sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





Joana Nogueira deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...":


Viseu, Guimarães, Braga, Funchal, Aveiro... percorre-se os centros históricos/zonas comerciais tradicionais e o que se constata é que colaboração deu lugar à competitividade, o trabalho conjunto e articulado entre os comerciantes e associações locais (esquecendo-se do poder publico, até porque as pessoas querendo juntas, são uma força maior). Criou-se um espaço e tecido social com uma dinâmica alegre, entusiasta, diversificada, esteticamente apelativa, cidades onde se tem de ir para aprender o que o recolhimento contínuo no nosso espaço não deixa ver.
Imagino-me sentada numa esplanada, situada numa praça especial, a provar os nossos sabores e de repente uma amiga dizer: “espera aí que vou ali ver aquele vestido que parece bem giro!” Ou querendo uma florista, que vem mesmo a calhar tal qual uma migalha das ruas de Paris, me oferecer uma montra de jardins que certamente vou levar para casa. São exemplos que por alguma razão que às vezes me parece estranha as pessoas não conseguem perspectivar indo antes por um caminho que, numa honesta auto-reflexão, só a elas lhes faz mal. Desejo que todos, mesmo todos, no meio de algum pessimismo possam um dia comer um bom queijo acompanhado por excelente vinho mesmo à porta do seu espaço e percebam que a conciliação e partilha são muito mais gratificantes que a manutenção numa zona de conforto de algo que mesmo sendo mau, se teima em não sair.


**************************************


Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "JAZZ AO CENTRO RESPONDE":


Eu tenho muita pena, mas fazem mais falta à Baixa esplanadas, bares e associações como o Jazz ao Centro, do que lojas de vestuário. A baixa já não vai ser o que era, nunca mais, com o hábito medieval de ruas para sapatarias, outras para vestuário e tascas típicas pelo meio. Em qualquer outra cidade das dimensões de Coimbra, as “baixas” são feitas de espaços de bares, cafés, animação nocturna com música e comércio, em partes iguais. E esplanadas. Muitas.
Não sou comerciante, mas “apenas” coimbrinha e cliente, com muito interesse em passear na minha velha Baixa, não apenas para ver montras de lojas mal iluminadas e cheias das mesmas coisas.



***************************************



Marcelo dos Reis deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA ESPLANADA POLÉMICA NA BAIXA":



Pobres comerciantes!
Não é por acaso que a Baixa de Coimbra está como está. Basta visitar outras zonas históricas de cidades portuguesas, e não só, para perceber algumas da iniciativas que devem ser tomadas.
É mais do que evidente que uma "Boa Esplanada" no Largo do Poço contribuirá para melhorar a oferta de lazer, e turística, potenciando por si só o negócio dos comerciantes locais.
Devem andar todos com os olhos em bico!!!


***************************************

paperzone deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA ESPLANADA POLÉMICA NA BAIXA":



E se por acaso, com a criação da esplanada, os senhores comerciantes começassem a ter uma clientela nova, começassem a ter novos segmentos de mercado e começassem a ter um negócio mais lucrativo? Alguém se opunha? E se por acaso, numa tarde de verão, um sábado por exemplo, fossemos surpreendidos com uma esplanada, um pequeno concerto e os lojistas todos abertos a "bombar" no negócio? Alguém se opunha? E se por acaso, "aquela" loja que está fechada, reabrisse. Alguém se opunha? Pois eu defendo que exista uma esplanada em cada praça da Baixa da cidade. Defendo também uma piscina maior na cidade, um parque de campismo decente, transportes públicos (alguns em linhas específicas) grátis para a baixa, bicicletas para a baixa, Internet grátis na baixa, vales de desconto, polícias, mais estacionamento... mas sobretudo... para a Baixa... defendo uma abertura diferente por parte dos lojistas numa perspetiva de criarem uma dinâmica vencedora, e não derrotista . Para o caso em concreto, a união, as sinergias, eram tão bem vindas! Não resolve o todo da Baixa, mas era uma ajuda.


************************************


Carlota Silva Vieira deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA ESPLANADA POLÉMICA NA BAIXA":


Claro que a existência de uma esplanada no Largo mencionado, iria trazer mais clientes aos comerciantes, assim como turistas àquela zona.
Dinamizem a Baixa de Coimbra, que será melhor para todos!

***************************************

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "JAZZ AO CENTRO RESPONDE":


Sou frequentadora assídua do Salão Brazil e conhecedora do magnífico e árduo trabalho que o JACC tem desenvolvido em prol da música.
Também já beneficiei das sardinhadas nos santos populares, na esplanada colocada no Largo do Poço, que tanta animação e pessoas chamou ao local, desconhecido da maioria dos conimbricenses.
Uma esplanada, pertença da Camponesa que será da responsabilidade de investidores privados, será de certeza uma mais-valia para o Largo do Poço, pois aos comerciantes não basta ter umas montras visíveis mas sim quem as veja, quem visite e pare naquela área e a esplanada irá certamente movimentar e alegrar a praça, que é tão pouco frequentada e onde nunca vi crianças a brincar.

JAZZ AO CENTRO RESPONDE





Ontem escrevi a crónica “Uma esplanada polémica na Baixa” (clique em cima para ler). Por, atempadamente, não ter sido possível ouvir a direcção do Jazz ao Centro Clube, hoje recebi a comunicação que se segue –com um agradecimento ao José Miguel, presidente desta colectividade.


Caro Luís,
Em nome da Direcção do Jazz ao Centro Clube, da qual sou Presidente de Direcção, desde Agosto de 2013, gostaria de lhe prestar alguns esclarecimentos que, porventura, poderão elucidá-lo acerca do Jazz ao Centro Clube, nomeadamente, acerca da actividade que esta Associação Cultural desenvolve desde que adquiriu o trespasse do Salão Brazil, em Agosto de 2012.
Creio que o Luís saberá muito sobre a história do JACC, tendo inclusivamente acompanhado os primórdios da sua actividade e, como cidadão informado e atento, como sempre demonstrou ser, acredito que seguirá (pelo menos ao longe) os vários acontecimentos que têm marcado a vida desta Associação.
O meu mail tem apenas o objectivo de lhe dar a conhecer mais pormenores, para que qualquer argumento que seja apresentado na salutar discussão sobre a esplanada ou o papel e importância da actividade do JACC na cidade, haja factos concretos por perto.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

1. O Jazz ao Centro Clube é uma Associação Cultural Sem Fins Lucrativos, nascida em Coimbra, em Abril de 2003, numa altura em que a Cidade acolhia a iniciativa Capital Nacional da Cultura;

2. O processo que conduziu à sua formalização foi encabeçado por Pedro Rocha Santos, entusiasta e principal dinamizador das actividades do Clube, mas foi acompanhado por mais de 3 dezenas de homens e mulheres, sobretudo de Coimbra, mas alguns também de outros pontos do país;

3. Nos primeiros anos de actividade, os apoios do Município de Coimbra foram dirigidos, sobretudo, à produção e programação, por parte do Jazz ao Centro Clube, dos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra. Estes apoios à produção e programação do Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra mantiveram-se por parte dos vários Executivos camarários, até 2012.

4. A partir de 2005, o JACC iniciou um processo de expansão da sua actividade, primeiro através da edição da revista jazz.pt, que teve edição impressa de 2005 a 2012, depois com o Portugal Jazz - Festival Itinerante de Jazz (2007-2011), com a editora JACC Records (2010- ), com o XJazz - Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto (2012- ) e numerosas outras parcerias de programação, com entidades muito diversas, de Norte a Sul de Portugal;

5. A partir de 2006, altura em que a Associação já tinha sede na Baixa de Coimbra (no Adro de Baixo, atrás da Igreja de S. Bartolomeu), a Associação começou uma trajectória de profissionalização. Em 2007, altura em que o apoio da Câmara Municipal de cifrava em 30.000,00€, o Jazz ao Centro Clube tinha 3 colaboradores a tempo inteiro e já era apontada uma das Associações mais dinâmicas do País, na área da música. A partir dessa altura e dado o seu trabalho de promoção e divulgação da cultura musical, passou também a gozar (se bem que nem em todos os anos) de apoios pontuais por parte da Direcção Geral das Artes;

6. No biénio de 2011/2012, e apesar do esforço feito na qualificação e dignificação dos seus recursos humanos e das muitas actividades levadas a cabo de Norte a Sul do País, a situação do Clube passou por momentos extremamente complicados, dados os poucos recursos disponíveis;

7. Foi nesse estado de imensa fragilidade, mas de trabalho árduo em várias frentes que, em Agosto de 2012, surgiu a possibilidade de o Jazz ao Centro Clube adquirir o trespasse do Salão Brazil, espaço onde, desde 2006, realizava já diversos concertos parte do programa do festival de jazz, mas não só (de resto, o Luís já tinha dado conta dessa dinâmica noutros textos do seu blogue);

8. Apesar de não ter sido possível obter qualquer tipo de apoio público para a sua aquisição* - pese embora o Executivo Camarário da altura ter reconhecido a importância fundamental do Salão Brazil, enquanto edifício capaz de potenciar a revitalização urbana, em pleno coração da Baixa - a Direcção do JACC avançou para a aquisição do trespasse e respectivos investimentos na adaptação do espaço para que servisse os propósitos de funcionar enquanto espaço cultural de apresentação de música ao vivo. Sem meios próprios, o JACC recorreu à banca e a empréstimos privados, de pessoas próximas do Clube que, desde a primeira hora acreditaram na importância do Salão Brazil para o enriquecimento cultural da cidade de Coimbra e, também, no exemplar do papel que a Cultura e as Artes podem desempenhar na revitalização e dinamização do Centro Histórico;

9. Desta forma, e a custo de um trabalho árduo por parte de vários colaboradores - mais uma vez, encabeçados por Pedro Rocha Santos - em três anos (2012-2015) o Jazz ao Centro Clube reforçou o seu papel como estrutura cultural de enorme relevo na cidade de Coimbra, sobretudo por via da sua participação nas plataformas culturais LINHAS CRUZADAS (com O Teatrão, a Casa da Esquina e o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, no biénio 2013-2014) e na plataforma LINHAS (sem O Teatrão, em funcionamento no biénio 2015/2016);

10. Nos últimos anos, houve um aumento efectivo do financiamento público ao JACC, o que significa que, por exemplo, em 2016, o financiamento público ao programa artístico e educativo do JACC (por parte das Câmaras Municipais de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Vila Nova de Poiares e da Direcção Geral das Artes) representa cerca de 38% do valor global das receitas do JACC. Longe de qualquer subsídio-dependência, os apoios públicos servem para o JACC colocar no terreno mais de 300 atividades por ano e apoiar dezenas de artistas, sobretudo no campo da música;

11. Vale a pena dar alguns exemplos desta atividade, referindo-nos somente ao primeiro trimestre de 2016:
- 34 concertos no Salão Brazil [https://www.facebook.com/Salaobrazil/?ref=hl];
- 11 actividades do seu Serviço Educativo [https://www.facebook.com/ServicoEducativoJACC/];
- 2 lançamento de trabalhos discográficos: Chibanga Groove c/ Brahima Galissa e STAUB 4tet [www.jacc-records.com];
- manutenção e actualização diária da única revista online dedicada ao jazz em Portugal [www.jazz.pt];
- atividades nos Municípios de Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Lousã e Penela;

12. Trabalham, hoje em dia, no Jazz ao Centro Clube, 5 colaboradores a tempo inteiro, todos eles profundamente empenhados com a actividade cultural e o seu potencial de transformação das comunidades.

13. O JACC é, apesar do seu estatuto de Associação Cultural Sem Fins Lucrativos, um sujeito passivo de IVA e, somente enquanto detentor de um estabelecimento de restauração e bebidas, paga IRC (tendo obviamente os dois CAES, referentes à actividade não lucrativa e à actividade lucrativa).
* A Câmara Municipal de Coimbra acabou por, ainda no ano de 2012, aprovar um apoio extraordinário à estrutura do Jazz ao Centro Clube, que se cifrou nos 10.000,00€ (dez mil euros), cerca de 8% do investimento global na aquisição do trespasse e nas obras de adaptação do edifício.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Ao contrário do que é referido no seu post, o edíficio d'A Camponesa não foi adquirido pelo JACC, mas sim por investidores privados. Existe, efectivamente, uma ligação próxima desses investidores ao JACC, fazendo um deles parte dos órgãos sociais da Associação.
O JACC está, hoje como sempre, profundamente empenhado com o destino da comunidade à qual pertence.
No caso concreto da polémica que se está a desenrolar em torno da esplanada, achamos que o debate é positivo e que todos, sem excepção, devem expressar a sua opinião e fazer valer os seus interesses. Nesse aspecto, este processo é exemplar, independentemente do seu desfecho!
Concretamente, a postura do JACC face à implantação da esplanada, é de total respaldo ao projecto, sem perder o sentimento de solidariedade com os vizinhos comerciantes do Largo do Poço que acham que a esplanada lhes poderá ser prejudicial.
A discussão é bem vinda e todos devem dar o seu contributo. 
Pela nossa parte, acreditamos que as diferentes opiniões acabaram por confluir numa opinião consensualizada. Para isso, será necessária mais discussão e que se mostre (como acredito que acontecerá) que a implantação da esplanada trará benefícios a todos.

::::::::::::::::::::::::::::::::

Com os meus melhores cumprimentos,
José Miguel

JACC - Jazz ao Centro Clube
[t] 239 837078 | [mail] geral@jacc.pt | [tlm] 913085648
www.jazz.pt | www.jazzaocentro.pt | www.jacc-records.com | www.facebook.com/Salaobrazil


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

UMA RESPOSTA VINDA DA CONTRASTARIA INCM

Proibido pagar em dinheiro transações de ouro superiores a 250 euros




A QUESTÃO FOI ENVIADA ASSIM: "UMA SUGESTÃO ENVIADA À CONTRASTARIA INCM "(CLIQUE EM CIMA PARA ACEDER AO TEXTO)

RECEBI HOJE A RESPOSTA:


"Exmo. Sr. António Quintans
 Encarrega-me a Sra. Diretora da Unidade de Contrastarias de lhe transmitir o seguinte:
Em cumprimento do disposto no n.º 4 do artigo 48.º do Regime Jurídico da Ourivesaria e das Contrastarias, aprovado pela Lei nº 98/2015 de 18 de Agosto, foram em 22 de outubro publicadas em Boletim do Trabalho e Emprego os conteúdos da formação inicial necessários à obtenção do título profissional de avaliador de artigos com metais preciosos e de materiais gemológicos, integrados no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ).
Determina o Decreto-Lei nº 396/2007, que aprova o regime jurídico do Sistema Nacional de Qualificações e define as estruturas que asseguram o seu funcionamento, que as formações no âmbito do CNQ sejam ministradas por entidades formadores certificadas, e a Portaria nº 230/2008, alterada e republicada pela portaria nº 283/2011, que define o regime jurídico dos cursos de educação e formação de adultos e das formações modulares, que as entidades formadoras das formações modulares previstas no Decreto-Lei nº 396/2007 estejam certificadas no âmbito do sistema de certificação das entidades formadoras, pelo que as ações de formação referidas não são da exclusiva responsabilidade da INCM, podendo, assim, ser ministradas por outras entidades que reúnam as condições para o efeito.
A INCM desenvolve as ações de formação nas suas instalações sitas em Lisboa e no Porto, centrando por isso a sua atividade a estes locais.
 Com os melhores cumprimentos,
 Carla Caseiro
Secretária de Direcção"


Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A.
Unidade de Contrastarias
Tel: (351) 21 781 07 10 | Fax: (351) 21 781 07 26
O Valor da Segurança


UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...



Daniel deixou um novo comentário na sua mensagem "UMA ESPLANADA POLÉMICA NA BAIXA":


Parece-me bem a ideia da esplanada, é uma forma de ocupar e dar vida a um largo que actualmente é um espaço vazio, subaproveitado, sem nada de atractivo, vai ajudar a chamar gente para essa zona e as lojas vão beneficiar com isso. Tal como a Praça Velha, deve-se tornar um espaço mais aprazível, com restauração, esplanadas e zona para espectáculos.
Espero que aproveitem para recuperar o edifício da garrafeira que está bastante degradado.

UMA ESPLANADA POLÉMICA NA BAIXA



A notícia chegou-me no início da semana em forma de interrogação: “assinaste?”. Naturalmente que, como é óbvio, porque desconhecia, repliquei com assinei o quê? Foi-me então explicado por um lojista que o Maike, o comerciante estabelecido com a Ellayne, no antigo sítio da Daline, no Largo do Poço, andava a recolher assinaturas para entregar um abaixo-assinado na Câmara Municipal contra o projecto do Jazz ao Centro Clube para implementar uma esplanada a ocupar quase todo o espaço público.
Ontem, depois das 19h00, no antigo Salão Brazil e agora sede do Jazz ao Centro Clube, promovida pelos responsáveis desta associação cultural, foi realizada uma reunião com vários comerciantes da zona envolvente e no sentido de os convencer a concordarem com a implantação da esplanada com 20 mesas e a ocupar todo o quadrado central e eliminando o repuxo. Porque não fui convidado, não estive presente neste ajuntamento. Quero dizer, e apenas só isso, portanto, que por não estar completamente na posse de todos os dados não darei opinião. O que vai seguir-se são declarações de alguns comerciantes da zona. Para tornar os seus depoimentos mais credíveis foi acordado que não os identificaria. Só dou nome aos dois antagonistas. Uns estiveram na reunião ontem e outros não.

O JAZZ NO CENTRO

O Jazz ao Centro Club é um projecto cultural nascido na cidade no início do novo milénio sobre orientação de Pedro Rocha Santos. Durante alguns anos esteve implantado no Adro de Baixo e desde Outubro de 2012 tem a nova sede no antigo Salão Brazil, no Largo do Poço. Desde o seu nascimento teve sempre a providencial mãozinha do pelouro da cultura da Câmara Municipal de Coimbra por baixo. Começou com o desaparecido vereador Mário Nunes, no tempo de Carlos Encarnação, continuou com a vereadora Maria José Azevedo, no mandato de Barbosa de Melo, e agora, com este novo executivo liderado pelo Partido Socialista, com Carina Gomes continua a ser apoiado fortemente. Todos os executivos contribuíram com largos milhares de euros para a prossecução cultural do Jazz ao Centro. Em 2013, sobre gerência de Barbosa de Melo, foi-lhe atribuída uma verba de 60 mil euros. E no último Abril, com este poder do PS, foi-lhe consignado também 60 mil euros.
Saliento que os eventos acontecem regularmente e são bem notados e sentidos pelo barulho, às vezes ensurdecedor, na área envolvente. Tanto quanto julgo saber, o Jazz ao Centro Clube cumpre com o acordado, ou seja, em desenvolver a cultura na cidade e tentar revitalizar a Baixa.

UMA PREMISSA IMPORTANTE A RELEVAR

A Mercearia A Camponesa, desde há vários anos a funcionar como garrafeira, no Largo do Poço, foi adquirida recentemente -o prédio- pelo Jazz ao Centro Clube e, alegadamente, será para transformar em bar e a esplanada será para servir este novo estabelecimento. 

OS CONTENDORES

Como disse em cima os opositores nesta questão são o Jazz ao Centro Clube, que até agora não foi possível ouvir qualquer responsável mas farei isso mais tarde, e o Maike Chen, o comerciante proprietário da Ellayne. Comecemos pelas suas alegações contra a ideia de transformar o Largo do Poço em esplanada. Conjuntamente com a esposa Filipa formam um casal jovem de cerca de 30 anos. Disseram o seguinte;
“Entendemos que este projecto, se for em frente, vai prejudicar-nos muito. Achamos que os guarda-sóis vão tapar as nossas montras, que dão visibilidade ao nosso estabelecimento. Vamos ficar afogados. Se as montras ficarem encobertas pelos chapéus-de-sol a loja morre. Não concordamos com qualquer espécie de esplanada, poucas ou muitas mesas. Querem eliminar o repuxo no centro do largo. É um disparate. O repuxo deve manter-se! Sem percebermos muito bem por quê, nos últimos tempos, tem estado desligado. Fizemos aqui um grande investimento e a renda é avultada. Acho que merecemos respeito. Se isto for em frente, tememos ter de despedir pessoal. Estamos aqui para trabalhar. Para nós é complicado. Se ocuparem o Largo como querem e a autarquia o permitir, não sabemos ainda o que faremos.”

E O QUE DIZEM OS VIZINHOS?

O primeiro disse o seguinte: “O número de mesas, vinte, no caso, é exagerado. O projecto é para ocupar todo o quadrado do largo. Não acho bem! Uma vintena de mesas elimina completamente o largo e o espaço, enquanto área de fruição, desaparece. É um exagero! O largo é um ponto de encontro no verão. Não percebo porque é que a fonte, nos últimos tempos, está sempre desligada!”
O segundo, como o patrão não estava falou o empregado, manifestou-se assim: “A nova esplanada será uma mais-valia para o largo. Acho que não vai prejudicar se não ocupar o espaço todo. Se forem mesmo 20 mesas estorva os estabelecimentos e tapa as montras!”
O terceiro comerciante explanou: “Estou de acordo desde a primeira hora. Aliás, gostaria que acontecesse! Acho bem a ocupação do quadrado central do largo. Traz gente à zona. É uma mais-valia! As esplanadas são positivas, sobretudo porque o Salão Brazil comprou a garrafeira e as mesas e cadeiras são à frente deste novo estabelecimento.”
O quarto depoente, com negócio, desabafou assim: “A esplanada faz sentido em frente da garrafeira com seis a oito mesas, no máximo. O número de vinte e a ocupar o espaço central é um disparate! Querem tapar as montras do lojista da Ellaine, que paga cerca de 3000 euros por mês? Qual é a moralidade? É natural que o negociante esteja preocupado. Se fosse comigo também estaria! Uma dúzia de chapéus-de-sol tapa-lhe completamente a visibilidade às montras. Para além de mais, se for em frente, o plano de colocarem um balcão em cima do repuxo é complicado. É um disparate! Não concordo com o projecto apresentado de ocupação total. Concordo parcialmente. Isto é, com cerca de seis mesas, que era o que tinha o Salão Brazil antigamente.”
O quinto lojista disse o seguinte: “Se forem 6 mesas acho bem, considerando que não prejudica ninguém. A Baixa precisa de uma alma nova. Se forem 20 mesas e a ocupar todo o espaço central e mais ainda com chapéus-de-sol é capaz de ser desagradável.”
O sexto disse o seguinte: “Colocar ali 20 mesas é um exagero! É impensável! Se for meia dúzia de mesas até concordo. Visualmente, as lojas desaparecem. É um absurdo! Os chapéus vão tapar tudo. Uma pequena esplanada, como antigamente, até é boa ideia para a Baixa!”
O sétimo empresário manifestou-se assim: “É uma aberração! Vão ocupar o largo em nome da associação. Vão retirar a estética a um espaço que é lindo. As crianças não vão poder brincar lá como até agora. Querem eliminar o repuxo. Não concordo com esplanada nenhuma! É uma associação, que arrecada subsídios públicos, a fazer concorrência aos bares que estão cá. O Jazz ao Centro tem recebido, ao longo dos anos verbas da autarquia. Isto não está correcto. É um desvirtuar da concorrência. Isto é prejudicar os privados. É uma associação cultural, não vão pagar IVA, não pagarão IRC. É um vício alimentado pelo município. É lógico que o novo bar vai funcionar em nome da associação. É mais que óbvio! Por parte do executivo, é preciso ter bom-senso e, acima de tudo, decoro, que é o que cada vez mais falta faz na gerência da coisa pública. Com as calças do meu pai também sou um homem! Haja decência! Carago!”


(Texto enviado para a Câmara Municipal de Coimbra)

P. S. - Leia aqui o contraditório enviado pela direcção do Jazz ao Centro Clube (clique em cima).


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

EDITORIAL: O EXCELENTÍSSIMO SENHOR COMERCIANTE

Proibido pagar em dinheiro transações de ouro superiores a 250 euros



Durante a manhã de hoje, sem que ninguém me encomendasse a empreitada, andei a percorrer muitas ourivesarias da Baixa. A minha intenção era, por um lado, sensibilizar os comerciantes para o facto das novas alterações legislativas para o sector de compra e venda de metais preciosos e gemológicos usados e que obrigam a ser acompanhados por um Avaliador Oficial reconhecido pela Contrastaria da INCM, Imprensa Nacional Casa da Moeda, por outro, e sobretudo, para saber se estariam interessados em frequentar um curso de avaliador oficial em Coimbra –no caso desta possibilidade se concretizar através do CEARTE.
Como sempre, fazer este tipo de incursões é um caso de estudo profissional-social. Ou seja, os resultados obtidos mostram como, apesar da crise –ou das crises, porque há várias em perspectiva- se continua a olhar para o lado e a fazer de conta que nada se passa. A maioria, numa apatia aflitiva, disse logo que não estava interessada. Perante este procedimento regimentar, com a entrada em vigor da lei em Novembro último, já desistiu de trabalhar com ouro e prata e gemas usadas. Embora em excepção uma minoria, curta, está eventualmente empenhada em conhecer o preço e candidatar-se a uma formação. São estes os mais simpáticos. Talvez porque, como eu, pensam que quando quase todos querem baixar os braços uma nova oportunidade se abre para os que resistirem.
Alguns que contactei, sem personalizar -é destes que quero escrever-, parecem ter o rei na barriga. Falam com notória sobranceria –como se ainda estivessem nos velhos tempos. A frase repetida é: “não me interessa! Não tarda vou encerrar! Não preciso disto para nada!”
Outros, “eu conheço muito bem a lei!” –mas começo a entrar na prescrição e noto que não sabem nada. A mais que um tive de sublinhar que não ganho nada com isto. O que me move é conseguir um número suficiente de interessados para que o curso possa ser ministrado na cidade. Pela sua parte, sem delicadeza, a arrogância, numa superioridade saliente, é uma constante. Falar com alguns até me deixou incomodado. Sem querer ofender quem quer que seja, acho que, acima de tudo estas pessoas, precisam mesmo de um curso de humildade. O mirar de alto-a-baixo é uma constante.
Para quem não me conhece, bem sei que o meu aspecto não ajuda, admito. Mas, com a idade, tornei-me mais circunspecto e passei a tomar em conta mais o interior. Coisas de velho, está de ver! Calça de ganga surrada, sapatos que já viram melhores dias, casaco a pedir substituição e, para piorar, não uso gravata. Mas, interrogando os ortodoxos que compram um livro pela capa, a forma de vestir é tudo? E precisam de ser quase grosseiros na comunicação? Valha-me Deus! Ou melhor, valha-os Deus!



ELES ANDAM AÍ...

(Imagem da Web)


Logo a seguir ao almoço, por volta das 15h00, entrou na loja e, num português “arromenado”, perguntou se podia ver. Era uma mulher de leste, teria cerca de 30 anos, ares de cigana e com saia até ao chão, e com duas crianças. Como já sou velho –embora pouco sabido-, que me faz acreditar que a idade me tornou algo sensitivo e presciente, e com largos anos de experiência em quadros de vida, imediatamente intuí o que pretendia a senhora. Ou seja, dar a palmada ligeira em tudo o que lhe caísse ao alcance da mão e deixar-me ainda mais pobre do que já sou. Como o ataque é a melhor defesa, e mesmo correndo o risco de ser acusado pelo Bloco de Esquerda de estar a discriminar as minorias, disse-lhe que, imediatamente, desse meia-volta porque aqui já havia um encartado na arte de surripiar. Deu mesmo meia-volta, e com frases a serem remoídas entre dentes, saiu calmamente como se nada fosse com ela.
Passada cerca de uma hora, a tentativa repetiu-se agora com um indivíduo bem-parecido, com cerca de 30 anos, e também com duas crianças. Mais uma vez a cena se renovou e o homem, suponho que a pensar como havia de se queixar do meu tratamento, lá foi à sua vida contra a sua vontade.
Para quem ler, se for a tempo, tome cuidado com este par de jarras. Não é de admirar se amanhã a notícia se espalhar de algumas lojas foram furtadas perante os olhos do responsável. Vale mais prevenir do que remediar. Quem avisa amigo é!