Boa tarde senhores.
Em relação à imagem da banca de um vendedor ambulante que tenta assim como todos nós pessoas sensatas honestas e trabalhadoras, ganhar a vida, pagar as sua dívidas, e cuidar da segurança e conforto da sua família e ter direito à vida.
Não condeno e nem aprovo a preocupação de certas pessoas que demonstram tanta preocupação.
com aspecto visual da banca, mais, posso assegurar-lhes que quanto aos turistas aprovam e compram os produtos da mesma, caso contrário ela não estaria ali, garanto-vos.
Na minha humilde maneira de pensar, acredito que é tudo uma questão de "Tolerância".
A tolerância, entendida como respeito e consideração face à diferença, ou como uma disposição para admitir nos outros uma maneira de ser e de agir distinta da nossa, de aceitação de um pluralismo legítimo. É em todos os aspectos um valor de enorme importância. Estimular a tolerância, neste sentido, pode contribuir para resolver muitos conflitos e erradicar muitas violências. E como estes conflitos e violências são notícia frequente nos mais diversos âmbitos da vida social, isso leva-nos a pensar que a tolerância é um valor a promover, necessário e urgentemente.
Portanto, acredito que ao invés de apontar o dedo acusador a uma situação como essa, a pessoa que tanto se preocupa com a imagem visual da praça, poderia simplesmente "Conversar" com o responsável fazendo-o entender a importância desse factor estético neste país e tenho certeza que em respeito a cultura do qual ele passou a viver, irá certamente modificar ou melhorar o aspecto da mesma. Apontar o dedo, julgar e condenar, acredito sinceramente não serem as qualidades de um povo que transmite tanta hospitalidade e carinho para com os imigrantes como são os portugueses.
" Tolerância e respeito pelas demais culturas é uma prova de sabedoria e inteligência de um povo civilizado.
Agradeço a oportunidade de apresentar uma opinião em defesa porque acho que todos possuem esse direito. Obrigado.
Cumprimentos.
Anildo Motta
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Em relação à imagem da banca de um vendedor ambulante que tenta assim como todos nós pessoas sensatas honestas e trabalhadoras, ganhar a vida, pagar as sua dívidas, e cuidar da segurança e conforto da sua família e ter direito à vida.
Não condeno e nem aprovo a preocupação de certas pessoas que demonstram tanta preocupação.
com aspecto visual da banca, mais, posso assegurar-lhes que quanto aos turistas aprovam e compram os produtos da mesma, caso contrário ela não estaria ali, garanto-vos.
Na minha humilde maneira de pensar, acredito que é tudo uma questão de "Tolerância".
A tolerância, entendida como respeito e consideração face à diferença, ou como uma disposição para admitir nos outros uma maneira de ser e de agir distinta da nossa, de aceitação de um pluralismo legítimo. É em todos os aspectos um valor de enorme importância. Estimular a tolerância, neste sentido, pode contribuir para resolver muitos conflitos e erradicar muitas violências. E como estes conflitos e violências são notícia frequente nos mais diversos âmbitos da vida social, isso leva-nos a pensar que a tolerância é um valor a promover, necessário e urgentemente.
Portanto, acredito que ao invés de apontar o dedo acusador a uma situação como essa, a pessoa que tanto se preocupa com a imagem visual da praça, poderia simplesmente "Conversar" com o responsável fazendo-o entender a importância desse factor estético neste país e tenho certeza que em respeito a cultura do qual ele passou a viver, irá certamente modificar ou melhorar o aspecto da mesma. Apontar o dedo, julgar e condenar, acredito sinceramente não serem as qualidades de um povo que transmite tanta hospitalidade e carinho para com os imigrantes como são os portugueses.
" Tolerância e respeito pelas demais culturas é uma prova de sabedoria e inteligência de um povo civilizado.
Agradeço a oportunidade de apresentar uma opinião em defesa porque acho que todos possuem esse direito. Obrigado.
Cumprimentos.
Anildo Motta
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NOTA DO EDITOR:
Começo por lhe agradecer ter comentado e defendido a sua posição de vendedor, Anildo Motta. Fez muito bem e, fica a saber, que sempre que queira usar este espaço é só escrever para cá.
A seguir, em contraditório, vamos clarificar uns pontos:
1 –O amigo fala em tolerância. Ora “tolerância” para ser eficaz terá de ser um sentimento de duplo sentido. Isto é, vincula o tolerante mas compromete o tolerado. O que quero dizer com isto? Que se o amigo exige tolerância para o seu legítimo direito de vender, em contraposição, também terá de admitir que há indivíduos que discordam da forma como se apresenta o ponto de venda. E estas pessoas, igualmente como o senhor, têm todo esse legítimo direito de criticar;
2 –Uma coisa é os leitores e eu, inclusive, discordar com a forma como se apresentam as tendas em frente a um edifício do Século XII, outra coisa é admitir que o amigo Anildo, naturalmente e legitimamente tem todo o direito a poder trabalhar para alimentar a sua família. Este ponto não se discute, nem jamais se colocará em dúvida aqui neste blogue;
3 –O que se discorda –e isto é ponto assente, pode clicar aqui e ler a minha posição perante a venda ambulante- é o pouco apoio, ou melhor o desprezo que a autarquia vota os vendedores ambulantes há cerca de 20 anos para cá.
Se lhe parece que o blogue faz guerra aos vendedores como o senhor, desengane-se. O que se defende aqui são condições de dignidade para poder vender. É infame que a autarquia cobre taxas sem dar a mínima correspondência a que está obrigada. Isto é: atribuir uns quiosques decorativos que se insiram na paisagem urbana sem agredir como é o caso da sua tenda e as dos seus colegas. Sublinho que no meu entender, sincero, a culpa não é vossa. Cabe à entidade que licencia –neste caso a Câmara Municipal- estabelecer parâmetros de qualidade e fruição. Para isso mesmo recebe as vossas rendas.
4 –Quem critica, parece-me, nunca chamou aqui o facto de serem estrangeiros ou de etnias diferenciadas. Esse facto, para mim, não conta nada. Não tenho amigos no meio, mas obrigo-me a respeitá-los como merecem. Eu também trabalho e sei bem o que são agruras diárias para se vender, porque daí advém a forma de andarmos de cabeça erguida.
Da minha parte, escrevo, nunca falei consigo, ou outro colega, sobre este assunto porque entendo que é a autarquia que deve resolver o problema e não, pelo contrário, vocês, a expensas pessoais, desonerarem a edilidade desse encargo.
Muito obrigado, Anildo, e, mais uma vez, repito, volte sempre que quiser.
Abraço.
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Boa tarde Anildo, se me permite tratá-lo assim. Eu defendo a vossa presença na Praça do Comércio, aliás costumo falar bastantes vezes com o pessoal de lá e até tenho uma relação de amizade com alguns. Sei que se vendem lá é porque têm autorização e licença para tal. E mais: se as vossas tendas fazem "poluição" visual, a culpa é da falta de regulamentação da autarquia.




