domingo, 26 de setembro de 2021

ESPECULAÇÕES PARA A MEALHADA

 



Segundo as previsões… que não houve – pelo menos registadas na ERC, Entidade Reguladora para a Comunicação Social -, nem há, pelo menos desconhecem-se sondagens à boca das urnas, tudo o que se possa adiantar, para além de especulativo, pode parecer anedótico. Claro que sem dados indicativos, qualquer coisa que se escreva neste momento não passa de um exercício de conjectura, ou seja, num atirar barro à parede, valem zero.

Tendo em conta que havia um cenário levemente idêntico à Mealhada, segundo as previsões da SIC, se o exemplo de Coimbra valer alguma coisa – lembremos que o “histórico” Manuel Machado, candidato pelo Partido Socialista, foi apeado para uma super-coligação liderada por José Manuel Silva -, Rui Marqueiro, representante do Partido Socialista, (provavelmente) terá perdido a eleição à Câmara Municipal, e, em vez de quatro vereadores que detinha no executivo, passará para dois vereadores eleitos. Mais que certo (sem ser certo), das seis Juntas de Freguesia com bandeira rosa até agora, perderá pelo menos uma.


E O VENCEDOR É…?


Pois, aqui é que bate, também não se sabe nada. É lógico que, correndo o risco de ser corrido da “Ordem dos Analistas Políticos não Certificados”, tenho de escrever alguma coisa. E a minha Bola de Cristal diz-me que o vencedor foi…

Não, não digo já. Tenho de capitalizar o suspense. Se eu não tivesse a minha bola de projecções metafóricas diria que, embora com poucos votos de diferença entre eles, ganha o movimento independente Mais e Melhor ou a super-coligação de Hugo Alves Silva.

Por conseguinte, tendo em conta que o método de Hondt beneficia as agremiações mais votadas e prejudicando notoriamente os pequenos partidos, teoricamente, os sete vereadores que o Concelho elege poderiam ficar divididos pelas três forças políticas, isto é, 3 para o vencedor e 2 mais 2 para os vencidos.

Mas pode não acontecer assim. Suponhamos que um dos dois partidos pequenos em representação na Mealhada, o Bloco de Esquerda e a coligação CDU, consegue eleger um vereador? E qual dos dois, em hipótese, estaria mais perto de subir à tribuna? Para mim, a CDU, que fez uma campanha mais activa,

Assim a acontecer as contas ficam todas baralhadas. A ser assim, no total de 7, os três mais votados, PS, mMM e Juntos pelo Concelho da Mealhada, elegem 6 vereadores, 2+2+2, e a CDU (ou BE) elege 1.

E, afinal, o que mostra a minha bola de Cristal? Isso queria você saber imediatamente. Tenha alguma paciência. Até à meia-noite prometo dizer.

Até já.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

HOJE É O ÚLTIMO DIA DA CAMPANHA ELEITORAL

 

(Imagem de Leonardo  Braga Pinheiro)


Depois de um tempo complicado, em que as Redes Sociais, devendo essencialmente contribuir para o debate e esclarecimento de ideias, foram uma improvisada lavandaria, hoje, sexta-feira, pela meia-noite, termina a autorização de publicações políticas que tenham a ver com a campanha eleitoral autárquica que se aproxima a passos largos.

Sem me alongar, deixo dois pedidos: um de desculpas e outro de participação.

Na retratação tem a ver com as imensas publicações de partidos e movimentos concorrentes às eleições que se irão realizar no próximo Domingo. Foi uma “overdose” de tal modo violenta que, com a intensidade da “mocada”, ficámos tão enfastiados que tão depressa não desejamos outra. Foi um “forró” de propaganda. Mas, o que se havia de fazer, se este é o tempo atribuído às forças vivas partidárias? Seria melhor não permitirmos publicidade partidária? Seria melhor ter aceitado só de alguns, os bons? E quem são os bons, se os eleitores são soberanos na escolha final?

Como administrador da página, com insultos à mistura, fui acusado, por uns, de beneficiar os comunistas, por outros, de aparar o jogo da extrema-direita. Nos intervalos, fui socialista e, pela proximidade, acabei a privilegiar a coligação onde concorre o PPD/PSD e o CDS/PP. Tive alguma sorte, não fui acusado de ser monárquico, nem de perto liberal. Os simpatizantes da coligação onde entra o PDR, talvez para me poupar, não me deram na cabeça.

De pouco valeu demonstrar que, por todos os meios, tentei ser neutro e imparcial, e que, transcendendo a minha idiossincrasia, a minha forma de ser, fiz tudo para ser justo com todos. Afinal essa era mesmo a minha obrigação estatutária.

O pedido de participação que quero fazer tem a ver com a participação eleitoral neste sufrágio, que irá ocorrer no Domingo. Não concorra para abstenção. Seja um cidadão activo e comparticipativo. Não deixe para outros a decisão colaborativa de ter uma palavra a dizer sobre o futuro da sua cidade, da sua freguesia, do seu concelho.

Se tem condições e pode deslocar-se ao local de votação não deixe de o fazer. Há quem não possa votar por impossibilidade legal, por exemplo quem estiver de férias, longe da mesa de voto, não o pode fazer. Uma lacuna que a Comissão Nacional de Eleições já deveria ter dirimido há muito tempo.


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

BARÓMETRO DOS JORNAIS EM PAPEL PUBLICADOS NA BAIRRADA

 




Jornal da Mealhada (edição de 15 de Setembro)


POSITIVO


Esta segunda edição depois das férias de Agosto, o Jornal da Mealhada (JM) parece apresentar-se revigorado e pleno de força anímica para encarar mais um ano.

A capa, com um grafismo em panóplia de cores suaves e de bom gosto, compondo a edição, mostra-se convidativa e sedutora para o leitor se sentir tentado a levar o título consigo.

Com duas entrevistas a dois candidatos à Câmara Municipal de peso, respectivamente Hugo Alves Silva, pela coligação Juntos Pelo Concelho da Mealhada, e Rui Marqueiro, recandidato pelo Partido Socialista, e com as listas de todos os candidatos às Juntas de Freguesia, às Assembleias Municipais e às Câmaras Municipais do Concelho da Mealhada e vizinhos, esta publicação apresenta-se melhorzinha, graças a Deus.

Por este andar ainda vamos ter o JM a bater-se, taco-a-taco, com o Jornal da Bairrada. Assim a direcção da Santa Casa da Misericórdia, numa decisão arrojada, pense que este órgão de informação deve estar cada vez mais virado, essencialmente, para a região que abarca a Mealhada, prestando um serviço público informativo de excelência, de cultura geral e indo ao encontro do gosto dos leitores e da diversidade social, e aposte em mais meios, jornalísticos e colaborativos, e, em vez de duas publicações por mês, com uma edição semanal. O jornal tem tudo para vencer, tem “alma”, atribuída pela experiência de décadas, tem nome gravado no inconsciente municipal, e é único no Concelho, o que o torna monopolista sem concorrência.


MENOS BOM


Como surdo, cego e mudo, que não ouve, não vê, não fala, como teimoso empedernido, o jornal continua com poucas alterações de substância.

Por exemplo, devendo chamar a si a liderança da informação no Concelho, deveria ter promovido um grande debate entre todos candidatos autárquicos, fosse no Cine Teatro Messias ou num estabelecimento privado na cidade. Se tivesse tomado esta iniciativa, para além de almejar uma outra projecção mediática, estava a contribuir para o esclarecimento político da população concelhia e a combater a elevada abstenção que marca sempre as eleições.

É uma tristeza enfadonha que os candidatos à Câmara Municipal não tivessem realizado um encontro, olhos-nos-olhos, com os eleitores. É certo que houve três debates via rádio, mas, nitidamente, não foi suficiente. Também da responsabilidade de todos os concorrentes, sabendo todos que os jornais, a rádio e as televisões nacionais, olham para a Mealhada como se olha para a província, onde se come bem e bebe melhor e o resto é paisagem, esta campanha autárquica, pela carência de exposição de ideias, pela disputa partidária e ideológica, fica marcada pelo desenxabido, sem sabor, e pela ausência de perguntas e respostas.


De zero a vinte, atribuo a esta edição 14,5 valores.


JORNAL DA BAIRRADA (edição de 16 de Setembro)


Conforme nos tem habituado, pela grande qualidade jornalística, na diversidade de temas e lugares da Bairrada, ao longo dos últimos anos, continua a ser o ponteiro de uma bússola a apontar o Norte. Nada contra a referir.


De zero a vinte, atribuo a esta edição 18 valores.


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

UM HOMEM (IN)COMUM

 

(imagem de Leonardo Braga Pinheiro)



UM HOMEM (IN)COMUM


O manto hipócrita da morte cai,

como a noite sobre o dia,

sempre que alguém se vai,

se de estatuto que amplia

a sombra dos que lhe chamam pai,

ninguém parece ver a hipocrisia,

a mentira travestida, que até abstrai,

transformar o triste finado com magia,

num santo homem, um exemplo, rezai,

o pobre olha para este teatro e desconfia,

é o politicamente correcto que nunca sai,

diáfano discriminador do poder que alicia,

eleva o poderoso e esquece o humilde, ai!

Triste sina daquele que em graça não inebria,

embrulhado no mais triste anonimato se achai,

nasce só, sozinho vai morrer sem companhia,

sem ser idolatrado, sem ser abençoado, pensai,

assim é o Homem na igualdade que o guia.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

BARÓMETRO DOS JORNAIS EM PAPEL PUBLICADOS NA BAIRRADA




Jornal da Mealhada (edição de 1 de Setembro)


POSITIVO


Após umas merecidas férias, a reentrée do Jornal da Mealhada ficou marcada com uma pujante viragem para a política partidária. Os tempos de auscultação e divulgação a isso obrigam. E muito bem. Já não era sem tempo.

Com uma capa bonita e apelativa aos sentidos, esta edição convida a desfolhar as suas 24 páginas e a degostar, tomar o sabor, os conteúdos escolhidos pela redacção.

Com duas entrevistas a dois candidatos à Câmara Municipal, respectivamente António Jorge Franco, pelo movimento Mais e Melhor, e Nélida Marques, pelo Partido Chega – salienta-se as duas fotografias em grande plano da candidata. Se na escolha do vencedor pesar o valor beleza, acreditamos, Nélida Marques já ganhou. Quanto às perguntas e respostas, no conjunto, estão muito bem, com cada concorrente a tentar passar a “sua” mensagem política.

No interior do caderno, com trechos informativos sobre o Partido Socialista, a coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada e a coligação CDU, pareceu-me haver algum cuidado na igualdade e possibilidade de dar a palavra aos concursantes às eleições no próximo 26.

Com uma reportagem sobre o nó da Pedrulha nas páginas centrais, gostei de ler esta primeira edição depois da “silly season”, período de menor informação jornalística, que ocorre em pleno Agosto, pico das férias.


MENOS BOM


Passam os meses, passam os anos, estou cada vez mais velho, e não vejo na direcção do jornal nem melhoramentos nem ambição de mudar a agulha para melhor. Como já repeti à exaustão, sem menosprezar os actuais, o título precisa de novos colaboradores que abarquem o espaço político, sobretudo com interpretações de facto e prospectivas futuras, ou seja, especulações sobre o que pode vir a acontecer.

Salvo melhor opinião, o Jornal da Mealhada está para as notícias como a máquina fotográfica está para a imagem. Sobre o que vê dispara e capta o momento. Porém, como se sabe, o momento presente passa imediatamente a passado – e muito mais num órgão local que é editado quinzenalmente. Ora, são as interpretações, projecções e ilacções que servem de ponte entre o passado e o futuro. É esse resultado retirado de silogismo que, dando um maior critério de escolha, obrigando o leitor a pensar, o “aprisiona” a uma qualquer publicação. Um cidadão que gosta de ler jornais gosta de um jornalismo vivo, virado para amanhã e com o ontem apenas a servir de referência.

Por outro lado, e também já o referi, é inadmissível que nos vários estabelecimentos da cidade da Mealhada, cafés, restaurantes, consultórios e outros, não se encontre disponível o único jornal publicado no Concelho. É preciso despoletar o bairrismo nos empresários. Nem que, para isso, a Santa Casa da Misericórdia tenha de oferecer o periódico durante um ou dois meses. Por incúria do primeiro e desinteresse dos segundos, estamos a lesar a Cultura e a provocar a iliteracia no Concelho.

Será preciso fazer um desenho?


De zero a vinte, atribuo a esta edição 14,5 valores.


JORNAL DA BAIRRADA (edição de 2 de Setembro)


Conforme nos tem habituado, pela grande qualidade jornalística, na diversidade de temas e lugares da Bairrada, ao longo dos últimos anos, continua a ser o ponteiro de uma bússola a apontar o Norte. Nada contra a referir.


De zero a vinte, atribuo a esta edição 18 valores.


terça-feira, 7 de setembro de 2021

MEALHADA: UMAS LIÇÕES A RETER

 





Ontem, por volta das 19h00, ao chegar à aldeia, fui alertado por um vizinho, “ó António, ó António, vem cá! Tu que és o escrivão cá da terra, podias escrever sobre esta miséria – e apontou os contentores cheios de lixo e a transbordar. As pessoas, sem critério, põem tudo no reservatório, depois é o que se vê: mau-cheiro e moscas aos montes. Desculpa lá estar a aborrecer-te com isto”, finalizou.

Não dei a certeza que ia escrever. Como tantas vezes, sem o dizer, em cenário idêntico, um pouco irritado, fico a pensar: que diabo, porque não escreves tu um e-mail direccionado à autarquia, ou telefonas? Por que tenho de ser eu? Não, não vou fazer isso. A obrigação de comunicar uma anomalia que resulte em prejuízo público, é uma responsabilidade social colectiva, de todos, sem excepção. E, entre o escrevo e não escrevo, fui a matutar no assunto.

Como em tantas dezenas ou centenas de vezes que isto me aconteceu com outros, em que me pedem para dar a cara numa solicitação, acabo sempre por escrever. Em solilóquio, em conversa surda com os meus botões, entre prós, lá vou dizendo: que raio, escreve lá isso! Nem te custa nada! E até gostas de escrever…

Às 21h30, duas horas e meia depois, estava a enviar um e-mail para a edilidade a dar conta do estado pouco consentâneo dos depósitos de excedentes.

Hoje, durante a manhã, os reservatórios de entulho foram despejados. Saliento que esta foi a segunda vez em que, depois de envio de e-mail, os serviços camarários de higiene responderam prontamente.

Como se sabe, na generalidade, incluindo eu, estamos sempre inclinados para dar “porrada” nos serviços públicos, mais concretamente na prestação de serviços à comunidade. Em pré-juízo estereotipado, achamos que todos funcionam mal. Mas quando somos atendidos com especial atinência raramente elogiamos. E devemos ser equilibrados no julgamento, entre a crítica negativa e o aplauso.

Primeira lição a reter:

- Não julgues antecipadamente uma instituição ou pessoa sem a testares e ouvires as suas razões;

- Não perguntes à tua cidade o que pode fazer por ti. Interroga antes o que podes fazer por ela (John F. Kennedy);

- Como cidadão, munícipe, sem qualquer receio de dar a cara, colabora com os serviços públicos, comunicando o que te parece menos bem no teu bairro, na tua rua;

- Não te preocupes se ainda estás longe do mínimo. A seu tempo, vendo o resultado do teu esforço, atingirás uma boa classificação;

- Procede com o teu vizinho como gostarias que ele procedesse contigo. Comportamento gera comportamento.

Vale a pena pensar nisto?


domingo, 5 de setembro de 2021

LUSO: ESPELHO MEU, HÁ MELHOR CANDIDATO DO QUE EU?

 

(Imagem do YouTube)



O debate, na RCPfm 92.6fm, Rádio Clube da Pampilhosa, transmitido via Facebook, entre os candidatos à Junta de Freguesia de Luso e concorrentes entre si nas próximas eleições autárquicas, que se vão realizar no dia 26, estava marcado para as 20h00 desta última Sexta-feira, 3 de Setembro.

Por questões técnicas, que levou a estação radiofónica a emitir um comunicado em acto de contrição, a emissão começou muito mais tarde e também com cortes, alegadamente por falta de sinal de Internet. Fosse por isso ou não, a verdade é que entre os dois vídeos reproduzidos na página do Facebook se nota um hiato, uma falha, acerca do que os antagonistas teriam dito, sobretudo, no que toca a melhoramentos, por si elencados, em várias povoações do Concelho.

Os aspirantes ao poder que se apresentaram foram: Claudemiro Semedo, actual presidente da Junta e que, concorrendo como independente, defende a camisola do Partido Socialista (PS); Nelson de Matos, pelo Bloco de Esquerda (BE); Óscar Carvalho, pela coligação PCP/PEV, CDU; Diogo Ribeiro, pelo movimento Independente Mais e Melhor (MM); e Ângelo Gomes, em substituição da cabeça de lista Andrea Dinis que não pode estar presente, em representação da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada (JPCM), respectivamente, formada pelos partidos PSD-CDS-IL-PPM-MPT.


QUANTO À PRESTAÇÃO DOS CANDIDATOS:


Transversalmente, todos estiveram bem. Aparentemente tudo bons amigos, pareceu mais uma reunião colegial da mesma facção ideológica. Retirando uma pequena picardia de Ângelo Marques (JPCM) apontada ao movimento Mais e Melhor, dizendo que “era Mais do Mesmo”, não houve setas envenenadas mas sim canções de embalar. Podia até nem ser o pensamento comum, mas deram a perceber que estavam ali por espírito de missão e não por protagonismo pessoal.

Nelson de Matos, do BE, esteve muito bem. Com a lição bem estudada e alguma graça à mistura parecia um liberal a defender mais Cidadania e menos Estado. Com um discurso muito racional, gostei da sua passagem acerca de festejos populares caídos do Céu aos trambolhões, quando afirmou que para haver festas têm de haver pessoas. Disse ainda, e muito bem, que “os recursos são escassos”.

Óscar Carvalho, da CDU, embora bem de uma maneira geral, poderia ter apresentado a defesa do Luso com mais leveza, sobretudo quando atirou a suspeição que as águas da Fonte de São João não cumprem os critérios de análise laboratoriais em vigor. Instigado pelo jornalista moderador a ser claro, Óscar, defendendo que não o deveria fazer ali, escusou-se. Das duas uma: ou não levava o assunto a discussão ou, levando como levou, fundamentava a acusação. Não o fazendo, e deixando a balouçar o cisma, acabou por fazer pior.


QUANTO À MODERAÇÃO:


Achei que, por parte do jornalista mediador, faltou ali moderação. Nestes debates de duas horas, por respeito e equidade de todos, deveria haver um relógio para atribuir mais ou menos o mesmo tempo a todos. Pareceu-me uma conversa entre cinco candidatos que fluiu em roda livre, por vezes fugindo ao tema proposto.


QUANTO ÀS PROPOSTAS LEVANTADAS PARA BARRÔ:


Embora ouvisse por parte do candidato do BE que as propostas de melhoramentos para Barrô eram transversais a todos os candidatos, só percebi a resposta de Claudemiro Semedo (PS) que afirmou:


* “Estamos a avaliar a aquisição de um terreno para fazer um parque de merendas,

que foi solicitado pela Associação Recreativa”;

* “Barrô é uma das aldeias com mais crianças, e também um parque infantil”;

* “Na antiga Escola Primária, substituir o telhado”;

* “E, de acordo com a Câmara Municipal, reparar a estrada que liga a Vila Nova

de Monsarros”


E A TAÇA DE CORTIÇA PARA A IDEIA MAIS ORIGINAL VAI PARA…?


Embora correndo o risco de estar a ser injusto, já que não consegui apreeder todo o debate, mesmo assim, arrisco a propositura de Claudemiro Semedo (PS) ao propor a construção de um cemitério para animais de companhia.

Como não foi perguntado pelo moderador, Semedo não disse se, em complemento e tal como já se faz em Bragança, se tenciona alavancar uma ambulância a uma das corporações de bombeiros para transportar animais feridos ou mortos.

Perante este luminoso ante-projecto dou por mim a vacilar: não sei se ria pelo insólito (dos Humanos), se chore pelo colossal endeusamento atribuído aos Animais.