segunda-feira, 19 de maio de 2008

IMAGINEMOS QUE AS CONDIÇÕES SE ALTERAM...




Imaginemos, por hipótese, que Pedro Santana Lopes (PSL) ganhava a corrida para secretário-geral do PSD, –evidentemente que ninguém acredita em tal, nem que todos os Santanistas fossem a Fátima a pé-, mas façamos um exercício de “faz de conta”. Se tal viesse a acontecer, em Coimbra, como bolas de neve deslizando pela encosta, rolariam muitas cabeças, sobretudo na Comissão Política Concelhia do PSD (CPC), ou então muitos sapos vivos teriam de ser engolidos.
Comecemos pela entrevista de Manuel de Oliveira (MO) ao Diário de Coimbra de 15 deste Maio, único candidato às eleições para aquele órgão e, que sabemos hoje, inevitavelmente, saiu vencedor. Dizia então MO a determinado passo, e depois do jornalista formalizar a pergunta: “As últimas eleições para a CPC acabaram por provocar roturas graves no seio do partido, nomeadamente entre Carlos Páscoa e Horácio Pina Prata, o que acabou por ter impactos, até ao nível da vereação. Depois de eleito, tenciona fazer alguma coisa para acabar com as divergências?
Respondeu MO: “(…) ainda hoje, na vossa edição (…) se vê quem tem estado numa posição de total confronto. (…) porque a CPC –que vai cessar funções- retirou a confiança política ao vereador Pina Prata. Ora, as condições não se alteram, portanto, mantêm-se tudo na mesma. Não farei, por isso, nenhum esforço, porque o afastamento tem uma única direcção, não dois sentidos.
Pegando na notícia de hoje do maior jornal da cidade, em que refere que PSL “esteve ontem em Coimbra na sede distrital do PSD (Rua dos Combatentes da Grande Guerra, 23), para uma sessão de esclarecimento a militantes e simpatizantes do partido. (…) Na ocasião, marcaram também presença o mandatário distrital, Nascimento Costa, o mandatário distrital das Juntas de Freguesia, José Maria Barroca, e o mandatário concelhio, Horácio Pina Prata”.
Se, por hipótese, PSL ganhasse as directas do PSD, o primeiro a demitir-se seria então MO, o homem forte dos transportes da guarda inglesa, e o candidato à autarquia já não seria Carlos Encarnação, que arrumaria de vez os sapatos pouco usados nestes cinco anos, e passaria a ser Pina Prata o candidato a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Não é difícil de antever as pressões saídas da cidade e direccionadas aos militantes, e para dentro do partido laranja, para que este cenário virtual passasse a ser real.
Consta-se por aqui que em Fátima foi criado um gabinete em exclusivo para acolher as preces ( e as oferendas monetárias) dirigidas a Nossa Senhora.
 

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