terça-feira, 13 de maio de 2008

ESTAS MÁS-LINGUAS...


(Foto retirada do Diário de Coimbra)



Ontem, em sessão do executivo municipal e depois de instado por Luís Vilar, acerca de “por pouco”, quase ter sido atingido com um azulejo, Mário Nunes, vereador Municipal da Cultura, em jeito de justificação, respondeu “ser normal caírem”. Mais tarde, ainda no mesmo debate com o vereador socialista, e depois de ter recebido documentos, afirmaria que “durante três anos, já caíram 12 mil azulejos”.
Logo, vozes da reacção, presentes no salão camarário, não perderam tempo a afirmarem que cada azulejo representa um emprego de longa duração perdido no comércio tradicional do Concelho de Coimbra. Muitos deles a troco de trabalho precário em grandes superfícies.
Pode lá ser?! “Nem pensar, a mim ninguém me engana”, diria Carlos Encarnação, se ouvisse.

COMO É QUE DISSE?! ORA REPITA LÁ!


(Imagem retirada, com a devida vénia, do blogue "Porta-Aviões")

"Estou-me nas tintas para Siza Vieira, que respeito bastante,quando um cidadão pode levar com isto (um azulejo), a cair de 12 metros de altura, na cabeça (...)"-Luis Vilar,dixit, ontem,na reunião do executivo camarário,dirigindo-se ao vereador Mário Nunes. IMPORTA-SE DE REPETIR?! DEVO ESTAR UM POUCO LERDO PARA NÃO ENTENDER. MAS AFINAL RESPEITA OU NÃO O ARQUITECTO?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

UM COMENTÁRIO ESTRANHO...NO MÍNIMO

Hilário Godinho disse...
Peço Asilo Político, Je demande Asile Politique, Ich verlange politisches Asyl, I ask for Political asylum
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Resistência Portuguesa Militar e Civil Anti Pide/D.G.S.E. -----

Liberdade, Democracia, Justiça, Imprensa, Direitos Humanitários. Sim.
Ditaduras, PIDE/D.G.S.E., Tortura, Fome, Corrupção. Não Obrigado.
Peço Asilo Político, Dinheiro, Doente e Invalido com Fome em Tribunal com Dívidas.
Enviar dinheiro para a Anti Pide/D.G.S.E..
Sr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. -----

Se não pode impôr a paz, pode convencer pelo exemplo. -----

Peço Asilo Político. -----

Donativos para a Resistência Portuguesa Militar e Civil Anti Pide/D.G.S.E..
Hilário Vicente Rosa Godinho --- Conta de Épargne UBS CHF --- Nº conta 233-691451.M1F --- Nº de cliente 233-691451 --- Iban CH21 0023 3233 691451M1F --- SWIFT Adresse (BIC): UBSWCHZH80A --- UBS AG --- Postfach, CH
4053 Basel --- Suisse. --- Ou ---
Sr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. ---
Telefone: 0041 765 450 994. Comuniquem na Imprensa Mundial. Eu falo Português, E também Francês. -----
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No dia 10 do corrente, num texto que escrevi e dei o título “Todos os homens têm Valor”, recebi este comentário, cujo teor transcrevo na íntegra.
Estranho?! Que pensa o leitor? Um português –Hilário Godinho- a pedir asilo Político?
De repente faz lembrar-me os casos da 2ªguerra Mundial, em que muitos anos depois de ter acabado este grande conflito bélico, salvo erro na Indochina, uma região do Sudoeste Asiático, foram encontrados soldados, quer dos Aliados, quer do Eixo, que não sabiam que o conflito tinha sido dirimido e a paz assinada. Curiosamente, na mesma região, mais de duas décadas depois, na Guerra do Vietname (1959-1975), que envolveu os Estados Unidos, para tentar evitar o alastramento do comunismo na Indochina -o chamado efeito dominó- e a Coreia, devido à grande popularidade do líder Ho Chi Minh, passar-se-ia a mesma coisa com soldados USA. Estes acontecimentos foram temas de vários filmes hollywoodescos.
Voltando ao comentário que recebi neste blogue em forma de apelo, será que este homem,de nacionalidade lusa, não saberá que a PIDE/DGS caiu há 34 anos? Depois outro facto curioso –ou nem tanto-, sendo este homem português, pede asilo político a quem? A Portugal? À Suiça, onde se encontra? Parece uma metáfora, estando ele num país neutral.
Será uma burla que este homem, através da blogosfera, tenta implementar?
Bom, deixo a “deixa”, passando a redundância, para um qualquer jornal nacional investigar. Nem é difícil, até envia o número de telefone…
Quanto ao seu apelo no meu blogue,e na parte que me toca, meu caro Hilário Godinho, lamento mas não lhe posso enviar dinheiro, isto por aqui está mesmo difícil. Se a coisa resultar consigo –depois avise-me-, provavelmente, farei o mesmo que você: começarei a enviar e-mails a pedir asilo político e uma ajudazinha cá para o rapaz.

RESPOSTA A MATILDE SOUSA FRANCO


(Foto retirada, com a devida vénia, do Site do Grupo Parlamentar do Partido Socialista)


Muito obrigada, amiga, pela carta que nos enviaste, melhor dizendo, que publicaste no Diário de Coimbra, e em defesa do comércio tradicional. Muito obrigada, Matilde! Sendo tu doutoranda em história de arte e com curso de especialização de Conservadora de Museus, não poderia esperar outra coisa de ti. Não sei se estás a ver a analogia: o comércio de rua já é museológico, assim uma espécie de fóssil. Além disso, conheces muito bem Coimbra. Escreveste várias obras sobre a cidade, como por exemplo: “O Programa Coimbra Antiga e a Viviricação dos centros históricos” –está errado, é vivificação? Eu cá não sei, limitei-me a copiar do site das mulheres socialistas. Escreveste outras obras, como: “Da Cerâmica de Coimbra”; “Proposta de reconversão do Museu Nacional de Machado de Castro”; “Quatro anos na Direcção do Museu Nacional de Machado de Castro” e “António Sérgio e Coimbra”. Ou seja, sabes muito bem do que falas e escreves. Tenho pena de te ver pouco por aqui. A última vez foi em campanha eleitoral, em 2005. És uma pessoa boa, digo isto sinceramente, basta olhar para a tua cara. Tenho a certeza de que és franca sobre o que escreves. Muito para além do teu apelido. Sempre achei, Matilde, que, na política, estás desfocada, és uma peça de xadrez que não combina com o tabuleiro. Esse não é o teu lugar. Tal como o saudoso António, que conheci bem, és uma pessoa boa. Acredita na minha sinceridade. Já há muito que não sabia nada de ti.
Quando li a tua carta fiquei contente. Palavra, Matilde! Estás viva e de boa saúde, graças a Deus! Nós, por cá, vamos andando. Como todos os comerciantes de rua do país. Sentimo-nos como se estivéssemos no corredor da morte. Eu sei que pensas que, com a idade, me tornei pessimista, que, deliberadamente, sou duro, mas é assim Matilde! Vamos vendo cair os nossos melhores amigos. Inevitavelmente, sabemos que também a nossa hora chegará. Estamos condenados. Temos o destino traçado. É como, metaforicamente, nos fossem administrando uma gota diária de cianeto. Há dias foi o Carlos, há pouco tempo foi o César, o António, o Manel. Vamos vendo cair estabelecimentos emblemáticos que marcaram esta cidade. São tantos que nem tos vou referir. Mas obrigada pela tua solidariedade. Serve-me, pelo menos, de consolação. Resta, valha-me, esse sentimento. Sei que se mandasses não deixarias caminhar o comércio tradicional para o abismo como está acontecer. E, só por isso, fico reconfortado. Sei que se “morrer”, entretanto, vais lembrar-te, e, por momentos, condenarás esta nova forma de “excessivo consumismo”, como referes na tua carta, pensarás na minha família. Vais lembrar-te, certamente, que eu, como outros, não temos direito a subsídio de desemprego e, facilmente, poderemos cair na indigência.
Para terminar, gostaria de te lembrar que o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, Doutor Mário Silva, está em “coma”, encerrado ao público há cerca de dois anos, e que só espera a machadada final, como quem diz um insensível Decreto-Lei, emanado do teu correlegionário Mariano Gago. Matilde, tu conheces bem este museu. E mais: sendo a tua área profissional, e amando tu Coimbra como amas, não podes deixar cometer este assassínio cultural. Antes de deixares a vida política –sim, porque aposto que não te recandidatarás- evita este acto de lesa-cultura e apagamento deliberado da memória. Coimbra, a cidade que, no Parlamento, representas, agradece, e, se o fizeres, ficar-te-à eternamente grata.
Um abraço e um beijinho deste teu amigo.
LUIS FERNANDES

(esta carta foi enviada à Drª Matilde Sousa Franco, através dos sites do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e das Mulheres Socialistas. Foi enviada, também, para publicação, ao Diário de Coimbra, à secção "Fala o Leitor")

quinta-feira, 8 de maio de 2008

DESCULPE PERGUNTAR, MAS TEM A CERTEZA DE QUE NÃO QUER MESMO CALÇAR OS CHINELOS?


(Foto retirada do blogue "Piolho da Solum", em que é mostrado o início da campanha, neste caso, na Solum, porque o presidente pensava que estava na Baixa. Acontece a qualquer um. Não sejam más-linguas!)


Segundo o Diário as Beiras de hoje, “ENCARNAÇÃO ASSUME RECANDIDATURA À CÂMARA DE COIMBRA”.
“Os sapatos, que Carlos Encarnação usou nas duas últimas campanhas autárquicas, vão voltar à estrada. O presidente garantiu que eles “ainda aguentam mais algum tempo”.
Olhe lá ó Carlos, cá por mim, acho que devia enfiar as pantufas. Deveria passar a avozinho a tempo inteiro, é só por isso, mais nada! Nesta impossibilidade, então o amigo deveria fazer campanha descalço –como Ghandi, está a ver, não está? Resolvia três problemas. Primeiro, dava uma ideia de suprema humildade, que fica sempre bem a qualquer político em campanha eleitoral. Segundo, mostrava que, estando as finanças da autarquia como estão, não há dinheiro para luxos. Terceiro, fazia um favor ao PSD, e mais concretamente ao Ribau "Ovos-moles", mostrando que o partido está mesmo de tanga. Nem crédito tem para umas alpercatas.
É que já estou mesmo a ver o que vai acontecer, coitado de si! O amigo vai ser vítima de ser mal assessorado nos conselhos. O que me admiro é o companheiro, com a sua experiência de campanha, não ter visto. Parece impossível, homem de Deus! Então não se está mesmo a ver? Então você, um amigo da Baixa e dos comerciantes de rua, vai usar os mesmos sapatos que usou na campanha de 2002? Isso é um erro crasso, de palmatória! O que vão dizer os comerciantes, que vendem sapatos, na Rua dos Sapateiros?
Se quer um conselho, o compadre deveria convocar uma conferência de imprensa a comprar uns sapatos numa sapataria da Baixa. Não sei se está a ver a coisa. O amigo com os sapatos meios rotos e gastos ao lado e a experimentar uns novos, logo seria entendido como um grande defensor -e que faz compras- do comércio tradicional. Está a ver, não está?.

PS- Quando for comprar os sapatos na Baixa, fale no seu amigo Luís Fernandes, que é para lhe fazerem um desconto. Se não o fizer, como ninguém o conhece por aqui, já estou a ver que vai pagar como um qualquer turista que visita o centro histórico.

IMPORTA-SE DE REPETIR?




“A videovigilância (na Baixa) vai permitir também à polícia libertar efectivos que realizavam patrulhas na zona” –Sidónio Simões, director do Gabinete para o Centro Histórico de Coimbra, ao jornal PÚBLICO, em 07 do corrente. COMO? IMPORTA-SE DE REPETIR?
Então se a contínua insegurança da Baixa se deve à carência de polícias da PSP –cuja chefia se queixa da falta de meios operacionais e humanos para vigiar esta zona-, explique lá isso: como é que se vai libertar meios que não existem? Será por passe de mágica?
Está bem! Já percebi tudo. As câmaras olhísticas são uma espécie de base cosmética para disfarçar umas extensíssimas olheiras. Tudo vai continuar na mesma, para não dizer pior.

UM SUICÍDIO ANUNCIADO



(imagem retirada do blogue "O Piolho da Solum")


Segundo os dois diários da cidade, Diário as Beiras e Diário de Coimbra, um estudante de 25 anos morreu ontem à tarde vítima de uma queda do 5º andar de um prédio situado na Rua do Brasil, em Coimbra. Este estudante, natural dos Açores, deixou uma carta aos pais para explicar o seu derradeiro gesto atentatório contra a sua vida.
Se a memória não me falha, esta é a segunda morte, por suicídio, só este ano, por alturas da festa da Queima das fitas. Creio que todos os anos há pelo menos uma morte de estudante por esta altura da Queima. Apesar de existir um serviço de apoio psicológico –SOS-Estudante, com o telefone 808200204- desde 1997, a verdade é que quem precisa pouco recorre. Segundo Filipa Craveiro, em declarações ao Diário as Beiras, “os estudantes recorrem pouco à linha SOS…têm receio de que quem os atende do outro lado lhes reconheça a voz”.
Ora, a ser assim, tendo Coimbra uma das melhores faculdades de Psicologia do país e, reconhecidamente, com os melhores psicólogos como professores, como entender este “desleixo”e incúria em torno da vida de tantos estudantes que, num acto tresloucado, sucumbem anualmente na cidade? E que tal uma tese de mestrado, procurando as causas do suicídio exactamente no período da Queima das Fitas? Fica a chamada de atenção.