sábado, 24 de julho de 2010
HÁ CAMILOS QUE SE SUICIDAM...HÁ CAMILOS QUE SE ABATEM...
"O Camilo" foi uma tasca e casa de dormidas na década de 1970/80 na Avenida Fernão de Magalhães.
Durante quase trinta anos esteve a conspurcar a paisagem urbana junto ao Largo das Ameias.
Hoje, num Sábado solarengo de Verão, pela força do camartelo, foi ao chão. Se por um lado é um resquício da história da cidade que se apaga, pela imagem decadente, era um farrapo de memória. Pelo estado decrépito, não deixa saudade...
A LOJA DE ANTIGUIDADES
Se lhe perguntassem a si leitor, de rompante, para definir uma loja de antiguidades o que respondia? De repente vir-lhe-ia à memória a obra-prima de Charles Dickens, mas, por aí, não chegaria lá. Então, tendo em conta que de vez em quando até passa numa feira de velharias, pelo senso comum, tentaria responder. Diria que é um estabelecimento onde se vendem coisas antigas? Diria que vendem lá artigos que você já colocou no caixote do lixo? Não diria que é uma espécie de fábrica de ilusão, onde se transforma lixo em luxo?
E se o interrogassem acerca de quem está vender, do homem ou mulher que anda para lá a saracotear-se, como macaco de galho em galho, no meio de livros empoeirados e objectos que para si não fazem o menor sentido, o que diria? Pegaria novamente num qualquer quadro de memória e, se calhar, começaria por dizer que são pessoas com um ar “atoleimado”, não? Lembrar-se-ia de um qualquer tipo, numa feira de rua, com um grande chapéu, uma grande “bigodaça”, sei lá, talvez vestido todo de preto, quase a parecer um qualquer místico sacerdote?
Mas, com a recorrência à mnemónica, continua sem conseguir estabelecer um conceito para este tipo de lojas. Sim, porque, numa coisa todos estamos de acordo, não são espaços comerciais iguais aos outros similares de comércio. E ainda outro acordo: quem está à frente destas lojas, para o bem e para o mal, também não são iguais a outros quaisquer vendedores. Têm qualquer coisa que os distingue dos demais. Pode ser simplesmente uma sensibilidade elevada, o sexto sentido apurado, aquela intuição inata que nasce com qualquer mulher. É evidente que, como em todas as profissões, não se poderá generalizar. Haverá sempre excepções.
Uma loja de antiguidades é uma universidade de conhecimento antropológico e comportamental do ser humano. Aqui se pode perfeitamente assistir a muitos clientes quererem comprar uma ferradura para ver se, no futuro, passarão a ter mais sorte. Pedir para consultar o livro de São Cipriano –“que é para uma vizinha. Foi ela que pediu para comprar”-, ficar com ele na mão, a olhá-lo, sem o abrir, e, depois de um conflito de interrogações várias pelos labirintos da superstição, interrogar: “diga-me, é verdade que este livro pode fazer mal, se se levar a sério as suas premonições?”.
Pode contemplar-se uma qualquer pessoa levar na mão uma foto de uma peça, de mobília, por exemplo, e, dirigindo-se ao dono da loja, medindo-o de alto a baixo, começar por interrogar: “aqui avaliam peças antigas? Mas o senhor sabe avaliar? É que a peça que tenho aqui retratada é muito valiosa. É do século XVIII/XIX. O senhor estudou arte? É que já me foi estimado um preço de 200 mil euros…”. O dono da loja, o tal com ar amalucado, assim para o esotérico, olhando para a imagem fotográfica, verifica que aquilo, apesar de velho, terá para aí umas largas décadas. Aquela mobília, aquele monte de lenha, é como uma mulher de oitenta anos: já foi boa, já! Já deu tudo o que tinha a dar. Dali para frente, daquela grande estampa, só se espera trabalho. Mas como é que se vai dizer isto a uma pessoa que está convencida que aquilo que tem lá em casa –o monte de lenha- já está pago e “repago” pela fruição da utilidade? Como é que se consegue fazer compreender que naquela cama de madeira, onde foi concebida toda a prole, apenas representa a emoção para quem com ela conviveu? E a emoção não é mensurável. Como é que se descalça esta bota?
A custo, tentando não ferir a ambição do vendedor particular, o dono da loja lá vai dizendo que quem avaliou, quantificou mal, certamente por desconhecimento. Com jeito, começa por dizer “a senhora desculpe mas o que pretende vender não tem valor comercial. Já teve. Agora é simplesmente um objecto com história mas sem valor transaccionável”. "O quê? –recalcitra o particular, completamente fora de si-, o senhor não percebe nada de antiguidades, está a ouvir? Está a dizer-me que esta minha obra, digna de museu, não vale nada? E mais: não me trate por “senhora”, eu sou licenciada…doutora…está a ouvir-me bem?”. E sai espavorida pela porta fora a expelir mais fumo que um comboio a vapor.
Outras vezes, entra pela porta dentro, de passo ligeiro, uma senhorita com ar de sirigaita, olha à volta, torna a olhar…toc…toc…dá mais uma volta ao pequeno espaço, sem conseguir olhar com olhos de ver, e atira: “aqui só vendem coisas antigas e usadas, não é?”. O dono da loja, o tal de ar metafísico, com ar pardalão, responde: “não senhora, aqui não há só antiguidades e usados. Também há “novidades” e sem uso…que, por acaso, sou eu!”. A mulher olha para o homem dividida, não sabe se há-de fazer cara de cavalo cansado ou de chaimite em primeira-mão. Opta por um sorriso amarelo e responde sem dizer nada: “é que eu não gosto de coisas antigas e usadas…dão-me nojo saber que já foram mexidas por outros. Eu sei lá! Às tantas, ainda vem cá o espírito do primeiro dono aborrecer-me…”
AI AGOSTINHO...QUE RICO VINHO!!
Queria que os portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
todos os que são formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sem ler
teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura
e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale
até para aproveitar-se
das dúvidas da razão
que a si própria se devia
olhar pura opinião
que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira
alfabetizar cuidado
não me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto
se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia
deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.
(Agostinho da Silva)
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
todos os que são formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sem ler
teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura
e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale
até para aproveitar-se
das dúvidas da razão
que a si própria se devia
olhar pura opinião
que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira
alfabetizar cuidado
não me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto
se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia
deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.
(Agostinho da Silva)
UMA CANÇÃO PODE MARCAR A NOSSA VIDA...
Já o escrevi aqui mais do que uma vez, incluído no plano de ensino do Secundário, este filme "Streets of Philadelphia" deveria obrigatoriamente fazer parte do programa. O Ministério da Educação anda tão preocupado com a educação sexual e não quer saber da tolerância por quem nasceu diferente e segue, por obrigação inata, outras inclinações do mesmo sexo...
BOM DIA PESSOAL...
(IMAGEM DA WEB)
Como é que estão? Estão bem? Espero, sinceramente que sim. Se não estão completamente felizes, deixem lá. A felicidade, se repararmos bem, afinal, não passa de um estado de alma. Vai e vem. É curioso, mas poderemos perfeitamente ver um indivíduo que tudo tem para enfrentar a vida e, no entanto, está completamente infeliz, sem ânimo, para dar um passo até à rua e ser banhado pelos raios solares que tão bem fazem à força anímica. Pelo contrário, e constato isso tantas vezes, uma pessoa pobre, cheia de problemas financeiros, estranhamente, é uma pessoa feliz. Estou a lembrar-me de alguém próximo de mim, mais concretamente uma mulher de trinta e poucos anos. Tem três filhos ainda pequenos. O marido ganha pouco e ela idem aspas. Pois impressiona-me a sua boa disposição. Outra curiosidade: é uma pessoa muito ignorante. Noto que é uma ignorância substantiva/adjectiva. Isto é, por um lado, substantivamente, porque não é muito inteligente, no sentido de a classificar como “esperta”, como se dizia antigamente –felizmente que os conceitos de inteligência foram alterados. Por outro lado, adjectivamente, porque mesmo sendo um pouco limitada, não deveria ter tido possibilidades de adquirir conhecimentos, e por ali ficou, provavelmente, com o 4º ano de escolaridade. O que a seguir o meu raciocínio, se calhar, quanto mais alheados vivermos da realidade, é possível que sejamos muito mais despreocupados e até mais felizes. Quem é indiferente a tudo o que se passa à sua volta será muito mais descontraído. Quer queiramos, quer não –noto por mim- esta quase obsessão por estar a par de tudo, nas notícias, acaba por deprimir e gerar um sentimento maior de insegurança.
É certo que a idade transforma-nos completamente. Há medida que entramos na andropausa –se é que existe-, quanto a mim, dá-se um fenómeno muito curioso. Tornamo-nos menos materialistas e mais espirituais. É como se crescêssemos em direcção ao Universo. Deixamos de ser jogadores onde, pela necessidade de se ganhar, se aposta tudo. Até a alma, se necessário for para garantir a jogada. Fazemos continuamente “bluf”, na mesa de jogo da vida, chegamos a ir à parada com três duques. Com a idade, passando o meio século, creio, passamos a ser mais recatados e cuidadosos. Já não apostamos de qualquer maneira. Tornamo-nos mais humanos. No pano verde da existência passamos a olhar para os rostos dos adversários. Atentamos mais no brilho dos seus olhos, nas rugas que emolduram a testa, o contrair dos lábios, o sorriso falsete.
Passamos a olhar mais à nossa volta. Concertamos as nossas relações de afecto com as pessoas mais chegadas. Acarinhamos mais os filhos. Choramos ao abraçar o primeiro neto. Reparamos no homem que arruma os carros e até lhe dizemos “bom dia”. Passamos a pedir desculpa com mais facilidade. Às vezes, no reiterar da explicação, até nos tornamos chatos. Contrariamente a outros tempos, passamos a ir ter com aquele amigo que já não víamos desde a escola secundária, e até lhe damos um abraço. Como velhos sentados à lareira, desfolhamos o nosso livro existencial…” e lembras-te disto? E daquilo? E do professor tal, que usava chapéu?”. E, em momentos de saudade, andamos para ali a rebuscar retalhos de memória que há muito estavam arrumados no baú das recordações e que não contávamos em mexer-lhes mais.
Tornamo-nos mais racionais. Passamos de sonhadores a tempo inteiro a sonhar de vez em quando. Até o dormir encurta e passa a ser diferente. Em balanço da vida, escolhemos os mais importantes –os que serviram de bandeira à nossa passagem terrena-, aqueles em que tanto apostámos, de realização pessoal, e, por um motivo ou por outro, vimo-los desvanecerem-se à nossa frente, como flocos de neve que o calor do Sol impiedosamente derreteu. Nestes, continuamos a ter esperança de um dia os podermos realizar. Os outros, que tinham a ver com a ambição material –ter uma quinta com cavalos, um castelo-, paulatinamente, como a escolher as melhores cartas para trunfo, colocamo-los no caixote dos “perdidos em combate”.
Em resumo, creio, transformamo-nos para melhor. É evidente que estas alterações psicológicas não acontecerão com todos. Só sucederão a quem tiver tempo para se aperceber delas…
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
A ÚLTIMA VIAGEM DO PITROLINO
(IMAGEM DA WEB)
Certamente poucos se lembrarão do “Pitrolino”. Era um simpático vendedor que, com a carroça puxada por um burro, percorria as aldeias em redor da cidade, fazendo-se anunciar por uma estridente corneta. Poderia ou não ter um estabelecimento de porta aberta. Aqui na Baixa, por volta dos anos de 1960/70, existiu um no Largo do Romal. "Era o senhor Afonso "Carvoeiro", homem de muito trabalho, sempre com as mãos e cara encardidas e pretas do carvão. Homem com H grande. Era miúdo mas lembro-me muito bem dele e da esposa. Tinha mais duas qualidades, para além de trabalhador e sério: era adepto do C. F. União de Coimbra e do Benfica." -contribuição de Marco Pinto.
Normalmente estas lojas, sempre muito sujas e decrépitas, eram drogaria, vendiam carvão e sabão. Dos mais velhos, quem não se lembra "do “sabão azul (macaco) e do amarelo (amêndoa), ambosem barras. O azul era para a roupa e o segundo era para o chão, geralmente em madeira. (…) O homem cortava as barras depois de medir as quantidades com uma fita ou um pau. Além dos sabões vendia outros detergentes e petróleo, benzovaque (para as nódoas da roupa), álcool para assar chouriços, cera ao peso em papel vegetal e caixas de fósforos muito grandes”, retirado do blogue “Mercado de Bem-Fica”.
Normalmente estas lojas, sempre muito sujas e decrépitas, eram drogaria, vendiam carvão e sabão. Dos mais velhos, quem não se lembra "do “sabão azul (macaco) e do amarelo (amêndoa), ambos
Com o desenvolvimento social e a evolução do comércio, progressivamente, foram desaparecendo. O último “pitrolino”que conheci, o senhor Amadeu, que se fazia acompanhar da esposa nos giros pelas aldeias, foi por volta de finais da década de 1970, morávamos então, porta-com-porta, na Rua do Clube, em Santa Clara , aqui na cidade. Embora já se fizesse transportar numa carrinha automóvel, perante os novos costumes, que se transformavam a toda a velocidade, acabou por ter de encerrar a actividade.
Peguei neste modelo de profissão desaparecida para me servir de introdução ao que vou desenvolver acerca do comércio tradicional.
Como todos sabemos, ontem, Quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o alargamento do horário das grandes superfícies (mais de dois mil metros quadrados) ao Domingo, passando estas grandes áreas a poder funcionar todos os dias das 6 às 24 horas, embora, depois da promulgação da portaria governamental, cabendo às câmaras municipais afixar eventuais reduções de horário que se justifique.
Desde a ACOP, Associação de Consumidores de Portugal, passando por pequenas associações locais, até à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, todos reclamam contra a medida governamental.
Como não quero ser igual, ou seja, malhar no ferro que já está frio há muito tempo, carpir mágoas de lágrimas secas, vou seguir outro tipo de análise. Começo por dizer que, ainda que isto possa chocar, o comércio de rua está para as grandes superfícies como o “Pitrolino”, nos anos de 1970, estava para os supermercados Colmeia –referindo estes aqui em Coimbra. O que quero dizer com isto? Que, inevitavelmente, mesmo à frente dos nossos olhos as lojas de bairro vão desaparecer quase todas. Neste momento, com uma cota de mercado anunciada em cerca de 8 por cento, algumas ainda vão subsistindo, muito por força dos mais velhos não se poderem deslocar às grandes superfícies. Por muito que custe esta verdade, cada vez mais descerá a procura nos centros urbanos. E porquê? Porque a pequena unidade comercial não pode competir em preço com a gigantesca grande área.
O futuro próximo vai ser uma razia. Estas lojas, na maioria, já estão a funcionar só com uma pessoa. Nos últimos anos, o número de trabalhadores foi decaindo, decaindo, até ficar apenas o último membro da família. Um deles já teve de arranjar trabalho ou está no desemprego. E esta “decalage” tem sido contínua. Actualmente o comércio de rua já não vive, não sobrevive, simplesmente vegeta. Arrasta-se ao longo dos dias –estes, no sempre a consultar o relógio, parecem eternidades-, e os meses, que estranhamente passam a correr, são uma consumição para que estiquem e não chegue mais depressa a hora de pagar a renda, o telefone, a luz, os impostos, etc,.
E mais: quando entrar uma reforma séria no arrendamento, em que se dê uma justa retribuição ao proprietário, pelo aumento de renda, as poucas que restarem desaparecem.
Portanto, para mim, este licenciamento já nem aquece nem arrefece. Será o mesmo que lançar gás pimenta num cemitério. Podem fazer barulho à vontade, já nada dará vida a quem já morreu há muito.
Veja-se o caso de Coimbra: apesar de estar superpovoada de grandes superfícies, ainda vai abrir em Setembro a Makro em Eiras –que se transferiu do Vale das Flores; no seu lugar irá abrir outra grande superfície de bricolage e jardim; irá abrir o “El Corte Inglês”, na Casa Branca, e o “Ikea” na encosta de Santa Clara, junto ao “Fórum”.
Ora, com franqueza, digam lá que prejuízo maior poderá trazer ao comércio tradicional a abertura das grandes superfícies aos domingos todo o dia?
Aliás, será de uma grande hipocrisia se o executivo municipal não deliberar nesse sentido. Ao menos que assuma o papel de coveiro do comércio coimbrão a tempo inteiro.
Naturalmente que a ACIC –que ainda hoje vinha no Diário de Coimbra a carpir lágrimas de crocodilo- evita de vir agora armada em viúva chorosa. Assuma de uma vez por todas que, para além de folclore e uns comunicados, na última década –eu estive lá de 1998 a 2003, também tenho culpa!- não fez absolutamente nada de palpável pelos homens do comércio.
Os comerciantes, como fidalgos que não quiseram mudar hábitos de aparência abastada, que nunca se souberam unirem em torno da ACIC, contribuindo para a sua defesa individual, alterando os horários de funcionamento, batendo o pé a este Estado opressor que tem feito um holocausto na profissão, têm o que merecem.
Apesar de ter um discurso pesado e pessimista, tenho a certeza que algumas lojas sobrevirão, mas poucas. Sobretudo aquelas que conseguirem ter um comércio diferente da maioria, e, acima de tudo, que se virarem para a hotelaria. Aqui, neste ramo de negócio, residirá o futuro dos outrora centros comerciais a céu aberto.
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