quarta-feira, 2 de maio de 2012

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...



Jorge Neves deixou um novo comentário na sua mensagem "ESTA COIMBRA DESGRAÇADA...":


 Tive uma ideia semelhante conforme o amigo Luis sabe e tem no seu blogue, tambem a enviei para o e-mail dos bombeiros de onde nunca recebi retorno algum da minha "proposta".
Mas já sabia acerca de 2 meses que não se ia realizar a referida feira e até achei estranho a noticia que veio na Comunicação Social a anunciar o dito certame; nada disse sobre isso porque pensei que estava enganado, mas afinal não estava.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "O ATAQUE À MERCEARIA":


Quando a sofreguidão pelo “comer” nos afasta da luta pelos nossos direitos.

 A campanha selvagem e a adesão em massa dos portugueses ao saque consentido pelo Grupo Pingo – Doce dentro das suas lojas na campanha de desconto de 50% no valor de compras superior a 100 euros levou-me à conclusão que grande parte dos portugueses são pobres de espírito e este Grupo económico não tem o mínimo de sentido democrático e respeito pelos trabalhadores.
Não vi ninguém do Governo a falar sobre o assunto, a criticar mesmo a nível pessoal o dito acontecimento, que só ajudou a afundar o pequeno comercio que há muito foi deixado ao abandono.
Não gosto de falar e escrever com base no que os outros escrevem e falam, por isso desloquei-me para observar a grande golpada publicitaria das Lojas Pingo – Doce em Coimbra, nem queria acreditar no que estava a ver!
Eram centenas de pessoas em fila para entrar, centenas de carros estacionados na via publica, em cima dos passeios e passadeiras, espreitei pelos vidros das lojas e lá dentro era uma autentica selvajaria, prateleiras fora do sitio, vários produtos completamente esmagados no chão, atropelos, gritos, empurrões e elementos da PSP a tentar acalmar quem estava dentro das lojas e quem queria entrar.
Este saque consentido e promovido pela cadeia das Lojas Pingo – Doce é digno de reflexão por parte de quem governa Portugal e pelas autoridades competentes que não faz respeitar a Lei e as Leis da concorrência. Foi um triste espectáculo ao nível do terceiro mundo quando o povo faminto ou puro e simplesmente vândalo saqueiam toda uma cidade, só que neste caso é um saque promovido e incentivado pela Grupo económico em causa.
Ao povo português deixo um recado, está na altura de não serem tão ignorantes, de não se deixarem manipular por situações destas e de não serem cúmplices do fim do comércio tradicional, dos direitos sociais e da democracia.

Nota: Observei imensas pessoas com os carrinhos de compras repletos de cerveja, vinhos, licores, sumos, batatas fritas, iogurtes, enlatados, quantidades imensas de guardanapos e detergentes.

O ATAQUE À MERCEARIA



 Já se escreveu tanto sobre este assunto que já nem vou maçar quem  faz o favor de me ler. Ficarei apenas com um desabafo em jeito de interrogação: nesta selva, que economia poderá resistir perante animais como este Pingo Doce -que é amargo para os pequenos negócios-, que, empregando a sua possante força bruta financeira, esmaga tudo e todos? E onde fica a obrigatória regulação do Estado?

SE EU FOSSE UM DIA O TEU OLHAR...

É A AREIA, SENHORES... É A AREIA...


FEIRA DO BOTA-ABAIXO, O PARADIGMA DE COIMBRA





  Depois de ser anunciado em primeira página n”O Despertar, na edição de 23 de março, de que “inaugurar a Feira do Bota Abaixo no próximo dia 15 de abril, no mesmo dia em que comemora 123 anos, é o grande desejo da Associação Humanitária” eis que, nesta última segunda-feira, em carta dirigida aos associados, João Silva, presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Coimbra (BVC), anuncia que “com a sensação desconfortável de frustração por não conseguir levar à prática uma iniciativa  que considero poderia ser um contributo positivo para a revitalização da Baixa da cidade (…) não vai avançar com a realização da Feira do Bota Abaixo.”
E qual o motivo da não realização? A resposta está na mesma comunicação: “Acontece que numa reavaliação das implicações que um evento desta natureza implica para esta Associação, tendo em conta as suas capacidades estruturais internas e tendo, sobretudo, verificado uma relevante ausência de respostas positivas, por parte de cidadãos que voluntariamente, no âmbito desta instituição, se dispusessem a colaborar na sua organização (…)”
Antes de prosseguir, como ressalva de interesses, para se entender o que vou escrever, tenho de dizer que esta ideia de realizar uma feira ao domingo na Baixa foi minha. Em 22 de fevereiro, depois de ir pessoalmente ao quartel, apresentei por escrito um anteprojecto de ideias que serviriam para revitalizar o Largo das Olarias e mais propriamente a Baixa no último dia da semana. No dia 29 de março realizou-se uma reunião alargada a todos os associados de modo a conseguir “mão-de-obra” para o certame. Estiveram presentes cerca de uma dezena de sócios. Alguns deles, para além de o considerarem positivo para os bombeiros e para a cidade, manifestaram a intenção de colaborarem no evento, incluindo eu a tempo inteiro. Então, a meu ver, aconteceu o impensável: um dos presentes deu em achar dificuldades em tudo. O dia escolhido, o domingo, era mau; poderia haver pancada; poderia haver artigos roubados; poderia vir a ASAE; como é que se geria a questão dos vendedores ciganos; e se fosse um falhanço a imagem dos bombeiros ficava beliscada, etc., etc. De tal modo foi destruidor que tive de lhe perguntar a razão de tanto pessimismo. Não gostou e saiu espavorido pela porta fora. Na reunião fiz questão de dizer ao presidente que decidisse com liberdade e como entendesse, no entanto, intuí imediatamente que o projeto, por parte dos BVC, tinha morrido ali. Apesar deste sentimento continuei à espera da decisão final. O que me interessou sempre foi a concretização e nunca de quem o realiza. Em 24 de abril enviei um mail a João Silva para que me informasse acerca do ponto da situação. Não me respondeu. Passada uma semana, nesta última informação aos associados, fiquei a saber que não haveria feira.
Ora bem, estou frustrado por os BVC não terem abraçado a ideia? Não senhor, não é isso que me deixa azedo, até porque, como escrevi, já esperava. O que me aborrece deveras é como fui tratado. Ou seja, a ideia foi apresentada em 22 de Fevereiro; a reunião com apoiantes foi em 29 de março. A sentença derradeira foi em 30 de abril. Dois meses e tal, entre o conhecimento do plano e a decisão final, convenhamos, será tempo de mais. A forma como ao longo deste tempo fui recebendo informação foi, no mínimo, deficiente e caricato, para não dizer desrespeitosa. Depois admiram-se que os cidadãos não se envolvam nas causas? Perante casos como este, em que apresento ideias e sou ostracizado, às vezes penso que o problema reside mesmo em mim. Tenho a mania de acreditar nas pessoas e envolver-me. Levo cada sopapo que até fico zonzo. Ou será que isto não se passa apenas comigo e é o paradigma da cidade?
Em suma, afirmar-se que “ninguém se mostrou disponível para assumir responsabilidade de apoiar de forma consistente a organização” -citando o Diário de Coimbra de hoje-, é uma desculpa esfarrapada, gratuita e insultuosa, um mostrar o sol através da peneira, aos cidadãos de Coimbra.

TEXTOS RELACIONADOS: