sexta-feira, 27 de julho de 2018

BAIXA: O QUIOSQUE MELLOS FOI ASSALTADO ESTA SEMANA







Esta semana, na noite de segunda para terça, o antigo quiosque Lobo e agora Mellos, foi assaltado com recurso a arrombamento. Sem especificar o montante, Guilherme Melo, o proprietário, de semblante abatido, perante a minha interrogação do montante, foi lacónico: “um valor muito considerável!
Continuei a falar com a vítima deste nefasto incidente, que, contrariamente ao segredo inexplicável que rodeia sempre estas coisas, deve ser público, e perguntei: posso escrever sobre o que aconteceu, Guilherme? 
-Pode!, respondeu.
Continuei a interrogar:
-fizeste participação na PSP?
-Não! Para quê? Não dá em nada!
Olhe, há cerca de dois anos e pouco fui assaltado no mesmo modo. Era tempo de festas estudantis. Foi a meio da madrugada. Só que, na altura, vinham a entrar uns estudantes residentes no prédio e, ao meterem a chave na fechadura, deram de chofre com um encapuzado a remexer nas minhas coisas. Ao aperceber-se que tinha sido descoberto o assaltante, calmamente, deixou o que estava a fazer e subiu as escadas em direcção a um ponto de fuga, por onde, certamente, teria entrado. Baralhados pela calmaria do energúmeno, os estudantes só deram conta quando viram tudo remexido. Porém ele já tinha escapado!
No dia seguinte, pela manhã, fui apresentar queixa na PSP. Reparei que o agente, presumivelmente, estava para sair de turno. Recebeu-me com rispidez. Começou por perguntar-me se ia participar um furto ou um roubo. Comecei a ficar sem fôlego, estas questões jurídicas, acho eu, não devem ser colocadas assim. Acabei por me vir embora sem fazer nada.
No dia seguinte voltei e, já com outro agente, apresentei a participação.
Não valeu de nada! Os estudantes foram ouvidos mas, como não reconheceram o meliante, acabou por ser arquivado. Fartei-me de caminhar para a polícia. Foi uma perda de tempo!
Já entende por que não apresentei queixa desta vez?

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