segunda-feira, 9 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…






José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, “apanhado” a pensar com seus botões hoje de capacete na cabeça na inauguração do Parque Municipal de Skate:


“À minha direita sei que posso estar descansado… já à esquerda não posso dizer o mesmo...

O melhor mesmo é prevenir. Nunca confiando. Sei lá se posso ser atingido com um avião? Cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém...”


 

domingo, 8 de maio de 2022

PARA REFLECTIR (A BEM DE TODOS)

 

(foto de Leonardo Braga Pinheiro)




Na qualidade de administrador, acabei de bloquear um membro que num post da página no Facebook da Câmara Municipal de Coimbra (não oficial) entrou em rota de colisão com outro.

Era bom que, numa espécie de bola de neve a rolar por um declive, se avaliasse o grau de violência em que se pode derrapar pelas frases mais estúpidas e desprovidas de respeito pelo outro.

Tudo começa por uma frase meio descontextualizada:


- “(...) diria mais ingenuiês......."


Em resposta, o outro atira:


- “(…) A sério? O Sr é de Coimbra? E que idade é que tem? Tacanha é a sua mãe! Vá pastar!"


O outro, picado, aumenta o grau de injúria e arrasa o antecedente:


- “(…) ó sua merdas! A sua mãe é que teve o seu aborto!”


Num pequeno comentário avisei que, por violação das regras do grupo, nomeadamente por insulto mútuo, iria apagar os dois comentários. Ora o que fez o ex-membro, que reagiu à primeira pseudo-provocação? Através de mensagem privada acusou-me de ser injusto. Mas escreveu mais:


“Ditador parcial”...

“Eu conheço- te”…

“Lambe botas”…


O que me causa algum prurido é que estamos a falar de pessoas bem formadas e bem inseridas na sociedade. Um deles, até o conheço bem há muitos anos. No “olhos nos olhos” é um sujeito cordato, solidário, pacato e de uma educação esmerada e sensibilidade a toda a prova. Quando transposto para detrás de um ecrã transforma-se completamente. Torna-se um tipo violento na escrita, provocador, ressabiado com a vida e a parecer defender acerrimamente a extrema-direita – quando eu sei que nada o identifica com os extremos ideológicos.

O que é que passa?

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 





José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, acompanhado pela primeira-dama e Nelson Cruz, Chefe de Gabinete e Apoio à Presidência, ontem na Baixa de Coimbra a percorrer as bonitas ruas atapetadas com pétalas de flores na Festa da Flor e da Planta, “apanhado” em amena cavaqueira:


- Ó Nelson, apetecia-me algo diferente…

- Diferente, como senhor presidente?

- Vê se acompanhas o meu raciocínio… Está tudo muito lindo. Estamos todos de parabéns. Está muita gente. Amanhã a imprensa escrita e televisionada não vão falar de outra coisa. Esta alegoria é um sucesso…

- Não estou a perceber, senhor presidente… Se está tudo a correr bem…

- Pois está. Lá isso está! Mas esta iniciativa, assim como a próxima das Marchas Populares, em Junho, já foi criada no tempo de Mário Nunes e neste novo formato na vigência da outra senhora… a antiga vereadora da cultura… a… a…

- Carina Gomes, senhor presidente…

- Essa sim, Isso mesmo! Como ia dizendo, temos de criar algo original… para não nos acusarem de plágio…

- Mas, como disse, senhor presidente, está tudo tão lindo…

- É verdade, Nelson, mas não podemos dormir na forma. É preciso dar festa ao pessoal e fazê-los bailar na roda. Não sei se me entendes…

-Por acaso não, presidente...


sexta-feira, 6 de maio de 2022

COMÉRCIO NA BAIXA: ENTRE O SAI LOJISTA E O ENTRA LOJISTA

 



Esta semana, encerraram duas lojas comerciais na Rua das Padeiras que, de certo modo, eram, em metáfora, candeeiros de luz na longa noite escura que a Baixa atravessa desde, pelo menos, há vinte anos.

No caso, fechou a “Mercearia à Portuguesa”. Este pitoresco estabelecimento de mercearias e frutas, pela mão de Fábio Teixeira, abriu portas em Abril de 2018.

A outra loja foi a W52, uma referência no plano nacional dentro do sector de retalho de roupas. Com várias lojas em todo o país, detinha dois estabelecimentos na Baixa de Coimbra: um na Rua das Padeiras – que agora encerrou – e outra na Rua da Sofia - esta vai manter a famosa marca no Centro Histórico.

Segundo informações fidedignas, este encerramento assenta numa nova estratégia da empresa W52. As funcionárias que trabalhavam neste local que agora claudica transitam para uma loja situada em Cantanhede.

De salientar que, após seis dias pelo bater de portas, o espaço comercial já está arrendado, o que permite avaliar que, num recrudescimento que muito se saúda, perante uma estagnação presente e notória, há uma nova procura de estabelecimentos comerciais em curso.



UM NOVO PREC


Com um novo PREC, Procura em Recuperação em Curso, assiste-se a um novo eclodir de um costume que já nos fazia falta. Isoladamente, há pessoas a interrogar por estabelecimentos para venda e arrendamento, assim como já é notada a movimentação de agentes imobiliários a procurar espaços comerciais para satisfazer clientes.

Por outro lado, vemos várias transferências de lojas implantadas para outros locais nas proximidades, certamente pela procura de maior visibilidade, ou, se calhar, por rendas mais acessíveis.


quinta-feira, 5 de maio de 2022

OS GUARDIÃES DA VERDADE ABSOLUTA

 

(Foto de Leonardo Braga Pinheiro)



Como vigilantes revolucionários em defesa de uma verdade, única e imaculada, e a actuarem 24 sobre 24 horas no espaço digital, eis os novos polícias dos costumes, de opinião vinculativa destes novos tempos.

Como cartilha doutrinal pregam o evangelho segundo o seu pensamento, singular e formado por outros, que, como nova lobotomia, sem dor nem sofrimento, lhes implantaram uma lavagem aos seus cérebros

Para estes novos puristas não se admite, nem contraditório, nem quem ouse colocar em dúvida a sua veridicidade suprema: “ou estás totalmente comigo ou, se não estás, és do contra.”

Não se sabe muito bem porque abominam a liberdade de expressão – dos outros, obviamente. O seu direito de pronúncia, sem limites, enterra em campa rasa todos os infiéis e hereges que ousem pregar a blasfémia do contra.

Maioritariamente, sem se conhecerem pessoalmente, sem hierarquias declaradas mas existentes, agem em grupo, ou esquadrões do “deita a baixo” sem cerimónia. Sabem que pela lógica da psicologia de grupos a ordem é cilindrar sem dó nem piedade, massivamente, quem ousar pôr em causa a fidedignidade da nova religião.

Para impor a sua vontade recorrem, na maioria das vezes, ao insulto gratuito.

A questão fulcral é saber: porque se movem desta maneira desregulada, mas aparentemente ordeira?

Como se defendessem uma nova ordem social, o seu crivo é maniqueísta: só há bons e maus.

Sem certezas absolutas, presume-se ser, por um lado, o interesse em agradar, por outro, a ambição de subir na hierarquia invisível. Os que já estão no sistema cobiçam chegar mais perto do poder de facto. Quando não conseguem, dizem cobras e lagartos do chefe, e num ressabiamento atroz, onde clicam deixam sempre um rasto de provocação e acrimónia.

Os voluntários, os que estão fora da rede, desejam ardentemente entrar no circuito e instalar-se na sombra da supremacia.

No fundo, bem no fundo, acredita-se que estes prosélitos amam e idolatram apenas o poder e sem ter em conta as qualidades do eleito que pregam, ou pelo menos uma racionalidade para avaliarem e distinguirem o bem do mal. Encadeados e cegos por um tempo que passou, assente na distopia – ideia de uma sociedade assustadora e totalitária -, talvez pelo medo de sofrerem mais uma desilusão, defendem a sua crença com fanatismo.

Resta-nos apelar aos que não estão infectados com esta doença que sejam indulgentes com os pobres endémicos.

Vale a pena pensar nisto?

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO…

 



José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, “apanhado” no fim-de-semana a conversar através do computador com Carlos Lopes, vereador municipal do associativismo:


- Ó Lopes, esta noite estive a pensar em dividir o teu pelouro do associativismo em duas áreas: empresarial e cultural.

Tu manténs o primeiro e eu chamo a mim o segundo…

- Não estou a perceber… Porquê? Porque não fica com as duas metades, senhor presidente?

- Olha, eu até gostava de ficar com as duas, mas não posso… sobretudo com a área empresarial...

- Não pode? Porquê?

- Sabes, Lopes, quando eu estava na oposição ao meu antecessor… o... o…

- Manuel Machado, senhor presidente…

-Isso… isso! Como eu ia a dizer, quando estava na oposição, para de certo modo combater o poder eminente da APBC, Agência para a Baixa de Coimbra, apoiei e até incentivei a criação da AICEC, Associação de Indústria, Comércio e Empresas de Coimbra. A verdade é que, depois disso, nunca mais me interessei pela vida desta agremiação. Por outro lado, como fui eleito em Setembro último, tive de fazer o mesmo que o meu antecessor… o… o…

- Manuel Machado, senhor presidente…

- Isso mesmo! Continuando, ocupando a cadeira maior de gestor concelhio, naturalmente, como é óbvio, tive de apoiar também a APBC. De certo modo esta agência até mudou muito. Já não tem nada a ver com o que era…

- Mas, mudou em quê, senhor presidente?

- Em tudo! Até na presidência…

- Mas o senhor presidente estava a dizer que nunca mais se interessou pelo caminhar da AICEC. Problemas de consciência? Certo?

- Talvez, Lopes! Sinto que não fiz o que devia…

- E é por isso que não quer ficar com o associativismo empresarial?

- É sim, Lopes…

- Porque é que não telefona à presidente da AICEC?

- Tens razão, vou fazer isso durante a semana. Vou pedir ao Nelson (chefe de gabinete e apoio à presidência) o número de contacto da senhora presidente...


quarta-feira, 4 de maio de 2022

O FOTÓGRAFO ESTAVA LÁ… E VIU E OUVIU, OU TALVEZ NÃO...

  




António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, “apanhado” a pensar alto sobre o auto de adjudicação do novo edifício municipal, que vai ocorrer na próxima Sexta-feira.


“… (nhem… nhem… nhem)… Estou farto de matutar e não consigo que me ocorra um nome de baptismo para o novo palácio presidencial que, presumivelmente, vai ser inaugurado em 2024. Porra! Já tenho os neurónios a deitar fumo...

… (nhem… nhem)… Tem ser uma personalidade conhecida, e que tenha estado muitos anos à frente da autarquia…

… (nhem… nhem)… Em 2024 é ano de eleições autárquicas… Havia de ser alguém que me ajudasse a fazer as pazes com o partido do meu coração. Gostava tanto de ter o apoio do Partido Socialista nas próximas eleições!...

… (nhem… nhem)… Eureka! Já sei! Descobri! Vai chamar-se Edifício Municipal Dr. Rui Marqueiro!”