sábado, 22 de setembro de 2018

COIMBRA CAPITAL DA MENTIRA

(Imagem da Web)





Antes de ontem, com pompa e muita circunstância, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra, sob a voz de Manuel Queiró - que, muito bem pago pelo erário público através de dois concursos em atribuição directa, funcionou como uma espécie de testa de ferro para desculpabilizar o mentor – caiu a ideia de se construir o aeroporto internacional proposto por Manuel Machado na última campanha eleitoral.
Não se pense que a estratégia de prometer o impossível é um conceito novo na cidade. Nada disso! Carlos Encarnação, presidente da edilidade entre 2001 e 2010, com a promessa de construção do Metro Ligeiro de Superfície, fez o mesmo. Em 2005, em campanha eleitoral para a sua reeleição, dando início à demolição de casario histórico, habitacional e comercial, no “Bota-abaixo”, prometia um transporte moderno e não poluente para a ligação à Linha da Lousã. O curioso é que, nesta altura, dois vereadores do PS rotularam a encenação de “politiquice”. Mudam-se os tempos, alteram-se os actores deste teatro trágico-cómico, mas a vontade de enganar o povão mantém-se.
Haja dinheiro dos contribuintes para distribuir em projectos megalómanos e aviões de papel que a felicidade individual há-de vir um dia, se Deus Nosso Senhor quiser!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

BAIXA: CRÓNICA DA SEMANA PASSADA

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(Rui Moura - Foto do Diário de Coimbra)



REFLEXÃO: OS DESAFIOS DO INTENDENTE
Depois de cerca de um ano sem chefe nomeado pela tutela no Comando Distrital da PSP de Coimbra, há cerca de um mês tomou posse o novo comandante, Intendente Rui Moura. Esta semana deu uma longa entrevista ao Diário de Coimbra (DC).
Dando uma no cravo e outra na ferradura, Rui Moura, a fazer lembrar os políticos partidários, acima de tudo tentou tranquilizar os citadinos. Se é certo que, inevitavelmente, a cidade, na implementação da segurança dos cidadãos, precisa de homens que a defendam de todas as ameaças internas e externas, é também certo que um comandante de uma força policial é um funcionário público. Logo o que se espera dele é mais pragmatismo e menos promessas.
A Baixa, apesar de deter índices de criminalidade muito baixos, pelos seus moradores, trabalhadores, comerciantes e turistas, precisa de poder contar com os agentes da PSP, vigiando a pé a via pública, durante 24 horas. Há muitos anos que, sobretudo a partir das 19h00, as ruas, becos e ruelas ficam entregue à sua sorte. Se não há mais participações na esquadra, na maioria das vezes, é porque ou a sorte estava do lado de quem esteve prestes a ficar sem os seus bens e escapou por um triz ou teve azar mas, porque não acredita no sistema de justiça, não comunica o roubo.
Por outro lado, no tocante ao tráfico de droga, quer seja na zona do Terreiro da Erva ou outras áreas adjacentes, sabemos que a PSP, com os seus agentes à civil, faz o melhor que pode. Mas, para expurgar o medo psicológico que se instala em quem precisa de circular à noite, é urgente haver agentes fardados para, por um lado, desapoquentar, por outro, para persuadir o crime. Por isto tudo, senhor Intendente, mais polícia na rua e menos conversa!


O CELSO ESTÁ NO ESTALEIRO



Na última década, dando cor à paisagem urbana e, sem grandes conversas, desempenhando o papel de estátua viva, foi nosso companheiro diário. Pela sua originalidade de figura típica, "baptizei-o" como “O homem da bicicleta às cores”. Dá pelo nome de Celso Loureiro e é natural da Palheira, a sul da cidade e perto de Cernache. É um dos "Rostos nossos (Des)conhecidos".
Já há uns largos meses que o Celso desapareceu do nosso convívio sem dar explicação. Pelos vistos, segundo o depoimento de alguém muito próximo, o Loureiro foi sujeito a uma cirurgia e está em convalescença, em cuidados continuados, na clínica Fernão Mendes Pinto, na Avenida Fernão de Magalhães.
Em nome da Baixa, se posso escrever assim, desejamos um rápido restabelecimento ao Celso Loureiro.


ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

(Foto do Notícias de Coimbra)


Gostava de lembrar que, até ao fim deste Setembro, está decorrer a votação do Orçamento Participativo promovido pela União das Freguesias de Coimbra. Esta participação é reservada aos fregueses das juntas agregadas da Sé Nova, Almedina, São Bartolomeu e Santa Cruz. Para além disso a escolha é pessoal, isto é, o inscrito numa destas autarquias tem de se deslocar a qualquer uma das sedes – o horário pode consultar aqui (clique em cima).
Não precisa dizer, bem sei que você só vai à sua junta de freguesia uma vez de quatro em quatro anos e a última -tomara eu que fosse – foi há escassos dez meses. Mas deixe lá, faça lá isso pela colectividade. Não interessa em quem vai votar, o que importa é que, como bom cidadão, se inteire dos projectos a concurso e vote naquele que melhor corresponder às suas expectativas. Não é pedir muito, pois não?


O FIM DA HISTÓRIA



Com 92 anos, faleceu a semana passada o João Gonçalves Queimadela.
Durante décadas o Queimadela, como era conhecido entre nós, foi um dos rostos do estabelecimento Augusto Neves, na Rua da Sofia, uma loja de ferragens que, para além de durante mais de sete décadas ter sido a mãe de todos os grandes espaços dedicados a ferragens na Baixa, encerrou em 2008.
Embora o tema de escrita seja o falecimento do funcionário João, não posso deixar de lembrar a importância que teve o Augusto Neves na identidade de um comércio de proximidade que, aos poucos e poucos, vai desaparecendo do Centro Histórico.
Voltando ao homenageado a título póstumo, o senhor João Queimadela, dedicado funcionário da extinta loja, foi um homem que cumpriu bem a sua missão em prol da cidade que o viu nascer. Lembro-me bem dele, atrás do balcão corrido de madeira com aquele seu modo de ser, prazeroso, altivo e sempre de bem com a vida.
À família enlutada, em nome da Baixa, se posso escrever assim, os nossos sentidos pêsames. Até um dia, senhor Queimadela. Descanse em paz!


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE... E UMA RESPOSTA

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(Imagem da Web)



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PRIMEIRO DERAM O CÚ...":


Muito pelo contrário. Faz parte do dever cívico de todos os cidadãos denunciar as injustiças e os incumprimentos da lei para que depois quem de direito possa atuar. Pior seria se o Estado tivesse de ter um fiscal em cada esquina, aí sim seria um comportamento pidesco.




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RESPOSTA DO EDITOR


Meu caro anónimo, com o devido respeito pelo seu comentário, não surpreende que Vossemecê seja um admirador dos denunciantes encapuzados. Aliás, atentando à sua condição de comentador atrás da cortina, em coerência, Vossa Senhoria não poderia defender outra posição. Mas há um porém: Vossa Mercê, estando comprometido com o seu modo de agir o que o leva a defender a desonra, está completamente errado. Sem pretender qualquer superioridade moral, a dignidade, a hombridade pela condição humana, o respeito pelo nosso semelhante, a integridade que deveria ser exigível na mostra do rosto enquanto símbolos de pureza e verdade e traço de humanidade deveriam ser princípios estruturantes de um Estado no tratamento recíproco relacional entre governantes e governados. Não são! Sabemos bem! A questão é: por que não são?
A meu ver, que sou um simples escriba de bancada, não são valores básicos do Estado, porque a Nação, enquanto agregação abstracta de pessoas, para além de não as representar institucionalmente como pessoa de bem, na forma e na substância, transformando-se em estrato ditatorial com laivos animalescos, selváticos, egoístas e absurdos, repercute na sua acção pragmática o pior, o mal, que o humano conserva no alçapão profundo da sua alma.
Por outras palavras, por silogismo, não haverá Estados ideais que, intrinsecamente, busquem o bem-estar e a felicidade colectiva -haverá alguns que, segundo a imprensa, estarão lá próximo como o Reino do Butão.
Continuando no meu ponto de vista, nenhum Estado que se apregoe de democrático deveria aceitar queixas anónimas - e ainda menos incrementar a sua promoção.
Não sou anjinho a pontos de acreditar que alguma vez será possível tal procedimento assente na transparência e nos direitos de cada um. Por outro lado, também não me custa compreender o que leva um país a desenvolver tais políticas sociais escabrosas, não-educacionais e não-formativas: precisamente para poupar meios de investigação. Ou seja, para tapar o buraco da sua própria ineficácia. Este situacionismo, é como se nos transmitisse inequivocamente que, arbitrariamente, os fins justificam sempre os meios, a qualquer preço a pagar pelo cidadão desde que o mandante o considere como ordem a cumprir sem contestação. Onde cabe aqui a equidade, o Direito e a justiça enquanto virtude das virtudes?
Por outro lado, a situação mantém-se em injustiça gritante porque o Estado não garante a segurança de um denunciador que dá a cara. Fosse assegurada a integridade física e moral de quem faz a imputação e tudo seria diferente.
Por outro lado ainda, como se sabe, sendo a delação feita sem rosto torna impossível a demanda por difamação para repor o estatuto anterior. Ora, sendo o Estado o maior beneficiador, logo, sempre que por falta de prova não houvesse matéria acusatória, deveria arcar com as consequências de um estigma que, mesmo na inocência, destrói uma vida.
Por conseguinte, apesar do meu contraditório, até admito que defenda a sua tese, mas faça um favor à sociedade: guarde-a só para si.

BOM DIA, PESSOAL...

BAIXA: O RECORDISTA








Sem grande margem de erro, o Luís Cortês é o figurão mais conhecido na Baixa de Coimbra. O seu palco de desempenho artístico divide-se entre a Praça 8 de Maio e o Largo do Poço. Com apenas cinco por cento de visão, vê mais e entende os humanos do que os ditos cujos com total perspectiva. Com um só braço toca órgão muito melhor, acima, acima, que grandes teclistas famosos e de renome mundial. Com uma só boca, e se estiver com um grãozinho na asa, canta melhor que uma revoada de rouxinóis.
Para além disso, e num campo pouco conhecido muito para lá da sua áurea de figura típica, é o conimbricense a quem mais vezes furtaram o instrumento – o órgão, obviamente. É de tal maneira a repetição que, no Centro Histórico, já é conhecido pelo “Homem do cartaz ao peito”.
Como recordista absoluto, são muitas as queixas na PSP contra desconhecidos. De tal modo é assim que, alegadamente, corre o risco de não lhe aceitarem mais participações. É de prever que o Guinness World Records, o popular registo mundial de recordes, sem que o Cortês precise de concorrer, lhe atribua o ceptro do maior bacoco a ser roubado.
Hoje, na primeira metade laboral do dia, os comerciantes da Rua Eduardo Coelho, seus incontáveis admiradores, foram encontrar o Luís na esquina que dá para a frente da Rua das Padeiras com mais um cartaz ao peito a soletrar:
ROUBARÃO-ME O ÓRGÃO”
Por um lado, é certo que se trata de uma “calinada” na língua portuguesa, mas, por outro, o Cortês, presumidamente, sabendo o que vai acontecer, passa logo para o futuro.
Portanto, se não está perceber nada deixe que não está só: eu também não! Mas isso não interessa nada! É preciso é seguir a onda beneficente. Não é mesmo para compreender.
O que sei é que o nosso maior cromo de reconhecido valor turístico, para dar continuidade à sua performance musical e recordista precisa de mais um órgão para continuar a sua actividade.
Quer contribuir para esta boa causa local e nacional?

terça-feira, 18 de setembro de 2018

COM URGÊNCIA, É PRECISO CRIAR UM TRIBUNAL DE RECURSO PARA AS ABSURDAS DECISÕES DO TEDH

Tribunal condena Bélgica por impedir entrada de mulher coberta numa audiência
(Imagem do SAPO24)



COM URGÊNCIA, É PRECISO CRIAR UM TRIBUNAL DE RECURSO PARA ALGUMAS DAS ABSURDAS DECISÕES DO TEDH


Tribunal condena Bélgica por impedir entrada de mulher coberta numa audiência”


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou hoje a Bélgica pela exclusão uma mulher de uma sala de audiência num tribunal por estar coberta, argumentando que foi violado o seu direito à liberdade de religião.

PRIMEIRO DERAM O CÚ...

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(Imagem da Web)




Primeiro, sem alegada fiscalização, deixaram passar tudo em rede de malha larga. Agora que a bronca rebentou, incentiva-se a denúncia pública como se estivéssemos em pleno Estado Novo.
Perante estes comportamentos “pidescos”, António de Oliveira Salazar, onde estiver, adivinha-se, farto de apertar a barriga com tanto rir, pede aos portugueses que, no mínimo pelo respeito histórico, sejam indulgentes com esta gente.

Comissão lança formulário para denúncias de fraudes na recuperação de casas e empresas afetadas pelos fogos”


    “A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) lançou um formulário eletrónico para a submissão de denúncias de suspeitas de irregularidades na recuperação de casas e empresas afetadas pelos fogos de outubro de 2017.”