quinta-feira, 19 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E OUVIU E VIU… OU TALVEZ NÃO…

 



CORTES DE CABELO QUE NOS MARCAM



José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, “apanhado”, ontem, a ligar para António Vilhena, curador da Casa da Escrita, nomeado, após 2013, por Manuel Machado, ex-presidente da autarquia conimbricense:


- Alô, dr. António Vilhena?

Daqui José Manuel Silva…

- Quem? … Não estou a ver… vai desculpar…

- O seu chefe… o “Mayor”… o Prefeito… da Praça 8 de Maio…

- Ai… desculpe, senhor presidente. Em que posso ser útil?

- Começo por lhe dizer, dr. Vilhena, que gosto muito da sua forma de escrever… é

muito sentida…

- Obrigado… mas não é para isso que me está a ligar, pois não, senhor presidente?

- Bom… Sim… Não… Talvez. Quer dizer, já agora, para poupar o dinheiro de nova

chamada aos contribuintes, adianto-lhe que decidi não renovar a continuação dos

seus serviços aí na Rua dr. João Jacinto…

- Mas… mas… Porquê, senhor presidente? Pensei que estava a fazer um bom

trabalho…

- E está mesmo! Mas trata-se de uma reorganização interna… Não é nada

pessoal…

A propósito, adianto-lhe que não gosto do seu corte de cabelo.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA MEALHADA: A ESTRELA DA NOITE

 





Numa sala meio-vazia do CineTeatro Messias onde reinava o bocejo, afinal estava em causa uma Assembleia Municipal Extraordinária para aprovação de três actas desaparecidas no passar do testemunho do velho para o novo executivo, respectivamente, do ano de 2021, com as datas de decorrência de 29 de Junho (sessão ordinária), de 20 de Setembro (sessão extraordinária) e 30 de Setembro (sessão ordinária).

Para encontrar as ditas perdidas nos longos corredores bucólicos da administração pensou-se em várias soluções. Desde chamar o ex-padre exorcista Humberto Gama para desmanchar o mistério e exorcizar o paço do concelho, até mandar vir o C.S.I – Las Vegas, a mítica série de investigação, para deslindar o “estranho caso das actas desaparecidas”, pensou-se em muita coisa e em varias soluções. Depois de muita noite mal-dormida a contar carneirinhos, à mistura com sonhos de duendes e fantasmas, Carlos Cabral, o presidente da Assembleia Municipal, fez aprovar uma moção para que fosse pedido um parecer à CCDRC, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro, para que fosse deslindado o imbróglio.

Ora esta sessão Extraordinária de hoje foi convocada expressamente para que os deputados se pronunciassem e votassem o (des)aparecimento das transcrições pelo modo proposto pela CCDRC, o novo “Governo Civil” da Regionalização que se aproxima a todo o gás, ou melhor, a toda a pressa, já que os liquefeitos estão pela hora da morte.

Pelo chover em chuva molhada contado com pouca graça, já se adivinha o (des)alento de todos os presentes. Como carentes de afecto em busca de um carinho, olhavam uns para os outros em busca de um brilho espiritual que servisse de ponte e lhes renovasse a disposição. Qualquer coisinha servia, desde que acabasse com aquele enfastiamento, pareciam dizer, sem dizer, obviamente.

Foi então que das calendas do mistério, passo entre passo, assim mais ou menos devagarinho, surgiu um vulto parecido com alguém muito conhecido.

Ouviu-se um colectivo clamor de surpresa. Não! Não! E outra vez não.

Jamais poderia ser a esfinge que se pensava ser. Era impossível ser quem se adivinhava parecer. Durante oito meses, nunca apareceu em qualquer encontro com os deputados. Por que razão iria logo hoje, numa noite tão desenxaibida? Só se fosse um milagre de Nossa Senhora do IC1, questionavam em solilóquio alguns deputados mais ortodoxos e fervorosos.

Durante segundos que pareceram minutos a maioria deixou cair o queixo com estrondo. Bum!

E o vulto, lentamente, pelos passos de um descrente, desacompanhado e sozinho, como se gozasse completamente com o assombro trazido à histórica sala de teatro, encaminhou-se para o palco e sentou-se atrás de Carlos Cabral, o presidente da Mesa. E de repente ouviu-se um murmúrio alongado e alguém disse: é mesmo ele! É o Rui Marqueiro! Aleluia! Aleluia!


O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 



Ontem, ao içar a bandeira arco íris no Paço Concelhio no Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra apanhado” em diálogo aberto com o fundador da Nacionalidade, que repousa na paz dos anjos, ali ao lado, na Igreja de Santa Cruz:



Ó Afonso, como vês, lá fiz a vontade à malta do Bloco de Esquerda. Espero que não entendas isto como provocação e compreendas. Não tenho nada contra ti… era outra época, no tempo em que batias na tua mãe. Só espero que o teu representante da causa monárquica em Portugal… o… o… (ai, como é que ele se chama?)… isso, D. Duarte Pio não se lembre de também reivindicar o hastear da bandeira da Monarquia.”


O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 




Ontem, ao içar a bandeira arco íris no Paço Concelhio no Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, apanhado” em diálogo aberto com o espírito do fundador da Nacionalidade, que andou a cavalo por terras da Vacariça:



Ó Afonso, como vês, lá fiz a vontade à malta do Bloco de Esquerda. Espero que não entendas isto como provocação e compreendas. Não tenho nada contra ti… era outra época, no tempo em que batias na tua mãe. Só espero que o teu representante da causa monárquica em Portugal… o… o… (ai, como é que ele se chama?)… isso, D. Duarte Pio não se lembre de também reivindicar o hastear da bandeira da Monarquia.”


terça-feira, 17 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 





Ontem, na reunião de Câmara Municipal de Coimbra realizada extra-muros, Carlos Cidade, ex-vice-presidente da autarquia conimbricense e actual líder da oposição, “apanhado” a pensar, em solilóquio, acerca de José Manuel Silva:


Custe o que custar, hei-de chegar à sua irritação e conseguir a sua imperturbabilidade… nem que tenha de lhe fazer cócegas nas solas dos pés.”


segunda-feira, 16 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 




Há dias o nosso conterrâneo – é natural de Vendas de Ceira – António Mário Paixão, agente principal no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, mais conhecido como “o sinaleiro mais famoso de Lisboa”, no seu último dia ao serviço do trânsito da Capital, alegadamente, recebeu a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mais conhecido por “o está em todas”. O Chefe de Estado, presumivelmente, foi “apanhado” a soletrar baixinho para o nosso amigo Mário:


- Ó agente Paixão, ajude-me aqui, que a minha memória já não é o que era, ainda

não o condecorei, pois não?

- Não, Senhor Presidente…

- Se não foi, já devia ter sido...

Vou pensar… mas, se calhar, a Ordem do Infante D. Henrique assentava-lhe que

nem uma luva branca...


domingo, 15 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 



José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, “apanhado”, num momento de introspecção, em catarse, a pensar com os olhos postos no Céu:


Ai, meu Deus! Dai-me forças para aguentar tantos “lambe-botas”. O que quer esta gente? Um lugarzinho no aparelho? Mas eu não tenho lugares para todos… Para além disso, estão sempre a pedir isto… aquilo e aqueloutro. Já não há pachorra!

Não estou a gostar nada disto! Não era o que eu imaginava. Sempre a cilindrar, sempre a silenciar quem ousa queixar-se nas redes sociais seja do que for, seja lixo numa rua, um atraso num autocarro dos SMTUC. Mas como é que faço? Se me queixo atiram-se a mim… Se não me queixo perco popularidade… Como é difícil estar sentado na cadeira do poder. Razão tinha o meu antecessor com aquele seu “mau-feitio”. Temo que, aos poucos, me transforme no mesmo. Ai que saudades do tempo em que eu era oposição...

Ajuda-me, Meu Senhor, protector dos pobres autarcas, solitários e desamparados.

Iluminai estas pobres mentes obscurecidas pelo egoísmo!”