais de uma década. Por proposta de Jorge Neves, foi desferida uma placa alusiva com o seu nome a baptizar a sala de reuniões.
Não foi merecida? O amigo é ou não é um autarca modelo? Não é certo que quando é preciso colocar os “pontos nos is” na Assembleia Municipal, seja lá sobre o que for e diga respeito à Baixa, o camarada lá está a mandar o “grito de Ipiranga” para que todos, lá no hemiciclo, tomem atenção à sua indignação? Não é verdade que se for preciso se mobiliza pelo Chico “pelintra” da Rua do Volta Atrás ou da Dona Efigénia, proprietária abastada, da Rua Larga, desde que entenda que é por uma questão de justiça? A todas estas interrogações respondo com afirmação. O amigo Clemente mereceu e continua a justificar qualquer homenagem.
Acredito que estará cada vez mais baralhado e não entende onde quero chegar. Só mais um pouco, se faz favor. Tenha lá paciência que eu sou um bocado lerdo a projectar o pensamento em palavras.
Continuando, o que me levou a escrever esta pequena missiva foi o facto de ter estado a assistir à cerimónia, hoje, na junta de freguesia a que tão bem e ajuizadamente preside. Desculpe o meu desabafo, mas foi simplesmente patético o que se lá passou na sede. Juro que, durante o desenvolvimento, dei por mim, a pensar: “que pena o Clemente ter morrido, era tão bom rapaz!”. De repente, como acordando de um transe, olhava para o lado e lá estava você vivinho e fresco sob os auspícios do retratado Cavaco Silva na parede. Não sei se me entende, mas os discursos eram tão… tão… lamechas! Tão de “fenéreo”, está a ver? Pareciam aqueles encómios de encomenda para alguém que partiu. Foi triste. Com toda a franqueza, não gostei. O amigo Carlos Clemente não precisa de uma cerimónia destas para lhe levantar o ego. O amigo é bom naquilo que faz e, quanto a mim, deveria bastar.
Não sei mesmo se já estarei a ser um pouco mais claro, mas o que quero dizer é que todo este cerimonial passou das marcas. Poderia e devia ser uma coisa simples. Uma mera celebração intimista. Todo este folclore, a meu ver, foi desnecessário e passou do admissível. Sem o querer ser ou parecer, foi campanha eleitoral antes do tempo.

A CONSAGRAÇÃO DE CARLOS CLEMENTE




 Hoje, pelas 11h30, na sede da Junta de Freguesia de São Bartolomeu, por proposta de Jorge Neves, vogal independente na assembleia, foi desferida uma placa alusiva e dando nome à sala de reuniões do actual presidente, Carlos Clemente.
Perante um Jorge Neves feliz por ter sido o promotor desta festa de consagração e uma sala completamente cheia de amigos e admiradores, onde o Partido Socialista marcou presença de peso, o presidente da Assembleia de Freguesia fez uma prévia apresentação do homenageado.
O historial de peso histórico político e pessoal do actual autarca de São Bartolomeu calhou ao ex-presidente da Câmara Municipal de Coimbra até 2001, Manuel Machado. Seguiu-se um discurso de encómio de Celeste Correia, em representação dos moradores. Embora curto não evitou a apresentadora de ir até às lágrimas.
Seguiu-se o discurso do homenageado Carlos Clemente, que, num ambiente um pouco tristonho e de memória, inevitavelmente, antes da sua prédica e no entanto, também não pode fugir ao pranto.
Em final feliz o autarca de São Bartolomeu descerrou um quadro com a sua foto e por baixo o seu nome a marcar a sala e data do acontecimento.
Seguiu-se um almoço para residentes e restantes convidados no restaurante Mondeguinho, na Rua dos Oleiros.

A VEREADORA PERDEU-SE?

 A cerimónia estava marcada para as 11h15. Com alguns presentes de braços cruzados na expectativa, os palestrais olhavam uns para os outros à espera de um sinal. Contrariamente ao que seria de supor, esse sinal não viria do céu, antes, viria da Câmara Municipal e seria entronizado na vereadora da Cultura, Maria José Azevedo, que, pouco antes, através da sua secretária, teria comunicado a sua presença no efeito de homenagem. Como a senhora não apareceu, deu-se início à cerimónia.
Já passava do meio-dia, e estava o homenageado Clemente mesmo nas últimas frases da sua oração, quando irrompeu o vereador das finanças João Orvalho, mais que certo em representação da autarquia.

GENTE DA NOSSA RUA (5)


Há certas pessoas na cidade
que nunca deveriam morrer,
são símbolos de antiguidade,
luzes brilhantes no anoitecer,
património da humanidade,
dão-nos força para viver;

Passamos por elas uma vida,
achamos que sempre ali estiveram,
são marcos numa praça esquecida,
em gestos simples nos acolheram,
semáforos tricolores numa avenida,
nunca um sorriso nos mereceram;

Até que um dia, uma tarde qualquer,
por ali passamos novamente,
sentimos o nosso coração encolher,
falta uma peça naquele ambiente,
é como um luar de Agosto a chover,
uma tristeza nos invade docemente;

Só então damos conta da ingratidão,
de tanta injustiça que cometemos,
é bem certo que foi por distracção,
mas, repare-se, não desvalorizemos,
agora é preciso tomar mais atenção,
é uma pessoa com alma… olhemos!


 A Celeste Correia é moradora numa rua estreita da Baixa. E poderia ficar por aqui. Mas se não escrevesse mais nada estaria a ser injusto. A Celeste, a minha amiga Celeste, é um exemplo de vida para quem quiser ver. Apesar das muitas primaveras que já conta – penso que há volta de quatro dezenas, pelo menos é o que parece-, esta mulher-guerilheira-urbana levanta-se todos os dias às 5 horas da manhã para fazer limpezas. Trabalha que se farta para poder andar de cabeça erguida. E de que maneira?! Basta olhar para a sua esbelta figura. Mas, calma que ainda não disse tudo: esta princesa do trabalho e do sacrifício, que fará inveja às suas congéneres, escreve, lê livros e ainda tem tempo para estar no Facebook a comunicar com os seus intermináveis amigos. Para além de ser uma querida, é um exemplo de força anímica para todos. É de gente anónima como a Celeste -desempenhando uma qualquer função de representatividade pública, rindo da tristeza, chorando de alegria- que a imprensa deveria escrever e não escreve. São estes os nossos heróis que ninguém consolará nem reconhecerá jamais.

BELEZA E INTIMISMO



 A queda diária de vendas no comércio obriga a criar novas medidas para levar clientes às lojas. No caso é a Intimissimi, um estabelecimento de roupas interiores e outros produtos correlacionados, com sede na Rua Visconde da Luz, que tentando cativar mais comparadores, oferece um gel de banho, um creme  e um perfume a quem adquirir uma compra mínima de 60 euros. 
E era exactamente isso mesmo que a Sofia, hoje, à hora do almoço, tentando comunicar com quem passava, sobretudo senhoras, entregava um prospecto em mão e acompanhado de uma palavra doce. Outra coisa não seria de esperar, vinda de quem vem, não é verdade?