sexta-feira, 26 de março de 2010

UMA TOMADA DE POSIÇÃO A ENALTECER




  Ao esvaziar as gavetas e fazendo as malas, a, em tempos, designada "dama de ferro" social democrata, Manuela Ferreira Leite, deixou um acto de grande responsabilidade nacional que é preciso relevar. Como conta aqui o jornal "Sol" online, a outrora desejada sebastianista e agora "vai-te embora ó mês de Agosto", numa atitude meritória, indo contra a opinião da Comissão Política do PSD e fazendo abster os deputados sociais-democratas, viabilizou o PEC, Programa de Estabilidade e Crescimento. Num momento tão grave, politico e económico,  para as finanças públicas do país, é de realçar esta posição de firmeza e responsabilidade.
 Quanto ao sair sem pompa e sem glória, não gosto muito de fazer realçar os meu dotes de presciência -porque sou muito modesto, homessa!-, mas eu avisei-a. Até escrevi aqui o que lhe ia acontecer com dois anos de antecedência, mas a senhora doutora não me deu ouvidos! Acho que estava com medo que eu me aproveitasse da minha influência astral sobre ela. Não sei, acho que foi isso! Eu fartei-me de repetir que, se me nomeasse seu acessor para as questões esotéricas, eu não iria pedir muito. Como sou modesto, disse-lhe que me bastava um lugarzito de deputado. Para verem o meu desapego às luzes da ribalta, até lhe disse que poderia ficar na última fila. E se quisesse, não me importava nada de ficar ao lado da Inês Medeiros...não sei se estão a ver, assim sempre ia espreitando qualquer coisa ao inimigo. Digamos que seria uma espécie de lança em África tipo submarino espião. Mas qual quê? A senhora doutora Manuela ficou furibunda, nem me quis ouvir. Estão a ver no que deu...

P.S. -Bem sei que você reparou que há dois anos a Inês Medeiros não era ainda deputada do Partido Socialista. É verdade. Mas veja bem, o meu poder de adivinhação é tão grande que eu já nessa altura sabia que a "minha" Inês -gosto dela, pronto, o que é que quer?-, passado um ano e meio depois, iria ser eleita. Não tenho bem a certeza, mas, se a memória não me falha, acho que até fui eu que a recomendei ao José Sócrates. Mas, uma coisa, por favor que isto fique cá entre nós, caso contrário, a rapariga vai ficar aborrecida. Ela não sabe nada disto...

ESCOLHER O FUTURO PRIMEIRO-MINISTRO

(FOTO DO DN)
(PARA QUEM OU DE QUE RIRÃO ELES?)


  Não possuo capacidades mediúnicas, mas, pegando aqui no Diário de Notícias e realizando-se hoje as eleições no PSD para secretário-geral, algo me diz que o eleito desta contenda de quatro candidatos, respectivamente, Aguiar Branco, Passos Coelho, Castanheira Barros e Paulo Rangel, vai ser o próximo primeiro-ministro de Portugal.
 Já que ninguém pede a minha opinião, sobre quem deveria ganhar -ser insignificante e obscuro é terrível!-, mesmo assim, eu vou dá-la. Gostava que ganhasse Pedro Passos Coelho. É o sangue novo liberal que este grande partido de ideologia social-democrata precisa. Pois! Eu disse "gostava", mas não vai ganhar. Gera muitos anticorpos e estas grandes agremiações partidárias não gostam de quem faça ondas e abale a paz telúrica das instituições partidárias. É preciso mexer, mas sem grandes abalos ou vagas revolucionárias que o "zé povinho", como é conservador, não gosta de grandes mudanças e não alinha em tiradas liberais. Que é isso? Já chegámos aos países-baixos ou quê?! Isso é que era bom! Respeitinho é muito lindo. Tudo se pode fazer, desde que se seja discreto. Nada de dar nas vistas!
 Então quem vai ganhar? Quer você saber? Mas olhe, desculpe lá,assim estou a contradizer-me -em cima, eu disse que não tinha poderes mediúnicos, não era presciente, adivinho, não sei me entende. Olhe, deixe lá! É o que faço mais diariamente, portanto lá vai mais uma contradição. Vou então antecipar-lhe o resultado, mas isto fica cá entre nós, que senão depois não me desamparam a loja. Todos querem resultados antecipados sobre tudo. E eu não posso, porque não cobro...estou a ser claro? Bom, mas vamos lá aos resultados: Quem vai aceder ao pódio do primeiro lugar vai ser...(ta...ran...tan)...pois!...Paulo Rangel. Embora com uma margem muito pequenina do segundo candidato Passos Coelho...que fica então em segundo lugar. Em terceiro é o portista Aguiar Branco e em quarto lugar, o nosso conterrâneo Castanheira Barros. Adianto também que o nosso reputado advogado de Coimbra, concorrendo com grande pertinácia e dignidade, foi muito maltratado pelo aparelho Sá-Carneirista de que tanto se sente próximo. Quase que não lhe davam votos nenhuns. Mas, para prever isto, não era preciso ser bruxo como eu. É ou não verdade? Ó larilas...

P.S. -Por favor não espalhem a boa-nova aos quatro ventos. É que vai influenciar o resultado do plebiscito e eu não quero. Nestas coisas temos mesmo de ser sérios...ainda que não pareça.

quinta-feira, 25 de março de 2010

UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)





Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PARA MEDITAR: BAIXA DE COIMBRA, 24 DE MARÇO, 21H30...":





 É visível a falta de pessoas a circular nas ruas da cidade após as 19 horas. Também é visível e notório que a luz que os candeeiros proporcionam não é a mais amiga, a mais conselheira, nem que incentive as pessoas ditas "normais" a passear à noite nas ruas da nossa linda cidade. É notório nas fotos, o contraste entre a luz baça e amarelada que provem dos candeeiros de iluminação públicos e da luz limpa e clara mantida por algumas montras de lojistas que se mantem por motivos óbvios só até certa hora da noite.

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Lapa deixou um novo comentário na sua mensagem "PARA MEDITAR: BAIXA DE COIMBRA, 24 DE MARÇO, 21H30...":



Já não há pessoas, onde é que elas estão? um belo post, vale por mil palavras. Obrigado.

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SDaVeiga deixou um novo comentário na sua mensagem "PARA MEDITAR: BAIXA DE COIMBRA, 24 DE MARÇO, 21H30...":



CREDO!!!


Uma das coisas que mais confusão me fez quando para cá me mudei, foi o facto de a cidade morrer no Verão ao ponto de ser assustador andar na rua à noite em Agosto, de os cafés fecharem às dez da noite ou nem sequer abrirem o mês todo.
Estou fartinha de dizer que uma cidade que depende dos estudantes para (sobre)viver não é cidade!!!
Agora, em pleno Março, numa noite agradável dentro do género, nem sequer uma alminha a beber uma bica ou mesmo a fumar na rua (visão tão comum deste que saiu a "lei do tabaco"), é que é de assustar!!!
Coragem a sua de andar aí no meio a disparar na "baixa-fantasma"!!!

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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PARA MEDITAR: BAIXA DE COIMBRA, 24 DE MARÇO, 21H30...":



 E o que andariam as pessoas a fazer pela Baixa a essa hora? Ver montras de loja fechadas, que encerram às 19h!?
Quando não há nada de interessante para fazer em determinado local, as pessoas procuram outros sítios bem mais interessantes.
Por isso é que os centros comerciais têm sucesso. Os comerciantes da Baixa ainda não perceberam que o grande trunfo dos centros comerciais é o horário alargado.
Enquanto as mentalidades, dos comerciantes que gerem um loja como se estivéssemos no século XX não mudarem a Baixa continuará assim em declínio.

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L. Pereira deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)":



As pessoas não vão à Baixa depois das 19 horas porque a Baixa infelizmente, é mal frequentada.
Enquanto não varrerem os indesejáveis, o cidadão comum não arrisca e deixa de frequentar o coração da cidade.
Era meu hábito passear pela Baixa à noite, tive de alterar esse comportamento por sentir insegurança.
Haja coragem para tomar medidas drásticas, Coimbra precisa.
L. Pereira

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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO (SOBRE...)":



 Vindo a Primavera será mais agradável passear pelas ruas da nossa cidade, sentindo uma aragem fresquinha na cara e observando uma infinidade de espaços diferentes a ir percorrer espaços fechados e bafios cheio de corredores.

EDITORIAL: BAIXA, ESTA AMADA TERRA DE NINGUÉM






 Ao ver as muitas fotografias que publico da Baixa, e captadas ontem às 21H30, não sei se o consegui, mas a intenção é de quem as visionar, pelo choque, apanhe um murro no estômago. Uma coisa é falarmos, dizendo que o Centro Histórico à noite não tem ninguém, outra, é olharmos as imagens, a frio, e, uma-a-uma, vermos que esta zona está transformada em terra de ninguém.
Como sempre, há muito que perdemos tempo e energia a driblar a culpa deste “status quo”, deste desertificado situacionista. Os consumidores e inquilinos atribuem responsabilidades aos comerciantes e proprietários; estes à Câmara Municipal e esta ao governo do país. E, à roda, sem fim à vista, andamos neste círculo infernal. Sim, é um círculo, porque se invertermos a ordem dá o mesmo. O problema (e grande) é que, dos que falei, ninguém está isento de culpas. O governo porque não legisla, acabando de vez com este anacrónico Regime de Arrendamento Urbano. Apostou tudo nas SRU’s, Sociedades de Reabilitação Urbanas, e vai perder. Ou melhor, nós é que perdemos, porque, entre o convencimento natural dos donos dos prédios e a impugnação em tribunal, tudo vai continuar na mesma. As câmaras municipais, porque embora, de certo modo, estejam de mãos atadas pela absurda lei de arrendamento que rege o sector, não fazem grande coisa. E o pouco que fazem é mais mal do que bem. Em vez de sentarem à mesma mesa proprietários e inquilinos, apelando a uma ponderação possível numa razão impossível, que não existe por imposição de uma aberração a que chamam lei de arrendamento.
As autarquias, como se fossem um grande pai de filhos que não reconhecem a mãe, limitam-se a ouvir os inquilinos, obrigando os senhorios a fazerem melhoramentos às vezes absurdos, sem levarem em conta as rendas pagas e o empobrecimento geral e continuado dos proprietários. Deveriam, por exemplo, isentar de IMI, Imposto Municipal sobre Imóveis, todos os locados arrendados nos centros históricos.
Os proprietários, muitos deles envelhecidos, uma grande maioria, senhores de um património vasto que herdaram dos seus antepassados, e, estes, que tantos sacrifícios passaram para os adquirirem, agora, em vez de venderem, mesmo barato, não senhor, preferem ter os edifícios vazios, abandonados e a esboroar-se, do que darem o objecto de uso a que foram destinados. Com esta decisão egoísta estão a condenar os centros das cidades ao abandono.
Outros ainda, embora mais no caso de lojas comerciais, pedindo valores que são verdadeiros horrores –sabendo antecipadamente que são incomportáveis, porque foram comerciantes-, preferem manter os espaços encerrados, e contribuindo para a desertificação urbana, do que arrendá-los por verbas justas, tendo em conta o momento económico que se vive.
Os comerciantes, maioritariamente cínicos e egoístas, que desde sempre apenas olharam para os seus umbigos. Nunca fizeram nada nem pelo vizinho caído em desgraça, nem pela zona onde sempre ganharam a vida, nem pela cidade a que devem profundo respeito. Desde sempre se habituaram a “esmifrar” o mais possível sem nunca darem nada pelo colectivo. Basta reparar nas muitas montras às escuras, que se vêem nas fotos, para se ver que, neste apagamento, há muito mais do que o querer poupar. É o estar a marimbar-se para quem passeia à noite e para as zonas em que estão inseridos. Não dando um pouco de luz para a via pública, é o mostrar alheamento por tudo o que se passa à sua volta. É, neste acto, o mostrarem desprezo pelos poucos que, sacrificando a sua vida em contínuo prejuízo da família, vão tentando remar contra a maré. Estão ali por estarem. Nada fazem, nem por eles, nem pelos outros. Pedir-lhes sacrifícios, para abrirem até mais tarde, para além das 19 horas ou não encerrarem aos Sábados à tarde, nem pensar! O que quererão estas pessoas? Ao menos que fizessem um pouco de esforço em memória dos seus antepassados, velhos comerciantes, que nas décadas de 1970/80, tanto fizeram para desenvolver a cidade e torná-la no maior centro comercial ao ar livre da zona centro do país.
Por fim, os consumidores (que somos todos). Uma massa abstracta, fria e insensível a qualquer apelo bairrista ou nacionalista, egocêntrica, que, nas últimas décadas, se constituiu no motor da economia –ou então, pelo contrário, a economia é que ancorou o seu desenvolvimento no consumo- e que se está nas tintas para a decrepitude dos sectores económicos de um país ou de uma cidade. Mesmo sabendo que vai pagar com juros –já está a pagar, através da subida de impostos para colmatar o défice interno, e que todos os dias se agiganta para pagar subsídios de desemprego-, assobia para o lado.
Entretanto, a cidade, aquela das fotos, aquela terra de ninguém, todos os dias vai ficando mais vazia e triste…

UM DISPARO...AO ACASO...

COIMBRA, VISTA PELO OLHAR RASGADO DO SOL NASCENTE



Alheias a quem passa, estas simpáticas nipónicas gravam no papel um edificado patrimonial que, de tanto estar desprezado, aparentemente, não damos qualquer valor.
 Infelizmente para mim, sou um poliglota de trazer por casa. Se falasse japonês, apetecia-me perguntar-lhes: seria possível acontecer uma coisa destas no Japão?

PARA MEDITAR: BAIXA DE COIMBRA, 24 DE MARÇO, 21H30, 8 GRAUS CELSIUS, TEMPO SECO



Não irei escrever muito mais do que isto: APRECIE AS IMAGENS E MEDITE.

P.S. -SÓ PARA LEMBRAR: SÃO 21H30