quarta-feira, 4 de agosto de 2021

MEALHADA: PRESIDENTE DA CRUZ VERMELHA AGRADECE NA HORA DA DESPEDIDA



Passados quatro anos e oito meses à frente da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa da Mealhada, Vítor Glória Soares, agradecendo em carta emotiva, deixa o cargo que desempenhou com o encerramento de um ciclo, “com a noção plena que dei o melhor de mim”. Diz ainda, “foi um orgulho ter servido a maior instituição do mundo em voluntariado”.

A nova direcção é constituída por Jorge Semedo como presidente. Será coadjuvado por elementos directivos que se mantêm, respectivamente, José Carlos Silva, Marta Neves, Hugo Santos e Andreia Dias. Assim como novos directores, nomeadamente, Paulo Cristina e Cristiano Teixeira.

A página Mealhadenses que amam a sua Terra deseja à nova equipa uma saudação especial de muita ventura.


A CARTA DE DESPEDIDA:


“Há quatro anos e oito meses, mais precisamente 1706 dias, quando iniciei a minhas funções de Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação da Mealhada sabia que “início de algo é sempre um tempo de esperança, de alguma ansiedade, de alguma incerteza, mas sobretudo de desafio e estímulo”.

O meu percurso como voluntário da Cruz Vermelha, sim porque essa é a essência de todos nós, teve início em junho de 2013, como vogal da Direção, passando depois em 2014 para vogal da Comissão Administrativa e chegando a Presidente no último dia de novembro de 2016. Tive a honra e o privilégio de exercer múltiplas funções na Delegação ao longo deste período, com momentos muito gratificantes, de grande aprendizagem conjunta, de grandes desafios e concretizações, num dos períodos mais difíceis da história da nossa Delegação. A todos agradeço a oportunidade e confiança depositada na minha pessoa e nas equipas que liderei, quer nos melhores momentos, quer nos outros menos bons. Hoje, ao finalizar as minhas funções, queria agradecer a um conjunto de pessoas e entidades que me permitiram desempenhar esta gratificante missão. Não mais que isso!

Começo naturalmente, por agradecer à minha família, à minha filha e à minha esposa, a paciência e a compreensão que tiveram, sobretudo em alturas onde a minha ausência física era uma realidade quase constante, mas tiveram a capacidade de compreender que a minha entrega a esta causa fazia de mim uma pessoa mais feliz.

Aos meus amigos, pela minha ausência em muitos momentos.

Aos meus colegas de Direção e ao Coordenador Local de Emergência, que tiveram a capacidade de me aturar, pois como todos começaram cedo a entender, para mim a entrega era a qualquer dia ou a qualquer hora; foram resilientes nas minhas exigências e souberam ser sempre de uma lealdade humana e institucional incrível.

Aos meus Diretores de Departamentos: Emergência, Social, Juventude, Património, Logística, Juventude, Voluntariado, Comunicação, Formação, Financeiro, para eles todos sem exceção o meu obrigado na entrega e competência.

Agradecer a todas as instituições publicas e privadas, pessoas singulares e coletivas, empresas, Câmara Municipal da Mealhada, Juntas de Freguesia, Cineteatro Messias, que desde a primeira hora foram parceiros incríveis da Delegação.

Finalmente agradecer aos voluntários da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação da Mealhada, são eles e a eles se deve a maior parte das conquistas que esta Delegação teve: horas de entrega, sacrificando não só as famílias como também abdicando de ferias e mesmo de trabalho para ajudarem nesta causa: vocês são seres humanos incríveis.

Um agradecimento também para os Diretores que abandonam a Direção: Carlos Costa e Hélia Branco, que tiveram uma entrega incrível no desempenho das funções, o meu sincero desejo de felicidades para a vossa vida pessoal e profissional. Não poderia deixar de referir uma pessoa incrível que tive a oportunidade de conhecer melhor nos últimos anos, e que até ao ultimo dia de vida nunca virou a cara à Delegação, a nossa Tesoureira, Laura Rodrigues; para ela onde estiver, a minha sentida homenagem pela coragem que teve, apesar da doença de nunca nos deixar!

Uma palavra final para a nova Direção que assume hoje funções, para os diretores que se mantém, José Carlos Silva, Marta Neves, Hugo Santos e Andreia Dias, trazem consigo a experiência e a competência que vai ser extremamente importante, e uma palavra também para os novos elementos que entram, Paulo Cristina e Cristiano Teixeira, que tiveram a coragem de abraçar esta causa, o meu sentido reconhecimento.

Para o novo Presidente, Jorge Semedo as maiores felicidades neste novo desafio, pois é humanamente reconhecida a sua entrega e competência por esta causa, e estou certo com a ajuda da sua nova equipa, a Delegação tem condições humanas e físicas para crescer e continuar a ser uma instituição de referência.

Quatro anos e oito meses volvidos fecha-se um ciclo, com a noção plena que dei o melhor de mim, e sabia há muito tempo que o “terminus seria sempre algo bastante difícil, com alguma nostalgia, mas de renovada esperança, num futuro melhor para a Delegação”.

Foi um orgulho ter servido a maior instituição do mundo em voluntariado!

Obrigado, Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação da Mealhada….

Vitor Glória Soares”

 

domingo, 1 de agosto de 2021

MEALHADA: CAMPANHA A FERVER, COM O CHEGA A JUNTAR ACHAS

 




A menos de dois meses das eleições autárquicas, que irão ocorrer no próximo 26 de Setembro, e a dois dias do fim do prazo para validar as candidaturas no Tribunal, Rui Marqueiro, actual presidente da Câmara Municipal de Mealhada, foi hoje designado pelo Partido Socialista (PS) como candidato ao executivo. Também as listas à Assembleia Municipal e freguesias foram todas apresentadas através de difusão online, via Facebook.

Como curiosidade, salienta-se a má qualidade da transmissão a vários níveis, quer na apresentação dos candidatos, quer no tempo de espera, mostrando o pódio vazio e a voz off do apresentador em fundo, quer o próprio concorrente, político experiente, que também não esteve muito bem na cerimónia.

Com uma equipa completamente renovada, Marqueiro mudou a casa toda. Apenas José Calhoa, que actualmente é administrador na ERSUC, onde representa os interesses da autarquia, e já foi vereador eleito pelo PS, é a cara mais conhecida.

A que se deve esta “varredela” no executivo é um mistério… ou talvez não. Corria por aí que a equipa que acompanhou Marqueiro nos últimos quatro anos nenhum estava disposto a continuar.

Portanto, a questão é saber se o candidato não quis aproveitar nenhum dos anteriores elementos ou, pelo contrário, foi deixado a falar sozinho.


E AS FREGUESIAS?


Com algumas equipas renovadas e outras com o mesmo cabeça-de-lista, sublinha-se a freguesia de Luso, com Claudemiro Semedo, actual presidente do executivo em representação do PS e uma equipa restaurada com algumas caras novas. De Barrô, fazendo parte da lista, concorre Edite Pedro.


CHEGA (-TE) À FRENTE


Tendo como proponente Nélida Marques, Assistente de Direcção e Gestora de vendas, o Chega acaba de formalizar a sua candidatura no Tribunal da Comarca da Mealhada e assim elevar o concurso para seis concorrentes.

É de supor que, pela inscrição em cima da hora, este partido apenas irá concorrer à Câmara Municipal. De qualquer modo, mesmo assim, vai criar problemas, como quem diz, vai roubar votos à Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada.

É de adivinhar que, querendo fazer caminho caminhando, este partido queira fazer carreira sozinho para se afirmar no futuro próximo.

Vamos esperar pelos próximos capítulos.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

BARRÔ: TEATRO NA ALDEIA

 




A peça teatral estava anunciada para hoje, às 21h00, no Largo da Capela, em Barrô. Sem aviso prévio, a apresentação foi mudada para o terreiro do Centro Recreativo. Não fossem uns telefonemas de quem se apercebeu da música durante a tarde, junto ao pavilhão, a avisar e, mais que certo, por desconhecimento, ninguém lá teria colocado os pés.

Estou em crer que a razão da alteração de última hora teria a ver com o necessário silêncio que, devido à passagem constante de automóveis, não teria sido conseguido se fosse realizada no Largo da Capela. Fosse por isso ou por outra qualquer razão, carece de explicação. De salientar que o cartaz de apresentação do município na página do Facebook foi alterado em cima da hora.

Quanto ao espectáculo, com uma primeira parte musical de cerca de trinta minutos protagonizada com interpretações de autores portugueses, como Carlos Paião, José Cid, Paulo Gonzo e Carlos do Carmo, pelo músico Francisco Saldanha, foi um momento de excelência que valeu pelo todo.

Em seguida foi mostrada a peça teatral “Piquenique no Front”, de Fernando Arrabal, autor brasileiro. Escrita há mais de quarenta anos, trata-se de uma sátira à guerra. A fazer lembrar o saudoso Raul Solnado e a “História da minha ida à guerra de 1908”, a encenação gira em volta de um piquenique feito em cenário de guerra, com o troar dos canhões e o metralhar das espingardas em fundo.

Quanto à representação pelo grupo cénico, pareceu-me bem desenvolvida e com boa actuação do grupo. Parabéns aos actores, que deram o seu melhor numa peça que, para além de ser fraca, é muito curta – teve uma duração de cerca de trinta minutos. Mesmo sendo inserida no chamado “Teatro do Absurdo”, onde são tratados aspectos inesperados de uma dessintonizada comunicação, que leva a reacções sem sentido e sem propósito, dos humanos na sua parte existencialista, esta dramaturgia não convence.


LUSO: POR QUEM OS SINOS DOBRAM?

 

(imagem da Web)




Segundo os dados do Censos publicados pelo INE, Instituto Nacional de Estatística, entre 2011 – que tinha 2593 indivíduos – e 2021 – agora com 2284 recenseados -, a Freguesia de Luso perdeu 309 habitantes (-11,9%).

O Concelho de Mealhada, entre 2011 e 2021, perdeu 1070 moradores, correspondente a -5,2% da sua população.

Já sabemos que todos os concelhos vizinhos da Mealhada perderam residentes. Sabemos também que, globalmente, Portugal diminuiu o número de portugueses.

As perguntas que deixo no ar são:


A nível governamental:


- Estão a falhar completamente as políticas de incentivo à natalidade?

- Esta diminuição populacional deve-se, em parte, às mortes por Covid?

- O país, a nível de oferta de empregos, deixou de ser atractivo para os jovens?

- Portugal, com impostos directos e indirectos dos mais altos da Europa, com salários baixos e condições de precariedade, leva à desmotivação e deserção?


A nível local, Freguesia de Luso e Concelho de Mealhada:


- Estão a falhar políticas urbanísticas para a fixação de pessoas?

- Estão a faltar medidas empresariais que tragam novos investidores?

- Faz falta um gabinete para o investidor, onde tudo fosse tratado com celeridade?

- Está a faltar uma incubadora de pequenas empresas (Startup) apoiada?

- As mortes por Covid também contribuíram para esta diminuição?


Quer comentar?

quinta-feira, 29 de julho de 2021

BARÓMETRO DOS JORNAIS EM PAPEL PUBLICADOS NA BAIRRADA



Jornal da Mealhada (edição de 21 de Julho)


POSITIVO


A edição do Jornal da Mealhada (JM) desta quinzena, começando pela capa, com grafismo em cores entre o neutro e o colorido, assim como o interior do caderno recomenda-se e apresenta-se bem.

Gostei desta edição. Com uma entrevista a João Marques, candidato à Câmara Municipal pela CDU, e mais informação político-partidária diversificada às juntas de freguesia, parece ter acordado, finalmente, para as eleições autárquicas que vão ocorrer no próximo 26 de Setembro.


MENOS BOM


Continua a verificar-se a notória falta de articulistas/colaboradores a juntar aos existentes (poucos). Sobretudo, como já escrevi, que abarquem todo o espectro partidário onde persista o contraditório e o debate de ideias. O Concelho, vincadamente, sofre de disfunção política, ou seja, de uma iliteracia, uma ignorância acentuada. Esse trabalho de mensageiro, de levar esse conhecimento às bases populares, cabe por inteiro à imprensa local. O Jornal da Mealhada, ao, aparentemente, pretender desonerar-se da sua responsabilidade no esclarecimento político/público, para além de se se prejudicar a si mesmo, está a contribuir fortemente para a ignorância sistémica. Porque devemos interrogar: queremos um Concelho conhecedor do que se passa no seu seio, ou continuar a ter pessoas amorfas, sem opinião crítica, onde o receio de aparecer numa simples sessão de esclarecimento partidário que os possa conotar com a força política em causa é o prato do dia?

A nosso ver, erradamente, no interior do jornal continua a insistir na inserção de fotografias demasiado grandes e a ocupar demasiado espaço que deveria ser consignado a notícias. Para melhor clarificar, por exemplo, as entrevistas aos candidatos partidários, sendo igual para todos, deveriam ser propostas com um número máximo de caracteres. Isto é, por um lado, de modo a que o concorrente esteja à vontade para explicar o seu projecto de mudança, por outro, quando a entrevista é curta – como aconteceu ao candidato comunista, as duas páginas têm de ser complementadas com fotografias enormes do concorrente. Ou seja, sobram imagens e falta mensagem.

De zero a vinte, atribuo a esta edição 14 valores.


JORNAL DA BAIRRADA (edição de 22 de Julho)


Conforme nos tem habituado, pela grande qualidade jornalística, na diversidade de temas e lugares da Bairrada, ao longo dos últimos anos, continua a ser o ponteiro de uma bússola a apontar o Norte. Nada a apontar.

De zero a vinte, atribuo a esta edição 18 valores.




 

domingo, 25 de julho de 2021

MEALHADA: VER CINEMA POR UM CANUDO

 




Como introdução, recorrendo à história dos dias que passam a correr, o Cine-teatro Messias, o emblemático edifício dos anos de 1950, que durante muitas décadas esteve votado ao abandono e, numa visão transcendental que se enaltece, em boa hora a autarquia mealhadense, em 2001, decidiu abrir ao público depois de remodelar completamente o edifício e o ter transformado num polo cultural de excelência para o Concelho de Mealhada e de outros vizinhos.

Até aqui, cantam-se loas à edilidade na terra do leitão. Mas, naturalmente, como não há “bela sem senão”, começamos a esmiuçar o seu desempenho e, se calhar, digo eu, há reparos a fazer, ou melhor, reformular os conceitos que, a bem da comunidade, devem ser alterados.

Tudo começou no facto de, nos últimos meses, ter sido divulgada a programação do Cine-teatro com o filme “BemBom”, que retrata a história efémera da banda musical as Doce – entre 1979 e meados da década de 1980 -, para os dias 23, 24 e 25 de Julho.

Quem se dirigiu no Domingo, dia 25, para visionar a peça cinematográfica bateu com o nariz na porta. Sem um aviso, quer na página do município, na Internet, quer na porta do cinema.

Ora bem, à luz de uma tolerância que deve acompanhar sempre estas coisas, vamos avaliar o que aconteceu com uma racionalidade necessária. É grave? Não. Nada disso!

Então, se não é grave , porque chamo o assunto à colação? Simplesmente, por um lado, com um sentido crítico positivado, por outro, com uma especulação marcada a ferro, podemos e devemos aventar sobre o que aconteceu… para evitar a repetição.

E começamos pela especulação. Por que razão teria sido suspensa a projecção do filme? Em concreto, não sabemos. Mas podemos tentar adivinhar que, eventualmente, a afluência de público nos dois primeiros dias, 23 e 24, foi escassa e, para evitar gastos desmesurados, por ordem superior, a última exibição foi cancelada.

Está certo? Por muito que custe a pessoas como eu que ia todo empolgado para ver, está correcto. Tendo conhecimento de um certo antecedente, como poderia ser o caso, não se deve esbanjar dinheiro público que, para os contribuintes, é sangue que corre nas veias.

Então, afinal, o que está mal - parece você, leitor, interrogar, já algo confundido com o desenrolar da crónica.

E eu, como é óbvio, respondo. O que está mal, digno de registo, é a falta de comunicação prévia que os serviços camarários deveriam ter apresentado e não fizeram.

Mas há mais. Não vamos ficar por aqui. E para continuar preciso de recorrer à minha alguma, pouca, experiência que detenho em frequentar o Cine-teatro.

No que toca à exibição de filmes, esta actividade lúdica é altamente deficitária.

Nos últimos dez anos, já assisti a alguns filmes com 7, 10 e 15 espectadores. Naturalmente que já vi a sala bem-composta, mas nunca completa. Quero dizer que se deve acabar com o cinema nesta categorizada sala? Nada disso. Nem pensar! Mas é preciso fazer alguma coisa para recuperar um costume que se perdeu, pelo menos no Concelho de Mealhada. Mais abaixo apresento o meu ponto de vista para esta lacuna que se desenrola por o povo não acorrer a ver filmes comodamente instalado e em ecrã gigante.

Porque quanto a outros eventos, o empreendimento é quase auto-sustentável. Sem descurar outras mostras, basta atentarmos que o teatro de revista é sempre casa-cheia. Por exemplo, “Os diálogos da Vagina”, um triálogo narrado por três mulheres que vai acontecer em Setembro, já está esgotado.

Voltando à questão pendente sobre a pouca afluência de público ao cinema, o que deveria ser feito? Simples, gratuitamente, com oferta de bilhetes, levar os alunos do ensino básico e até ao secundário a assistir a filmes na mítica sala.

Para tentar levar os seniores, talvez fazer um bilhete especial a partir da idade de 65 anos. Outra premissa, no Dia da Cidade e, se calhar, em outras datas de relevo, através das juntas de freguesia, oferecer bilhetes aos mais idosos.

Seja o que for feito, é preciso fazer alguma coisa. Aposto que você, que me lê, a última vez que foi ao cinema foi há mais de dez anos. Estou errado?

E porque razão não vai? Pode dizer-me?


POST SCRIPTUM:

Em resposta posterior por parte do Município para repor a verdade, verifiquei que, contrariamente ao que escrevi, afinal, o filme "BemBom" tinha sido anunciado com projecção para as 16h00 de Domingo. Ou seja, como não vi, fui à noite e parti do princípio (errado) de que não tinha havido sessão no Domingo. As minhas desculpas.

MEALHADA: CARTA AO MEU AMIGO MUNICÍPIO

 



Caro amigo, Município.


Tenho reparado que os eventos, culturais e outros, paulatinamente, vão sendo apresentados nas páginas do Município e Mcultura. Às vezes, lá vai sendo recordado, mas, na maioria das vezes, a publicitação fica enterrada e esquecida nas calendas do tempo. Vou exemplificar melhor. No Domingo, dia 25, vai realizar-se a Feira do Porta Bagagens. Foi anunciada no dia 13 de Julho, ou seja, doze dias antes. Salvo erro, ainda vi outro anúncio à mesma alegoria, mas depois desapareceu. Como imagina, com tanto espaço de tempo, esquece facilmente.

Então, o que é preciso fazer nas duas páginas do município, no Facebook?

Durante os dias de semana, numa espécie de comunicado ao abrir as páginas, deveria aparecer a rubrica “Hoje vai acontecer na Mealhada”, seguido da lista de eventos do dia que irão acontecer, incluindo a programação do Cine Teatro Messias.

Quando o fim-de-semana começar a brilhar nos olhos de quem o deseja, mais propriamente na sexta-feira deve ser mostrado as realizações que vão ocorrer no Sábado e no Domingo.

Fui claro, meu amigo Município? É que assim a acontecer (se este meu texto for levado a sério) os munícipes estão permanentemente informados com a calendarização diária do que se faz.

“Capiche”, meu caro amigo?


ADENDA


Na programação do Cine Teatro Messias, anunciada nas páginas enunciadas em cima, o filme "BemBom", com a história das Doce, Banda Musical das décadas de 70 e 1980, estava calendarizado para 23, 24 e 25 de Julho. As pessoas que se dirigiram hoje, 25 de julho, à noite, para visionar a peça cinematográfica deram com o nariz na porta. Que a Câmara Municipal, supondo que por falta de afluência de público, decidisse retirar o filme de cartaz, no limite, até se entende. O que não se compreende é a falta de comunicação. Os serviços não tinham obrigação de avisar o público? Não pretendo ser venenoso, mas parece que a Mealhada, com este tipo de postura, é o centro da província - sem pretender desvalorizar o interior do país.


POST SCRIPTUM:

Em resposta posterior por parte do Município para repor a verdade, verifiquei que, contrariamente ao que escrevi, afinal, o filme "BemBom" tinha sido anunciado com projecção para as 16h00 de Domingo. Ou seja, como não vi, fui à noite e parti do princípio (errado) de que não tinha havido sessão no Domingo. As minhas desculpas.