segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"TOQUES ANÓNIMOS FICHAM CLIENTES"



(FOTO DO CORREIO DA MANHÃ)


Uma empresa do universo PT (a PT Contact) é uma das que faz telefonemas anónimos para catalogar o tipo de clientes

Toques anónimos ficham clientes
Se recebe chamadas telefónicas de curta duração de números anónimos e ninguém fala, nem sempre é o que parece. Pode ser apenas o sistema informático de uma empresa de telemarketing a controlar o horário de atendimento de um potencial cliente, para posterior contacto personalizado. Foi o que detectou o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, a partir de uma queixa apresentada por um cidadão, já irritado com os constantes ‘toques’ do telemóvel e no telefone de casa.



Fique a saber tudo na edição desta segunda-feira do jornal 'Correio da Manhã'.

sábado, 17 de janeiro de 2009

REQUIEM PELA ÚLTIMA FORJADORA DO FERRO




A notícia vem no meio de outra, no Diário as Beiras de hoje. Na página 3, na rubrica “Em Foco”, é entrevistado Belarmino Azevedo, vice-presidente da ACIC, Associação Comercial e Industrial de Coimbra. Falando ao jornalista Mário Nicolau das dificuldades das empresas, às tantas, dá como exemplo “as consequências conhecidas: “hoje (ontem) a Lumel, uma empresa com mais de 55 anos, fechou portas. Não estamos a discutir se fizeram, ou não, asneiras, mas o que é certo é que mais de uma dezena de trabalhadores vai para o desemprego.”
As coisas ditas assim, a frio, é, infelizmente, mais uma empresa que se fina, mas se eu disser que esta firma, em Coimbra, era a única, e última, que se dedicava à arte do ferro forjado talvez a coisa já dê que pensar. Para mais, sendo a cidade o berço e a sepultura de grandes mestres “trovadores do ferro”, como chamou Afonso Lopes Vieira ao grande mestre do ferro forjado Coimbrão, Lourenço Chaves de Almeida. Poderia falar de muitos outros, como Daniel Rodrigues, mestre Pompeu Aroso, etc.
A Lumel, segundo um vizinho desta fábrica na Pedrulha, nos anos de 1968 tinha 80 empregados. Pelos vistos, com cerca de uma dezena de funcionários, morreu agora sem glória. Talvez pelo desconhecimento os jornais da cidade nem o noticiaram. Desaparece sem pompa nem circunstância, ou outra qualquer oração de encomenda. Morreu e pronto! Só que para além do mundo da economia, existem outros como o da cultura e o da cidade, que é aquele que diariamente sentimos como o nosso pequeno universo. E este, irremediavelmente, fica mal, muito mais pobre, muito mal mesmo. Deixo o resto à consideração de cada um.

UM ABRAÇO DE CRIANÇA CRESCIDA


(AQUI, COM O PEPINO, O GERALDO IMAGINA UM MICRO E DIZ MESMO "UM, DOIS, EXPERIÊNCIAS")



(AQUI JÁ ESTÁ O GERALDO EM PLENA PERFORMANCE)



(AQUI JÁ ENSAIA COM A HARMÓNICA)




(E ENTÃO "AQUELE" ABRAÇO, QUE SÓ A IMAGEM PODE DESCREVER)




 O Geraldo é uma daquelas personagens típicas que existem nas cidades. Mas esta tem uma particularidade especial: possui um vozeirão de tenor que não deixa ninguém indiferente. Já anteriormente aqui falei dele e lhe tirei uns retratos, inclusive.
O Geraldo, aparentemente, detém uma leve deficiência mental, um ligeiro “atraso”, como se dizia antigamente. Só assim se entende que este homem percorra as ruas da Baixa a cantar. Mas não é um cantar qualquer. Este homem “encanta”. Para além do seu vozeirão, sabe utilizar a sua voz e entoar os mais variados trechos musicais. Como é pacífico, que me conste nunca fez mal a ninguém, a verdade é que quando o avistamos, nas suas poses reais, mas que parecem teatralizadas, não podemos evitar um sorriso. É como se avistássemos a figura do Pai Natal, com toda aquela candura e informalidade.
Como já me conhece, e hoje, mais uma vez, não resisti a tirar-lhe umas fotos, veio ter comigo e, com aquela voz grossa, num corpo de homem, mas na timidez de uma criança, pediu-me: “não me dás três euros?”
Para que queres os 3 euros? Interroguei. “Para comprar uma harmónica ali na praça, naquela casa de música”. 
Como tinha “nas minhas coisas” uma velha harmónica Honner, talvez com mais de cinquenta anos, fui buscá-la e dei-lha em mão para ele a experimentar. Começou a tocar a flauta de beiços e a dançar, parecia uma criança. “Dás-ma? Dás?”. Quando disse que sim, abraçou-se a mim aos beijos, conforma a foto demonstra. Lindo! Foi mesmo lindo. E lá foi ele encantado porque ganhou o dia e eu também pela lição recebida.
Talvez não pareça bem estar aqui a contar o que fiz, mas, a não ser assim, não conseguiria escrever esta “estória”, nem justificar aquele abraço apertado do homem de corpo gigante e alma de criança.
Quando se cruzar com o Geraldo numa destas ruas da Baixa, pare por um momento e, se possível, dê-lhe uma palavra. Verá como é uma doçura…de criança crescida.

"PORTUGAL PIONEIRO NO CERTIFICADO DE ÓBITO ELECTRÓNICO"



Portugal Pioneiro no Certificado de Óbito Electrónico

Portugal vai ser o primeiro país europeu a certificar óbitos apenas por via electrónica. A modernização deste sistema de registo insere-se nas iniciativas “Simplex 2008” e estará concluída em 2010.


Inserida no âmbito do Programa “Simplex 2008”, esta medida prevê que, a partir de Janeiro de 2010, o sistema que nos últimos cem anos foi utilizado para registar os óbitos seja substituído por uma aplicação informática que tornará Portugal no primeiro país da Europa a abandonar totalmente o recurso ao papel para esse fim.

Com esta iniciativa, o certificado preenchido pelo médico ficará disponível de imediato numa página na Internet com acesso restrito, através da qual os restantes serviços do Estado acedem apenas à informação necessária. O processo é assim desmaterializado, desburocratizado e agilizado, ficando mais imune ao erro humano.

Com a introdução do certificado de óbito electrónico, o documento já não será entregue à família ou à agência funerária para posterior envio para a Conservatória do Registo Civil da área de residência, onde o funcionário fazia a transcrição para um verbete, depois enviado para Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), Direcção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Estatística (INE). Um percurso que demorava, em norma, cerca de seis meses, daí haver cidadãos falecidos a receber notificações, por exemplo, relativas a impostos.

O certificado de óbito electrónico só poderá ser alterado pelo médico, que terá de ser mais específico a identificar o motivo da morte e, de acordo com declarações da chefe da Divisão de Estatística da DGS, Andreia Silva: "Em Junho inicia-se o projecto-piloto, envolvendo todos os hospitais onde já existe informatização".

Data: 13-01-2009
Fonte: Portal do Cidadão

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

BAIXA: A CRISE TAMBÉM AFECTA OS PEDINTES


(O EDUARDO VENTURA NA ESQUINA DA RUA EDUARDO COELHO)

Em Agosto de 2003, a frequência, de manhã à noite, de pedintes na Rua Eduardo Coelho, em Coimbra, era tão grande que um comerciante da zona, apelando à advertência pública para este facto, se disfarçou de falso cego. De acordo com outros colegas, e como forma de chamar a atenção para a facilidade como o público, na maioria das vezes, é enganado, ao mesmo tempo que contribui, assim, para incentivar a mendicidade. Para além de um outro pedinte, tinha ao lado um manequim onde apelava à não contribuição. O falso cego, em quatro horas “ganhou” 30 euros. Salienta-se que esta verba foi entregue na Casa dos Pobres.
Mesmo em frente à Rua das Padeiras, numa esquina da Rua Eduardo Coelho, não havia mãos a medir para os pedintes. Chegava-se a assistir a discussões entre eles, do género: “agora é a minha hora, vai-te embora, antes que me chateie”. Diariamente, de segunda-feira a sábado, os frequentadores desta esquina estratégica, eram dois cegos (verdadeiros), um indigente que, torcendo o braço, se fazia passar por deficiente, eram várias romenas com bebés ao colo e ainda uma cigana que, sentando-se no chão, recolhendo as saias até quase à virilha, mostrava, para além das cuecas, uma grande cicatriz na rechonchuda coxa. Como récita sem ser encomendada, os comerciantes, durante todo o dia, “gramavam” a lengalenga saída da boca de cada um dos intervenientes do apelo à moedinha.
Hoje, passados quatro anos e meio, esta outrora disputadíssima esquina da antiga Rua dos Sapateiros permanece quase sempre vaga. Fazendo parte dos antigos frequentadores, o único que permanece fiel ao local, pelo menos duas vezes por semana e durante duas horas, é o Eduardo Ventura, invisual de nascença. Tem 54 anos de idade. Mora em Soure, de onde vem e vai de comboio.
Quando lhe pergunto como “vê” a Baixa nos dias de hoje, e comparativamente com o movimento e o bulício que havia até há meia dúzia de anos, responde-me: “Olhe, “trabalho” aqui há 15 anos e nunca “vi” tão pouca gente na Baixa. Está quase deserta. Sinto-a muito mal, como se estivesse doente. Está tudo parado. Passa pouca gente”.
Quando o interrogo, na comparação entre o que ganhava noutros tempos e hoje, responde: “Ó meu amigo não tem comparação. Noutros tempos ganhava três ou quatro vezes mais. Talvez resultados da crise, hoje as pessoas dão muito pouco. Fogem de dar porque a vida está muito difícil. Isto está péssimo”. Quando lhe pergunto para especificar melhor, responde, “pouca gente deixa uma moeda de euro, a maioria só dá cêntimos”. E notas?, interrogo. Recebo em resposta uma grande gargalhada, complementada com a frase: “Notas?, só quando o rei faz anos”.
Pergunto-lhe, uma vez que já anda por aqui há 15 anos, se considera ser bem tratado pelos comerciantes. Diz-me: “sim, sempre fui muito acarinhado, na maioria das vezes mais do que pelas pessoas em geral. É como se eles entendessem que eu sendo cego não tenho muitas possibilidades de ganhar dinheiro, até pela idade, conclui o Eduardo.
Então, interrogo, isso quer dizer que você não sente uma grande proximidade das pessoas? Sente que é discriminado, mesmo quando lhe dão uma moeda? “É assim, as pessoas dão, mas não se dão. Parecem ter receio de se chegar ao invisual; embora eu sinta que, hoje, as pessoas estejam mais solidárias, ajudam mais, mas parecem ter nojo do cego, entende o que quero dizer?”, responde o Eduardo com uma interrogação.
Ao longo da curta conversa, reparei no ar despreocupado do Eduardo e, quase em provocação, não resisti à pergunta: o Eduardo é feliz? “Sim, sou muito feliz! Apesar de sentir muitas dificuldades –recebo apenas uma pequena reforma. Mas tenho esperança, acho que as coisas vão melhorar. Não tenho dúvidas”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O JUMENTO DO MOMENTO



LUIS FILIPE MENEZES, "O CHORA" DO PSD, CONVIDA MANUELA FERREIRA LEITE A DEMITIR-SE

FEIRA DE STOCKES DA ACIC



A ACIC, Associação Comercial e Industrial de Coimbra, vai realizar, de 13 a 15 de Fevereiro de 2009, a FEIRA DE SALDOS 2009, no Pavilhão da ACIC, no Alto da Relvinha.
Segundo a comunicação daquela instituição, “O objectivo desta Feira de Saldos é proporcionar aos comerciantes do distrito de Coimbra uma oportunidade de escoarem os seus produtos e também uma forma de promover os seus negócios.”
Os comerciantes interessados em participar deverão fazer a inscrição até ao dia 5 de Fevereiro.