terça-feira, 24 de julho de 2012

UMA IDOSA BEIJOU AS PEDRAS DA CALÇADA



 Hoje, cerca das 11h30, Na Rua Visconde da Luz, em frente ao pronto-a-vestir Estrela Verde, quando caminhavam três senhoras idosas pela calçada uma delas tropeçou numa tampa de saneamento, que tinha vários centímetros acima do nível do chão. A segunda colidiu com a primeira e bateu com a cara na pedra dura. Embora aparentemente sem ser um ferimento de grande gravidade, como ficou combalida, teve de ser transportada por uma ambulância e socorrida no hospital.
Perante a perigosidade da caixa para os transeuntes, Armindo Gaspar, presidente da APBC, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, telefonou para os serviços camarários. Passado pouco tempo vieram funcionários que assinalaram as tampas à volta da causadora do acidente.



Porém, as outras, mais longe, como por exemplo na rua Eduardo Coelho –no largo onde existiu o armeiro Carlos de Almeida está uma com um buraco enorme-, há algumas em estado miserável, e ficaram para uma próxima. Talvez quando alguém lá cair.


Não é a primeira vez que escrevo sobre isto. Aqui, na Rua das Padeiras e Eduardo Coelho, já vários transeuntes foram parar ao hospital. Saliento, no entanto, a apatia com que muitos comerciantes vêem as pessoas a estatelarem-se e não fazem um simples telefonema para a autarquia a darem conta. Haja Deus, caramba!

O QUE FAZEM QUATRO CALCETEIROS NUMA RUA?

Segundo uma testemunha que pediu o anonimato, ontem andaram quatro calceteiros na Rua Visconde da Luz a, presumidamente, reparem a calçada, pois, para além de não verificarem o estado das tampas, em alguns locais desta artéria são visíveis buracos no chão. Fica a interrogação: o que andariam ontem estes funcionários a fazer?



QUEM RETIRA TEM DE PÔR

Há mais de um mês, junto à antiga ourivesaria Patrão, foi retirado um latão para colocação de lixo de mobiliário urbano. Como monumento à incúria, no chão lá está o ferro, certamente também à espera de um incauto, e a pedir aos santos que lhe coloquem o artefacto em falta.
Alguns comerciantes já fizeram uma promessa de irem em pé a Fátima, em agradecimento a Nossa Senhora, se, acaso, a Virgem de todas as esperanças interceder junto de quem manda.



(TEXTO ENVIADO PARA CONHECIMENTO À CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA)

BOM DIA PESSOAL...

A REUNIÃO DO MOVIMENTO CÍVICO, VISTO PELO "OLHO DE LINCE" (1)

(IMAGENS DA WEB)

 Quem me viu e quem me vê. Já fui o melhor jornalista do mundo ao serviço deste blogue. Já percorri o Globo inteirinho de lés-a-lés. Já vi o sol da meia-noite no Polo Norte, já fiz amor nas Pampas, no cimo da Argentina, já apanhei caracóis na horta do senhor Gregório.
Veio esta crise mundial, apanhei um pontapé nas partes inferiores e interiores do meu ser, e nunca mais levantei garimpa. Reportagens no estrangeiro já foram. Trabalhos jornalísticos, mesmo cá na rua estreita, só em sonhos. Resultado desta falta de trabalho: estou mesmo nas lonas. Agora sou observador a tempo inteiro e polidor de esquinas a tempo parcial. Mas faz-me falta o escrever. Todos os dias sonho com uma peça de qualidade. É certo que podia elaborar, para me entreter neste ócio entediante, até um diário, mas, em boa verdade, todos sabemos, quanto menos temos que fazer menos nos apetece. Passo os dias sentado ali na esplanada do café Santa Cruz. Pelo menos lá sempre vou contemplando a vista e enchendo o olho com aquelas gajas boas que por ali passam. E, diga-se em meu abono, como estou ao lado da catedral, sempre vou apanhando umas palavras santas do pároco, Jesus Ramos, e vou-me tornando, progressivamente, um bom e melhor cristão.
Estava eu ontem a fazer a minha reportagem visual, como quem diz, a cobrir, salvo seja, uma turista com um decote generoso e uma amostra de saia, em que mostrava duas pernas que –ai, meu Deus, que até se me dá uma dor aqui no peito!- quando o “Carlitos popó”, o estafeta do “Questões Nacionais”, me entregou um envelope do director, Luís Fernandes. Eu seja ceguinho, dei um salto na cadeira que até bati com a cabeça no chapéu-de-sol. Veio logo o senhor Costa, o funcionário, todo aflito, com um copo de água para me acudir, mas, por acaso, foi uma viagem curta, com embate pequeno, e eu estava bem. Achei graça porque o Costa, o mais célebre pintor de artes plásticas autodidata de Coimbra, colocou-me as mãos sobre os ombros para me amparar. Lá lhe fui dizendo que estava bem e que certamente o envelope que acabara de receber seria um cheque de ordenados em atraso, de uns milhares de euros em dívida. À frente do Costa, abri e, bolas, era uma mensagem escrita manualmente lá do director: “logo à noite vá ao Hotel Dom Luís fazer a reportagem, convocada por Jaime Ramos, para a elaboração de um “movimento para a criação de uma sociedade melhor”. Porra!, fiquei de rastos! Não só não era o pilim, como, ainda por cima, era mais um movimento cívico do Jaime Ramos. Fosca-se, este homem não pára! É uma máquina de movimentos. Ele é bem o paradigma do “mexa-se pela sua saúde!”. Resultado desta minha primeira acareação comigo próprio: enterrei-me pela cadeira abaixo. Lá veio outra vez o Costa agora com uma toalha húmida e umas palavras rejuvenescedoras: “então, então, "Olho de Lince"?! Calma! Que a vida é curta!”
À noite, cerca das 21h00, lá rumei ao planalto do hotel Dom Luís. Parei no estacionamento o meu carro com uma dúzia de anos, e que faz uma chiadeira maior que a minha vizinha, a menina Etelvina, quando está lá nos carinhos “infundáveis” com o amante, o senhor Albino, e comecei a apreciar o hotel. Noutros tempos, quando eu já fui rico, cheguei a ficar aqui. E só aqui? Eu estive hospedado nos melhores hotéis do mundo, desde a Europa, América, Ásia e até na Oceânia. E agora? Agora? Olhei para as minhas calças de ganga, mais poidas que as de um ex-mineiro de Aljustrel, e para as alpercatas que já viram melhores dias. De repente até se me deu um baque de revolta. Saí do carro, bati a porta de raiva, e coloquei-me a olhar a cidade iluminada, com a torre da Universidade lá no alto a vigiar os movimentos. Até parecia que olhava para mim, a maldita! Palavra, deu-me cá uma irritação aquela pose aristocrática da gaja. Por momentos ainda cresci para ela, como se dissesse: “que é que você quer? Está para aí a olhar para mim? Quer alguma coisa, é?” –mas a filha da mãe não respondeu. Foi como se ela dissesse: “vai para o diabo que te carregue. "Você" é estrebaria!”
Desviei os olhos mais para baixo para a Baixa, para zona da Câmara Municipal. E fui atravessado por uma ideia: e se se criasse um movimento para apresentar um candidato independente à autarquia? E, mentalmente, em solilóquio, comecei a falar comigo: “ó Lince, carago, podias muito bem “fazeres-te à fruta” lá ao paço episcopal, da Praça 8 de Maio. Sei lá! Mas, sendo um liberal assumido –e desconhecido, ainda por cima- como é que conseguias congregar apoios da fina flor conimbricense, a melhor prata da casa? Sobretudo de outras correntes ideológicas? Bom, uma pessoa vê, os interesses sempre estiveram acima das convicções. Bastava que eu desse ideia de que era um bom partido. Os meus futuros apoiantes largavam todas as ideologias crenças e apoiavam-me. Ai! De certeza que ira ter ao meu lado membros do CDS/PP, do PSD, do PS, e até do PCP. E outros, Lince? Como, por exemplo, advogados conotados com a esquerda, engenheiros, professores, alguns presidentes de câmara da região, e restantes áreas políticas, achas que conseguias? Interrogava-me eu em frente ao hotel Dom Luís. Estou convencido que sim. Bastava apenas despoletar a conveniência individual nestas pessoas. Apesar de todos invocarem a convicção como mastro defensivo de navio em águas internacionais, o interesse pessoal, a vaidade, o pendor primário pela sobrevivência é sempre maior e fala mais alto. Devias tentar, Lince.
É pá, já são 21h30 –dei por mim a exclamar. Com os pensamentos em turbilhão, até me esqueci das horas. Vou mas é rumar ao salão onde está a decorrer a reunião.

domingo, 22 de julho de 2012

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMERCIANTE MALTRATADO":


O Beco de Santa Maria e a esplanada do Largo das Ameias são o sítio de ajuntamento desse grupo.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "ATAQUE NA RUA DO ALMOXARIFE":


Na Rua do Almoxarife e uma pensão da rua da Sota residem muitos desses adolescentes que andam a invadir a Baixa de Coimbra com vandalismo e consumo/trafico.

UMA SAUNA AMBULANTE NA CIDADE

(IMAGEM DA WEB)


 “Ó Luís, queria pedir-te um favor… não me escreves uma carta para o jornal?”. Foi assim que a Rita Nunes, uma conhecida empregada comercial, agora de meia-idade, sempre linda, mas que começou em criança a trabalhar nas desaparecidas “Casa São Tiago” e “Galerias Coimbra” no alvorecer da década de 1970. Conta, Rita, diz-me o que queres que eu escreva:
“Sabes o que é?! É um problema que está acontecer com um autocarro dos serviços municipalizados de transportes. É uma viatura muito velha, que parece que veio de Lisboa, e que faz a carreira entre o Norton de Matos e o Palácio da Justiça. É o carro número 250. Podes até pensar que estou para aqui a lamuriar-me pelo facto de a viatura ser mesmo muito acabada. Nada disso! Embora também, mas não é só isso. Sabes qual é o problema? É que ónibus é todo fechado. Tem apenas duas janelinhas à frente. Para piorar tem o ar condicionado avariado. Viajar ali é um suplício. É um calor infernal. Olha que ainda ontem uma senhora que viajava à minha frente sentiu-se mal com a alta temperatura interior, com o calor, e tiveram de a pegar em braços para junto de uma das janelinhas. Nós viajamos lá dentro como se estivéssemos dentro de uma caldeira de combustão, entendes? Até o condutor, pelos pingos de suor a escorrer-lhe pelo rosto, transpira por todos os poros. Vê–se bem que aquilo não são condições para o homem trabalhar. Às vezes falamos assim e assado contra o facto de eles fazerem greve, mas bolas, aquilo não é nada.
Olha que ainda na semana passada, quando aqui decorreu o festival de ginástica Eurogym, eu vi os miúdos, deveriam ser atletas, a retirarem as camisolas e a ficarem desnudados da cintura para cima. Vociferavam alto e bom som contra o estado de bem-estar em que se apresenta o veículo. Aquilo é uma sauna ambulante! Escreves-me a carta?”

(TEXTO ENVIADO PARA CONHECIMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA)

sábado, 21 de julho de 2012

UM COMERCIANTE MALTRATADO





 Esta tarde, cerca das 18h00, no início da Rua das Padeiras e junto à Eduardo Coelho, um comerciante foi agredido à porta do seu estabelecimento. Quirino Adelino, um dos mais  antigos comerciantes da Baixa ainda em actividade, com 79 anos de idade, teria sido empurrado para o chão por um grupo de alguns adolescentes. Embora a PSP tomasse conta da ocorrência, não pude confirmar junto deste colega o que aconteceu de facto. Segundo uma pessoa próxima deste reputado comerciante de sapataria, “teria sido um ou dois desse grupo que, em troca de palavras menos cordiais, o teriam empurrado contra o chão”. Foi um outro lojista da Rua das Padeiras que, ao ver o Quirino estatelado, chamou a PSP.
Segundo ainda outras declarações de um funcionário de um café na zona, falando a medo, lá foi adiantando, “este grupo anda a fazer aqui na Baixa o que lhe apetece. Insultam transeuntes, destroem, roubam carteiras aos turistas. Isto está a ser muito mau para a hotelaria. Se a polícia não toma mão nestes fulanos não sei o que vai acontecer.”
Aparentemente será o mesmo grupo que, em 7 de junho, no Dia de Corpo de Deus, também aqui nesta zona de antanho, atentou contra a segurança de Paulo Abrantes, um reconhecido fotógrafo e administrador do blogue “Denúncia Coimbrã”.
Antes que o caldo se entorne e a toalha fique encharcada, talvez fosse bom a PSP, quanto antes, lhe deitasse as mãos. Não vou aqui escrever que, perante o que descrevo, a Baixa se está a tornar violenta, nada disso. Porém, lembrando outros casos recentes, é bom prevenir antes para não ter que remediar a seguir de qualquer maneira e feitio. Se tudo o que aqui vai escrito for verdade, e se estou a escrever acerca do mesmo grupo de 6 pessoas, alguns adolescentes, creio que, no mínimo, para a polícia, é ridículo se não conseguir travar estes jovens malfeitores.