sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

BOM DIA, PESSOAL...

UMA AJUDA PARA O CORTÊS



O Luís Cortês é um músico de rua. É invisual e, fruto de um acidente, tem apenas um braço. Costumamos vê-lo a tocar órgão junto à Igreja de Santa Cruz. Dar música a quem passa a troco de uma moeda é o meio que lhe permite fazer face às suas despesas diárias. Na Baixa da cidade é mais conhecido que o Papa Francisco. Compõe e musica muitas das suas criações. Foi o autor de um Hino para o ex-candidato autárquico Pina Prata. Fez parte da orquestra de músicos de Rua de Coimbra, no ano passado.
Hoje, à hora de almoço, encontrei-o no seu posto habitual mas silencioso e com uma mensagem: “Peço ajuda aos amigos e às pessoas de boa vontade para contribuírem na reparação do órgão. Obrigado.”
O que é que se passou, Luís? Interroguei. Respondeu assim: “o órgão está avariado. Tem a membrana do altifalante lixada. O senhor Olímpio, da casa de música Olímpio Medina, diz que, por ser antigo e ser difícil arranjar peças, o conserto fica muito caro e que valia mais eu comprar outro. Acontece que eu não tenho dinheiro para o poder adquirir. Com cerca de 100 euros eu já comprava um novo nos chineses. Mas como, se não tenho dinheiro? Já estou assim há quatro dias. Não tenho ganhado nada e estou com dificuldades em pagar a água e a luz. Recebo de reforma 335,00 euros mas pago de renda 338,00 euros. É com a minha prestação na rua que consigo comer. Tenho de confessar, senhor Luís, estou mal!”


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

LUGARES QUE ENCOLHEM MAS PARA OUTROS NEM TANTO

(Rua Eduardo Coelho, em Coimbra)
(Interior do Serra Shopping, na Covilhã)






Terça-feira, 20 de Janeiro, 21h30 na torre sineira da igreja paroquial de Luso. Está uma noite fria e pouco agradável para se andar na rua. Na vila, outrora princesa dos lugares turísticos, nem um café está aberto. A “Flor de Luso”, ainda com luzes acesas no interior e com as duas funcionárias a limparem o chão, já não aceita clientes.
Coimbra, Baixa da cidade, na mesma noite e uma hora depois, 22h30. O Café Santa Cruz, o único café tradicional do género, está aberto ao público mas sem um único cliente. Três funcionários aguardam por quem não prometeu vir.
Dá para perceber que, para a maioria, os lugares habitados, nos últimos anos e por razões várias, encolheram. Deixaram de ser pontos de encontro, de transição entre o dia de labor e a noite de relaxe, para serem, simplesmente, a passagem directa do dia e acabar em casa. A consequência para a economia será incomensurável mas os custos sociais com a saúde, com neuroses, depressões e outras doenças do foro psicológico, serão inimagináveis. Porém, para uma minoria, sobretudo alguns políticos, e nem é preciso que façam parte do governo social-democrata basta defenderem a cor do autarca político, a evidência, em golpe de mágica, transforma-se em milagre da multiplicação.
Vem isto a propósito das declarações de Rui Duarte, presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, em declarações à Lusa, quando falava, na última terça-feira, “durante uma conferência, depois de, na companhia dos presidentes da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) e da Associação para o Desenvolvimento da Alta de Coimbra (ADAC), ter efectuado "uma visita de trabalho a quatro estabelecimentos comerciais" daquela zona da cidade”. Disse Rui Duarte: “a atitude inovadora" adoptada por alguns empresários, que "resistem nestes tempos de grandes dificuldades", está a "contagiar" outros investidores e a redinamizar o comércio e serviços no centro histórico de Coimbra. O fenómeno deve-se ao dinamismo de alguns investidores, mas também à intervenção da Câmara Municipal, que tem vindo a adoptar medidas de incentivo à fixação de negócios nesta área da cidade, como a isenção da derrama para as empresas com volumes de negócio inferiores a 150 mil euros por ano.” –extracto retirado do jornal Público.
Ora, com todo o respeito que me merece Rui Duarte, estamos perante o que vulgarmente se diz ver o Sol através da peneira. É preciso constatar que, para além da isenção da derrama –que, embora a simbologia e o voluntarismo da acção, por incidir num pequeno grupo de empresas sujeitas a IRC não detém qualquer efeito de dinamização- a autarquia, até hoje, retirando as ornamentações e as festas natalícias, nada fez para melhorar o comércio da Baixa. Já escrevi, o estímulo do tecido comercial está a ser feito unicamente pelos pequeníssimos comerciantes que, vindo de outros lugares desertos, aterram na cidade na esperança de poderem sobreviver à vaga crescente de desemprego que marca as suas vidas sem rumo. Por isso mesmo estes pequenos investimentos são transitórios e, com toda admiração por estas pessoas, salvo um ou outro, não trazem valor acrescentado à cidade. Em média, se posso escrever assim, estas apostas simples duram cerca de seis meses. Todos trazem consigo uma fé inabalável de que, nos pequenos negócios em que investem, conseguirão um pequeno ordenado que lhes permita viver com dignidade. Porém, a curto prazo, a realidade é dura de mais para poderem recuar e saem pior do que entraram.

A MENTIRA CONVENIENTE

Quem está embrenhado na Baixa, e conhece o que se passa, sabe que, maioritariamente, os pequenos negócios estão todos rebentados e carregados de dívidas, quer seja hotelaria, prestação de serviços ou comércio. Embora envoltos em nuvens de silêncio, os dramas estão ao virar da esquina. Os envolvidos não falam dos seus problemas pela vergonha de se exporem; os bancos, os que melhorem conhecem esta realidade, fecham-se sobre o sigilo; os representantes dos comerciantes desapareceram, como é o caso da ACIC, e hoje o comércio está órfão e sem voz para reivindicar seja o que for. Subsiste a APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, que é isso mesmo, uma entidade de promoção e, tendo como parceiro maioritário no projecto de dinamização a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), naturalmente que não se pode esperar outra coisa a não ser a concordância; a classe política, da Praça 8 de Maio, se, por um lado, desconhece completamente, por outro, também, porque dá jeito, não faz nada para tentar saber –aliás, é minha convicção que, para sacudir a água do capote, até culpa os comerciantes pelo estado caótico a que se chegou. É assim que todos, a conviverem no mesmo espaço, vão apontando um caso ou outro de sucesso –como na visita de Rui Duarte- e fingem que não se passa nada. Chegou-se a tal ponto da fantasia –para não lhe chamar esquizofrenia- que até a morte de muitos é valorizada e mostrada como motor de recuperação. Triste fim este!

MAS, AFINAL, O QUE PODE FAZER A CÂMARA?

Por força do licenciamento desbragado de grandes áreas comerciais, hoje o centro histórico atingiu um tal grau de esgotamento que parece já nada o fazer reanimar. É claro que todos sabemos que há sempre modo de dar a volta. A questão é: como?
Começamos por entrar numa grande superfície comercial com carro. Calmamente estacionamos a nossa viatura sem pagar um cêntimo. Tudo está organizado. Em dias de grande fluxo há arrumadores contratados a orientar-nos –na Baixa o estacionamento privado, dentro dos parques, é demasiado oneroso e afasta clientes. O parqueamento público, nas ruas, é desorganizado, com um caos constante entre o salve-se quem puder, e sujeito a constantes multas da Polícia Municipal. Com algumas vezes esta polícia civil a exceder-se em zonas de acesso importantíssimas.
Depois de estacionar no shopping subimos aos andares superiores e entramos numa réplica de uma antiga rua citadina. Para quem não esteja habituado, encontramos um ambiente agradável tendo em conta a estação do ano. Verificamos que nem um papel jaz abandonado no chão –as artérias da Baixa são porcas e sujas. Não por culpa dos funcionários da Recolte, a firma contratada para apanhar os pequenos detritos, que fazem o que podem. Os resíduos de grande dimensão continuam a ser recolhidos pelos funcionários da edilidade –o que, pela separação de funções, custa um pouco a entender. O problema de ter uma cidade velha continuadamente conspurcada reside essencialmente em, por um lado, haver poucas papeleiras e, por outro, não se apostar na formação dos residentes porta-a-porta. É normal haver lixo espalhado a qualquer hora na via pública. O próprio asfalto é pouco cuidado com buracos e lajes salientes que causam acidentes regularmente.
Estamos sentados e com um chá à frente, no piso da hotelaria da área comercial e rodeados de dezenas ou centenas de pessoas, umas a consumir e outras a passear –as artérias da Baixa estão cada vez mais desertificadas sem transeuntes, durante o dia e a noite. E os poucos que querem adquirir produtos não têm capacidade financeira para o fazer.
Ainda na grande área, olhamos para as várias lojas de marcas e reparamos que todas têm reclames em néon a anunciar a marca que lhe corresponde, o que nos transmite luz, cor e vida –os estabelecimentos de marca, praticamente, desapareceram desta parte velha da cidade e assim como os anúncios de néon. Esta parte histórica, nos seus becos e ruelas, está transformada em autêntico ambiente de cemitério, acinzentado, sem cor, sem luz e desprovido de vivência. Os laços que a ligam ao passado parecem ser deliberadamente enterrados em atmosfera bafienta e de desprezo pela história. À nossa volta tudo parece estar em derrocada e apagamento da nossa identidade. Há um contínuo desrespeito pelos nossos antepassados que, com suor, lágrimas e sangue derramado, tanto sofreram para erigir todo este património construído. Continuamos sem gente de barba na cara com políticas para a sua reconstrução. O problema é que nesta capitulação, onde o esplendor fenece, ao mesmo tempo, vão-se também as pessoas que aqui lidam para almejar a salvação.
O licenciamento de publicidade deveria ser gratuito. Apenas deveria ser obrigatório a apresentação do projecto. Por incrível que pareça esta medida camarária de captação de receita também contribuiu para a morte anímica desta zona de comércio tradicional.
Reparamos que até na grande superfície comercial há lojas encerradas, porém estão todas com painéis desenhados e a mostrar uma fachada urbana –na Baixa há lojas fechadas há décadas e prédios abandonados nas mesmas condições e sem que a autarquia mova uma palha para alterar esta situação. E o que poderia fazer? Nos edifícios danificados, depois de esgotados os prazos de intimação ao proprietário, cimentar as portas e janelas, pintar a fachada e remeter a conta ao dono. Nas muitas lojas encerradas na Baixa há vários anos deveria a edilidade contactar os titulares legais e, através de benefícios fiscais, como isenção de IMI, tentar que as cedessem gratuitamente. Seguidamente a CMC deveria adjudicá-las também gratuitamente para se desenvolverem projectos de artes e ofícios tradicionais e que tivessem por objecto fomentar a animação, incluindo “whorkshops”, trabalhos oficinais –a Grécia, para combater o esvaziamento de grandes galerias em Atenas, está a fazer isto mesmo e com resultados excepcionais.
Na grande superfície são proibidos animais –no Centro histórico, diariamente damos com os pés em dejectos de animais espalhados na via pública. Apesar de haver posturas, as sanções não são aplicadas aos irracionais que levam os congéneres pela trela.
Enquanto condomínio comercial particular e fechado, tudo na grande área comercial obedece a centralização organizada. Desde os horários de abertura e fecho até à divisão de um estabelecimento, até ao plano de festividades para o ano em curso, tudo é decidido pela organização –o plano anual de actividades na Baixa, da responsabilidade da CMC, continua, há décadas, a ser uma manta de retalhos. Chegando a haver duas alegorias no mesmo dia e hora e próximas uma da outra. Por outro lado, há na Baixa dezenas e dezenas de prédios com os pisos superiores em péssimo estado, sem moradores, e somente com acesso pelo estabelecimento. Sabendo que foram aprovados e estão aí novos incentivos para recuperar o edificado destas zonas, é urgente que a CMC negocie com uma entidade bancária a concessão de crédito mais barato. Para além disso, deveria contactar os confinantes e, servindo de intermediária, ajudasse a encontrar uma solução para criar uma entrada única para os edifícios aparelhados e dar-lhes o uso para que foram criados.

ESTAMOS ENTREGUES A INÚTEIS

Faltam políticos de garra. Gente de tomates pretos que pegue de vez nesta situação de miséria social. Continuamos na mesma como a lesma. O que este executivo local e outros anteriores gostam é de mostrar grandes obras, que dêem no olho e sejam ovacionados –nem que seja em palmadinhas de hipocrisia. Como num círculo, a volta é sempre a mesma. Os que vêm a seguir pegam sempre nos projectos anteriores, mesmo que constituam desastres financeiros para o futuro. A "teta da vaca" é enorme e dá para tudo. O que interessa mesmo é erigir. Se o custo da sua manutenção for explosivo, não importa, alguém vai pagar. O resultado destas políticas de esbanjamento são, salvo excepções, desgraças para os cofres da edilidade. Porque não começam nas coisas simples em que, se forem ideias bem pensadas e bem conduzidas, nem é preciso gastar muito dinheiro?
O que se pede, já agora, é que façam o favor de serem sérios. Não continuem a fazer de nós parvos. Quem por cá teima em sobreviver sabe muito bem o que se passa. Estamos todos fartos de apanhar poeira nos olhos. Não precisam de nos aldrabar para alcançar um lugar ao Sol. Façam o que devem! É pedir muito, não é? Pois é! Já vi que sim!





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A ÚLTIMA AVENTURA DA ODISSEIA DE HOMERO

(Imagem, com a devida vénia, retirada do Jornal da Mealhada"




Na última segunda-feira, repentinamente, Homero Cristina Serra sucumbiu. Num labor simples agrícola, a podar videiras, uma intensa e derradeira dor no peito conseguiu o que nem uma mina pessoal, na guerra colonial e ao fazer amputar-lhe uma perna, almejou: derrubar o homem de vontade férrea, humilde, íntegro e amigo de tanta gente.
O Homero foi presidente da Junta de Freguesia de Luso durante 24 anos, seis mandatos consecutivos a representar o Partido Socialista, e, mais que certo, afastado pela impossibilidade legal de se poder recandidatar.
Conheci o “Mero”, como era reconhecido por todos, desde criança. Ambos nascemos na mesma aldeia, a sua amada terra de Várzeas. O Serra era um varziense de gema. Tema de algumas conversas passadas entre nós, para seu profundo desgosto, nem sempre foi compreendido pelos seus conterrâneos.
Pedi algumas pessoas que de perto privaram e acompanharam o seu percurso pessoal e político que me dessem o seu testemunho acerca do homem que sempre admirei. Um deles é o Luís Fernandes (Peças), natural de Várzeas e a viver no Luso há muitos anos. “O “Mero” era um tipo de pessoa capaz de dar a camisa para o próximo, enfatiza. Qualquer freguês, independentemente da cor política, sendo rico, remediado ou pobre, que lhe pedisse um favor, mesmo quase impossível, ele fazia tudo para acorrer ao solicitado. Era um edil amado por todos. Ele era aquela pessoa que estava a liderar a Junta de Freguesia para ajudar o próximo. Era o modelo do que entendemos como servir a causa pública. Se não estivesse limitado pela lei e se voltasse a candidatar-se ganhava outra vez. Quando havia uma obra na freguesia ele estava lá. Acompanhava e trabalhava ao lado dos operários. Era um homem do povo, simples e sensível aos problemas alheios. Ele não distinguia ninguém. Eu lidei muito com ele. Os varzienses nunca entenderam a razão da nossa aldeia ficar para última na requalificação. Não souberam compreender que ele queria fazer da nossa terra a melhor de todas mas, para isso, era preciso esperar pela aprovação dos projectos candidatos a fundos comunitários. O “Mero” dizia-me muitas vezes: “Várzeas vai ser diferente. Tu vais ver!”. E foi mesmo! Está lá uma obra digna de levar o seu nome.”
Sílvio Gomes Fernandes, outro amigo de Homero Serra e que o conheceu bem, diz o seguinte: “Foi a figura com mais destaque nesta terra, dos burriqueiros –do Luso-, depois do 25 de Abril. Foi o melhor presidente da Junta de Freguesia de sempre. Dificilmente, de quem vier a seguir, alguém ocupará o seu lugar com o mesmo espírito de missão. Era um homem do povo. Muito dado e que vivia para resolver os problemas dos outros. Era muito bem recebido em todos os lugares da freguesia. Que eu conheça, não tinha inimigos pessoais. A haver seria a nível político. Tinha uma frase muito engraçada para os designar: chamava-lhes “caceteiros”.
Outro amigo que o conheceu bem foi o José Duarte Moura. Ao meu pedido, respondeu assim: “Não vai haver outro presidente da Junta como ele. Naturalmente que já foi substituído e outros virão mas têm outros interesses calculistas, pessoais e políticos. O “Mero” era diferente. Era a simplicidade em pessoa. Estava ali para ajudar e nunca para medir as pessoas pelo que representavam na colectividade. Não discriminava quem quer que fosse. Era amigo até do inimigo. Vou sentir muita saudade dele e acredito que muitos mais sentirão o mesmo. Foi num choque muito grande!”
Nesta homenagem singela ao homem simples, em meu nome, em nome de milhares de fregueses, constituídos por lusenses, varzienses e povoações limítrofes, que acredito sentirem o mesmo, para a família enlutada um abraço de solidariedade nesta hora de tão grande sofrimento. Para o “Mero”, em sua memória, nesta despedida sem avisar, uma grande salva de palmas!


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UM PEDIDO LANCINANTE DE AJUDA





“Olá:
Decidimos desta forma publicar a nossa historia, o que vamos contar acontece em muitas famílias, a nossa não é excepção! Somos um casal, ambos, com deficiência visual, temos duas crianças maravilhosas e são elas que nos dão força para prosseguir. No entanto encontramo-nos sem trabalho. Todos os dias pensamos o que fazer para podermos manter a nossa vida minimamente estabilizada, mas as portas essas continuam bem fechadas é assim a sociedade que nos rodeia! Quando falamos da nossa deficiência algumas pessoas ficam estupefactas e sem saber o que responder. Apenas queremos oportunidades para trabalhar... para mostrar o que valemos. Temos limitações... mas não somos inválidos! Se bem que a sociedade parece não ter o mesmo ponto de vista! Nós somos duas pessoas cegas, nada mais! Queríamos ter uma oportunidade no mundo do trabalho. Vivemos unicamente com o meu desemprego que só vai existir até junho e o valor da prestação é de apenas 377euros. A partir dessa data deixamos de ter rendimentos! Temos 2 filhos! Conseguem imaginar o que nos angustia dia após dia? Como os vamos sustentar? O meu marido recebia o rendimento social de inserção mas por causa do meu subsídio de emprego a segurança social cortou o valor que recebíamos. A Segurança Social não se preocupa como é que vivemos. Por isso temos de lutar, só não sabemos como! Sabemos que está difícil conseguir um trabalho mas queríamos apelar às pessoas que ao lerem a nossa história a partilhem para que possam ter conhecimento da mesma! Sabemos que trabalhar na nossa área de formação é difícil, mas não custa tentar! Haja vontade e interesse e tudo se consegue. A nossa profissão é telefonista. Temos consciência que esta actividade se encontra em vias de desaparecimento. Ao lerem a nossa história partilhem... precisamos de ajuda! Por favor! Pensem nos vossos filhos e se lhes faltasse o pão.
Para nos contactar podem usar o e-mail pauloleitao75@gmail.com”

terça-feira, 20 de janeiro de 2015