Em 21 de Setembro, do ano passado, escrevi um texto –que pode ser lido neste blogue e foi publicado, no dia seguinte, no Diário de Coimbra- a que dei o título “ A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE SER COMERCIANTE”. Nele contava a história, um verdadeiro drama humano, de um homem, a quem chamei Anastácio, que, depois de várias décadas como empregado, um dia sonhou em ser patrão de si mesmo.
Durante uma década este homem lutou contra as adversidades da vida, do tempo, e dos homens. Há cerca de quatro anos, o seu mar de sonhos começou a ser tempestuoso. Progressivamente, o centro da cidade foi-se esvaziando, como um rio a que foi desviado o seu caudal, as ruas foram ficando cada vez mais sós e sem pregões, e, consequentemente, o estabelecimento de “Anastácio” foi ficando cada vez mais entregue aos ruídos da madeira das prateleiras, outrora plenas de artigos de moda e hoje cheias de nada, com caixas de camisa ocas por dentro, tal como o seu dono, que aos poucos foi ficando cada vez mais só, e, tal como as prateleiras, fingindo estar repletas, também a sua auto-estima se foi adaptando á realidade e fingindo que estava tudo bem. Então, há cerca de quatro anos, não aguentando a pressão dos seus credores, contraiu um empréstimo de 100.000 euros, dando de hipoteca a sua casa, onde vive com a mulher aposentada e o seu filho.
No fim deste mês de Abril, Anastácio, com 56 anos de idade, vai encerrar o seu estabelecimento. Com ele encerra um sonho, um filme de terror que preferia não ter vivido. Encerra cheio de dívidas e com uma prestação mensal ao banco de 1000 euros. Não vai ter direito a subsídio de desemprego. Com as lágrimas nos olhos, dizia-me à bocado: “perdi tudo, e até a casa, que tinha pago, vou perder. Não vou conseguir pagar os 1000 euros de prestação ao banco.
“Anastácio” tem uma funcionária – a "Maria"- com 52 anos. Trabalha nesta casa há mais de 30 anos. Mais de vinte como colega, e, ultimamente, há dez como empregada de Anastácio. Isabel, uma mulher cheia de vida, contendo as emoções, não vá uma lágrima saltar, quando lhe pergunto o que vai fazer, responde, encolhendo os ombros: “sinceramente, parece que estou anestesiada, é como se não conseguisse vislumbrar a tragédia que aí vem. Pago 250 euros de renda de casa, tenho comigo a minha mãe e a minha filha que ainda não está a trabalhar. Como é que vou viver senhor Luís?”.
E eu tenho resposta? Você, leitor, tem? Pois não, não temos mesmo! Então não fazemos nada? Que merda de comunidade somos nós, que quando dois dos nossos membros estão numa situação aflitiva nada fazemos? Está certo o nosso comportamento?
Bem sei que, para esvaziar o seu sentimento de inactividade, vai dizer que ele é que é culpado. “Quem o mandou estabelecer-se por conta-própria”, dirá você, como lavando as mãos deste drama humano. Mas o Anastácio não tem o direito de errar? E o erro seria só dele ou devido a consequências anómalas? Mesmo que fosse da sua responsabilidade, será que não tem o direito de colocar em prática o sonho? É mais fácil admirar um Belmiro de Azevedo, por ser um homem de sucesso, não é? Sinceramente!!
Bem sei que você vai referir que existe uma ACIC, Associação Comercial e Industrial de Coimbra, e uma APBC, Agência de Promoção para a Baixa de Coimbra, e são eles que se devem preocupar com o futuro dos seus associados. Pois é, deveriam preocupar-se sim. Mas, coitados, andam tão embrenhados com a CIC, feira Comercial e Industrial da cidade, lá têm eles tempo para olhar para o futuro do Anastácio e da Maria. O que interessa é o trabalho político que dá no olho, o resto é paisagem.
O que é que interessa esta história? Ora, ora! Vamos mas é beber um café! Cada um que se governe! Homessa!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
GRANDE COMÉRCIO: A QUEDA DE UM MITO
As megasuperfícies comerciais tiveram um papel revolucionário e fundamental no comércio do nosso país. Até ao inicio da década de 90, do século passado, tínhamos um comércio amorfo, acomodado e pouco interessado em evolução. O seu objecto era apenas o vender o máximo ao maior lucro possível. As grandes superfícies comerciais, com um conceito inovador, vieram provar que era possível vender a baixo preço, afectando apenas uma ínfima margem de comercialização, desde que se alienasse em grandes quantidades, e baseado no rápido escoamento. Este embaratecimento dos produtos, diga-se, levou à democratização do consumo e ao acesso dos consumidores a todos os bens, de primeira necessidade e suplementar. Ou seja, aparentemente “a mão invisível” de Adam Smith estava em marcha –este princípio, de 1776, sustenta que na prossecução egoísta exclusiva, de cada um, agindo no seu benefício pessoal, todos os indivíduos são levados, como que por uma mão invisível, a atingir o melhor benefício comum. Tudo parecia indicar que através de uma concorrência, ainda que imperfeita e naturalmente egoísta, todos os consumidores sairiam a ganhar.
O problema começa a surgir quando o grande comércio, tal como jacinto de água –planta, que pela sua rara beleza pode revolucionar uma bacia de água, mas que extingue tudo o que seja vida à sua volta- progressivamente, vai aniquilando todas as lojas de aldeia, bairro ou dos centros históricos das cidades.
Paralelamente, na agricultura, aconteceu um fenómeno parecido. Tendo em conta o teorema das vantagens comparativas -em que cada país apenas deve produzir, para vender aos outros, os bens, cujos custos de produção sejam inferiores aos verificados no estrangeiro-, e também, a partir de 1986, com a aderência à então CEE, foram sendo aposentados compulsivamente os agricultores considerados excedentários, uma vez que os bens agrícolas eram importados a preços inferiores ao custo dos factores nacionais. Também aqui quase parece ter havido intenção deliberada ou, no mínimo, omissão dos nossos governantes dessa altura. Hoje vê-se que foi um erro de palmatória quase acabar com o sector primário. Já começamos a pagar a factura com elevados juros.
No sector terciário, igualmente, assistiu-se, gradualmente, por parte dos sucessivos governos a um “laissez-faire-lessez passez", isto é, o Estado, em nome de uma doutrina liberalista, foi deixando de intervir na sua qualidade de necessário árbitro. É assim que chegamos à Lei 12/2004, de 30 de Março, em que o governo delega o licenciamento para uma Comissão Municipal. Esta Comissão, constituída pelo presidente da Câmara Municipal, pelo presidente da Assembleia Municipal, pelo director regional de economia, pelo representante do Instituto do Consumidor e pelo presidente da Associação Comercial. Se atentarmos nesta composição, facilmente chegamos à conclusão que ela infere de vício de forma. Verifica-se que as forças em presença estão desequilibradas. O representante dos comerciantes está na (des)proporção de um para quatro. Daí se entenda que a todas as licenças para aberturas de grandes superfícies, em qualquer cidade do país, fosse dado provimento, mesmo contra a oposição patronal do comércio tradicional. Com a nova lei de licenciamento, em perspectiva, mais uma vez esse poder é passado para as autarquias. Os executivos camarários, preocupados em mostrar obra feita, desde piscinas, rotundas, pavilhões multiusos, e promessas de criação de novos postos de trabalho, até agora pouco se preocuparam com a desertificação do miolo urbano e o encerramento continuado de mais e mais lojas comerciais. Mesmo sabendo que os novos empregos gerados, na maioria precários, são à custa da deslocalização de um lado para outro. Assim como, todos, vamos assistindo a um descarado aumento de preços, consequência de uma estratégia monopolista e de duopólio centralizado do grande comércio.
Além de mais, a maioria dos autarcas sabe que existe incumprimento contratual por parte dos grandes centros comerciais, mas, mesmo assim, todos fazem tábua rasa sobre o assunto. Preferem calar-se a admitir que foram enganados. E é aqui, chegado a este ponto, que mostro o motivo que me levou a escrever este texto. Segundo vários jornais nacionais e particularmente o Jornal da Mealhada (http://www.jornaldamealhada.com/), noticiam, em primeira página, que a autarquia Mealhadense denunciou o incumprimento da empresa LIDL & Companhia. Com uma manifesta coragem, Carlos Cabral admite ter sido enganado, e que aquela empresa, comprometendo-se a empregar 19 trabalhadores, apenas empregou 1 funcionário a tempo inteiro. Os restantes 18, muitos deles, trabalhando uma hora por semana, auferem somente, 13,60 euros, mensalmente.
Apesar de ser sobrecarregado com o ónus de ter ajudado a licenciar aquele empreendimento comercial, uma coisa temos que admitir: foi um acto de coragem. Pode ser que o seu exemplo seja seguido por outras autarquias, e denunciem esta “fraude”. Sinceramente, a bem do que resta e da salvação do pequeno comércio, faço votos para que assim seja.
O problema começa a surgir quando o grande comércio, tal como jacinto de água –planta, que pela sua rara beleza pode revolucionar uma bacia de água, mas que extingue tudo o que seja vida à sua volta- progressivamente, vai aniquilando todas as lojas de aldeia, bairro ou dos centros históricos das cidades.
Paralelamente, na agricultura, aconteceu um fenómeno parecido. Tendo em conta o teorema das vantagens comparativas -em que cada país apenas deve produzir, para vender aos outros, os bens, cujos custos de produção sejam inferiores aos verificados no estrangeiro-, e também, a partir de 1986, com a aderência à então CEE, foram sendo aposentados compulsivamente os agricultores considerados excedentários, uma vez que os bens agrícolas eram importados a preços inferiores ao custo dos factores nacionais. Também aqui quase parece ter havido intenção deliberada ou, no mínimo, omissão dos nossos governantes dessa altura. Hoje vê-se que foi um erro de palmatória quase acabar com o sector primário. Já começamos a pagar a factura com elevados juros.
No sector terciário, igualmente, assistiu-se, gradualmente, por parte dos sucessivos governos a um “laissez-faire-lessez passez", isto é, o Estado, em nome de uma doutrina liberalista, foi deixando de intervir na sua qualidade de necessário árbitro. É assim que chegamos à Lei 12/2004, de 30 de Março, em que o governo delega o licenciamento para uma Comissão Municipal. Esta Comissão, constituída pelo presidente da Câmara Municipal, pelo presidente da Assembleia Municipal, pelo director regional de economia, pelo representante do Instituto do Consumidor e pelo presidente da Associação Comercial. Se atentarmos nesta composição, facilmente chegamos à conclusão que ela infere de vício de forma. Verifica-se que as forças em presença estão desequilibradas. O representante dos comerciantes está na (des)proporção de um para quatro. Daí se entenda que a todas as licenças para aberturas de grandes superfícies, em qualquer cidade do país, fosse dado provimento, mesmo contra a oposição patronal do comércio tradicional. Com a nova lei de licenciamento, em perspectiva, mais uma vez esse poder é passado para as autarquias. Os executivos camarários, preocupados em mostrar obra feita, desde piscinas, rotundas, pavilhões multiusos, e promessas de criação de novos postos de trabalho, até agora pouco se preocuparam com a desertificação do miolo urbano e o encerramento continuado de mais e mais lojas comerciais. Mesmo sabendo que os novos empregos gerados, na maioria precários, são à custa da deslocalização de um lado para outro. Assim como, todos, vamos assistindo a um descarado aumento de preços, consequência de uma estratégia monopolista e de duopólio centralizado do grande comércio.
Além de mais, a maioria dos autarcas sabe que existe incumprimento contratual por parte dos grandes centros comerciais, mas, mesmo assim, todos fazem tábua rasa sobre o assunto. Preferem calar-se a admitir que foram enganados. E é aqui, chegado a este ponto, que mostro o motivo que me levou a escrever este texto. Segundo vários jornais nacionais e particularmente o Jornal da Mealhada (http://www.jornaldamealhada.com/), noticiam, em primeira página, que a autarquia Mealhadense denunciou o incumprimento da empresa LIDL & Companhia. Com uma manifesta coragem, Carlos Cabral admite ter sido enganado, e que aquela empresa, comprometendo-se a empregar 19 trabalhadores, apenas empregou 1 funcionário a tempo inteiro. Os restantes 18, muitos deles, trabalhando uma hora por semana, auferem somente, 13,60 euros, mensalmente.
Apesar de ser sobrecarregado com o ónus de ter ajudado a licenciar aquele empreendimento comercial, uma coisa temos que admitir: foi um acto de coragem. Pode ser que o seu exemplo seja seguido por outras autarquias, e denunciem esta “fraude”. Sinceramente, a bem do que resta e da salvação do pequeno comércio, faço votos para que assim seja.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
DÁ-ME UM SORRISO
Diz-me, ó bela, se me amas;
Escuta com atenção;
Dá-me um sorriso dos teus lábios,
consola meu coração.
Se teu afecto é volúvel,
porque me iludes em vão?
Pede ateu anjo um punhal,
e me crava o coração.
Ah! Como sou infeliz,
amar e não ser amado,
ser pelo anjo que adoro,
pouco a pouco desprezado.
Prudência, tu és a mãe
dum infeliz como eu;
já gozei horas felizes,
meu coração já bateu.
(Extraído do TROVADOR –jornal de modinhas-,
De 14 de Maio de 1865)
Escuta com atenção;
Dá-me um sorriso dos teus lábios,
consola meu coração.
Se teu afecto é volúvel,
porque me iludes em vão?
Pede ateu anjo um punhal,
e me crava o coração.
Ah! Como sou infeliz,
amar e não ser amado,
ser pelo anjo que adoro,
pouco a pouco desprezado.
Prudência, tu és a mãe
dum infeliz como eu;
já gozei horas felizes,
meu coração já bateu.
(Extraído do TROVADOR –jornal de modinhas-,
De 14 de Maio de 1865)
LUNDÚ
LUNDÚ
(ENGRAXATE, IMBERNIZATE A LA MODE DE PARIS)
Que maldita é esta vida,
sois e chuvas suportar,
escovas, graxas em potes,
eu sozinho a carregar.
Não sabem? Já meu retrato
no caixão mandei pregar,
para ver si com tal luxo
atenção vou despertar.
Porém se eu vejo um freguês,
com força o colega diz:
Imbernizate, ingraxate,
A la mode de Paris.
Então fico a ver navios,
num mar de graxa atolados,
quando os pés dos tais fregueses
pedem ser assim chamados.
Mas aos males tão cruéis,
que sente meu coração,
encontro meus namoricos
por terna compensação.
Namoro toda a crioula,
Seus olhos têm atracção;
Das brancas nem mesmo a cor
Me causam mais sensação.
Que casamento feliz
Dentro em pouco irei gozar,
Indo abrir com a crioulinha
Uma casa para engraixar.
Seremos muito felizes,
O meu coração me diz;
A ela unido p’ra sempre
A la mode de paris.
(Extraído do TROVADOR –jornal de modinhas-,
De 14 de Maio de 1865)
(ENGRAXATE, IMBERNIZATE A LA MODE DE PARIS)
Que maldita é esta vida,
sois e chuvas suportar,
escovas, graxas em potes,
eu sozinho a carregar.
Não sabem? Já meu retrato
no caixão mandei pregar,
para ver si com tal luxo
atenção vou despertar.
Porém se eu vejo um freguês,
com força o colega diz:
Imbernizate, ingraxate,
A la mode de Paris.
Então fico a ver navios,
num mar de graxa atolados,
quando os pés dos tais fregueses
pedem ser assim chamados.
Mas aos males tão cruéis,
que sente meu coração,
encontro meus namoricos
por terna compensação.
Namoro toda a crioula,
Seus olhos têm atracção;
Das brancas nem mesmo a cor
Me causam mais sensação.
Que casamento feliz
Dentro em pouco irei gozar,
Indo abrir com a crioulinha
Uma casa para engraixar.
Seremos muito felizes,
O meu coração me diz;
A ela unido p’ra sempre
A la mode de paris.
(Extraído do TROVADOR –jornal de modinhas-,
De 14 de Maio de 1865)
DESALENTO
Quando eu morrer, minha morte
não lamentes, caro amigo;
O sepulcro é um jazigo
onde devo descansar;
A minha triste existência
é tão pesada, é tão dura
que a pedra da sepultura
já não me pode pesar.
Uma lágrima, um suspiro,
eis quanto custa morrer;
Custa-nos sempre o viver
prantos suspiros sem fim:
Que tormento fora a vida
se não fosse transitória!
Não me risques da memória,
porém não chores por mim.
Enchem trevas o sepulcro,
mais ninguém dele se queixa
quando o morto os olhos fecha;
Não quer luz –quer descansar;
Aquele fundo silêncio,
aquele extremo abandono,
dão-lhe tão tranquilo sono,
que não pode despertar.
Já tive medo da morte,
agora tenho da vida;
Sinto minha alma abatida,
sem vigor o coração;
Já cansado de viver,
para a morte os olhos lanço,
vejo neles o meu descanso,
a minha consolação.
(Extraído do TROVADOR -jornal de modinhas-,
De 7 de Maio de 1865)
não lamentes, caro amigo;
O sepulcro é um jazigo
onde devo descansar;
A minha triste existência
é tão pesada, é tão dura
que a pedra da sepultura
já não me pode pesar.
Uma lágrima, um suspiro,
eis quanto custa morrer;
Custa-nos sempre o viver
prantos suspiros sem fim:
Que tormento fora a vida
se não fosse transitória!
Não me risques da memória,
porém não chores por mim.
Enchem trevas o sepulcro,
mais ninguém dele se queixa
quando o morto os olhos fecha;
Não quer luz –quer descansar;
Aquele fundo silêncio,
aquele extremo abandono,
dão-lhe tão tranquilo sono,
que não pode despertar.
Já tive medo da morte,
agora tenho da vida;
Sinto minha alma abatida,
sem vigor o coração;
Já cansado de viver,
para a morte os olhos lanço,
vejo neles o meu descanso,
a minha consolação.
(Extraído do TROVADOR -jornal de modinhas-,
De 7 de Maio de 1865)
terça-feira, 1 de abril de 2008
1ºDE ABRIL, DIA DAS MENTIRAS
Como hoje é dia das “galgas”, qual a maior mentira que gostaríamos de receber e ser enganados? Talvez o Iva a 16%? Quem sabe, por exemplo, que o Governo, em face do constante desaparecimento de pequenas e médias empresas, e tomando o modelo de Espanha, decidiu elevar a isenção de impostos daquelas para 150.000 euros, em vez dos actuais 6000? O Governo, ao tomar esta medida, teve em conta que vale mais a prossecução do emprego gerado e mantido do que os impostos que estas contribuem para os proveitos da Nação. O Governo chegou à conclusão que o elevado desaparecimentos destas empresas, paradoxalmente, aumenta a despesa pública.
Outra notícia enganadora: que todos os homens, hoje, oferecem uma rosa vermelha às suas mulheres. Poderia ser? Podia, só que é mesmo mentira.
Outra ainda, em Coimbra: “Carlos Encarnação, homem de rotinas, devido ao receio de atentado bombista pela “Alkaeda”, decidiu alterar o seu percurso diário entre a antiga Rua das Fangas e a Praça 8 de Maio. A partir de agora, diariamente, antes de entrar nos Paços do Concelho, dará uma volta pela Baixa da cidade. Assim, além de despistar os bombistas, tomará conhecimento in loco dos imensos prédios com obras paradas há vários anos. Certamente irá parar na Praça do Comércio; na Rua Velha; no Largo da Freiria; no Largo da Maracha; na Rua dos Oleiros, e no Largo das Olarias, antigo “bota-a-baixo”, vai parar, e, num minuto de silêncio, em catarse, fará “arakiri”, um mea culpa, e pedirá perdão a Deus –e ao povo de Coimbra- por ter mandado demolir todo o casario medieval do casco urbano da Baixa.
E vejam esta, no Diário de Coimbra: “Câmara Municipal evita, in extremis, o encerramento e desbaratamento do acervo do Museu da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva”. Segundo o jornal, Carlos Encarnação convocou uma conferência de imprensa, e ladeado pelo vereador da Cultura, Mário Nunes, em tom enfático, declarou que contrariamente ao que muitos afirmam, de que ele é um tecnocrata rígido e frio, pelo contrário, é um homem de cultura e gosta muito de arte. E, de braços alargados, como a querer abraçar todos os jornalistas, declarou que se tinha empenhado pessoalmente para que o Museu da cidade não desaparecesse. Tinha sido muito duro, conseguir que Sócrates voltasse atrás, mas conseguiu, declarou ufano. “E que custos foram esses, senhor presidente? Interrogou um jornalista. Respondeu Carlos Encarnação, foram dois: “Que não me recandidatasse novamente e me filiasse no Partido Socialista”. Para mostrar que era verdade, que gostava mesmo de arte, levou os jornalistas a sua casa, na Rua Fernandes Tomás, e mostrou-lhes os imensos quadros de Mário Silva, filho do patrono e fundador do museu com o mesmo nome.
Outra ainda: “Afinal Sócrates é humano, até chora condoído com as crianças, ao entregar-lhe computadores”. Claro que você não acredita nesta. É demasiado evidente que é uma mentira claríssima. Quem é que vai acreditar nesta? Só se fossem lágrimas de crocodilo que o homem hermético chorasse.
E mais uma: “Alunos do Secundário exigem telemóveis ao primeiro-ministro”. Segundo a notícia, uma grande maioria de alunos consideram-se discriminados e alegam ter direito a telemóveis “última geração” para poderem filmar à vontade o que se passa nas aulas.
Outra ainda: “O governo pondera aumentar o ordenado mínimo para 600 euros”. Ao que parece, esta medida provocatória, pretende, deste modo, desencadear o empreendedorismo. Como o contrário, ou seja, o manter os ordenados abaixo da inflação, não tem evitado o endémico estado da economia, entende o executivo de Sócrates que assim os agentes económicos serão obrigados a sair da "cepa torta” e do comodismo.
Outra notícia enganadora: que todos os homens, hoje, oferecem uma rosa vermelha às suas mulheres. Poderia ser? Podia, só que é mesmo mentira.
Outra ainda, em Coimbra: “Carlos Encarnação, homem de rotinas, devido ao receio de atentado bombista pela “Alkaeda”, decidiu alterar o seu percurso diário entre a antiga Rua das Fangas e a Praça 8 de Maio. A partir de agora, diariamente, antes de entrar nos Paços do Concelho, dará uma volta pela Baixa da cidade. Assim, além de despistar os bombistas, tomará conhecimento in loco dos imensos prédios com obras paradas há vários anos. Certamente irá parar na Praça do Comércio; na Rua Velha; no Largo da Freiria; no Largo da Maracha; na Rua dos Oleiros, e no Largo das Olarias, antigo “bota-a-baixo”, vai parar, e, num minuto de silêncio, em catarse, fará “arakiri”, um mea culpa, e pedirá perdão a Deus –e ao povo de Coimbra- por ter mandado demolir todo o casario medieval do casco urbano da Baixa.
E vejam esta, no Diário de Coimbra: “Câmara Municipal evita, in extremis, o encerramento e desbaratamento do acervo do Museu da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva”. Segundo o jornal, Carlos Encarnação convocou uma conferência de imprensa, e ladeado pelo vereador da Cultura, Mário Nunes, em tom enfático, declarou que contrariamente ao que muitos afirmam, de que ele é um tecnocrata rígido e frio, pelo contrário, é um homem de cultura e gosta muito de arte. E, de braços alargados, como a querer abraçar todos os jornalistas, declarou que se tinha empenhado pessoalmente para que o Museu da cidade não desaparecesse. Tinha sido muito duro, conseguir que Sócrates voltasse atrás, mas conseguiu, declarou ufano. “E que custos foram esses, senhor presidente? Interrogou um jornalista. Respondeu Carlos Encarnação, foram dois: “Que não me recandidatasse novamente e me filiasse no Partido Socialista”. Para mostrar que era verdade, que gostava mesmo de arte, levou os jornalistas a sua casa, na Rua Fernandes Tomás, e mostrou-lhes os imensos quadros de Mário Silva, filho do patrono e fundador do museu com o mesmo nome.
Outra ainda: “Afinal Sócrates é humano, até chora condoído com as crianças, ao entregar-lhe computadores”. Claro que você não acredita nesta. É demasiado evidente que é uma mentira claríssima. Quem é que vai acreditar nesta? Só se fossem lágrimas de crocodilo que o homem hermético chorasse.
E mais uma: “Alunos do Secundário exigem telemóveis ao primeiro-ministro”. Segundo a notícia, uma grande maioria de alunos consideram-se discriminados e alegam ter direito a telemóveis “última geração” para poderem filmar à vontade o que se passa nas aulas.
Outra ainda: “O governo pondera aumentar o ordenado mínimo para 600 euros”. Ao que parece, esta medida provocatória, pretende, deste modo, desencadear o empreendedorismo. Como o contrário, ou seja, o manter os ordenados abaixo da inflação, não tem evitado o endémico estado da economia, entende o executivo de Sócrates que assim os agentes económicos serão obrigados a sair da "cepa torta” e do comodismo.
CÂMARAS OLHÍSTICAS APROVADAS
Foi aprovada, pelo executivo municipal, a instalação de 17 câmaras de videovigilância na área central de Coimbra. Nomeadamente, entre o Largo da Portagem e Avenida Fernão de Magalhães, as Ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz, e a zona da Alta da cidade.
O “camarada” Gouveia Monteiro, naturalmente, esteve contra. “Trata-se de uma ideia que não tem a minha simpatia. Esta instalação deve-se à pressão exercida pelos comerciantes da Baixa”, enfatizou o vereador comunista. Isso é que é uma avaria! Ninguém se surpreende por este senhor não nutrir qualquer simpatia pelos comerciantes da Baixa. Este outrora “grande capital” continua a fazer mossa no cérebro do “barão vermelho”. É uma espécie de espinho cravado, que nem o facto do patente empobrecimento contínuo dos comerciantes, alguns à custa de vários assaltos, lhe alivia a dor, e que não passa ao homem que faz parte da troika laranja. Se estes comerciantes fossem ciganos do Ingote, aposto que o “companheiro” estava pronto a defender a segurança, como não são, evidentemente que está contra. Já agora, se possível, podia ser mais coerente. Se é tão a favor das minorias, esquece-se que os comerciantes de rua estão em declínio e já são minoria? E que tal se lhe mudassem a cassete? Os conimbricenses até agradeciam. Deveria estar na altura do “camarada” mudar. O marxismo-leninismo é apenas uma filosofia política. Nada mais. A prática, do século XX, mostrou que é uma utopia. E se o companheiro perdesse esse “formatado” e optasse por uma esquerda moderna e varresse as teias de aranha do passado? Não era bom? É que assim a continuar, bem se pode outorgar defensor dos pobres e oprimidos que, com o votos destes, não chegará jamais a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. E é uma pena. Digo eu, porque reconheço-lhe muitas qualidades de homem simples e trabalhador, mas, se o “camarada” permite, é preciso assediar e convencer a maioria dos Coimbrãos e não as minorias como o “companheiro” vem fazendo há muito tempo.
O “camarada” Gouveia Monteiro, naturalmente, esteve contra. “Trata-se de uma ideia que não tem a minha simpatia. Esta instalação deve-se à pressão exercida pelos comerciantes da Baixa”, enfatizou o vereador comunista. Isso é que é uma avaria! Ninguém se surpreende por este senhor não nutrir qualquer simpatia pelos comerciantes da Baixa. Este outrora “grande capital” continua a fazer mossa no cérebro do “barão vermelho”. É uma espécie de espinho cravado, que nem o facto do patente empobrecimento contínuo dos comerciantes, alguns à custa de vários assaltos, lhe alivia a dor, e que não passa ao homem que faz parte da troika laranja. Se estes comerciantes fossem ciganos do Ingote, aposto que o “companheiro” estava pronto a defender a segurança, como não são, evidentemente que está contra. Já agora, se possível, podia ser mais coerente. Se é tão a favor das minorias, esquece-se que os comerciantes de rua estão em declínio e já são minoria? E que tal se lhe mudassem a cassete? Os conimbricenses até agradeciam. Deveria estar na altura do “camarada” mudar. O marxismo-leninismo é apenas uma filosofia política. Nada mais. A prática, do século XX, mostrou que é uma utopia. E se o companheiro perdesse esse “formatado” e optasse por uma esquerda moderna e varresse as teias de aranha do passado? Não era bom? É que assim a continuar, bem se pode outorgar defensor dos pobres e oprimidos que, com o votos destes, não chegará jamais a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. E é uma pena. Digo eu, porque reconheço-lhe muitas qualidades de homem simples e trabalhador, mas, se o “camarada” permite, é preciso assediar e convencer a maioria dos Coimbrãos e não as minorias como o “companheiro” vem fazendo há muito tempo.
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