domingo, 29 de janeiro de 2023

PELA SUA SAÚDE COMPAREÇA AMANHÃ NO LUSO

 





“Pela saúde de toda a população da nossa freguesia, vamos marcar presença!” (numa concentração amanhã, Segunda-feira, pelas 10h30, junto à Extensão de Saúde de Luso) este é o apelo pungente lançado por Óscar Carvalho, cidadão preocupado com questões que afectam a terra dos burriqueiros.

Segundo as suas declarações, “com a aposentação do médico de saúde familiar, Rui Nogueira, o posto médico lusense ficou a funcionar apenas dois dias por semana. Este estado de abandono não pode continuar. Por isso mesmo, entendemos que esta manifestação popular – sem cariz partidário – é de elementar justiça.”

Pela nossa saúde, massivamente, marquemos, todos, presença no Luso, junto à Igreja Paroquial. Quantos mais formos, como é óbvio, melhor! Para mostrarmos ao poder decisor, a Administração Regional de Saúde do Centro, que não admitimos ser esquecidos e passados para trás.


QUAL É A POSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL NESTA MANIFESTAÇÃO?


E qual vai ser o lado em que a Câmara Municipal de Mealhada, constituída por toda a vereação incluindo a oposição, se vai posicionar nesta concentração? Vai comparecer e estar presente ou, fazendo de conta que não sabe de nada, vai manter-se afastada e ver o que dá?

Segundo Óscar Carvalho, o único a dar a cara por esta concentração, à pergunta se tinha dado conhecimento oficial à autarquia respondeu assim: “enviei ao senhor Presidente da edilidade, António Jorge Franco, uma mensagem particular através do meu telemóvel a dar-lhe conhecimento.”

Por isso mesmo, nem que seja por apoio político e institucional à freguesia, é de prever que a Câmara Municipal vai estar bem representada neste protesto social – para comparação, relembro a manifestação popular em 14 de Outubro de 2021 para o anunciado encerramento do posto médico da Vacariça e em que Rui Marqueiro, na altura chefe do município, não deixou créditos por mãos alheias.

Salienta-se que, ao que julgo saber, o executivo tem tentado por, todos os meios chamar a atenção da presidente do Conselho de Administração, Rosa Reis Marques, para esta lacuna e até agora nada.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

CARTA DA JOANINHA AO PRESIDENTE


 



Bom dia, mano presidente “Celito”.


Começo por clarificar “k” que o bacano é “bué da fixe”. Cá em casa, desde o meu mano velho, o chefe do redondel, até à mana velha, a directora técnica, todos o gramamos “bué”.

O meu mano novo, “k” não sabe o “k” quer da vida e é “passado dos carretos”, diz que um dia quando for “cota” também quer ser assim, “sempre em pé”, “estar em todas”, “sempre em cima”, a comentar tudo e o seu reverso e “prafrentex”.

Escrevo-lhe esta carta para, cá do ninho, lhe manifestar o nosso total apoio à construção do altar para receber o Papa Francisco, em Agosto. Por 5 milhões é uma pechincha, porra!

O meu mano velho, num intervalo da leitura do jornal “A Bola” e enquanto virava um vinil de fado na vitrola, irritado, mandou um murro na mesa com o que se está a alardear “k” até o “Caetano”, o nosso miau-miau, assustado e com pêlo eriçado, mandou um “ganda” salto em pirueta “p´ra” dentro da lareira e ia se esturricando todo.

Diz ainda o mano velho que isto é coisa de comunistas, “k” ficaram picados por o mano Francisco dizer “k” ser homossexual não é crime mas é pecado. Estes “esquerdalhos”, não acreditando em nada – a não ser as teorias marxistas-leninistas-maotesetungistas -, são materialistas disfarçados de intelectuais.

Continue a defender a igreja, mano “Celito” sem se preocupar que Portugal é laico – “k” não sofre influência ou controlo por parte da igreja.

A maioria dos portugueses, incluindo António Salazar e o Cardeal Cerejeira – “k” Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, os tenha em boa guarda e numa “nice” – estão consigo.


CARTA DA TI JOANA

  

(com a devida vénia, imagem da Nacional-Flash)

.

Bom dia, “xor“Prexidente”.

Já lá vai um “tempão” que não falo com vossemecê nem me recolho no seu colinho, mas, em boa verdade, também não é “prexixo”, todos os dias, seja de manhã, seja à tarde, seja à noite, o “veju” na tevê a “botar faladura” por todos nós, os crentes na “xanta Madre Igrexa”, os “pobrejinhos” e “dejamparados” da sorte, mesmo até aqueles que não “fixeram” nada para a merecer, e que têm um lugar cativo no “Xéu”.

Escrevo-lhe este recado para lhe mostrar o meu mais inteirinho apoio “xobre” a mais "rexente" querela da construção do altar pela vinda, em Agosto, do “Xenhor” Papa “Franxisco” a Portugal.

Quero “dixer-lhe”, “xenhor” “Prexidente”, que não pode ligar a estes boateiros e intriguistas e “vaxilar” um minuto que “xeja” na construção do imponente monumento em honra de “Xua” “Xantidade”, “xejam” “xinco” milhões, ou “xinquenta”. “Xe” nós o “rexebermos” com toda a “opulênxia”, tenho a “xerteza”, Deus vai contemplar-nos com “riqueja” em dobro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

CMMEALHADA: BARALHAR E DAR DE NOVO NA VEREAÇÃO

 




Conforme anunciado previamente, a saída de Gil Ferreira do Executivo e entrada de Ricardo Santos em substituição, que, contrariamente ao seu predecessor, passará a tempo inteiro, deu a possibilidade a António Jorge Franco, o líder da equipa, de dar uma mexida na atribuição de pelouros a distribuir pelos vereadores da maioria.


António Jorge Franco, o presidente da Câmara Municipal, assume a Educação, Ensino e Formação, a Comunicação e Imagem e a Conservação Rodoviária, Logística e Manutenção. Mantém o Urbanismo e Planeamento do Território, o Ambiente e Gestão de Resíduos, a Mobilidade Sustentável, a Energia e Eficiência Energética, a Gestão Administrativa e Financeira (coadjuvado pela vice-presidente), a Gestão de Recursos Humanos, as Juntas de Freguesia (coadjuvado por Ricardo Santos), a Ação Social, a Gestão de Obras Municipais e Intervenção Paisagística, a Gestão do Património Municipal e a Saúde (coadjuvado por Hugo Silva).


Filomena Pinheiro, vice-presidente da Autarquia, assume o pelouro da Cultura, com Arquivo e Biblioteca, Cineteatro Messias e Associação Culturais e Recreativas, o Centro de Interpretação Ambiental e coadjuva o presidente na Educação, Ensino e Formação. Mantém o Turismo, o Desenvolvimento Económico (coadjuvada pelo Vereador Hugo Silva), os Fundos Comunitários e a Relação com CIM - Coimbra e CCDRC.


Hugo Silva, eleito nesta coligação pelo Juntos pelo Concelho da Mealhada, passa a ter a seu cargo a Participação Cidadã e as Associações Juvenis, mantendo as Empresas e Iniciativa Privada, os Espaços e Dinâmicas Empresariais, a Inovação, Inovação Social e SmartCities, a Juventude e a Feira de Artesanato e Gastronomia. Coadjuva o presidente na Saúde e a vice-presidente no Desenvolvimento Económico.


Ricardo Santos, até agora chefe de Gabinete de Apoio ao Presidente e Vereação, assume funções como vereador com os pelouros do Desporto, Agricultura, Floresta e Espaços Verdes, Proteção Civil, Cuidado Animal, Mercados e Feiras e coadjuva o presidente no pelouro das Juntas de Freguesia.


EDITORIAL: CM MEALHADA, A MAIORIA ESTÁ A PERDER O FÔLEGO?

 




Entrámos no novo ano, num novo ciclo temporal, passaram 15 meses desde a tomada de posse, a maioria, constituída pelo Movimento Independente Mais e Melhor e com um vereador do PSD em coligação, liderada por António Jorge Franco, como é natural, já perdeu o “estado de graça” – que habitualmente perdura apenas 6 meses – e mareia no grande oceano entregue à sua sorte e a contar com os seus próprios meios. Deixou de ser de bom tom culpar o antecessor pelo que está a correr menos bem.

Os eleitores que depositaram o seu voto confiando num futuro diferente, sempre ávidos por novidades, começam a coçar a cabeça de tédio e a contar o tempo encalhado na inércia.

Os dois marcos-padrão que simbolizam a nova era, o Mercado Municipal e as Piscinas Municipais, nem andam nem desandam.

Por outro lado, a saída de Gil Ferreira do Executivo veio estabelecer um enorme rombo na tripulação do navio-almirante. Ainda que se acredite piamente que bateu com a porta em busca de um mundo melhor, a ganhar mais, com um futuro mais interessante, e com menos agastamento, não se pode deixar de pensar que, tal como insinuou hoje em plena reunião de Câmara Municipal Rui Marqueiro, o líder da oposição e ex-presidente, algo teria ficado por dizer e a sua renúncia poderia ter tido, eventualmente, outras motivações.

Ao novo vereador, Ricardo Santos, que tomou hoje posse como sucedâneo de Gil, deseja-se muita sorte, porém, a caminhar no lastro do seu predecessor, como se adivinha, não vai ter vida fácil. Embora fosse até agora chefe de gabinete em apoio à presidência, para além da presumível inexperiência, terá de criar um novo percurso, sempre, com a sombra presente do ascendente e, inevitavelmente, vai ter de trabalhar em dobro para criar um carisma na defesa dos pelouros que lhe vierem a ser atribuídos.

Aparentemente, António Jorge Franco, agora mais seguro de si, deixa transparecer algum cansaço físico e psicológico. Esta dezena e meia de meses passados não têm sido fáceis, sobretudo com um Marqueiro acutilante e “sempre em cima”, e, como é óbvio, pelo atrito, provocam um intenso desgaste.

Mas nem tudo é mau para Franco, com a entrada de José Calhoa no Executivo, Marqueiro talvez por fadiga e ser obrigado a dividir o seu espaço de intervenção com este vereador, progressivamente está a tornar-se moderado na argumentação. É certo que, tal como hoje, sempre lhe vai escapando uma classificação de “incompetente”, mas, sem qualquer dúvida, está mais calmo e ponderado. Do ponto de vista dos eleitores, o grande político está muito melhor, por, finalmente, parecer ter compreendido que a assertividade e a cordialidade devem ser o timbre para uma melhor relacional argumentação política. Por outro, do lado do espectáculo, as reuniões perderam vida e foram se tornando mais amorfas, mas, a meu ver, é melhor assim por dar outra credibilidade ao exercício político.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

CMMEALHADA: UM ROMBO NO PORTA-AVIÕES

  




 

 

Segundo o jornal online Bairrada Informação, ficámos a saber hoje mesmo que o executivo mealhadense ganhador das últimas eleições sofreu uma baixa de peso-pesado, no caso, Gil Ferreira, vereador a meio-tempo com os pelouros da Cultura, Arquivo e Biblioteca, Cineteatro Messias, Comunicação e Imagem, Educação e Associações não desportivas. 

Professor coordenador na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) do Instituto Politécnico de Coimbra, dividiu até agora a vereação na Câmara Municipal de Mealhada e o ensino de jornalismo. Homem de vários talentos, com vários artigos publicados em revistas especializadas e com 5 livros publicados, ainda arranjou arte para, há cerca de um ano, fazer parte do elenco do documentário intitulado “A primeira Linha de Wellington”, realizado por Paulo Fajardo, em que é retratada a Terceira Invasão francesa, na Batalha do Bussaco ocorrida em 1810 e liderada por Massena. 

Durante cerca de 15 meses em que exerceu o mandato, Gil Ferreira, como trave-mestra numa edificação, foi o paradigma, o modelo, da seriedade e da confiança, um “Lord”, um senhor, pelo sentido de responsabilidade que emanava da sua pose assertiva e cordata. Porém, uma ilação parecia ressaltar da sua imagem aprumada: este eleito era ali um peixe fora de água. Isto é, Gil, apesar de tentar fazer o melhor, era uma peça fora do tabuleiro, aparentemente é demasiado puro para fazer parte de um lodoso mundo político profissional, cuja palavra dada pouco vale e não é para ser respeitada, em que estava inserido. Caiu ali por acidente.  

Associada a esta saída abrupta não será alheia, em 2018, a conclusão da Prova de Agregação, “título académico de agregado atribuído pelas universidades, mediante a aprovação em provas públicas, necessário à progressão nas carreiras docentes universitária e politécnica e na carreira de investigação científica.” 

Por outro lado, há uns meses, em reunião da câmara, Rui Marqueiro, ex-presidente e agora líder da oposição, acusou a maioria de, no final do ano passado, durante umas horas, ter ensaiado uma inscrição a tempo inteiro do vereador Gil, para tentar reparar as perdas entre o salário de docente e de vereador. 

Ou seja, mais que certo, o pampilhosense, em catarse experimentada durante vários meses em longas noites de insónia, escolheu o que o fazia mais feliz: escrever e dar aulas. Para além de ser monetariamente muito mais desafiante e compensador, não tinha de levar para casa, diariamente, os negros fluídos contaminados de um ambiente pesado, degradante e desagregador da auto-estima. 

 

UM CASO PARA PENSAR 

 

Por que já o escrevi várias vezes ao longo das últimas décadas, por princípio, defendo que qualquer cidadão que aceite submeter-se a sufrágio popular e é eleito para cargo público, como num contrato social, tem obrigação de cumprir por inteiro o seu mandato político. Para quebrar este compromisso de honra, só a saúde do próprio e de alguém muito próximo de si pode constituir alibi para rasgar o acordo. Ao renunciar, trocando a cadeira pública por um lugar mais bem pago, está a contribuir directamente para a degradação de uma classe que, mesmo sem este claudicar que se tornou hábito, já anda pelas ruas da amargura. 

 

NO ENTANTO... 

Apesar de não aceitar pacificamente, consigo perceber a decisão de quem abdica de um lugar político. Existem fortes razões para levar em frente esta vontade. E essas razões são monetárias. Hoje, desde deputado, ministro, passando por presidente de câmara e acabando em presidente de junta, qualquer um destes eleitos ganha muito mal. Tal como os administradores no sector privado, fossem estes lugares bem-pagos e o país e a sociedade em geral ficariam a ganhar. Como não é assim, só permanecem na carreira política os apaixonados pela função e aqueles que não têm mais mundo para escolha. E, para quem quiser ver o resultado dos decisores da nossa Macro-economia no último meio-século, basta atentar no crescimento económico de Portugal que, oscilando entre picos de euforia e desânimo, não passa da cepa-torta. 

Para piorar, temos uma classe política medíocre, dividida entre a esquerda e direita, enraizada no populismo, que defende ainda uma redução de salários para os servidores do Estado. 

Para tornar o ambiente mais turvo e a favorecer as teses “popularuchas”, para nosso azar, temos aí o constante martelar da comissão paga pela TAP à ex-secretária de Estado Alexandra Reis. 

Para onde caminhamos? Queremos galinha gorda por pouco dinheiro? 


quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

CONHEÇA O SEU MUNICÍPIO






CONHEÇA DADOS ESTATÍSTICOS IMPORTANTES DO SEU MUNICÍPIO


CLIQUE AQUI EM CIMA, EM INFORMAÇÕES DA PORDATA