Ontem, sexta-feira, em crónica acintosa (intenção de provocar ou contrariar alguém para desbloquear um imbróglio, uma trapalhada, uma situação muito confusa), escrevi aqui que no dia 2 de agosto, último, num maravilhoso cruzeiro organizado pela empresa Tomaz do Douro, no Rio Douro, entre o cais de Barca de Alva e a cidade de Peso da Régua, num sorteio improvisado por alguns passageiros e cujo prémio seria um presunto, fui o contemplado.
Fiquei com a noção subjectiva de que o grupo excursionista, promotor do entretenimento, era natural da aldeia transfronteiriça de Barca de Alva.
Escrevi também, ontem, que só no final me foi dito pelo organizador que o troféu me seria enviado para a minha morada na semana subsequente – ficaram com o meu endereço e contacto telefónico. Entre abraços e promessas de cumprimento, despedi-me com um “até mais ver o presunto!”.
Hoje, cerca das 11h00, recebi um telefonema a informar-me de que, viajando de automóvel, estavam próximo do Luso e tinham na sua posse um presunto que eu tinha ganho há cerca de duas semanas num cruzeiro no Rio Douro. Como à hora prometida não me encontrava na morada, indiquei o sítio na Mealhada onde poderia ser depositado.
Fiquei a saber tratar-se de elementos pertencentes à Comissão de Festas de Ligares, a cerca de meia-dúzia de quilómetros de Barca de Alva.
Foi então que o interlocutor referiu estar um pouco constrangido pela publicidade desencadeada. Foi-me dito que ficara convencido de que tinha acordado comigo entregar-me o presunto “um dia que viesse à Mealhada”.
Pedindo desculpa pela confusão gerada em torno de um presunto, admitiu a possibilidade de ter havido engano e desta conversa controversa não ter sido comigo.
Pela parte que me toca, pela referência, começo por pedir desculpa aos naturais de Barca de Alva. Embora reitere não ter culpa no cartório, não deixo de proclamar um pedido de desculpas para os encómios causados à Associação de Ligares.
Tudo resolvido pelo melhor. Tudo bem quando acaba em bem.
António Luis Fernandes Quintans
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