A política é como os sinos,
toca dobrada de vaidades,
nascem cada vez menos meninos,
mas encerram mais maternidades…
A política é como os sinos,
toca dobrada de vaidades,
nascem cada vez menos meninos,
mas encerram mais maternidades…
O Facebook, que é uma digníssima instituição defensora dos bons usos e melhores costumes. Purista e de boa moral por parte da mãe, a dona Face, e devasso e malcriadão por parte do pai, o senhor Book.
No último ano, volta e meia, em jeito de relatório semanal, aparecem na página umas ameaças de expulsão, suspensão se o “facebookiano” persistir em mandar alguém à merd@ ou, sei lá, escreva para aí umas bocas foleiras do tipo Pedro Abrunhosa, ou até untadas com racismo.
É claro que, perante uma atitude assim, está de ver, isto só pode mesmo vir do pai tirano. Inevitavelmente, com a dona Face a colocar ordem na casa. Seja assim, ou não, uma coisa temos quase a certeza, lá no lar americano há uma profunda tensão entre marido e mulher. Ninguém se admire se, um dia destes, a coisa dê em pancadaria.
E tudo estaria bem, isto é, a malta até deixava passar, se, nos últimos tempos os grupos fechados que proliferam por aqui como borboletas a bater as asas em Pequim não começassem a receber publicações identificadas de membros pelo administrador – que só este pode ver – para serem plasmadas sob anonimato.
Ou seja, o Santo Cristo dos costumes, através de um método rebuscado e sigiloso, incentiva o “atira e foge”. Não é por nada, mas dá impressão que a menina Liberdade enlouqueceu - aquela lá da estátua em terras do tio Sam que está com a tocha no ar para iluminar o Mundo..
E agora vou ao fundo da questão que deu origem a este arroazado de frases e orações rebuscadas como o rebusco, que era, noutros tempos, ir por detrás de quem vindimou a vinha e apanhar o que ficou por esquecimento.
A mensagem que recebi era assim:
“Esta a aparecer uma publicação de aulas de inglês grátis com americanas em vários grupos de Coimbra!
É fraude o único objectivo delas é vos levar para a igreja Mórmon!
Eles andam a inventar várias coisas para aliciar pessoas para a igreja”
Como sou contra o anonimato, o que faço eu com esta publicação?
Deus é como um guarda-chuva no Inverno,
faz-nos jeito e imensa falta se chover,
se não pingar estorva como dor no esterno,
se correr mal acorremos a Ele até o corromper…
Não, não percam tempo com lamechice,
por mais uma loja antiga que se vai,
não lamentem quem morreu de velhice,
mas antes da que fica e um destes dias cai,
não derramem uma lágrima de intrujice,
não mostrem tristeza por quem sai
e bate com a porta a disfarçar a canalhice
infligida por consumidores, governos, cagai,
cagai na presunção de inocência, com meiguice,
não sejam as novas carpideiras hodiernas, dançai,
cantai, riam, sorriam em gargalhadas, sem beatice,
a um herói morto em combate nesta selva, escarrai,
escarrai neste sistema “darwiniano” de pantominice,
acordem para o extermínio em curso, desconfiai,
duvidai dos pregadores neo-liberais de charlatanice,
vós sois os novos escravos, a nova presa que cai
na esparrela de que “quantos mais melhor”, burrice,
sois a marioneta que faz o que o dono quer, aceitai
que estais presos numa rede de acólitos em crendice,
estamos divididos em ordenados e mandadores, brindai!
Batam palmas a um grande resistente, com meiguice,
com respeito, levantem os lenços a quem parte sem um ai.
Uma ocasião faz um ladrão,
que o jure o mais decente,
que nunca sentiu tentação,
é mais um aldrabão que mente...
ALEXANDRE ASSIS LEÃO
Fazendo jus à estrofe de Luiz de Camões ”E aqueles, que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, a placa de toponímia, nome de um sítio, como sentinela alerta a receber os visitantes de braços abertos, mantém-se à entrada da povoação de Barrô: Largo Dr. Assis Leão. Mas se os topónimos indicativos se prolongam por tempo indeterminado, até quando o Homem quiser, para diferenciar um lugar habitado, o mesmo não se pode dizer da história que deu origem à celebridade do contemplado.
Neste caso em apreço, se perguntarmos quem foi Assis de Leão, estou certo, poucos ousarão saber responder na aldeia. Logo, por inerência, deixando uma chamada de atenção a quem detém o poder de decisão, seria de razoável bom-senso que no futuro, num apenso à placa, se colocasse uma síntese da passagem terrena do contemplado. Continuar a fazer o que se faz é amputar a narrativa do tempo e empobrecer a vivência de um lugar.
Mas, afinal, quem foi o ilustre personagem que, com a sua passagem efémera, enriqueceu o passado de Barrô?
Alexandre Assis de Leão, 1819 – 13-02-1910, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Mealhada, Administrador do Concelho, Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, e um dos fundadores da Sociedade de Banhos Luso. Foi distinguido com a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição” -in Mealhada, "Notáveis da minha terra", Arquivo Distrital de Aveiro.
“Em 25 de Agosto de 1852, por iniciativa do Dr. António Augusto da Costa Simões, Dr. Francisco António Diniz e Dr. Alexandre Assis Leão, é fundada a “Sociedade para o Melhoramento dos Banhos de Luso”. A representar a Sociedade encontramos: “(…) – presidente, o sr. António Luiz de Sousa Henriques Secco – thesoureiro, o sr. Francisco José Gonçalves de Lemos – secretario, António Augusto da Costa Simões – directores, os snr. Francisco Antonio Diniz, Alexandre de Assis Leão, Gonçalo Tello e Basilio Botelho de Lacerda Lobo” – in Termas de Luso- História.
Uma questão se levanta: como é que uma figura grada e tão notável veio habitar no pequeno lugarejo de Barrô, que, há época e ao longo de todo o Século XIX o seu casario, na maioria pobre em conforto, presumivelmente, não iria muito além de uma vintena?
Por outro lado, embora sem dados precisos, tudo indica que Assis Leão não teria aqui ascendentes – nem deixou descendentes. E este facto ainda vem adensar mais o mistério.
Mas a razão pode estar na necessidade de curar uma doença de pele que ele e toda a família sofria, a psoríase, à época sem tratamento medicinal.
Quem nos oferece um pouco da resposta é as Termas de Luso – História: “O cirurgião Agostinho Dias da Graça, “(…) membro correspondente da Sociedade das Sciencias Medicas de Lisboa, académico honrário da Real Academia das Sciencias de Cadiz, do Logar e freguesia de Paradella…”, admirador incontestável das potencialidades terapêuticas da Água dos Banhos de Luso, propõe à Câmara Municipal da Mealhada, a construção de um edifício que ofereça melhores condições de higiene e funcionalidade dos Banhos de Luso: “(…) há mais de vinte anos, que eu tenho mandado para os banhos de Luso, no districto deste julgado, doentes com molestias de pelle, que tinham resistido a todos os remedios mais energicos, que a arte tem recomendado; e foram dos ditos banhos perfeitamente curados, sem que até agora tenham recaído”.
E
quem nos deu
certeza foi
José Maria Cerveira, falecido em 2014, que tive a honra de conhecer e contar a sua história de vida. Disse o “Senhor
José Maria”,
como era respeitosamente tratado em Barrô:
“Nasci
na Carreira, Lograssol, porque a minha mãe era da Carreira. O meu
pai é que era de Barrô. Era família de um célebre advogado,
doutor Alexandre Assis Leão, que foi um dos fundadores da Sociedade
Águas de Luso. Teria sido por volta de 1900, creio. Em Barrô não
ficaram descendentes porque a família tinha uma doença de pele que
era transmissível –talvez a psoríase, não sei, a minha mãe é
que contava.”
"Os contribuintes com um valor de IMI superior a 500 euros e que não tenham optado em maio pelo pagamento integral do imposto, podem começar a pagar a segunda prestação do imposto a partir de hoje."
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