quarta-feira, 18 de maio de 2016

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





Ana Soares deixou um novo comentário na sua mensagem "A SOCIEDADE DO ENTULHO":


Já não assistia ao cortejo da Queima há uma dúzia de anos. Este ano, com um descendente incorporava o mesmo, fui ver. E pasmei com a quantidade de bebida, cerveja e não só, que era consumida e despejada para cima de tudo e de todos. Pergunto, será que os estudantes não têm melhor forma de se divertir? Será que têm que ser à custa do álcool? Penso que neste caso a comissão de estudantes e a própria Reitoria deviam ter alguma coisa a dizer. As cervejeiras agradecem a publicidade. Depois vêm para a televisão fazer campanhas anti-alcoólicas.

A SOCIEDADE DO ENTULHO




Mais uma vez e num hábito recorrente, hoje, o Largo da Freiria está “enfeitado” com um mono, um móvel em madeira esconjuntado, colocado na via pública por volta da meia-noite e já depois dos veículos de recolha terem passado duas vezes. É raro não haver lixo durante o dia nesta singular praceta da Baixa de Coimbra. A primeira apanha acontece sempre por volta das 20-21 horas e a segunda cerca das 23h00. Ou seja, mesmo assim, há sempre alguém, morador, obviamente, que vai colocar os detritos depois dos funcionários camarários passarem. Ao fim-de-semana, tarde e noite de Sábado e Domingo, o Centro Histórico mete dó.
Já escrevi tanto sobre este assunto –e já apanhei tantos restos do chão para aliviar e tentar mostrar uma imagem limpa que não existe- que, como combatente que perdeu a guerra, já me desliguei desta causa. Querem assim? Então sujem à vontade!
Há cerca de um ano, e durante meses, andou um funcionário do Departamento de Higiene da Câmara Municipal a percorrer todos os espaços habitáveis da Baixa. Desde comerciantes até moradores, creio, sensibilizou todos para a necessidade de serem respeitados os horários para colocação de detritos. E valeu alguma coisa? Zero. Este tempo, que deveria ter sido de utilidade, não valeu nada. E foi desadequado porquê? Porque, na subsequência da acção, deveria ter sido acompanhada de coimas -sanção aplicável no âmbito do direito de mera ordenação social- para os infractores que não seguissem a recomendação e não foi. Então o resultado é, por um lado, a recolha não ser eficiente, por rompimento das regras, e, por outro, parecer que estes residentes gozam de total irresponsabilidade perante os seus pares. Fazendo o que lhes dá na real gana, desrespeitando o trabalho e o esforço de quem os serve e coloca à sua disposição escassos meios públicos que deveriam ser valorizados, o que lhes importa é a satisfação dos seus intentos abusadores. Com este modo de proceder, é como se quisessem transmitir que são os eleitos, a casta, os privilegiados que estão acima de obrigações sociais, e os outros, a quem os rodeia e limpa a merda que fazem, são a ralé, os insignificantes, que desprezam.
É preciso tomar atenção que estamos em face de um problema de cultura, um défice de educação (de crianças) e formação (de adultos), dos portugueses. Os estrangeiros que cá residem ou em trânsito têm outra civilidade.

TRINTA E CINCO TONELADAS

Segundo os jornais, a última Queima das Fitas, que se realizou há cerca de uma semana, foi a mais suja de sempre e apresentou um saldo lixeiro de trinta e cinco toneladas. Mais do dobro do ano passado. Ora, mesmo alegando que choveu este ano, o facto anómalo de crescimento exacerbado deveria preocupar as entidades competentes. É bom não esquecer que a organização do Cortejo e as pessoas que o compõem maioritariamente são doutorados, licenciados e estudantes. Duas perguntas: a primeira, que mensagens passam estas pessoas à colectividade?
A segunda, por que razão o dinheiro dos nossos impostos tem de ser canalizado para actos de exagerado conspurco?
Já sabemos que a alegação é que, a par da procissão da Rainha Santa, é a festa maior da cidade. Muito bem. E em nome dessa grandiosidade vale tudo? Conforme fotos saídas na imprensa, deve continuar-se admitir que se mije para dentro dos estabelecimentos comerciais?
É festa de todos ou de alguns? Se é colectiva todos devem partilhar os custos e proveitos. Se é de alguns, estes, devem custear os meios públicos que são colocados à sua disposição.

COITADINHOS DOS ANIMAIS

São muitos os que defendem os direitos dos animais. Não se contesta que se devem relevar os direitos dos irracionais e tratar com urbanidade os ditos. O problema é quando, como disse recentemente o Papa Francisco, se tratam em desfavor as pessoas e se esquece as obrigações inerentes à superveniência. Cuidado com o homem que morder um cão. A família está a mudar.
Neste Largo da Freiria, aliás como em outras partes da cidade, é diário ver comida espalhada no chão em frente a um prédio abandonado há cerca de uma década –e a causa começa logo aqui quando a fiscalização da edilidade, fazendo de conta que não vê, permite que um prédio esteja nestas condições vários anos.
No que toca aos dejectos de animais já nem vale a pena falar. Estão à distância de uma passada.

PATRIMÓNIO MUNDIAL DE IMUNDÍCIE

Faz profunda impressão como é que uma cidade que foi classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade não enxerga que esta distinção foi um totoloto para a sua economia e desenvolvimento. O que se assiste é que por parte da autarquia não se vêem grandes iniciativas para continuar a merecer a qualificação –pelos vistos até esqueceu que, no limite, pode ser retirada. Pelo lado dos munícipes a mesma coisa. Sejam comerciantes ou moradores, ninguém quer saber da obrigação de receber com dignidade quem nos visita.

ACABAR DE VEZ COM A RECOLHA PORTA-A-PORTA

Em muitos países europeus os cidadãos são responsáveis pelo lixo que produzem e estão obrigados a levar os seus excedentes aos colectores distribuídos em vários pontos assinalados nas cidades.
Com tantos cortes em serviços públicos, não se entende muito bem como é que se continua a alimentar este serviço, alegadamente, de luxo para uma sociedade de lixo.
Já que não funciona de porta-a-porta, talvez estivesse na altura de requalificar esta tarefa camarária.



BOM DIA, PESSOAL...

sábado, 14 de maio de 2016

O VENDEDOR DE FLORES




Já aqui falei dele. Dá pelo nome de Carlos Lionel Cardoso Gonçalves. É meu vizinho e faz uns bonitos arranjos florais. De vez em quando, apregoando e interrogando "quer comprar uma flor?", lá tenta fazer meia dúzia de euros. 
As cidades, na sua multi-culturalidade, são micro-cosmos onde a diferença apenas confirma a supremacia do costume implantado pela maioria. São estes quebra-regras, como o Carlos Lionel, que transformam um sítio -para uns melhor, para outros nem por isso- e impedem que tudo seja imensamente igual num tédio enfadonho.

UM COMENTÁRIO RECEBIDO SOBRE...





Otilia Santos deixou um novo comentário na sua mensagem "UM PINTOR À PROCURA DAS CORES DA FELICIDADE":


Antes de mais o meu Muito Obrigado, em nome do mestre Pedro Freitas, a Todos quantos manifestaram o seu carinho Sincero!!! A quem o foi visitar, a quem telefonou para os HUC, Hospitais da Universidade de Coimbra, piso 3, cama 35.

Hoje, 13 de Maio 2016, fui visitar o mestre Pedro Freitas. Está bem, está fora de perigo; já come sólidos; estava sentado (já sai da cama); reconheceu-me; confirmou-me que tem guardados os retratos que fiz no dia do seu 60º aniversário. E já lá vão quase dois anos. Estou muito grata. Prova de que a Fé move montanhas! Acredito que o mestre Pedro Freitas em breve estará por aí, aqui e ou acolá a brindar-nos com o seu trabalho. Continuemos a dar-lhe a nossa maior Força. Vale a pena. Acreditem!

O meu Especial Muito Obrigado ao Ser Humano Maravilhoso que, amiúde, o vai visitar e dar-lhe aquela Força. Bem Haja*. Sabe quem É.*

A Todos os Figueirenses e Buarquenses e Conimbricenses, Portugal e o mundo em geral. (a ordem é arbitrária) MUITO OBRIGADO!!!!!

Assina pelo mestre Pedro Freitas,
Tila Santos

quinta-feira, 12 de maio de 2016

TERRORISMO NOS CONTRATOS DE ELECTRICIDADE

(Imagem da Web)




Esta semana, J. Fernandes e a esposa, um casal residente em Coimbra e de vetusta idade, foram surpreendidos por uma carta da Iberdrola, uma operadora do ramo eléctrico, a dar-lhe as boas vindas e agradecer o facto de se terem tornado clientes da empresa espanhola e com sede nacional em Lisboa.
Por não terem feito nada para que o seu contrato transitasse da EDP Comercial para a distribuidora de electricidade com escritório na capital portuguesa, imediatamente entraram em stresse. Para quem é mais novo pode até parecer que é simplesmente um acaso fortuito mas para quem é idoso um caso destes é uma calamidade. Em seguida ligaram para a Iberdrola e, pelos serviços desta eléctrica, foi dito que tinham subscrito um contrato e que se queriam mudar para a EDP teriam de se deslocar aos serviços da concorrente e ratificar um novo acordo. De pouco lhes valeu argumentar que estavam a ser vítimas de um crime de falsificação de documento e de identidade. As regras são assim, foi-lhes afirmado através do telefone.
Ontem foram ao espaço EDP, da Loja do Cidadão, em Coimbra, assinar novo contrato que por decisão de vontade não tinham interrompido e foi-lhes dito que, nos últimos tempos estas situações são recorrentes, quer com a Iberdrola, quer com outras eléctricas do mesmo ramo.
Fernandes, através de carta com aviso-de-recepção, já solicitou à empresa espanhola o envio de cópia de contrato e pondera apresentar queixa-crime às autoridades.
Era bom que estas empresas –que logicamente são alheias a estes ilícitos mas que nem será difícil detectar quem esteve na sua origem- agilizassem estes processos e elas mesmo chamassem a si a resolução do problema e levassem à barra do tribunal os autores da tramóia. Penso, será fácil de adivinhar que, alegadamente, por trás deste maquiavélico processo estão angariadores sem escrúpulos que, para ganharem a comissão de novos clientes, recorrem a tudo para o conseguir. O resultado é o desassossego de pessoas que legitimamente precisam de serenidade e a destruição da credibilidade de grandes empresas como a Iberdrola –como ressalva, durante muitos anos, fui cliente desta firma e fui sempre tratado com a maior lisura.

(TEXTO ENVIADO À IBERDROLA)

BOM DIA, PESSOAL...