sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"REPÓRTER ESTRÁBICO": ÚLTIMA HORA





O “repórter”, sempre em cima do acontecimento, a mostrar “que o se passa na Baixa, a qualquer momento, neste blogue é “Caixa”, informa, em primeira-mão, os seus leitores, que já esta noite foi patrulhada por dois agentes da PSP. Segundo informação fidedigna, que pediu o anonimato, na Esquadra da Solum, estão escalados, todos os dias, durante a noite, dois cívicos para a zona histórica.
Os comerciantes, ainda pouco descansados, no entanto, já pensam oferecer uma velinha ao “São José da Couraça”, mais conhecido entre nós como Henrique José Lopes Fernandes. Já dizem, por aqui, que pensam em substituir o seu anterior patrono, Santo Onofre, por este “Santo”, que para além de parecer ser um homem comum, já apresenta resultados nas preces a si dirigidas.
Para além de mais, convidam-no a descer do “altar” da Couraça, dizem que gostavam de o ver por aqui, pelas ruas e vielas da Baixa.

UM MERCADINHO A VISITAR



No próximo sábado, 8 de Novembro, das 14 às 20 horas, vai realizar-se mais um mercado no Quebra-Costas. Trata-se de uma feliz iniciativa dos comerciantes estabelecidos naquela artéria da cidade no sentido de revitalizar o comércio local. Como toda a gente sabe, de mês para mês, é um sucesso em crescendo.
Visite que vale a pena. Vai encontrar artesanato urbano, roupa usada, banda desenhada, bijutaria, vários artigos em segunda mão, arte vária, discos em vinil, comida macrobiótica, produtos biológicos, e muito mais temas que justificam um pequeno passeio à zona histórica da Alta.
Para além de tudo isto, como se fosse pouco, ainda pode assistir às 14.00 a uma actuação do DJ Ricardo Marinheira; às 16.00 horas, a Anca Soundsistem (DJ set); às 18,30, pode ainda assistir à actuação de Ricardo Mara (viola caipira).
Como vê, um bom motivo para ir no próximo sábado às escadas do Quebra-Costas.

"REPÓRTER ESTRÁBICO": MAIS UM PRÉDIO VANDALIZADO NA BAIXA







Esta noite, na Travessa da Rua Velha, no centro histórico, foi vandalizado um prédio, com presumível intenção de assalto aos vários operadores a laborarem no edifício.
Logo, ao abrirem a porta principal, de manhã, os residentes, tiveram um baque, Felizmente, como o prédio foi restaurado há poucos anos, as portas de acesso aos diversos apartamentos, sendo em madeira maciça, resistiram estoicamente, provavelmente a um “pé de cabra”, e o(s) intruso(s) não conseguiu os seus intentos.
No primeiro andar, no atelier de costura da D. Rute Almeida, no escritório de advocacia da Drª Ana Cristina Santos, assim como, no 5º andar, no salão de Estética da D. Ângela Ferrer, o ambiente era de algum constrangimento e apreensão quanto ao futuro.
À pergunta se iriam apresentar queixa, com ênfase, garantiram ao “repórter”: “vamos mesmo apresentar participação judicial, para que fique registado no índice de ocorrências”.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"MISERICÓRDIA CONDENADA A INDEMNIZAR MORADORES"

(HÁ PESSOAS, HÁ INSTITUIÇÕES E TAMBÉM HÁ COISAS QUE PARECEM SER O QUE NÃO SÃO)


O Tribunal de Coimbra considerou a queda de tês edifícios na Rua Corpo de Deus, a 22 de Dezembro de 2000, teve como causa a queda do prédio degradado da Santa Casa de Misericórdia na mesma rua e condenou a instituição a pagar indemnizações aos desalojados na sequência do desabamento. A sentença foi ontem explicada aos antigos moradores pelo advogado que, pago pela Junta de Freguesia de São Bartolomeu, os tem representado em Tribunal. Carlos Abílio Gonçalves e o autarca Carlos Clemente congratularam-se com a vitória numa batalha judicial que começou em 2003 (…)” –In Diário de Coimbra de hoje, dia 6 de Novembro.
Uma grande vitória para o meu amigo Carlos Clemente. Este autarca, “teimoso que nem uma mula”, que gosto muito, e que a Baixa tem a sorte de o ter à frente numa das suas juntas, serve de exemplo para outros edis, que a única coisa que devem saber fazer é assinar declarações. Defender os seus fregueses não é com eles. Sem estar a direccionar nenhum em especial, a verdade, é que me ocorrem demasiados, infelizmente.
Por isso, para ele, pela sua teimosia, pelo seu sentido de justiça, uma grande salva de palmas.
Para a Santa Casa da Misericórdia, o mínimo que lhe pedimos, ao provedor Aníbal Pinto de Castro, é que tenha em conta o seu objecto social e tenha mesmo…misericórdia. Se vai recorrer para a Relação, num direito que lhe assiste, a verdade é que a sua misericórdia para quem mais precisa, enquanto “praxis”, vai ser difícil de explicar.

ÍCONES DE UMA CIDADE


(A PHARMÁCIA NAZARETH, NA RUA FERREIRA BORGES)



(CENTRUM CORVO, NA RUA DO CORVO)



(TURÍBIO DE MATOS, NA PRAÇA DO COMÉRCIO)



((CAFÉ SANTA CRUZ, NA PRAÇA 8 DE MAIO)



(O CANTINHO DA ANITA, NA RUA DE SARGENTO-MOR)



(O CENTENÁRIO SALGUEIRO'S, NA RUA FERREIRA BORGES)


 Eis alguns pontos fundamentais a serem visitados na Baixa de Coimbra. Marcos de um tempo que a memória não apaga, que graças ao estóico esforço dos proprietários, se vão mantendo, como museus interactivos, a representarem, através do seu mobiliário e, alguns ainda, com profissões em desaparecimento.
Digam-me, não deveria ser o pelouro da cultura da Câmara Municipal que, através do seu vereador, Mário Nunes, um reconhecido homem de cultura, com provas dadas, que deveria tentar evitar o desaparecimento de algumas casas comerciais emblemáticas?
Podem até dizer, pois, mas a autarquia, agora, até criou a “Rota das Tabernas”! É verdade sim! Mas criou esta “Rota”, exactamente, quando, praticamente, na Baixa, não existe um único exemplar original para amostra. Deixaram fechar todas. Até vou mais longe, fizeram tudo para que estes “santuários”, duma vivência passada (mas recente na memória) da cidade, fechassem portas. É certo que existem alguns exemplares “cópias” dos originais, mas, em boa verdade, não deixam de ser réplicas.
E se a Câmara Municipal de Coimbra só agora tomou esta atitude, há pelo menos um homem, grande de cultura, que, através da sua teimosia, está na base desta tardia decisão. Falo, obviamente, de um discreto tenaz que, remando contra ventos e marés, levou a autarquia a, finalmente, emendar a mão. Falo, com todo o respeito, de Paulino Mota Tavares. É graças a ele, como principal reincidente na teimosia, coadjuvado por homens, como ele, livres de interesses pessoais como o engenheiro Luis Correia de Oliveira, que, a expensas suas, “in extremis” se salva alguma memória.
Poderia falar na ASAE como a última grande “vassoura” que ia varrendo o que resta, mas não, este processo de abandono de casas emblemáticas na cidade, este lesa-cultura, já vem muito de trás.
Foi-se o Café Arcádia, o segundo consultório do médico Adolfo Rocha (Miguel Torga); foi-se a Brasileira, centro histórico de tantos plenários anti-fascistas e de tantas reuniões estudantis; foi-se o Café Internacional, a antecâmara da Estação-Nova; foi-se o Café Central, um salão de chá cheio de tradição. Isto só para falar dos mais recentes, e de há cerca de uma década para cá.
Quem não souber vai argumentar do mesmo modo que fez Carlos Encarnação, aquando do encerramento da Central. E o que disse o presidente da autarquia? Disse, mais ou menos isto: “vivemos numa economia de mercado livre, onde a Câmara não pode intervir nos destinos de estabelecimentos privados. Onde os proprietários têm, por direito, a sua livre opção”. Acontece que é quase assim, mas só “quase”. Ou seja, a autarquia possui mecanismos que podem obstar a mudança de um determinado ramo de estabelecimento. Basta declarar aquele estabelecimento de interesse público municipal. A partir daí, poderá haver várias transmissões, mas o ramo não poderá ser alterado.
Lisboa já utilizou várias vezes este mecanismo jurídico. Coimbra nunca o fez. Talvez por isso desaparecesse, na Rua Ferreira Borges aquela linda Barbearia, onde está hoje a Ourivesaria Ágata; desaparecesse a Loja de Ferragens Neves, na Rua da Sofia; a casa dos Cafés, na Rua Adelino Veiga; a mercearia Ernesto Vasconcelos, na Rua Eduardo Coelho; etc,.
Evidentemente que não chega “querer”. É necessário, através do Estado, criar meios de subsistência para que estes “museus-vivos” se mantenham em actividade. Por exemplo, criar um diploma, através do Ministério da Cultura, para preservar estabelecimentos com mais de meio-século, sob a égide “estabelecimento de tradição”, em que, para além de uma placa identificativa na porta principal, seria incorporado nos roteiros turísticos das cidades. É utópico? Penso que não. É apenas seguir a mesma linha de pensamento -e pôr em prática- que o Ministério da Cultura tem para os artistas com o “Subsídio de Mérito Cultural”.
Infelizmente, creio, nem o presidente da Câmara lê este Blogue –sorte dele, se calhar, se lesse, até lhe podia dar uma apoplexia- nem o Ministro da Cultura. Mas se algum deles passar por aqui, pensem no assunto, os nossos netos vos agradecerão.

REABRIU O FEB





Esta semana, na Rua do Corvo, junto à igreja de Santa Cruz, em Coimbra, reabriu o Restaurante FEB. Há uns largos dias encerrado, esta pérola do centro histórico, está agora em muito boas mãos.
Os irmãos, sócios, de origem indiana, com a firma “Balwinder Singh Thandi, para além de oferecerem uma grande variedade de cozinha portuguesa, vão também oferecer uma boa ementa de gastronomia indiana, onde certamente irá predominar o caril, tão próprio das terras de Mahatma Gandhi. Uma boa aposta na diferença, penso eu. O que a Baixa precisa é de variedade gastronómica, onde predomine a hotelaria, uma boa aposta e o futuro desta zona monumental.
Para além da oferta de uma boa cozinha, os dois irmãos da terra de Buda, vão estar abertos 7 dias por semana e das 8 às 24 horas. Só por isso, quanto a mim, já merecem uma salva de palmas de boas vindas.
Tenho a certeza, ou não conhecêssemos todos a entrega e a disponibilidade ao trabalho do povo indiano, que o projecto do homem que abriu este estabelecimento, o saudoso Jaime Carvalho, um bom e notável homem já desaparecido de entre os vivos, está muito bem entregue. Onde quer que esteja, o senhor Jaime, deve estar contente e, como nós, está a “torcer” pelo sucesso do “velho” restaurante FEB.

AS BOAS VINDAS À RR-MAISON






 Abriu portas esta semana, na Praça Velha nº38, uma nova casa de têxteis e decorações. Com tecidos importados, onde o bom gosto impera, não tenho dúvida nenhuma de que este estabelecimento vai ser um sucesso no Centro Histórico.
Implantada no mesmo lugar do antigo “Cordelinho”, recentemente desaparecido, esta nova firma nos seus artigos decorativos diferentes, divididos entre têxteis, bibelôs de grande qualidade, artesanato urbano e artigos diversos, vai mesmo fazer furor entre os consumidores que procuram uma peça diferente para oferecer no Natal que se aproxima.
Em meu nome pessoal, em nome de uma Baixa que fica mais enriquecida com esta nova pequena superfície comercial, desejo-lhes as maiores felicidades.