quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

WORKSHOP'S NA BAIXA




Musica, Teatro, Dança, Artes plásticas e fotografia para os mais pequenos na Baixa de Coimbra
A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) volta a proporcionar workshops gratuitos

Música, Teatro, Dança, Animação e Fotografia são as áreas dos workshops que a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra vai promover nos fins de semana de dezembro, na Baixa. Integrado na campanha de Natal da APBC, que entre outras iniciativas destaca a abertura do comércio  de segunda a domingo , das 9h00 às 19h00 durante todo o mês, esta é mais uma maneira de viver tudo o que a Baixa de Coimbra tem para oferecer. Os workshops para crianças e jovens, dos seis aos 16 anos vão decorrer em vários espaços da Baixa e têm inscrição gratuita. Para se inscreverem deve contactar-se a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra através do telemóvel 914872418 .

Workshop
Local
Dias
Horário
Formadores
Fotografia
CAV – Pátio da Inquisição
8 e 22 de dezembro
14h00 às 18h00
Jorge Simões
Fotografia
CAV – Pátio da Inquisição
15 de dezembro
09h00 às 13h00

Jorge Simões
Animação
CAV – Pátio da Inquisição
8 e 22 de dezembro
09h00 às 13h00

João Nora
Animação
CAV – Pátio da Inquisição
15 de dezembro
14h00 às 18h00
João Nora

Dança
Torre de Almedina
8,9,15,16,22 e 23 de dezembro
10h30 às 11h30

Leonor Barata e Adriana Campos
Musica
Salão Brazil
8,9,15,16,22 e 23 de dezembro
10h30 às 12h30

Marcelo Reis e José Miguel Pereira (JACC)
Teatro
Baixa de Coimbra
8,9,15,16,22 e 23 de dezembro
10h30 às 13h00
(dos 6 aos 12 anos)
Ricardo Kalash
Teatro
Baixa de Coimbra
8,9,15,16,22 e 23 de dezembro
14h30 às 17h00
(dos 13 aos 16)
Ricardo Kalash


APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Rua João de Ruão, 12 Arnado Business Center, piso 1, sala 3
3 000-229 Coimbra
Tel. 239 842 164  Fax. 239 840 242 Tel. 914872418

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




JPG deixou um novo comentário na sua mensagem "POR QUE NÃO TE CALAS, HOMEM DE DEUS?":


Custou-lhe ver o governo cortar 30% no apoio financeiro à sua Fundação.

Agora, sempre que pode, faz uma petição, lança um apelo, faz um aviso, dá uma entrevista polémica e tenta desviar as atenções para a forma péssima como conduziu a descolonização, o tráfico de diamantes do “destrambelhado” do filho, o maior colégio privado da filha (embora fique rouco a defender a escola pública), os seus passeios nas carapaças das pobres tartarugas das Seycheles e mais um ou outro apelo ao voto em pleno dia de eleições.

Enfim, são tantas as “tonterias” que melhor seria que lhe colocassem um travão na boca, já que na estrada, é multado a mais de 200 Km/h e ainda diz aos agentes de autoridade que o Estado é que paga a multa, como se as pensões que acumula, segurança particular, secretária e outras mordomias, como gabinete, carro oficial e motorista não fossem suficientemente onerosas para um país manter.
Mas enfim, em Portugal... "bochechas é fixe!"

Abraço.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE....

(Nesta foto, Lourenço Pina um dos membros da "Orquestra de Músicos de Rua de Coimbra")



Roberto deixou um novo comentário na sua mensagem "ENCONTRO COM MÚSICOS DE RUA...":


É isso aí... Um Quinteto fantástico, com muita força nos dedos. Força ai a todos, meu mano Lourenço. Muitas saudades tuas, das tuas músicas...
Um grande abraço a todos. Continuem com as vossas músicas...

Roberto Pina
CABO VERDE

FOTO OFICIAL DA ORQUESTRA DE MÚSICOS DE RUA DE COIMBRA

(Na foto de baixo com Emília Martins, presidente da direcção da Orquestra Clássica do Centro, que gentilmente aceitou assumir este novo desafio para Coimbra)

A ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO CONVIDA

Foto


CONVITE


13 de Dezembro de 2012

21h30 , Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra

Gala aniversário OCC


A Orquestra Clássica do Centro (OCC) é uma Associação sem fins lucrativos que tem por objectivo promover, através da orquestra ou outra espécie de conjunto, formação, a divulgação da música e da cultura em geral, organizando colóquios, apoiando a publicação de textos, para além de promover também o desenvolvimento profissional dos músicos.

Constituída em moldes profissionais, surge em 2001, então com a designação de "Orquestra de Câmara de Coimbra", e composta na altura por 25 elementos. Em 2002 a Orquestra, por decisão da sua Assembleia-Geral e com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra, passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua actual constituição. Em 2004, altera a sua designação para "Orquestra Clássica do Centro". (ORQUESTRA PROFISSIONAL - Constituição: Violinos I, Violinos II, Violas, Violoncelos, Contrabaixos, Flautas, Oboés, Clarinetes, Fagotes, Trompas, Trompete, Percussão)

Enquanto associação, a OCC tem ainda a responsabilidade de gestão cultural do Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra (local - sede da OCC).

Em 2012 a OCC assumiu um novo desafio com a criação da Orquestra de Músicos de Rua de Coimbra.
Além da Orquestra esta associação promove/realiza concertos com várias formações de câmara (nomeadamente duos, trios, quartetos).

A Orquestra Clássica do Centro assinala em Dezembro de 2012 onze anos de actividade ininterrupta (Dezembro de 2001 - Dezembro de 2012).

Determinação, entusiasmo e confiança no projecto que defendemos são palavras que definem este nosso percurso que temos como fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas.

Conforta-nos a certeza de que fizemos o melhor que PODÍAMOS.

Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto.
Pretendemos dar-lhe continuidade, insistindo na vertente pedagógica e na possibilidade de atracção de novos públicos. Critérios de qualidade, de consistência, de gestão das actividades e capacidade de obtenção de outras fontes de financiamento, continuarão a ser nossa preocupação. Procuraremos garantir uma maior igualdade de acesso às criações e produções artísticas por forma a atenuar as assimetrias regionais e atenuar os desequilíbrios sociais e culturais, promovendo uma partilha solidária de responsabilidade entre os agentes culturais - o Estado, as Autarquias locais, instituições de ensino e outras Instituições -, criando condições que permitam o acesso das pessoas a novas oportunidades de fruição cultural e ao pluralismo da criação artística.

Batalhámos e batalharemos neste e por este propósito, pois, citando (não me canso de os trazer à colação como algumas das referências maiores da nossa matriz cultural) Cícero e Horácio: cultura é a "acção que o homem realiza quer sobre o seu meio quer sobre si mesmo, visando uma transformação para melhor" .

Sublinhando nós modestamente, por nisso acreditarmos sinceramente, que sendo mais culto menos subserviente e dependente é o Homem, mais íntegro e exigente é um Povo, mais feliz e pacifica será a Humanidade.

Por isso defendermos, estivemos e estaremos aqui para fazer sempre mais e melhor para e por aqueles a que o nosso trabalho é destinado!

No dia 13 de Dezembro de 2012 faremos a nossa GALA para assinalar os 11 anos de actividades, que repetimos, temos levado a cabo de forma ininterrupta.
Para assinalar o dia, este ano, vamos distinguir / agradecer a  algumas Instituições / Pessoas.

Vamos também homenagear os Músicos que nos acompanham desde a sua fundação da OCC. Sem eles não seria possível o tanto, sem modéstia o afirmo, que já fizemos.

Honre-nos com a sua  presença, neste momento de festa, neste dia em que celebramos os 11 anos desta Orquestra, desta Associação!

Orquestra Clássica do Centro 
Pel'A Direcção
Emília Cabral Martins 


Apoio Institucional:  Câmara Municipal de Coimbra

Mecenas: Caixa Geral de Depósitos

Apoios:

ISCAC

Águas de Coimbra

Diário de Coimbra

Diário As Beiras
 Orquestra Clássica do Centro I Pavilhão Centro de Portugal I Av. da Lousã, 3030-767 Coimbra I www.orquestraclassicadocentro.org <http://www.orquestraclassicadocentro.org/>  Iwww.pavilhaocentroportugal.net <http://www.pavilhaocentroportugal.net/>  I Telm.             916994160      

UMA FEIRA SOLIDÁRIA NOS BOMBEIROS





Caros Sócios e Amigos,

Foi com enorme satisfação e com surpresa, que recebemos a proposta irrecusável, apresentada por um conjunto de jovens associadas, de realização no nosso Quartel de uma Feira Solidária.

Trata-se de um gesto de empenhamento solidário que esperamos seja correspondido com a presença dos sócios e amigos e, obviamente, a compra dos produtos expostos dado que daí advirá beneficio para esta instituição.

É, portanto, com muita satisfação que no próximo dia 8 de Dezembro, entre as 10 e as 18 horas, as portas do nosso Quartel estarão abertas para a realização desta Feira Solidária, que demonstra a generosidade e também o sentido cívico de jovens que decidiram apoiar, nesta época festiva mas difícil, os Bombeiros Voluntários da sua Cidade.

Fica o convite a que nos visitem e que venham ver o nosso fantástico FIAT de 1918, que fará as honras da casa.

Com os melhores cumprimentos,

João Silva
Presidente da Direcção


MAIS SÓCIOS, MAIS FUTURO!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A VIDA NA VONTADE


Foto


(Pode ver mais fotos aqui)



 Ontem a recém-criada “Orquestra de Músicos de rua de Coimbra”, composta maioritariamente por músicos que tocam nas artérias da cidade, cerca de oito, realizou o seu terceiro ensaio no Pavilhão de Portugal, na sede da Orquestra Clássica do Centro, e num gesto incomensurável de boa vontade da sua presidente, Emília Martins.
Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer que este projecto musical é aberto a todos quantos amem a música. Sobretudo àqueles que, por motivos vários, em tempo útil, não puderam estudar e exercer o que tanto gostaram sempre de fazer, neste caso a música. À nossa volta há tantos talentos perdidos. Cidadãos que se o meio onde nasceram tivesse sido outro, não tenho dúvida, os seus futuros teriam sido completamente diferentes. Sem querer entrar em grandes estudos psico-sociais, todos nós somos o resultado de várias premissas; do meio envolvente onde gritamos pela primeira vez; do interesse em quem está à nossa volta em nos dar ferramentas para podermos desenvolver as nossas aptidões; e pela nossa vontade. Se repararem a vontade surge em último lugar, quando, aparentemente, deveria aparecer em primeiro. Mas não é assim. Não era minha intenção alargar-me nos conceitos, mas quando começo a escrever é como entrar num escorrega, deixo de ter controlo e não sei para onde vou e, por isso mesmo, vou continuar a especular. Já agora, segundo os filósofos Decartes e Santo Agostinho, “vontade” era sinónimo de “liberdade”, no sentido de que na “voluntas” o indivíduo pode optar entre o bem e o mal. Mas a escolha em liberdade acaba aí. Ninguém pela sua vontade, pelo seu legítimo direito de liberdade, mesmo dentro do bem, pode fazer o que lhe apetecer, sobretudo se viver em sociedade. Se assim acontecer, para além de estar limitado ao direito comum, está também condicionado pela vontade do outro. Por outro lado, no que toca aos dons, se nascemos num meio pobre e humilde não basta ter “vontade” de querer para “ser”. Se queremos “ser”, essa “vontade” terá de ser dobrada na intenção, porque raramente a sociedade está sensibilizada para escolha individual, para o reconhecimento “in factum” sobretudo vindo de um “zé ninguém”. É como se pela declaração de mérito tenha de estar associado um currículo familiar. Por isso mesmo, erradamente, todos enveredam pelo adágio popular de que “filho de peixe sabe nadar”. Acontece que, se na maioria poderá acontecer, devido ao ADN, ao lado cromossomático, uma minoria, em completo desvio, não se identifica com os progenitores. É assim que vivemos rodeados de anedotas, burocratas, sem valor, que, muitas vezes com receio de serem ultrapassados, continuam a condicionar o futuro de milhões. Há excepções? Sim, felizmente há luar. Esta prova de confiança dada por Emília Martins, que sem nos conhecer de lado nenhum acreditou no nosso querer de fazer, mostra isso mesmo.
Por outro lado, ainda, vivemos todos dentro de uma “vontade” que, na maioria dos casos, não é a própria e subjectiva, porque é extremamente influenciada pelo meio. E quanto mais frágil for o ente, menos pensa e mais facilmente é dominado pela vontade da maioria. Essa “vontade” global é-nos imposta pela publicidade, tantas vezes propagandeada pelos meios noticiosos, e acaba por manipular e subverter completamente a nossa intenção individual e impõe-nos a dos outros, do grupo. Funcionamos todos por “clichés”, por frases e imagens feitas, e, como carneiros em manada, pisamos o tapete que nos estendem à frente. Claro que tudo assenta no bombardeamento contínuo de informação. Em face desta hemorragia, deixamos de raciocinar, porque no meio de tanto lixo é impossível ver a luz, acomodando-nos, deixamos que outros pensem por nós. Passamos a olhar o todo sem atentar nos pormenores idiossincráticos de cada um.
Vou dar dois exemplos: há tempos li que um a famoso músico, que não lembro o nome, esteve a tocar na rua, passando completamente despercebido, e ninguém lhe deu o mínimo valor. Os seus concertos são pagos a peso de ouro. Outro ainda, em 2009, Bob Dylan, a lenda viva da música mundial, foi preso em New Jersey, nos Estados Unidos, por ter sido confundido com um mendigo. Ou seja, cada um de nós vale apenas se for reconhecido pelo “grande júri” e pouco pela nossa apreciação particular. Interessa mais a imagem do que verdadeiramente a manifestação intrínseca que lhe deu origem. A excepção confirma a regra quando algum “olheiro” detecta um talento no meio da rua. Mas imaginemos que estes caçadores de vocações nunca se cruzam com um artista em potência? O que acontece? É o normal, passa uma vida errática sem nunca ser reconhecido. A história está prenhe de casos destes. Sei lá, são tantos que até custa enumera-los: por cá, nas letras, pensemos em Camões, em Pessoa, na música, em António Variações. Por lá, na pintura, pensemos em Van Gogh, na física, Einstein, que na escola foi um aluno medíocre e se veio a revelar o maior de todos.
E agora podem não acreditar, mas o que escrevi neste texto não é nada do que tencionava descrever quando iniciei o primeiro parágrafo. Não importa, porque vou escrever outra crónica a seguir. De qualquer modo remato que quem quiser fazer parte da “Orquestra de músicos de rua de Coimbra apenas precisa de comparecer no Pavilhão de Portugal, ao fundo do Parque Verde do Mondego, às terças e quintas-feiras e, com vontade explícita, dizer: “eu quero fazer parte do vosso grupo!”.